02.08

padrao_haraldDepois de entrevistar Kevin Zegers e Jamie Campbell Bower, o Collider falou com o diretor de “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos”, Harald Zwart, sobre os desafios de adaptar o livro para o cinema, dirigir a sequência e as cenas deletadas:

Comic-Con: Diretor Harald Zwart fala sobre “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos”, os desafios de adaptar o livro, dirigir a sequência, e mais.

Situada na Nova Iorque contemporânea, “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos” conta a história de Clary Fray (Lily Collins), uma adolescente aparentemente normal que descobre que ela é a descendente de uma linhagem de caçadores de sombras, uma organização secreta de jovens guerreiros metade anjos em uma antiga batalha para proteger nosso mundo de demônios. Adaptado dos livros de Cassandra Clare, a fantasia de ação e aventura também é estrelado por Jamie Campbell Bower, Kevin Zegers, Jared Harris, Jonathan Rhys Meyers, Lena Headey, CCH Pounder e Aidan Turner.

Enquanto estava na Comic-Con para promover o filme e compartilhar cenas com fãs, o diretor Harald Zwart falou com o Collider para essa entrevista exclusiva sobre querer Cassandra Clare envolvida com o processo de produção do filme, o quão desafiador foi colocar esse complexo mundo e história em um tamanho hábil, seguir seus próprios instintos durante o processo de edição, quanto de filmagem deletada haveria,o privilégio que é ter sinal verde para o segundo filme antes do primeiro ser lançado nos cinemas, que ele está absorto em preparações para uma data de início em Setembro para filmar, e para o que ele está mais ansioso com o segundo filme. Confiram o que ele disse.

Collider: Foi sempre certo, para você, que você queria ter a Cassandra Clare tão envolvida com o processo de produção do filme?

HARALD ZWART: Sim. Nós tivemos reuniões iniciais e obviamente ela estava curiosa para ouvir o que eu tinha a dizer. Eu acho que nós apenas encontramos o tom bastante rápido. Ela entendeu que, além de ter certeza que fosse um filme empolgante, com todas as criaturas e tudo mais, eu realmente queria ter certeza que os espectadores iriam entender a jornada de Clary. Quando uma garota vê que sua mãe é sequestrada e tem uma criatura em sua casa, como uma garota normal reage à isso? Eu acho que nós fizemos um trabalho muito bom garantindo que isso seguisse a verdade. E ela tem sido incrível em entender o processo de produção, durante todo o tempo. Ela esteve lá quando precisamos dela, e ela deixou os responsáveis fazerem a filmagem, sempre que necessário.

Collider: o quão desafiador foi colocar esse complexo mundo e história em um tamanho gerenciável?

ZWART: Incrivelmente desafiador, até o último corte. Com a última versão do filme, nós ainda estávamos trabalhando na história de fundo e tentando não trapacear, e nos certificando que as pessoas que não leram o livro, também entendessem o filme. É um livro grande com muita coisa, e nós tínhamos um limite na duração e de dinheiro. Isso foi bastante difícil.

Collider: Quanto tempo tinha o primeiro corte do filme, e o quanto você teve que tirar?

ZWART: O primeiro corte era muito longo. Era na verdade a duração de um primeiro corte normal, eu acho. Não era desastrosamente longo. O primeiro corte era de bem mais que duas horas, mas tinha que ser. Nós tínhamos que ver a coisa toda antes de entendermos o que o filme era. É maravilhoso como você pensa que precisa de alguma coisa. Você quase tem que escrever isso, filmar e colocar em um filme, apenas para cortá-lo fora. E depois, as cenas antes e depois tem o DNA daquela informação existente. É um processo fascinante, e eu realmente não sei como fazemos isso, toda hora.

Collider: Você faz aquelas decisões de edição por instinto, ou você tem pessoas das quais as opiniões você ouve e confia?

ZWART: Sim, Eu sempre valorizo a opinião das pessoas. Eu acho que muita gente é inteligente, e quanto as pessoas falam algo, elas o fazem por uma razão. E quanto gente o bastante concorda em algo, eu seria um idiota, se eu não ouvisse. Eu nunca fiz nenhuma escolha ou fiz qualquer coisa que não fosse o que eu achava que deveria ser. Eu nunca me comprometo, mas eu ouço.

Collider: Tem muitas cenas deletas que você poderia incluir no eventual DVD?

ZWART: Sim, tem algumas. Não são tantas cenas deletadas, já que são cortes de coisas existentes. É apenas quando você tem toda a coisa que você descobre o quanto você realmente precisa. É incrível o quanto os expectadores jovens conseguem entender, sem que você tenha que soletrar. Isso é uma educação para mim, toda vez. Você tem todas essas linhas explicativas de cada personagem, e você fica, “Vamos apenas descartar isso,” e então a cena fica ainda melhor porque as pessoas as completam em suas mentes ao invés.

Collider: É emocionante saber que todos envolvidos gostaram suficientemente tanto do que viram para já dar sinal verde para o segundo filme?

ZWART: Sim! É um privilégio ter o segundo filme com sinal verde antes do primeiro ser lançado. Eu realmente aprecio a sensibilização e a propaganda que os fãs estão criando. Eu, pessoalmente, me tornei totalmente viciado em checar os fan art. Eles pegam as nossas coisas e as tornam quase muito melhor do que poderíamos fazer. Eu amo isso!

Collider: Você vai dirigir o segundo filme também?

ZWART: Sim, eu já estou absorto em preparar o próximo.

Collider: Pelo o que você está ansioso para o segundo filme?

ZWART: Eu acho que o próximo filme será bastante emocionante com o personagem Simon. Ele tem toda uma jornada. Nós temos um personagem bastante interessante entrando. Eu não posso dizer quem é ainda, mas ela é chamada de “A Inquisidora”. Ela é o tipo de mulher sem brincadeiras. Eu acho que o segundo, esperamos, será capaz de entrar ainda mais fundo na psicologia dessas pessoas.

Collider: Você já tem um roteiro?

ZWART: Sim! Nós vamos filmar em Setembro. Nós ainda estamos trabalhando nisso, e eu acho que nós vamos estar trabalhando nisso até o dia que nós filmarmos, mas nós temos.

Collider: Com tantos livros para jovem adultos sendo adaptados para filmes agora, o que tinha nesse que finalmente o fez assinar?

ZWART: Assim como com Karatê Kid, eu nunca olhei para isso como um filme para crianças. Nós todos concordamos – todos por trás do filme – para não chamá-lo disso. Eles dizem que era uma ficção para jovens adultos, e nas livrarias, está rotulado como para jovens adultos, mas tem uma personagem principal bastante forte e ativa. Ela não necessariamente ouve conselho das pessoas, e eu acho que ela é uma personagem bastante admirável. Ela descobre que tudo o que ela achou que fosse real não é. Ela tem sido enganada por seus pais por todos esses anos. Eu apenas achei isso muito fascinante. Como você lidaria com tudo isso? Essa foi a coisa que me atraiu, e não necessariamente apensas os monstros e efeitos.

Collider: Você acha que a chave para o sucesso de filme como esse é sempre lembrar dos personagens e do desenvolvimento dos personagens, e não perder a visão disso com os efeitos?

ZWART: Sim, eu acho. Não tem nenhum bom filme onde você não foi emocionalmente conectado com o personagem principal. Existem vários filmes com vampiros e monstros e efeitos super ótimos, mas se não tem nenhum humor ou relações humanas, eu não acho que valha a pena ser visto. Pelo menos, essa é a minha opinião.

“Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos” estreia nos cinemas dia 21 de Agosto.

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