21.08

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Nosso querido diretor Harald Zwart, realizou uma coletiva de imprensa no dia 09 de agosto em Los Angeles, e o TMI Source, juntamente com Page to Premiere e TMI Examiner estavam lá e fizeram várias perguntas referentes as filmagens de Cidade dos Ossos e também um pouco do processo de adaptação de Cidade das Cinzas.

Confiram a entrevista, já traduzida pela nossa equipe:

Harald discutiu sobre a importância do filme contando com os personagens ao em vez dos efeitos, sua inspiração para os demônios, o processo de colaboração e como eles decidiram lidar com a enorme reviravolta no enredo do filme.

Como você decidiu como
os demônios se pareceriam?
Harald Zwart: Isso foi um longo processo. Eles são descritos de uma certa forma no livro, eu eu achei que precisava de um pouco mais – Primeiramente, eu fui bastante inspirado por “O Exorcista” e como esse filme lida com demônios e eu estava querendo ir para demônios cheios de CG até o final. Eu amo como “O Exorcista” garante que a garota esteja lá o tempo todo e é isso que o torna tão assustador. Então eu fui bastante inspirado por isso. Quando eles precisavam ser demônios desenvolvidos, nós apenas pensamos, partimos de, o que é isso? Isso é apenas uma matéria que é fogo e lava e então nós adicionamos alguns dentes e então eles não tinham olhos. Foi bastante desse desenvolvimento conceitual e eventualmente terminou parecendo do jeito que eles parecem.”

O quão importante foi para você que o filme fosse mais orientado pelo personagem do que contar com a ação?
HZ: Essa foi a razão pela qual eu me envolvi em fazer o filme. Eu fiquei bastante intrigado por como uma jovem garota como aquela – eu sai de casa quando eu tinha 14 anos e morando sozinho eu sempre tentada lidar com a vida – e então eu imaginei como uma garota de repente lida com sua mãe ser – porque eu perdi a minha mãe quando eu era muito novo – e eu pensei que fosse um aspecto bastante interessante. Como alguém que vai em casa e descobre que sua mãe desapareceu, qual é a reação dela? Eu sei como eu reagi, mas então se você começa a jogar coisas sobrenaturais nisso, como você começa a lidar com a realidade que muda tão enormemente? E ela muda e muda e muda – e quando você viu o filme – não para. Uma vez que ela aceita esse universo como sendo uma coisa que existe, então eles jogam na mistura o truque que Valentim brinca com eles (Clary e Jace). O garoto pelo qual você se apaixonou é – eu não quero dar muito spoiler. Eu só queria ver como uma garota – ou ela passa por isso e fica maluca ou ela se torna mais forte do que ela jamais foi. E eu pensei que isso era um conceito muito interessante.

Como você eventualmente decidiu como lidar com a revelação do incesto?
HZ: Isso foi uma longa discussão que todos nós tivemos muitas, muitas vezes. Eu acho que nós desembarcamos na ideia de que isso funciona muito bem no livro. Isso mantem as pessoas interessadas. Eu acho que a audiência é sofisticada. Eles não acreditam que isso é verdade. Eles vão, “Não. É apenas um filme e eu tenho certeza que vamos saber a solução de verdade no segundo filme.’ Mas também, tem uma risco de não pensarem assim. Nós pensamos que isso na verdade torna (Valentim) um vilão ainda mais forte se você percebe que isso é apenas um plano. Porque é na verdade uma ideia desagradável. Então nós pensamos que isso seria bom para o filme.

Qual foi a sua cena favorita para trabalhar usando truques de câmera antiga?
HZ: Eu tenho algumas. Você todos já viram o filme agora, a ideia quando ele monta o pentagrama e isso só parece com espadas aleatórias que ele golpeia e é na verdade com extrema precisão. Quando você tem a câmera subindo você vê que elas não estão dispostas em uma estrela, elas estão na verdade em uma perspectiva forçada e todas essas espadas aleatórias na verdade quando você as vê de um ponto perfeito elas são um pentagrama. Eu trabalhei bastante nisso Eu trabalhei em 3D no meu computador, eu fiz pequenas espadas e eu tentei olhar para elas de diferentes ângulos. Depois eu fui aos caras dos adereços e eles passaram várias semanas colocando elas em posição perfeita com a câmera suspensa para que eles pudessem sempre ver onde elas precisavam estar para isso ser perfeito. Isso é uma daquelas coisas que eu sei que os expectadores apreciam. A outra com a qual eu fiquei contante, que é uma ideia bem menor, mas é a ideia quando ela escreve na poeira e ela só escreve o espaço negativo nas cartas. Eu gosto de toda aquela ideia de mistério se resolvendo e ao invés de ela apenas escrever o nome Bane, eu estava sentando experimentando como ela poderia escrever isso de um jeito diferente? Então eu pensei, bem, ela ela olha para algo brilhante, ou cor ou nós olhamos para um ponto de luz e nós fechamos nossos olhos, os seus olhos veem a imagem negativa. Eu pensei que talvez essa é a forma que a sua mente funciona. Isso lembra a imagem invertida. Qual é a imagem invertida dessas letras? É claro, ela faz todos os buracos no B, ela faz os buracos no A. É assim que elas escreve Bane e apenas Jace é esperto o suficiente para ver que quando você começa a delinear eles que é quando você vê as letras. É outra daquelas coisas completamente dentro da câmera com que eu fiquei bastante feliz que também tinha algumas ressonâncias com real, físico. Meu irmão é um neurologista então eu amo essas coisas.

Como você reduziu a extensão de várias criaturas sobrenaturais no filme?
HZ: Depois de quebrar a cabeça em torno do universo de Cassandra (Clare) é claro como cristal e nós fizemos mapas e diagramas e coisas para realmente manter o controle de tudo isso. Para mim, a história importante era Clary e como ela responde a todas essa coisa. Então nós queríamos colocar quase uma versão simplificada disso. Todos eles são seres do submundo. Nós fizemos a cena com Isabelle e Simon onde Simon é tipo a gente perguntando, ‘Okay, eu estou completamente confuso aqui. Tem isso e tem aquilo.’ E então quando ele pensa que ele está começando a entender isso ele vai, ‘E quanto as múmias?’ e ele diz, ‘Como você mata uma múmia?’ e ela diz, ‘Nós não matamos.’ E ele vai, ‘Ah, eu sei, porque elas já estão mortas.’ Ela vai, ‘Não, porque elas não existem.’ Essa foi meio que nossa versão. Foi assim que eu queria me certificar que a audiência soubesse que há algumas coisas que são reais e algumas coisas que não são. E eu acho que uma vez que você estabelecer isso com os espectadores eles vão, “Okay, eu entendi isso agora,’ e então eles estão em nossa jornada.”

Qual cena você está mais animado para o público ver?

HZ: Isso é difícil de responder. Eu tenho os meus pequenos momentos de romance que eu descrevi para você. Eu acho que a interação entre, quando Valentim vem na tela eu acho que há uma grande mudança
de energia no filme. Eu estou apenas completamente apaixonado pelo resultado de tudo. Quando eles acordam e a neve está lá dentro e eles estão todos tentando acabar com tudo. Há o constrangimento entre Jace e Clary. Eu gostaria de poder lhes contar. Eu acho que eu adorei assistir a platéia quando eles pulam quando a menina demônio é pega. Esses são os momentos em que eu me viro e olho para a platéia olhando para a tela.

Quem trabalhou nos designs de runas?

HZ: Isso foi um pouco desenvolvido quando chegamos a bordo. Tem quase um alfabeto de runas já desenvolvidas. Olhei para aquelas e Cassandra disse, ‘Você sabe que você pode usar estas ou inventar novas’, e eu apenas pensei que elas pareciam realmente fantásticas.. Algumas delas são baseados em velhas runas norueguesas – você sabe que eu sou da Noruega – assim eu me senti muito relacionado com as runas. Eu cresci com excursões escolares para a Noruega antiga, quando íamos olhar runas esculpidas em pedras lá. Para mim, eu poderia realmente lhes dizer que as runas não eram apenas símbolos, mas uma linguagem escrita. Nós levamos isso ainda mais adiante no segundo filme.

Das músicas na trilha sonora, há uma canção que realmente se destaca para você como aquele que melhor representa o filme?

HZ: Acho que a da Colbie Caillat – a música que está no fim – é uma bela canção. Ela escreveu para o filme. Eu acho que é bem emocionante e tem uma certa melancolia na letra que meio que reflete o tom do filme. Eu acho que é realmente uma boa representação disso. E eu adoro as peças de Bach lá, também, porque eu tocava sozinho. Eu amei trazer esse aspecto de música clássica no filme.

Indo para o processo de escalação, quais foram as características mais importantes que você estava procurando em sua Clary e Jace?

HZ: Lily já estava na equipe quando cheguei a bordo de modo que foi parte da razão pela qual eu peguei o filme, porque eu a acho incrível. Mas, então, Jamie era um candidato quente. Eu o conheci em Londres. Ele tinha tudo o que o personagem precisava. Era quase uma encantadora arrogância que às vezes as pessoas britânicas têm, porque eles estão cheios de humor e eles têm uma visão muito clara sobre a vida. Eu realmente gostei de perceber que há uma vulnerabilidade ali, também. E eu pensei que isso é algo que eu realmente quero explorar. Você vê-lo todo o caminho tentando esconder seus segredos e, eventualmente, ele se abre para ela na cena da estufa. Alguém que tinha ambos os lados era alguém que eu realmente precisava. Estou muito feliz com todo o elenco. Eu acho que eles estão fazendo um trabalho fantástico.

O que inspirou o fato dos Caçadores de Sombras ter sotaque britânico no filme?

HZ: Foi algo que eu sentia que era instintivamente certo quando eu li o livro. Eu queria que os Caçadores de Sombras se sentissem como se tivessem surgido há centenas de anos, mesmo antes de a América ser descoberta. Eu pensei que eles ainda estavam brigando na Europa. Para mim, era uma espécie de uma nítida diferença entre a América de todos os dias e esse sangue quase real que já tem séculos existentes. Eu acho que o sotaque britânico que meio que ajudou nessa percepção um pouco.

Houve algum pensamento em sua mente sobre a tentativa de encaixar peças juntando aspectos de Cidade das Cinzas e também As Peças Infernais?

HZ: Isso tem sido uma constante colaboração com Cassandra também porque tivemos que preservar o que potencialmente surgiu no segundo filme. Infelizmente, com um filme você não pode obter toda a história de fundo. Eu gostaria de poder ter dito mais sobre como Luke se tornou um lobisomem, porque essa é uma grande história de fundo. Desejava ter dito mais sobre como Luke é secretamente apaixonado por Jocelyn. Há uma coisa muito grande lá. Felizmente, nós podemos trazer isso muito mais no segundo filme. Nós fizemos um tipo de provocação no primeiro e no segundo podemos trazer um monte dessas coisas no filme.

Você inseriu algumas easter eggs (pistas ocultas sobre o enredo) no filme como referência para os próximos que virão?

HZ: Há um monte disso já na própria história. A idéia de que Jace é filho de Valentim. Eu não quero revelar muito, mas, obviamente, tudo isso vai ser – outra caixa vai abrir outra caixa vai abrir. O que eu amo sobre este filme e esta série é que, bem, agora eu entendo como tudo é colocado junto e mais um pouco nessa pequena torção que acontece e agora tudo que eu pensei que era verdade não é mais verdade. Isso vai continuar no segundo filme.

Você pode falar sobre a colaboração dos atores no roteiro, como a frase do Jamie “Tenha um pouco de fé?”

HZ: Isso é o que é ótimo sobre esses atores é que eles lêem e amam os livros. É uma fonte de material generosa e eles amam seus próprios personagens e eles começaram a sentir suas emoções e o que lhes dizem respeito e às vezes você vai por um caminho onde isso funciona, mas isso poderia funcionar melhor. Os atores estão realmente focados em seu próprio caráter e de repente ele dizem: ‘Ei, que tal essa frase? “, Que pertence em outro lugar no livro. E sim, isso é perfeito. Que se encaixa perfeitamente nesse cenário. E é esse tipo de coisa que eu acho que não tem preço. Como diretor, se você não está aberto a idéias melhores continuamente e dizer, ‘Não, não, não é assim que nós concordamos “, então eu acho que você está congelando seu próprio processo. Eu quero sempre evoluir e evoluir. “

Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos está nos cinemas agora.

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1 comentário em “Harald Zwart fala mais do processo de filmagens de “Cidade dos Ossos”, demônios, runas e “Cidade das Cinzas”!”



  1. bianca guimaraes disse:

    “have a little faith”





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