14.02

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E outra vista ao set foi reportada agora ao site HitFix, com um diálogo entre Jace e Valentim. Você encontra a entrevista traduzida logo depois do “mais”, mas claro, SPOILERS.


Visita ao Set: Lily Collins faz uma obscura viagem em “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos”

Estou no set de “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos”, e Jonathan Rhys-Meyers está me deixando nervoso.

“Posso pegar um pouco de pó ou algo assim para não parecer que eu acabei de sair uma sauna, porra?” ele grita para ninguém em particular, seu torso sem camisa coberta de (falsas) tatuagens. Momentos depois, uma maquiador corre para o lado do artista.

O ator irlandês está em uma forma terrível, seu físico magro destacando-se acima de um par de calças de couro pretas. Tranças finas penduram em ambos os lados de sua cabeça, balançando para lá e para cá enquanto ele perambula pelo set como um leopardo solto. Há a sensação de que ele pode explodir a qualquer momento.

A cena que está sendo filmada é um confronto entre os personagens de Meyers, Valentim Morgenstern, a Clary Fray de Lily Collins e o Jace Wayland de Jamie Campbell Bower – todos os três personagens de destaque na série de Cassandra Clare do livro de fantasia best-seller “Os Instrumentos Mortais”, do qual “Cidade dos Ossos” é o primeiro número. O set em si é um espaço chamado Instituto de Nova York – o ponto de encontro do “Conclave”, ou seja, a filial de Nova York do governo dos Caçadores de Sombras. Descrito no livro como uma catedral invisível aos olhos humanos (ou seja, “mundano”), o interior é um lugar gótico mal iluminado pontuado por uma única luz giratória azul.

“Pegue a taça, Clary… Eu quero a minha taça!” grita Meyers enquanto segura um tanto do cabelo comprido e escuro de Collins com seu punho.

“Isso é o suficiente”, diz Bower, avançando protetoramente.

“Podemos dizer que mais alto!” Meyers grita, fora do personagem.

Há uma pausa.

Tem mais dialogo aqui, mas como contem spoilers para quem não conhece os livros, eu vou pular.

“Você disse que não iria machucar ela!”
implora Bower.

Wham! Relampago rápido, Meyers bate a cabeça de Collins em uma mesa antes de arremessar ela de costas para o chão. Ele então oscila com um de seus punhos em direção a Bower. Bower retorna com uma lança, com a qual ele ataca uma, duas, três vezes. Meyers consente e acena, então oscila novamente. Eles dão a impressão de serem dois supermodelos homens duelando, não pode ser evitado: os dois atores são abençoados com ótimas estruturas faciais.

Esse sem surpresa leva um tempo para ser acertado. Para a parte de Collins, tem uma especie de almofada presa na testa para manter ela livre de danos com a batida na mesa. A atriz duble que toma o lugar dela quando chega a hora do trabalho real de carne-com-a-mesa não teve o mesmo luxo.

Wham! Ow. A duble voa para trás no chão. A briga começa. Isso tudo é mapeado com um diretor de dubles, que leva eles atraves de cada passo da sequencia. Meyers e Bower praticam se esquivando, desviando, balançando e socando em camera lenta. Meyers é apaixonado. Seus olhos azuis cristalinos estão focados, penetrantes.

Meyers não poderia dar uma entrevista, nos disseram. Eles deram uma razão, mas eu não consigo lembrar o que. Em vez disso nós tivemos Jamie Campbell Bower, um tipo de versão júnior de Meyers com os mesmos lábios carnudos e a mesma linha de queixo lapidada como um diamante. Ele usa um boné por cima dos cabelos loiros, os olhos vermelhos. Nos seus braços um numero de runas desenhadas iguais falsas tatuagens.

No curriculo de Jamie se incluem papeis nos filmes como “Sweeney Tood,” Roland Emmerich’s “Anonymous” e três da saga “Crepúsculo”, na qual ele é membro dos temidos Volturi. Ele também fez o papel de Rei Arthur na série “Camelot.” Esse é o primeiro papel grande dele em um filme.

“Eu entrei na sala para o teste sabendo que eu não era necessariamente a pessoa que eles queriam que fosse, e isso é uma sala dificil para se entrar,” ele nos disse sobre pegar o papel. “Então eu tive que ir lá e estar preparado para a) provar que eu podia e b) tinha que ter algo a mais; teria que ter isso, como – isso é engraçado porque aconteceu sem eu realmente ter buscado isso. Tipo, Lily e eu nos conectamos automaticamente e esses personagens só saíram da gente e foi como se nos conhecêssemos por anos, isso foi estranho. Nós assistimos depois o teste de câmera… Deus, quando nós começamos a gravar, talvez três meses atrás. E nós dois parecíamos – Eu estava inchado, eu estava gordo, Eu estava surpreso que ninguém queria entrar na sala.”

Inchado? Gordo? Eu duvido muito disso. O que eu não duvido é que Os Instrumentos Mortais apresenta uma maior oportunidade para o jovem ator provar sua liderança de homem – e Bower sabe disso. Inteligentemente, depois de reservar o papel, ele mesmo calculou qual tipo de corpo seria melhor para alcançar uma audiência na série – uma estrategia em que o sucesso ou a falha podem ser julgadas por quantas Jamie Campbell Bower-devotas fizeram uma conta para ele no tumblr antes do lançamento do filme.

“Fisicamente, eu treinei muito mesmo para [o papel],” ele disse sobre conseguir o melhor estilo. “Eu meio que brinquei por aí com diferentes formas físicas… vimos esse tipo grande de atleta antes e eu não quis aquilo, eu realmente não penso que aquilo é algo que eu acredito, particularmente, você sabe, com meus primos mais novos ou algo assim – com 15 anos de idade – Eu não sei se isso é sexy como já foi antes. Eu acho que é mais pelo estilo de rock… as garotas de 15 anos gostam, tipo, de garotos magros de bandas e esses tipos de almas perdidas e toda essa merda.”
O personagem de Campbell, Jace (a quem o ator se refere como “Um imbecil de classe A”) é conhecido no universo de Instrumentos Mortais como um Caçador de Sombras, uma raça de meio homens, meio anjos, guerreiros invisíveis para os humanos com o proposito de proteger o mundo de demônios interdimensionais capaz de mostrar o caos ao nosso mundo. Os poderes vem de umas especificas tatuagens de runas do tipo que Bower tinha aparecendo em seus braços.

“Toda tatuagem tem um poder especifico [no filme] então estou cheio delas,” ele disse. “Eu tenho tatuagens de verdade, então minhas tatuagens reais foram todas cobertas e desenharam runas por cima delas. Eu acho que eu deveria apenas tatuar as runas em mim [de verdade], pelo menos eu não passaria três horas na cadeira de maquiagem. Eu passaria quinze horas na cadeira do tatuador e estaria com isso pelo resto da vida.”

Vendo que “Cidade dos Ossos” é o primeiro de seis livros (o último ainda não foi lançado), se o filme se provar um sucesso Bower sem duvida vai estar sentado na cadeira de maquiagem de Instrumentos Mortais por vários anos. Por eles, Sony/Screen Gems está claramente tentando bater “Crepúsculo” aqui. E se o empreendimento falhar? Tem vários outros de onde esse veio, para o estúdio e para Bower; com o seu delicado, qualidade quase elfica, o ator tem plena consciência da sua aptidão para o reino da fantasia para jovens adultos – não é um lugar ruim para se estar dado o frenesi atual de Hollywood.

“Talvez seja apenas o jeito que eu pareço,” ele sorri. “Os Instrumentos Mortais é uma ótima série de livros que entra em um gênero que é muito popular e eu acho que tem vários estúdios fazendo esse tipo de filme agora. Então tem oportunidades? Sim, claro que tem oportunidades.”

Estou de pé em uma “biblioteca” com ares de caverna diante de uma grande estátua de Raziel, um anjo do misticismo judaico conhecido como o “Guardião dos Segredos”. No mundo de “O Instrumentos Mortais”, Raziel misturou seu sangue com o de um humano chamado Jonathan, no século 11. Essa ação é realizada para criar os Caçadores de Sombras – uma raça de guerreiros cujo único trabalho é proteger a humanidade dos demônios.
Em uma mão, Raziel sustenta a Taça Mortal, uma relíquia mística capaz de criar um exército de seres conhecidos como “Caçadores de Sombras Negros” se cair em mãos erradas. Na outra, ele segura a segunda das três “instrumentos”, a Espada Mortal. O terceiro e último ponto é conhecido como o Espelho Mortal – ou, mais especificamente, o Lago Lyn, que serve como um portal para o país de origem dos Caçadores de Sombras, Idris.
O set, uma biblioteca localizada no interior do referido Instituto de Nova Iorque, é magnífico – em todos os lados, paredes cheias de livros e artefatos sobem como monólitos. Artefatos contidos no enorme espaço circular incluem uma escultura irregular feita de lanças, espadas e outras armas afiadas; uma ricamente detalhada “cidade flutuante” em miniatura; uma ampulheta grande, e um retrato de um homem desconhecido, mas, aparentemente influente usando uma peruca estilo colonial.
É uma responsabilidade muito grande, todos os lugares que eu olho eu encontrar novos pequenos mundos para explorar. Embora nos sejam dados apenas alguns minutos antes de seguir, eu demorarei um pouco mais que os outros, atraído pelo complexidade interessante da produção de design impressionantemente feita por François Seguin e sua equipe. Não importa como o próprio filme terminar, é algo a ser dito para o excelente nível de artesanato em exibição aqui.
***
“O set do Instituto, que é onde estamos filmando hoje, no segundo que eu entrei cerca de duas semanas atrás, eu fiquei emotiva”, diz Lily “Clary Fray” Collins, que nos assegura que “Cidade dos Ossos” é mais alta octanagem em filmes de aventura do que “Crepúsculo” – no estilo de romance. “É, literalmente, exatamente como eu imaginei na minha cabeça.” A atriz, uma viciada em fantasia confessa que era fã dos livros antes mesmo de ser escalada como a personagem principal, nos encara de olhos arregalados e com o rosto angelical. Ela tem uma energia quente e aberta, muito diferente de Bower. Seu sorriso frequente nunca parece como um fingimento.
“O que eles fizeram com esse projeto”, Collins continua, “é realmente reconhecer o fato de que [porque] é um mundo de fantasia, que se não o tornarmos real de alguma forma, você vai perder o público no material com CGI. Assim, fazer estes sets tão complexos e tão profundos, e a colorização na tela, que meio de evoca esse estado emocional que normalmente eu não iria associar com um pedaço de fantasia. Como um fã, eu acho que o mundo é captado muito, muito bem. ”
Então, trabalhar com Jonathan Rhys-Meyers …

“Ele é tão intenso. Sim, Jonathan, oh meu Deus”, disse ela rapidamente.

Ele é um pesadelo para trabalhar, eu a imagino falando. Isso é na minha cabeça.

“Esta é minha segunda cena que eu fiz com Jonathan, e a que eu fiz uns dias atrás na semana passada, foi quando eu o conheci”, diz Collins. “É a situação mais tensa no filme. Então, sim, você grita ‘Corta’, e [ele é] tá como ‘Você está bem?’ Brincar um pouco e combate falso e outras coisas … É bom ser capaz de ter isso porque é raro em um set onde você tem cenas emocionais como esta que a outra pessoa vai querer interagir normalmente com você depois.”

Tradução: Jonathan Rhys-Meyers é um ser humano pé no chão com um maravilhoso senso de humor. Ele é solto e amoroso e… completamente amigável e normal. Bom, tudo bem.

“Nesse filme, todo o elenco teve uma conexão incrível.” continuou ela. “Não importava se estávamos rindo em uma cena e depois continuávamos rindo, ou se era uma sequência louca de ação com dublês às 4 da manhã, onde estavam me empurrando em uma saída de incêndio e eu estava toda machucada e ensanguentada… logo depois, estávamos como ‘Haha! Isso foi divertido!” O que realmente deixa tudo mais divertido, porque estamos passando por tudo aquilo juntos. Mesmo alguém como Jonathan, que é tão incrível e intenso e maduro, ele também gosta de se divertir. É o que transforma tudo em uma experiência em grupo e bastante familiar.“

No mundo dos Instrumentos Mortais, a Clary Fray de Lily Collins é a protagonista, uma adolescente “comum” que vive em Nova Iorque e descobre sua real identidade após sua mãe caçadora de sombras Jocelyn (a Lena Headey, de Game of Thrones) ser sequestrada pelo diabólico Valentim, vivido por Rhys-Meyers, que está obcecado em obter o Cálice Mortal que está em posse de Jocelyn. A jornada dele: utilizar os poderes do Cálice para criar um novo exército de caçadores de sombras, e então enviá-los para livrar a Terra dos seres do submundo, uma raça de meio-humanos/meio-demônios, com os quais um acordo de paz, assinado há muito tempo, seria irrevogavelmente quebrado caso o plano de Valentim obtivesse êxito. Cabe a Clary, com a ajuda do misterioso Jace, vivido por Bower, impedir que isso aconteça.

“Eu acredito que a Clary tenha se tornado muito mais pró-ativa desde o começo, desde o primeiro roteiro”, conta Lily, sobre as diversas alterações no roteiro. “Ela realmente comanda várias das cenas. Não é tanto sobre receber todas essas informações e debater-se com elas. Ela recebe várias informações agora, e está ativamente buscando um resultado. Eu realmente gostei disso nela, nos livros. Parece que ela foi ficando cada vez mais forte conforme foi sendo reescrito. “

Mais uma coisa que ficou mais forte? A testa de Lily.

“Na última tomada, eu realmente bati minha cabeça contra uma mesa.”conta ela, sobre a cena que testemunhamos mais cedo. “Realmente ajuda, devo admitir, porque com tudo isso dos dublês, alguma coisa precisa dar errado, e a maioria das minhas reações foram genuínas, quando eu disse um “Ai!” e gritei. Quando eu estava fingindo marcar uma runa em minha mãe, a máquina que tinha uma fumaça saindo dela começou a queimar minha pele. Eu comecei a gritar “Ai! Ai! Ai!”, mas não parei a tomada. Quando eles terminaram, eles perguntaram “Isso foi…?”, e eu simplesmente disse “Não, eu realmente tinha marcas de queimadura na minha pele”.

“Eu tenho uma cicatriz que eu não tinha antes”, declara Jared Harris, o-você-o-conhece-se-você-o-viu ator britânico mais conhecido por seus papéis em “Mad Men” e da Fox agora extinta “Fringe”. “Uma boa prótese de cicatriz, uma peruca, uma peruca branca. Tipo de um peruca de cabelo cinza, coisas assim. Que é um pouco chocante. Você olha no espelho e vê o que você pode ser dentro de um par de anos a partir de agora.”

Claro, isso envolvendo seu processo de cabelo e maquiagem vem com o território de interpretar Hodge Starkweather, um Caçador de Sombras com dois lados nos livros que em um evento passado, referido como “Insurreição”, se uniu com o Valentim de Meyers em uma tentativa de matar cada demônio e ser do submundo que existissem. Como punição por suas transgressões, o que resultou em uma guerra que causou a morte de muitos Caçadores de Sombras e muitos seres do submundo, Starkweather foi amaldiçoado para permanecer dentro dos muros do Instituto de Nova York todo o tempo, e o que é mais para servir como um professor para jovens Caçadores das Sombras que chegam agora. Chama-se uma sentença de vida inteira para serviços à comunidade, no estilo de “Os Instrumentos Mortais”.

“Você não sabe de que lado ele está jogando, o que é sempre interessante para fazer”, diz Harris sobre o personagem, que nas palavras do ator “goteja” informações para Clary durante todo o filme, sem nunca revelar a todo verdade. “Ele faz um par de reviravoltas na história.”

Não é surpreendente dada a sua origem, Harris não estava familiarizado com a série de livros de Clare antes de assinar, mas foi atraído para o filme por aquilo que ele viu como o “dilema moral” enfrentado por Starkweather.
“Isso é o que foi interessante sobre o personagem, é alguém que sabe que a coisa certa a fazer é, mas por suas próprias razões, esta fazendo um negócio diferente, porque ele está tentando mudar suas circunstâncias”, diz Harris, seu pescoço “tatuado” com uma grande runa. “Mas ele sabe a diferença entre a coisa certa e a coisa errada a se fazer, e ele não é delirante no sentido de que ele [pensa] que ele está fazendo algo para o aperfeiçoamento da humanidade ou alguma besteira assim. Ele sabe que o que ele está fazendo é puramente para obter o seu próprio rabo para fora da situação que ele está preso dentro “.

Mas que dá a mínima sobre temáticas? Isso é “Os Instrumentos Mortais”, para falar a verdade. O que realmente importa é ver Harris sair no mano-a-mano com, digamos, a sua co-estrela de “Sherlock Holmdes” de 2,15 metros Robert Maillet. O que é divertido é que eu consegui lutar contra Dredger em ‘Sherlock Holmes’ “diz Harris, sobre a estrela de WWF que virou ator, que interpreta o papel de capanga de Valentim, Samuel Blackwell. “Ele é um homem muito enorme. Então tem sido divertido, porque, na verdade, quando você faz todas essas cenas de luta, você tenta e se jogar e tudo. E então eu sento lá e eu disse ‘Olha, se esse cara me bater, eu vou desmontar. Eu desmorono se ele realmente conseguir me bater. ”

Extensa filmografia de Harris é, certamente, composta de uma grande variedade de gêneros, mas 2012 provou ser o ano do ocultismo para o ator, que, além de seu papel em “Os Instrumentos Mortais”, filmado a última temporada de “Fringe” (reprisando seu papel como o muito louco e poderoso David Robert Jones), bem como um próximo filme de terror sobrenatural intitulado “The Quiet Ones.”

“Este ano, eu fiz três, pelo amor de Deus!” ele diz de sua recente série temática de horror-e-fantasia em projetos. “O que está acontecendo? Fiz três. Fiz um filme chamado ‘The Quiet Ones”, que foi sobre um cara que está investigando eventos paranormais… mas claro, porque é um filme de terror, tudo dá terrivelmente errado. E então eu interpretei o Diabo. Então agora eu estou no filme, que é sobre demônios e porcarias, então sim. Foi um ano estranho para isso.”

Estamos sendo guiados ao interior da casa de Clary, e decido que eu gostaria de viver aqui. É aconchegante e espaçosa, o tipo de apartamento nova-iorquino disponível somente ao pessoal de classe média nos filmes. Na sala de estar, há uma lareira, e saindo de lá, um espaço menor com um cavalete (no livro, tanto Clary como a mãe dela são artistas).

No andar de cima, conhecemos os quartos de Jocelyn e de Clary, o primeiro relativamente vago, o segundo cheio de desenhos fantásticos e elaborados e artefatos ocultos (entre outras coisas, eu avistei um crânio com chifres). Estamos em um cenário, mas o lugar parece estar sendo habitado. Com jarras, panelas e comida entalada, espalhadas desordenadamente pela cozinha, é fácil esquecer que estamos, de fato, em um set de um filme. Mas eu não me importo, quero morar aqui.

“Fundamentado”. É uma palavra que vem sido usada com frequência por Hollywood nessa era pós ‘O Cavaleiro das Trevas’, e o diretor dos Instrumentos Mortais, Harald Zwart, não está imune.

“O que eu realmente gostei nesse projeto foi que era uma boa oportunidade para fundamentá-lo.” Sisse o diretor, cujos créditos anteriores incluem “A Pantera Cor-de-Rosa 2”, “O Agente Teen” e o remake de “Karate Kid” de alguns anos atrás. “Estive tentando descobrir uma maneira de pegar todas as ideias mágicas de Cassandra Clare e, de algum modo, explicá-las quase que de maneira científica. Como poderíamos fazer, de maneira segura – esse demônios existem numa frequência diferente? É alguma espécie de vibração? Foi aí que eu comecei a pensar que talvez tivesse algo a ver com música, e trouxemos a música de Bach, e pensamos que talvez houvesse algo escondido. É mais ou menos como ‘O Código da Vinci’, onde você pega um fenômeno que já existe e inventa uma solução.”

Zwart usa um suéter de zíper e tem sua cabeça coberta por cabelos de um tom branco acinzentado. Nascido na Noruega, seu perfil na Wikipedia revela que ele já vem fazendo curta-metragens desde os 8 anos. Seu primeiro filme foi de ação, em 1998, visto por poucos, chamado ‘Commander Hamilton’, estrelando Peter Stormare, Lena Olin e Mark Hammil. Não foi a melhor das estreias, certamente, mas Zwart continuou na luta, reaparecendo três anos depois, em 2001, com um filme no estilo Rashomon, a comédia ‘One Night at McCool’s’, estrelando Liv Tyler e Matt Dillon. O filme veio e se foi, e poderia ter sido a última vez que ouviríamos falar de Zwart, até que ele conseguiu, de algum modo, o trabalho de dirigir o filme adolescente de ação de Frankie Muniz, ‘O Agente Teen’. Mesmo que não tenha sido um sucesso monstruoso, o filme teve reconhecimento suficiente para ganhar uma sequência (que não foi dirigida por Zwart), dando a ele o cachê necessário para conseguir outros dois filmes de estúdio: o comercialmente fracassado ‘A Pantera Cor-de-Rosa 2’ e, bem a tempo, o novo ‘Karate Kid’, que rendeu a grande quantia de 350 milhões de doláres, e arrancou críticas melhores do que o esperado.

E agora, ‘Os Instrumentos Mortais’, que claramente espera ser outro ‘Crepúsculo’ ou ‘Harry Potter’, mas devido a grande lotação do mercado infanto-juvenil, pode acabar muito bem sendo o próximo ‘Percy Jackson’. De qualquer modo, é a primeira aventura de Zwart no ramo da fantasia, com todo o trabalho de efeitos e sequência de dublês que vem com o gênero. Ele declara não estar tão focado nessa parte da equação.

“Efeitos e o trabalho de dublês é frequentemente, para mim, o momento onde você traz os profissionais e está mais para soluções matemáticas do que para problemas insolúveis”, diz ele, sobre enfrentar esse novo e ainda não testado gênero em sua carreira. “Eu acredito que encontrar o tom emocional em uma cena, em que nível eles devem estar, e conseguir performances excelentes é um desafio muito mais desconhecido do que trabalhar com efeitos e dublês.”

Quando se fala sobre tendências atuais em Hollywood, dois aspectos não muito comuns dessa produção são a falta de 3D e o fato de que Zwart está gravando em filme – uma decisão pela qual o diretor nos conta que precisou lutar bastante.

“Eu ainda acredito que haja qualquer argumento para ser usado em filme”, disse ele. “Eu lutei bastante e os produtores apoiaram muito a decisão de usar filme. Eu acho, ainda hoje, que existe uma diferença notável. E para mim, esse não é um filme monstruoso, eu fui o mais longe possível, quando eu falei com o compositor e o designer eu disse “Pense nele como um ‘Amadeus'”. Está muito mais para um ‘Amadeus’ do que para um filme monstruoso. Porque, vocês sabem, o designer de produção Francois Seguin, o cinemátografo que temos (Geir Hartly Andreassen) e os compositores, são todas pessoas que não fazem necessariamente filmes monstruosos, então eu realmente quis abordá-lo de maneira diferente. E a ideia romântica desse filme, a história de amor, já empresta muito mais ao tom, ao romance, e ainda penso que as imagens que podemos fazer com filme são muito mais clementes do que quando se usa o digital.”

Quanto a pergunta sobre futuras sequências, o que mais surge em nossas mentes é “Harald Zwart voltará para dirigir ‘Os Instrumentos Mortais 2?’. E voltará?

“Eu não pensei nesse projeto como uma franquia.”, disse ele. “Está obviamente sendo discutido, mas a menos que esse filme seja ótimo, não haverá franquia. Acho que é muito importante que o filme tenha um final emocionante, porque o livro é muito inteligentemente construído, de modo que você quase obrigatoriamente deve ler o segundo livro para obter respostas a diversas questões que são levantadas no final. Estamos trabalhando duro para ter certeza de que o filme tenha, pelo menos, um final emocionante. É quase como se tentássemos pensar em um filme de cada vez, e não em uma franquia. “

E se Instrumentos Mortais seguir o mesmo caminho de ‘As Crônicas de Spiderwick’? ‘A Bússula Dourada’? ‘Cidade das Sombras’? ‘Eragon’? ‘Cirque du Freak – O Aprendiz de Vampiro’? ‘Coração de Tinta’? ‘Os Seis Signos da Luz’? Bom, não vamos pensar nisso ainda, ok?

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