17.07

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Depois de Cassandra Clare, Jamie Campbell Bower e Robert Sheehan, agora chegou a vez dos irmãos Lightwood serem entrevistados.
Os atores Kevin Zegers e Jemima West concederam esta entrevista durante as gravações do filme “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos”, e você pode conferir agora!

TMI Institute: O que você estava fazendo quando recebeu a ligação para entrar no elenco?
Jemima: Eram duas da manhã, então eu estava me preparando pra ir pra cama. Eu vi um email dos meus agentes e isso foi depois de alguns emails me perguntando “Cadê você?” e eu estava tipo “Uh-uh”. Depois daquilo, eu fiquei acordada por um tempo.
Kevin: Eu estava jogando golfe com o meu melhor amigo perto da casa dos meus pais aqui no Canadá, mas, na verdade, é engraçado, eu consegui o emprego nesta sala. Eu estava gravando outro filme quando me levaram até Harald, li algumas cenas com ele. Então foi na verdade bem aqui. Então, ainda bem, não tive que esperar muito. Essa é provavelmente a pior parte em ser ator. Porque você começa, você querendo ou não, a pensar o que você faria com esse personagem e o quão legal seria fazer parte de algo assim. Para mim foi mais um alívio do que qualquer coisa, porque eu realmente baixei a guarda, eu estava esperando mesmo que isto fosse acontecer, mais do que normalmente. Normalmente eu me mantenho cauteloso até realmente acontecer. Então eu fiquei bem aliviado por eu ter conseguido pegar o papel.

Page to Premiere: Qual foi a experiência mais divertida que vocês tiveram no set?
Kevin: Normalmente as pessoas trabalham por trabalhar, e isso faz a vibe ficar um pouco diferente. Mas aqui todo mundo me parece estar bem interessado, o que é ótimo. A coisa da luta é ótima porque não é algo que estamos tão acostumados a fazer como atores, então nós nos jogamos o máximo que pudemos. Harald logo disse que queria que nós mesmos fizessemos tudo, e é isso o que temos feito. Nós tivemos uma espécie de período de amostra no Hotel Dumort e cerca de uma semana de luta, então isso foi tipo uma escala para saber onde estávamos. Eu acho que nós nos saímos muito bem e daquele ponto, Harald nos disse “ótimo, você provou que pode fazer isso”. A luta, tenho que dizer, tem sido o mais divertido porque tem todo um personagem e, quero dizer, a luta é uma grande parte do filme e o modo como você luta meio que mostra quem o seu personagem é. Não lutamos todos da mesma forma, existem estilos bem diferentes para todos nós. Jamie e eu lutamos bem diferentemente, e Jemima tem o chicote dela, então… Tem sido bem divertido. Eu diria que foi o mais divertido pra mim.

Page to Premiere: Qual foi a sua reação quando conseguiu o papel?
Jemima: Eu fiquei bem surpresa. Eu realmente não esperava por isso. Mas depois daquele momento que você pensa “Sério? Wowwww”, é incrível. Eu fiquei tão, tão feliz. Trabalhar na adaptação de um livro foi mesmo uma grande surpresa, fazer um trabalho em inglês, fazer algo com esse time incrível, eu estava tão animada, não via a hora de começar.

MTV Next Movie: Kevin, você disse que algumas das suas características são como as de Alec, quais são?
Bem, Alec é um pouco complicado porque, mais uma vez, a audiência tem uma certa expectativa de onde ele vai terminar, pois a maioria das pessoas que já leram os livros, já leram todos eles, então, sabe, eu não queria criar um tipo de personagem dimensional com base na sua orientação sexual; O que é complicado, porque eu acho que as pessoas têm a expectativa de que você tenha meio que revelar todos os segredos dele logo, mas se esse segredo der certo, teremos várias oportunidades de dizer todos os outros. Ele é alguém que é inseguro, não sabendo se ele vai conseguir se dar bem com todo mundo. A razão pela qual eu acho que os fãs gostam tanto desse personagem é porque ele é muito o que os adolescentes são; um pouco desconfortável em sua própria pele.  Ele definitivamente tem uma confiança, e isso é algo que eu tenho. Ele é um pouco teimoso em como ele lida com as coisas, mas não de uma forma que ofenda muitas pessoas. É, foi legal criá-lo, porque ele é meio que o chato do filme, até você notar que ele é o único que realmente não quer Clary por perto, e faz questão de mostrar isso. Originalmente no roteiro, ele estava meio que esquecido, mas você nunca sabia ao certo como ele se sentia em relação a tudo,  mas ele acaba se mostrando divertido. Do momento que ele a conhece, ele não é um grande fã e não a quer por perto. E não é só porque ela tem uma coisa com Jace, mas porque eu acho que é mais sobre toda a família, o jeito que as coisas são entre eles, ele não gosta de interrupções naquilo. Ele parece bem feliz do jeito que a vida deles está agora. Eu não acho que alguém precise se esforçar muito pra encontrar o lado “querer fazer todo mundo feliz”, mas, sabe, é normal ter esse outro lado que você não revela tanto. Então isso é o mais divertido, e bem sutil. Não estamos fazendo muito. Nossos personagens não são muito destacados. A atuação é bastante discreta. Não estamos no destaque. Harald nos permite fazer as nossas coisas e deixar a audiência descobrir o que eles pegam ou não. Tem sido bem divertido. Não era o que eu esperava, pra ser sincero.

MTV Next Movie: Jemima, os figurinos são muito divertidos para a sua personagem, então quanto é que isso influencia no sentido de trazer o personagem à vida?
Jemima: Oh bastante, uma influência enorme. Acho que para cada papel como atriz, figurino, cabelo e maquiaggem ajudam bastante. Neste filme em particular, temos uma figurinista incrível chamada Gersha Phillips, que é simplesmente fantástica. E ela veio com as idéias mais brilhantes. Eu não tinha idéia que seria tão legal. É muito contemporâneo e muito avant-garde de um certo jeito. Tipo, ela veio com uma carga completa de acessórios e coisas que eu acho que realmente definem uma enorme tendência. Quero dizer, no segundo eu coloquei couro e botas com saltos muito altos, eu sinto que sou outra pessoa e isso é bom. Eu sou definitivamente Isabelle quando estou naqueles saltos.

Mundie Moms: Qual foi sua primeira impressão de Alec quando leu pela primeira vez o livro ou roteiro?
Kevin: A primeira impressão para mim são muito dizer, eu sempre gostei mais dele, eu sempre tive mais afinidade com ele, eu me senti como ele era o mais incompreendido de todos. Eu acho que, como público, quanto menos você sabe às vezes, o mais interessante é. Os atores que eu mais gosto são as pessoas que revelam menos sobre si mesmas e quanto mais você os assiste, mais você tenta descobrir onde eles estão. Alec tem muito disso. Mesmo que ele faça uma coisa e você pode ver que tipo de contradiz sua atenção. Ele tem muito disso e eu acho que ele é consciente de suas próprias deficiências e eu gosto disso nele também. Há muita ação nesse filme, há um monte de coisas acontecendo assim como uma quantidade de coisas que temos que fazer como atores que queremos fazer funcionar. Queremos torná-lo interessante o suficiente para que o público se importe. Eu não gosto desses tipos de filmes a menos que eu me preocupe com os personagens. Eu acho que é por isso que as pessoas gostam dos livros. Eu acho que eles gostam da fantasia e eles gostam da história, mas eu acho que os personagens são realmente a razão pela qual as pessoas continuam a ler e por que eles ainda estão interessados. O que é grande, porque você sabe que não há muito a fazer como ator. Não é um filme sobre atuar, não é de uma hora e meia de cenas dramáticas. Existem momentos específicos que têm de trabalhar. Jemima da mesma forma, ela tem algumas grandes cenas onde eles expõem a personagem como um todo e quem ela é. Então, nós realmente focamos nisso e fazemos funcionar da melhor forma que pudemos, porque isso que mostra o caminho para o filme funcionar ou não.

TMI Source: Qual é a sua parte favorita da série?
Jemima: Eu acho que é meio o que o Kevin estava dizendo. O fato de que nós temos todos esses personagens fortes e complexos em um mundo que é o mesmo que o nosso mas também é um mundo de fantasia. Eu acho que é o mix de todas essas coisas, e como uma atriz eu me sinto muito sortuda de poder interpretar uma personagem que eu gosto mas que também faz parte desse mundo misterioso. As runas, ter tatuagens, e todas essas armas; é uma mistura de tudo isso que deixa tudo excitante, e é isso o que eu realmente amo em Os Instrumentos Mortais. Eu tenho tudo em um.

Fangirlish: Isabelle é um personagem tão forte e independente; como é interpretá-la em um ambiente com predominância masculina?
Jemima: É divertido. Como uma garota, sim, ela provavelmente é um pouco difícil de se chegar, mas os garotos com quem ela está também são durões, então não a vejo diferente dos outros, eu vejo como se todos fossem durões do seu próprio jeito. Ela cresceu com eles, então eles são do mesmo sangue do dela.

Fangirlish: Se você fosse tatuar alguma runa, qual seria?
Kevin: Tatuagem permanente? Provavelmente esta do meu pescoço porque é a mais difícil de se colocar de manhã. A de bloqueio e desvio. Eles nos deram as runas e estavam meio que nos ajudando achar um lugar pra colocá-las. Eu sempre o imaginei tendo alguma coisa que o fizesse visualmente alarmante. Então ele tem essa tatuagem gigante no pescoço que cobre a curva do pescoço. Porque na maior parte do tempo eles estão vestindo roupas assim como esse colete ou sei lá, então eu queria que ele tivesse algo predominante, seja ele estando vestido casualmente ou não. Seja ele estando no Instituto ou não. Eu acho que ele tem bastante orgulho disso, assim como todo mundo tem orgulho do que faz. Achei que algo predominantemente colocado seria e parece legal.

TMI Movie News: O livro é bom para adolescentes e para adultos, como você acha que o filme vai repercutir entre os adolescentes e adultos?
Jemima:
Eu respondi essa mesma questão não muito tempo atrás, e eu acho que esse é um filme que vai agradar tanto os adolescentes quanto os adultos porque, como estávamos dizendo, tem muito a se fazer com os personagens, eles são bem importantes. E o aspecto da ação é importante, então eu acho que é o que vai atrair mais os adultos para o filme. E tem o mundo da fantasia, da luta etc, que vai atingir tanto adultos quando adolescentes porque quem não gosta de uma boa luta?
Kevin:
Às vezes você faz um filme para jovens adultos e você interpreta aquilo do jeito que vai é filmado e do jeito que a atuação é, e eu acho que Harald foi bem… É um filme, quem tiver que gostar, vai gostar. E eu acho que as vezes o erro é rodar um filme centrado demais em um grupo ou outro. Os fãs do livro vão ver o filme de um jeito ou de outro, porque eles estão interessados. Então a nossa responsabilidade é fazer isso atraente para todos, tendo lido o livro ou não. Então esse meio que tem sido o foco, obviamente fazer os fãs felizes ao trazer esse mundo à vida, mas também fazer um filme realmente bom. Tenho certeza que você vai ver algumas coisas, mas não é um filme levinho e fofo, não é o que eu chamo de “filme pirulito”. As cores não são brilhantes. É bem intenso. A luta, é tudo muito completo. Não aparecem socos, então se aplica bem a crianças de tipo 12 anos, é um filme. O foco de Harald desde o começo certamente foi fazer um filme ótimo e eu espero que todos gostem. Seja tendo fãs do gênero ou não, seja jovem ou adulto, homem ou mulher, obviamente há um monte de garotas bonitas nele, e um monte de garotos que são como Jamie ou Jonathan. É tudo o que realmente podemos controlar, fazer um bom filme.
Jemima:
Sabe, estamos gostando muito e eu espero que a diversão que nós estamos tendo seja transmitida, e que o máximo de pessoas gostem do filme. Estamos definitivamente dando o nosso melhor, trabalhando corretamente nos personagens e nos divertindo.
Kevin:
E outra grande coisa é que você vai notar que não há muitas pessoas no set. Não tem muito pessoal de estúdio ou… e normalmente com algo assim tem 100 tipos de opiniões diferentes chegando e tudo meio que termina no meio porque eles não querem ofender esse grupo, e não querem alienar aquele grupo, e eu acho que deram inteligentemente a Harald as chaves e, obviamente, disseram “apenas faça um bom filme”. O coração de Harald está no lugar certo. Ele conhece a história e sabe das expectativas. Não há muito “chiados” na camera do tipo “aquilo pode ficar um pouco escuro e se ficar muito escuro aqui talvez a audiência não goste de Alec ou de Isabelle”. Eu acho que o filme permite que a audiência sinta, não favorecendo certo tipo de telespectadores, para não ofender ninguém. Às vezes eu assisto esses filmes e penso, deixe-os apenas fazer o que vão fazer e as pessoas vão gostar de certos personagens e outros personagens terão que conquistá-los. Você não precisa se influenciar tanto pela audiência porque você acaba fazendo algo mais ou menos com um filme Ok.

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3 thoughts on “Entrevista com Kevin Zegers e Jemima West no set de “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos””



  1. Fábio Lucas Soares disse:

    O Kevin está tentando disfarçar certas características do Alec para as pessoas que não leram o livro! Não a sexualidade em si, mas ele não fala abertamente do Alec! Como se o Alec fosse seu segredo e como se ele realmente soubesse o que acontece dentro da cabeça do personagem e não quisesse “revelar” seus segredos! Achei legal!
    E a Jemima demonstra estar um pouco insegura com o que fala, mas sabe que está vivendo o personagem para o melhor que pode fazer! Acho que só eu estou realmente animado e muito satisfeito com todo o cast!





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