31.07

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Em nova entrevista, nossos protagonistas Lily Collins (Clary Fray) Jamie Bower (Jace Wayland) e Kevin Zegers (Alec Lightwood) comentam sobre a montagem do filme, desde os treinamentos e como aprenderam a mexer com armas, até sobre o trabalho com a tela verde e os efeitos especiais do filme. Confiram!

Qual foi a parte mais interessante nos treinamentos para virar um Caçador de Sombras?

Lily: Bem, eu descobri no começo do filme o que eram os Caçadores de Sombras,  então o meu nível de habilidade não é nada comparada a desses caras. Eu tive que aprender como lutar com facas, o que foi bem divertido, eu já lutei com espadas em outros filmes, então segurar as lâminas foi bem interessante, e de salto, todo negócio, foi bem divertido.

Jamie: Eu trabalhei bem de perto com Jean Frenette, o coordenador de dublês do filme, e eu pude ir lá mais ou menos um mês antes de começar a filmar, e foi ótimo poder trabalhar com o time de dublês para afiar as minhas habilidades um pouco, colocar um estilo de luta, tipo realmente ter um estilo específico de luta como Jay teve. Então foi bem interessante e divertido pra mim.

Kevin: Sim, eu concordo com o que Jamie disse. Eu acho que porque, especialmente os Caçadores de Sombras, os personagens são tão definidos pela luta e, a propósito, eles lutam. Eu realmente queria estabelecer o que,  muito do que esses personagens são é a forma que aparentam, o jeito que são, o jeito que andam, o jeito que lutam, especialmente. Então foi importante não ter um estilo genérico de luta. Quero dizer, Jean Frenette é incrível de qualquer forma ao montar as coisas, mas, foi bem adaptado para, Jamie que é bem alto, magro, e a forma como ele anda, é muito diferente do jeito que eu ando. Então acho que ele adaptou a forma como lutamos para o jeito que nós somos fisicamente. E nós tivemos Nuno [Capitao de Salles], que é o nosso treinador físico, para nos colocar em forma. Então foi bem adaptado para criar esses personagens que você vê de longe, porque na maior parte do tempo nós estamos lutando juntos e há cenas onde você vê Jamie e eu lutando junto com a Jemima e a Lily, e você pode dizer, mesmo nos relances, quem é quem pela forma que nós nos movemos, então isso foi ótimo. E me pareceu bem, foi meio que “aprenda isso e faça isso desse jeito, caso contrário está errado”. Foi como se “Bem, você faz isso direito, e nós vamos colocar mais disso aí”. Então pareceu mais um trabalho de equipe do que foi, “descubra como fazer esses 25, ou 150 movimentos e depois faça isso do jeito que o dublê faz, ou estamos ferrados”. Foi mais para “Jamie consegue fazer todos os 150 e depois nós iremos gravar com ele”. E foi o que nós acabamos fazendo.

Vocês estão na base de uma nova franquia, como foi se tornar nesses personagens que as pessoas já amam nos livros?

Lily: Eu era fã do livro antes de ser escalada. Eu li o primeiro livro e já era fã, eu já tinha expectativas de pegar o papel, então eu já tinha esse precedente na minha cabeça. Mas eu fiz “Espelho Espelho Meu”, no papel de “Branca de Neve” que é muito mais conhecida no mundo todo, todo mundo tem uma ideia de como ela deveria ser, então eu meio que aprendi como separar as expectativas das pessoas e as minhas, e depois, sabe, eu sou uma atriz, mas também sou fã. Então eu estou tentando colocar um pouco de Lily lá, mas mantendo a verdade de como Cassie a escreveu, mas eu acho que a maior parte do meu personagem entrou em cena depois que todos já estavam na sala, você capta a energia de todos, e quando você encontra o lugar certo, Clary se torna Clary. Eu acho que todo mundo se alimenta da energia de todo mundo e todos nós contribuímos muito para o que nossos personagens são.

Jamie: Eu acho que sempre vai existir uma ideia preconcebida do que esses personagens deveriam ser. Sabe, quando você lê, você naturalmente cria imagens na sua cabeça e, se você não faz isso, você provavelmente não está lendo certo. Como a Lily disse, há expectativas e você tem que administrá-las. É uma honra poder interpretar qualquer personagem de uma série de livros, que é amado por quem for que seja, de muitos milhões, ou até se for uma só pessoa, é difícil interpretar esse personagem totalmente centralizado. Acho que o que nós temos que fazer é levar em conta o que a Cassie nos deu, aquele tipo de bíblia. Eu também queria agradar os fãs, então eu procurei o que eles queriam, e tive que fazer coisas para mim. É meio que essas três coisas combinadas, nós trabalhamos em torno disso e espero que tenhamos feito algo que foi confortante.

Kevin: É, quero dizer, acho que no final das contas, pra mim especialmente, nós estávamos fazendo um filme. E eu acho que às vezes você pode ser pego, nós certamente apreciamos o fato de que há uma base de fãs dos livros já construída, mas, sabe, eu falo para os meus amigos sobre um livro que eu li e todo mundo vai ter uma opinião diferente de qualquer forma. Então acho que esperar que todo mundo tem uma mesma expectativa do Jace seria um erro de qualquer jeito. Então eu certamente entendi que haviam expectativas do que o meu personagem deveria ser, e o que os personagens de Jamie e de Lily deveriam ser, de todo mundo. No fim das contas nós estamos fazendo um filme, e para isso, você não está criando a pessoa exata que está na página, você está criando uma pessoa que tem a mesma essência que ela. Uma vez que isso for executado, sabe, todo mundo tem uma opinião diferente, então se você tentar agradar todo mundo você vai acabar com uma versão aguada de nada. Então eu prefiro ir totalmente na ideia do meu personagem, e estar disposto a ter algumas pessoas “ah, não é assim…”, mas que no fim das contas eles sejam agradados pelo personagem, do que meio que ficar no meio e tentar não ofender ninguém ou tentar deixar todo mundo feliz. E eu acho que todos nós falamos sobre isso. E depois, uma vez que você está fazendo um filme, você também está gravando um filme. A ideia das expectativas de todo mundo, nós realmente não temos tempo pra dizer “Me pergunto se o Harald está totalmente feliz, ou, me pergunto se os fãs estão felizes”, você meio que pega o ritmo, nós fazemos nossas decisões, nós sabemos quem somos, nós sabemos o que estamos tentando executar com esses personagens, e uma vez que o filme é montado, deixe todos assistirem, tendo lido o livro ou não, e se goste dos personagens.

Parece que tem muita tela verde e computação gráfica nesse filme, então como foi a experiência de gravar junto?

Lily: Não teve tanta tela verde, talvez, tipo pra aumentar a altura da biblioteca, e tinha um cara num traje verde me empurrando quando eu estava caindo no portal. Eles tiveram todos os sets construídos para nós, eles tinham os personagens, muito trabalho protético, então não foi difícil fingir. Quero dizer, teve uma sequencia, no final do Hotel Dumort, onde os lobisomens chegam, nós meio que tivemos que imaginar, aquilo foi mais pra um trabalho em equipe. Mas nós tínhamos tudo tão preparado antes do filme, seja isso treinamento dublê, ensaio, ou sair em Toronto. Então a equipe e a camaradagem era tão orgânica, nós vivemos no mesmo lugar e treinamos juntos. Acho que uma vez que colocávamos as fantasias, era só nós correndo em outro ambiente, como parte desse nosso time. Todos nós fomos mantidos juntos pelo Harald, e ele era um ótimo capitão para isso. E sobre a computação gráfica e fingir que as pessoas estavam lá, não foi tanto, foi um verdadeiro privilegio me sentir imersa em um mundo que a audiência se sente imersa.

Jamie: E mesmo a coisa do demônio, tem uma sequencia com a Madame Dorothea, onde esses personagens, ela toma uma forma diferente. Mas mesmo com isso, ela ainda estava lá, a atriz estava lá interpretando e o que você vê é só alguns adicionais colocados depois, a maior parte do trabalho físico está sendo feito pela CC[H Pounder], segurando a Lily. Então nesse sentido, não tem muita computação gráfica, claro que tem os lobisomens, mas o que e to mais ansioso para mostrar é que isso é um mundo que, o filme é baseado em um mundo de lobisomens e vampiros, eles são só adições. Não é como se estivéssemos tentando recriar um lobisomem ou um vampiro, como uma imagem, como alguns filmes modernos. Eles existem nesse mundo mas ultimamente a hisótia sobre uma garota que entra nesta incrível jornada e descobre quem é, e os seus descendentes. E, trazendo de volta a sua questão sobre nós como pessoas e camaradas no set, sim, nós nos tornamos bem próximos. Às vezes você senta e “Sim, nós tivemos um interesse e um vínculo em comum” isso acontece em sets de filmes porque você está lá fazendo um filme, mas as vezes quando essa estrutura cai, a amizade morre. Isso não aconteceu, tipo, nós todos nos tornamos tão próximos que eu imaginei que todos nós fomos colocados juntos por uma razão, e eu não sei qual. Mas por alguma razão, é útil para todos nós, tiramos alguma coisa disso.

O que os atraiu para os seus papeis?

Kevin: Bem, pra mim, o filme foi bem lançado, eu sei que Jamie já estava em Toronto, e por qualquer que seja a razão, Alec foi um dos poucos papéis que ainda não haviam sido pegos, então me mandaram o roteiro. Eu senti que havia muito a se fazer com aquele personagem, eu gostei que ele era um cara notável. Eu gosto de qualquer personagem que você possa colocar o dedo, eu não gostei que ele era de um jeito ou de outro, ele é diferente em situações diferentes, com pessoas diferentes de confiança, mas ele também pode ser bem reservado. Então, em retrospecto, eu gostei da ideia de trazer um personagem com a sua sexualidade para um filme tão grande, eu acho que não é, especialmente agora que o filme está saindo, você começa a pensar nas pessoas vendo isso e você vê o alcance do que acabamos de fazer, e se mesmo as mesmas pessoas forem ver o filme dez vezes, há muitas pessoas que vão ser apresentadas ao que é ter um personagem gay como um dos principais em um filme grande. Acho que é sobre o tempo, e eu acho que não é uma preocupação, especialmente para as pessoas que acabamos de encontrar (na sessão de autógrafos) que são da nossa geração ou mais novas. Acho que pra mim foi uma honra poder dizer “eu posso criar esse personagem forte, meio durão, e mesmo assim sendo gay”, e meio que matar alguns estereótipos do personagem gay protótipo. E esse personagem é explorado levemente nesse filme, mas não o suficiente, então é sobre isso, ele é o tipo “a, b, c, d, e, e f” e depois vem a questão da sexualidade. E pra mim é uma oportunidade muito legal quebrar esses estereótipos.

Jamie: O dinheiro, eu estava desesperadamente pobre. Não, eu acho que quando eu cheguei nas audições, havia esse tipo de “elemento rock star” que eu realmente gostava no Jace. A vulnerabilidade nele, que eu realmente escavei nele, a atitude dele não é tão despreocupada porque ele se preocupa sim com muitas coisas, ele só se fecha para não mostrar isso. Como eu disse, não estamos tentando recriar o vampiro, mas o que eu realmente queria fazer era o que eu queria fazer, eu estava cansado de ver o arquétipo do super-herói atleta, isso realmente me irrita. Porque não é uma representação precisa do que a vida real é. Então para Jace, eu queria muito fazê-lo esguio e magro e astuto e agressivo e perigoso e todas essas coisas que as crianças realmente amam, como eles amam o rockstar. Meus primos têm 15/14 anos, eles gostam do rockstar danificado e isso é o que Jace é, ele é incrivelmente danificado, e eu amo isso. Acho que foi o que me fez querer o papel dele, isso também significa que eu tenho que mexer com espadas.

Lily: Eu gostei do fato de que essas séries, em geral, não são sobre romance, sobre drama, ação, realmente decorre, é uma peça conjunta, mas o catalisador para iniciar toda essa jornada com Clary realmente descobrindo quem ela é, toda essa jornada é sobre ela encontrar a sua mãe.  É uma linha através de toda a série, que eu acredito que nunca oscila disso, e especialmente nesse filme, sim, tem um triângulo amoroso, um cubo amoroso, na verdade, há ação, há um tom de comédia, que eu não acho que há em outra franquia adolescente, e há o drama, mas é sobre essa única garota, que não importa o que lhe é jogado no caminho, você sabe que ela não desanima da sua paixão e sua busca para encontrar a sua mãe, e eu sou bem próxima da minha mãe, então isso pra mim foi algo que eu achei bem admirador nela. Sabe, adolescentes sempre falam sobre o quando eles odeiam seus pais e os pais não entendem seus adolescentes, mas no núcleo disso, se a sua mãe foi tirada de você, você vai sair a procura dela. Essa garota coloca todo o resto de lado e faz disso a sua prioridade, e isso, algumas vezes, é o risco para ela e os amigos dela, mas ela coloca isso na frente de tudo e faz com paixão e lealdade, e ela nunca vira vítima de nada. Eu realmente amei que ela não era fraca, e foi divertido ser ruiva.

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