14.02

lily

 

A Collider.com entrevistou Lily Collins durante as gravações de Cidade dos Ossos, e hoje eles liberaram a entrevista. Nela, Lily conta sobre tudo o que mudou desde que ela entrou para o elenco do projeto, aproximadamente dois anos atrás, e podemos ver que tudo melhorou! Confira abaixo a entrevista traduzida pela equipe do Lily Collins Brasil:

Nota: Para ouvir o ÁUDIO da entrevista original, clique AQUI

“Collider: Vamos falar sobre você batendo sua cabeça na mesa.

Collins: Ah meu Deus. Eu sei, na verdade, naquela última tomada eu bati mesmo a cabeça na mesa. E tenho que dizer, isso ajuda, porque mesmo com um monte dos dublês, algo sempre acaba tendo que ser real, vindo do próprio ator, e a maioria das minhas reações foram eu falando naturalmente “ai” e gritando. Quando eu estava marcando uma runa na minha mão, e a máquina que fazia fumaça começou a queimar minha pele, eu comecei a gritar “ai! ai! ai!”, mas eu não parei a cena. E quando eles acabaram a tomada, eles estavam tipo “aquilo foi…?”, e eu estava tipo, “Não, eu realmente estava com marcas de queimado na minha pele.” Mas isso é engraçado e vocês [Collider] vieram num dia cheio de ação. Isso é bom.

Collider: Eu ouvi nos sets principais que a parte da batida na cabeça foi a experiência mais intensa que você teve…?

Collins: Ah não, não! Eu estava falando sobre outra coisa. Estava falando sobre uma audição. Não, eu tive várias experiências no set, tanto emocionais, quanto físicas… O tempo todo eu tenho feito várias das minhas cenas, sem um dublê, usando salto alto, e algumas vezes com mini vestidos, então eu tenho me virado pelos sets. Eu ganhei tantos machucados às 4 da manhã, todas as horas da noite, então tem sido um trajeto intenso, mas muito divertido.

Collider: Qual foi sua reação quando você foi apresentada ao papel de Clary?

Collins: Na verdade eu já era fã da saga antes de entrar para o elenco. Eu sempre amei livros de fantasia. Mesmo quando estava crescendo, eu sempre amei mágica e fantasia. Tendo lido os livros e sendo bem parecida com a Clary, e só pelo fato admirar ela como uma personagem, quando eles vieram até mim, eu tinha acabado de filmar Priest. Eles eram meio que da mesma equipe que fazia parte daquele projeto. Eu estava emocionada. Eu era uma fã entrando para o elenco como a heroína que todos admiram. Demorou quase 2 anos pra que o projeto começasse. Passou pelo processo de trocar de mãos e pessoas envolvidas. Acho que tudo acontece por alguma razão, porque a equipe que reunimos é tão maravilhosa. Todo mundo trouxe algo nova para o filme. Harald [Zwart] é o diretor final do projeto porque esse não é exatamente o gênero dele, mas ele é muito bom com personagens e emoções. E isso está levando o projeto que poderia ser muito baseado em imagens geradas por computador, e também só na aparência e jeito físico, e ele transformou em uma estória sobre pessoas reais vivendo nesse mundo de fantasia. É uma estória de um livro que parece ser apropriada para uma adaptação para um filme. Essa foi a surpresa mais legal enquanto filmávamos: ver como o projeto estava indo. É muito legal!

Collider: Ter a autora da série [Cassandra Clare] no set… isso tem sido útil pra vocês? Ela disse que vocês a abordaram com várias perguntas.

Collins: É, isso foi divertido. Eu entrei pro elenco em dezembro de 2010, eu acho, e eu nunca tinha falado com a Cassie [Clare]. Não tínhamos tido nenhum tipo de contato. Então, eu simplesmente a conheci na sexta ou sábado antes de começarmos as filmagens. Foi uma grande vantagem, “a Criadora” estava lá uns dias antes das filmagens, então é claro que eu tinha perguntas. Eu quase não queria forçar muito com algumas perguntas que eu tinha sobre algumas cenas, porque eu queria ver como eu iria fluir naturalmente. Mas eu não tinha percebido que ela estaria tanto no set; tem sido realmente bom tê-la aqui, ver suas reações ao projeto e ao jeito que estamos mudando certas coisas nas cenas para o filme. Só o fato de ouvir sua risada e entusiasmo no set é demais. Ela é a criadora dessa fantasia e é uma honra tê-la aqui e sua aprovação nas coisas. Quando você é fã de algo, o criador daquilo é “o tudo”, então é ótimo tê-la aqui e trabalhar com Harald e todos os produtores.

Collider: Nós estávamos falando sobre o fato de em um projeto como esse, onde os fãs têm suas próprias ideias sobre como ele deve ser e como as pessoas devem parecer. Mas você sendo uma fã, obviamente você segue o roteiro e o diretor, mas tem alguma coisinha de quando você estava lendo que você fez do jeito que você imaginou?

Collins: No momento que eu entrei no cenário do Instituto,eu fiquei emocionada. É exatamente como eu imaginei na minha cabeça. Quando eu leio um livro, eu sempre imagino os sets. Eu não imagino tanto as pessoas como as personagens. É mais o mundo que eles vivem, especialmente esse com runas e lobisomens. Isso poderia ser de um jeito ou outro. Espero que isso aconteça do jeito mais realista possível e é isso o que eles fizeram com esse projeto, reconhecer o fato que é um mundo de fantasia, que se não fizermos virar real de algum jeito, vamos perder audiência no quesito de imagens geradas no computador (CGI). Como uma fã, eu acho que esse mundo foi muito bem trabalhado.

A mesma coisa quando falamos sobre o elenco. Se você é fã de algo, você vai ter em sua mente quais pessoas você acha legal pra um determinado personagem, ou não. Acho que o que eu estou realmente animada é sobre o fato de que pessoas por aí não queriam que certos membros do elenco fossem o Jace, ou a parte da Jemima [Izzy] e o Kevin [Alec], penso que eles vão ficar muito surpresos e bem felizes. Na minha opinião, o elenco é perfeito. Todo mundo tem trazido esses elementos que são inesperados. Como uma fã da saga, posso dizer que eles abraçaram muito bem as emoções que eu gostaria que aqueles personagens tivessem.

Collider: Falando sobre o elenco, você se lembra da química com o Jamie? Pode comentar conosco essa experiência?

Collins: De novo, isso foi há dois anos atrás quando eu li sobre alguns diferentes garotos que iriam fazer o teste. Jamie apenas entrou, e como eu disse antes, foi isso. Ele foi ele mesmo. Ele é a mistura de gracioso, com um pouco de brincalhão e arrogante, no bom sentido da palavra, mas também é vulnerável, emocional e isso é uma ótima mistura de elementos. E isso é o que o Jace é. Ele entra em um lugar e faz as pessoas virarem as cabeças e é assim que o Jamie é também. Ele é dedicado aos seus movimentos, e ele estava provando o quanto era capaz de trazer o personagem a vida. Mas ele não precisa nem tentar. E de novo, isso é o que Jace é. Ele nem precisou forçar, então me dediquei a minha atuação. Não peguei a parte dos movimentos, obviamente, porque não treinamos a parte dos movimentos, mas ele trouxe todo o “Jace” naquele dia. E quando ele saiu e virei para todos e disse “Eu não sei por quem mais podemos procurar. Esse é o Jace.” Eu estou muito animada para todos verem o que ele é capaz de fazer.

Collider: E então, você fez uma cena com Jonathan Rhys Meyers.

Collins: Ele é tão intenso. Sim, Jonathan, ai meu Deus.

Collider: Parece que existe uma grande harmonia entre vocês durante as tomadas. Mas claro, nas telas é completamente ao contrário. Como é para você ficar mudando de uma hora para outra?

Collins: É doido. Quando você está fazendo cenas como essa, essa é a minha segunda cena com Jonathan, e a outra eu fiz há alguns dias, quando o conheci. Foi uma situação bem assustadora. Eu sou totalmente fraca, e ainda tenho que voltar a brigar com ele. Mas as duas vezes envolviam chorar e se desesperar. São as situações mais tensas do filme. E bem quando eles gritam “Corta”, ele sempre vem a mim e pergunta “Você está bem?”. Nós só fingimos brigas e coisas assim… É legal ser capaz de fazer coisas assim porque é raro no set, onde você tem cenas emocionantes desse jeito, a pessoa interagir com você normalmente. Às vezes você precisa do seu espaço, sair para fazer o que você precisa e depois voltar à cena.

Mas com esse filme, todo o elenco tem uma incrível harmonia. Não importa se você está rindo em uma cena e continue rindo depois de terminar, ou então em uma cena de briga feita às 4h da manhã, onde estão me colocando para pular o fogo machucada e sangrando, e no final da cena todos se juntam se divertindo, dizendo “HA HA! Isso foi legal!”. Na verdade, é muito legal porque estamos todos nisso juntos. E alguém como Jonathan, tão incrível e intenso, se diverte também. E isso nos faz um grupo experiente e muito familiar. Ele interpreta o meu pai, então é meio engraçado porque em uma hora ele está tentando me abater e em outra ele está “Oh, oi filha…” É divertido.

Collider: Então, tudo isso vem ocorrendo durante dois anos, como as mudanças foram feitas para virar um filme? Você estava presente, e eu estou curioso para saber como tudo isso mudou.

Collins: Houve muitas mudanças. Nós reescrevíamos frequentemente. Uma coisa o qual eu não esperava foi o quanto todos os atores e Harald colaboraram. Às vezes, fazendo as cenas, nós opinávamos “Eu não sei se desse jeito ficou bom, nós gostaríamos de fazer isso nessa cena” ou “Está muito melosa essa parte” e ele sempre ouvia “Então, o que vocês querem fazer?”, e nós “Bem, talvez algo entre essas falas”. E ele sempre colaborava “Bem, vamos tentar!”. Então nós sempre mudávamos nossas cenas para ver como as coisas ficavam no momento, especialmente quando os novos atores começaram a entrar, como Johnny. Lena está chegando e Jared Harris também. Nós todos colaboramos com isso. E também temos Cassandra para nos ajudar a esclarecer as coisas.

Mas eu acho que Clary tem sido proativa desde o início, desde o primeiro script. Ela é bem elétrica na maioria das cenas. Ela recebe muita informação e tem que debater sobre, ela pega todas as informação e vai resolver o caso. Eu gostei bastante disso nos livros. Eu sinto que ela vai ficando forte e mais forte ao passar do tempo. Também, há um romance na história. Obviamente envolve Simon, Jace e Clary, mas o filme não é sobre o triângulo amoroso. Cada personagem tem um romance no filme. O romance é apenas a ponte para uma aventura épica. E sim, é cheio de cenas de amor, mas não é um filme só sobre isso. É um filme que envolve de ação, aventura e fantasia basicamente, com um romance na história. E também há muito humor, pelo que eu posso dizer, por casa da escrita da Cassandra… Isso é o que é bonito na escrita, quando você acaba rindo por algo que o Simon disse ou pelo jeito convencido do Jace, e você fica “Ele realmente acabou de dizer isso?”, eles adicionaram algumas falas no filme, então há comédia nos momentos de tensão, o que faz a audiência relaxar por um momento. Mas eles são graciosos, e há muito mais falas da Cassandra no filme.

Collider: Você mencionou que seu personagem fica cada vez mais forte. Obviamente, há muitas outras jovens personagens heroínas. Jogos Vorazes, Dezesseis Luas, Crepúsculo… Como você diferencia a sua personagem?

Collins: Porque, literalmente, a cada minuto ela é informada que algo em que ela achava que era verdade, é mentira. Ela entra em conflito consigo mesma a cada cinco minutos, “Como foi que eu me transformei nisso?” No resultado final, baseada em achar sua mãe, ela descobre uma nova história totalmente diferente. Não importa o quanto colocam ela para baixo, nada faz Clary parar. Porque tudo o que disseram a ela é baseado em sua família e seu passado, e eu acho que isso é uma história bem pessoal para ela chegar ao final. Ela conhece várias pessoas no caminho que acabam a ajudando, mas a história é realmente sobre ela se descobrindo. E porque é baseado em uma série de livros focando que ela descobre que ela nunca foi o que ela pensava ser. Ela lida com criaturas o qual ela nunca acreditou ou pensou que existisse. Ela tem um novo poder com as runas e ver o que ninguém pode ver. Ela é uma adolescente crescendo tentando se descobrir. Isso é o bastante para se preocupar. Agora em que ela descobre que é uma caçadora de sombras. Então eu penso que a diferença é que ela está constantemente descobrindo novas informações sobre si mesma, as quais ela penava serem mentiras. E isso é como ela fica forte para achar sua mãe e acaba descobrindo uma nova história sobre si mesma. E ela não espera a ajuda de ninguém, mas todos acabam a ajudando a se descobrir mais.”

Tradução e adaptação: Maria Eugênia e Renata | Equipe LCBR.

Fonte e entrevista em inglês aqui.

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