04.03

No dia 28 de fevereiro passado, houve um evento de Cassandra Clare em Dublin e este evento foi transmitido online mediante compra de ingresso, sendo o último da turnê que fazia. Cassie conversou com a autora Ciannon Smart (do livro ainda inédito no Brasil “Witches Steeped in Gold”) e a Cat, do TMI Source, fez um recap de todo evento – e, claro, há spoilers, mas estes estão no final do post assinalados, então pode ler tudo sem o menor problema. Nosso muito obrigada a ela por fazer este trabalho!

Cassie estava divulgando “Corrente de Espinhos”, o 3º e último livro da trilogia “As Últimas Horas”, que já foi publicado aqui no Brasil no dia 27 de fevereiro – Vocês podem comprar o livro Edição de colecionador com brindes e clicando AQUI e o já e-book clique AQUI.

Cassie falou sobre “As Últimas Horas”, seus personagens favoritos, seu processo de juntar todas as informações sobre o Mundo das Sombras e ainda deu algumas dicas de escrita. Confiram tudo já traduzido:

– Bem no início da pandemia, Cassie estava indo e vindo entre possíveis finais para “As Últimas Horas” e percebeu que o final não poderia ser tão sombrio. A certa altura, ela teve um final muito sombrio em mente, mas não faria sentido, pois sabemos que Will e Tessa tiveram uma vida feliz e eles não teriam uma se seus filhos estivessem mortos. “Eles provavelmente teriam ficado traumatizados para sempre.” Cassie queria pensar sobre resiliência humana e amor e “as coisas boas da vida” por causa da experiência sombria da pandemia.

– Por que “As Últimas Horas” foi baseado em “Grandes Esperanças”? Cassie ama Dickens, mas não todas as suas obras. Ela não recomendou “A Pequena Dorrit”. Cassie: “Eu gosto de Dickens quando ele está mais romântico. Gosto das grandes histórias de amor épicas e das grandes sagas familiares. Meus dois favoritos são “Um conto de duas cidades” e “Grandes Esperanças”. “As Peças Infernais” foi parcialmente inspirado em “Um Conto de Duas Cidades””. Cassie viu uma maneira de recontar “Grandes Esperanças”, especialmente a história de Estella/Grace. Estella sempre foi uma tela em branco para Cassie, e ela se inspirou nisso e estava interessada em explorar isso.

– Sobre as referências nos livros de Cassie: As rosas na capa do livro “Corrente de Espinhos” simbolizam o segredo. Os relógios em “Os Segredos da Mansão Blackthorn” estão todos parados em um determinado horário, e isso lembra os relógios da casa de Miss Havisham em “Grandes Esperanças”. Tatiana usa o vestido ensanguentado que usava no dia em que seu marido morreu e a Srta. Havisham sempre usa seu vestido de noiva.

– Cassie quer que as capas de seus livros evoquem certos sentimentos. Com as rosas ela pensou em segredo; há espinhos ao redor do castelo da Bela Adormecida e eles também estão em “Corrente de Ferro” quando James tem que cortar as sarças ao redor da casa. Cassie, seu editor, e Cliff Nielsen (fotografado das capas) discutiram qual insento colocar na capa de “Corrente de Ferro”. Eles queriam um besouro, mas Cassie achou que ficaria nojento. A amiga de Cassie, Holly Black, disse: “Eu tenho um besouro [na capa de “O Príncipe Cruel”]” e esse foi outro motivo para Cassie não ter um besouro na capa. Ela não queria roubar o besouro e, no final, eles decidiram por uma mariposa da cabeça da morte. Pela aparência da mariposa com uma caveira no corpo, era apropriado porque o livro era sobre um assassino serial.

– Como Cassie acompanha tudo o que ela criou (e sua sanidade)? A princípio, ela pensou que poderia se lembrar de tudo, mas quando “As Peças Infernais” terminou, ela percebeu que na verdade não conseguia. Assim, Cassie e sua fiel assistente criaram o que chamam de “A Bíblia”. “Tem de tudo: tem seções de história, de magia, de armas, personagens e tudo que poderíamos saber sobre eles, coisas que gostam, coisas que não gostam, cicatrizes, marcas que têm, árvores genealógicas, informações precisas e imprecisas. Tudo isso está lá e é um livro físico, não está em um computador.” Se houvesse um incêndio, Cassie não saberia o que salvar primeiro: a Bíblia ou o marido.

– É um grande caderno encadernado. Ciannon perguntou se poderia ser publicado, mas Cassie não tem certeza. Talvez pudesse ser transformado em um guia extenso. Ela [a Bíblia] precisaria ser editada para torná-la legível.

– A parte favorita de Cassie sobre definir o mundo de “As Últimas Horas” na era eduardiana é que foi um período divertido e ela acredita que não recebe tanta atenção quanto a era vitoriana. Quando estava pesquisando para “As Peças Infernais”, ela passou seis meses apenas lendo livros ambientados na era vitoriana, assistindo a filmes e programas de televisão ambientados naquela época, ouvindo músicas que as pessoas conheciam naquela época. Foi uma experiência interessante, tipo “uma oficina de linguagem de alta intensidade, só imersão”. Ela fez a mesma coisa com “As Últimas Horas” e descobriu que não havia tanta coisa por aí. Cassie estava lutando para encontrar muitos livros ou programas de TV. Ela leu muito material original que foi escrito na época, como diários de pessoas que viveram naquela época. Há menos sobre este tempo. “Há algo muito romântico na era vitoriana com a qual ficamos encantados. A luz do gás, a névoa, Sherlock Holmes. Dickens criou essa Inglaterra vitoriana imaginária que todos conhecemos muito bem.” Para a era eduardiana, Cassie teve que explicar mais: que roupas as pessoas usavam? Havia alguma eletricidade, alguns carros, etc.

– Cassie ficará feliz em abandonar as roupas daquela época porque eram muito complicadas. Escrever cenas de amor e tirar a roupa deu muito trabalho. Cassie assistiu a muitos vídeos sobre as várias camadas diferentes e também leu muito sobre roupas eduardianas. Ela não ficará muito triste em dizer adeus a tantas camadas de roupas.

– Cassie tem preferência por escrever histórias ambientadas no passado ou prefere ter um cenário mais moderno? Não tem, mas ela sempre sente falta da escrita histórica quando está escrevendo algo moderno e vice-versa. Ela sente falta do que não está trabalhando no momento.

– Conselho para escritores que podem não conseguir viajar para uma viagem de pesquisa: Cassie recomendou mapas do período. Você pode encontrá-los online. Pesquise mapas da cidade sobre a qual você está escrevendo. Diários de pessoas que viveram naquela época estão disponíveis online, por exemplo, no Google Books. Eles são chatos, mas eles têm tudo. Todos os detalhes são muito úteis. Você também pode encontrar passeios a pé no YouTube porque algumas pessoas simplesmente andam com Go Pros na cabeça.

– Londres ou Paris? Cassie viveria em Londres e escreveria sobre Paris.

– Personagem com maior probabilidade de:
• Empurrar um amigo de uma ponte? Grace. Há água debaixo da ponte.
• Mergulhar atrás do amigo? Cassie não sabe quem foi empurrado, mas ela escolheria Thomas. Ele pularia sem fazer perguntas e depois perceberia que pulou atrás de Belial.
• Escrever um poema sobre alguém que está apaixonado e dar a pessoa? James. Ele adora poesia. Cassie pensou em James escrevendo um poema, mas ela é péssima em poesia, então não fez.
• Escrever um poema sobre a paixão de outra pessoa e dar a ela? Alastair.
• Apunhalar uma amiga pelas costas? Tatiana.
• Esfaquear um amigo pela frente (tipo “Estou traindo você, mas é para o seu bem”)? talvez Anna.
• Merece um final feliz? Gritos da plateia de “Matthew”.
• Mentir para fazer alguém se sentir melhor? Cordelia. E também James. É por isso que o relacionamento deles é tão complicado.
• Matar alguém e encobrir? Lucie.
• Comer algo ao qual eles são alérgicos por acidente? (Cassie riu) Christopher.
• Morra estupidamente? Inquisidor Bridgestock. Ele merece morrer estupidamente, provavelmente morrerá.
• Usar seu pijama em público? Matthew.
• Ter uma paixão de décadas? Thomas, Alastair, Cordelia, James. Matthew geralmente tem paixões sucessivas.

– Como Cassie consegue equilibrar um elenco tão grande? “É muito difícil. Não sei por que continuo fazendo isso comigo mesma. Continuo dizendo a mim mesma: ‘Menos pessoas, menos pessoas’ e então mais pessoas crescem e se tornam importantes e percebo que não posso não dar espaço a elas na página. Elas precisam ter seu próprio espaço e história. As histórias tendem a crescer para o exterior. Normalmente, o primeiro livro de uma série se concentra um pouco mais em um grupo principal de três, quatro pessoas e, em seguida, crescemos para incorporar os pontos de vista dos outros personagens aos quais fomos apresentados pelos personagens principais. Esses personagens desenvolvem suas próprias histórias, eles têm seu próprio significado na história e muitas vezes estão fazendo coisas que nossos personagens principais não sabem, então, sem o ponto de vista deles, também não saberíamos sobre essas coisas, o que é realmente uma questão de peso e quanto peso você atribui a cada enredo e a cada personagem.” Depois que Cassie faz o esboço de um livro, isso a ajuda a dividir o esboço em pedaços com base nos personagens, de modo que “Cada personagem tenha seu próprio esboço separado retirado do esboço original. Então, há o grande esboço original, às vezes são 60.000 palavras, e então eu separo as histórias que são apenas para cada personagem e as leio como se fossem suas próprias histórias e então me pergunto: ‘Poderia a história se sustentar sozinha? O arco desse personagem está completo? Sentimos que esse personagem foi do começo ao fim?’ Normalmente, terei arquivos separados para cada personagem e seu enredo.

– Cassie não consegue escolher um personagem favorito e ama todos eles. Como leitor, você pode escolher um personagem favorito e Cassie faz o mesmo, mas ela não pode fazer isso em seu próprio trabalho porque, se você tiver um, você dará peso a esses personagens e a seu enredo, “Portanto, não ter favoritos é apenas parte do processo.

– A personagem mais difícil de desenvolver foi Grace. “Ela fez algumas coisas horríveis.” Normalmente, Cassie não acha que uma personagem assim teria qualquer tipo de redenção, mas para Cassie o ponto não era se Grace foi redimida ou não, era importante que seus leitores pudessem entender as ações de Grace. “Eu não queria desculpá-la, queria explicá-la.” Foi muito difícil e teve que haver muito do que Holly Black chama de ‘calibração’ para Grace: “Pesar os sentimentos de Grace e suas escolhas em todas as cenas que a envolviam e descobrir que tipo de final funcionaria para ela e também criando uma situação em que o leitor pudesse entendê-la, mas não fosse forçado a gostar ou simpatizar com ela. Tudo bem se você fizer isso, mas não precisa fazer isso para aproveitar e experienciar os livros.

– O que Cassie mais ama nos triângulos amorosos? Ela é fascinada pela estrutura deles e pela tensão que eles criam. Até “Orgulho e Preconceito” é um triângulo amoroso. Existem muitas relações triangulares na literatura. Cassie adora triângulos amorosos, mas ainda é exigente. Ela também gosta de muitos tropos românticos. “Combinar tropos é divertido” e Cassie é fã de inimigos-que-se-apaixonam. Você também pode combinar esse tropo com um triângulo amoroso. Ela também gosta de amigos-que-se-apaixonam, o que vimos em “Os Artificios das Trevas” e há inimigos que se apaixonam em “Sword Catcher”. Ela brincou com muitos dos tropos, mas não todos eles. Seu tropo romântico favorito em “As Últimas Horas” foi o amor com segundas chances (Thomas & Alastair + Anna & Ari).

– Cassie se arrepende de algum dos casais românticos na série? Cassie riu e disse que não. “Se ao menos Tessa tivesse ficado com Gideon!” A platéia riu. “E Magnus e Jace eram um potencial inexplorado. Eu sei que alguém shippa, no entanto. Espero que seja chamado de Jagnus.

– Cassie não leu nenhuma fanfic sobre seu trabalho porque não deveria. Mas Cassie uma vez pediu a seu marido Josh para ir ao AO3 para procurar a fanfic mais popular dos Caçadores de Sombras e foi: “Magnus era o Alto Feiticeiro de Seul e era um crossover com o BTS. Eu não sou contra.

– Cassie precisa de algum incentivo para escrever cenas de amor? A amiga de Cassie, Holly, uma vez comprou um livro chamado “Como escrever romance” e dizia algo tipo: “quando você começar a escrever a cena de amor, você deve tomar um banho quente, beber alguns coquetéis e pensar em Tom Selleck. [ator popular na década de 1980].” A resposta de Cassie para Holly foi: “Este livro é velho!

– Não é como Cassie aborda as cenas de sexo. Elas são muito técnicas e muito parecidas com cenas de luta porque você precisa saber onde estão todas as mãos e pés. Cassie não gosta de escrever cenas de amor repletas de paixão com outras pessoas por perto, ela tem que ficar sozinha, mas assim que termina, ela pede feedback aos amigos. As cenas de amor mudam a dinâmica/o relacionamento entre os personagens e a questão é se a dinâmica mudou.

– Conselhos sobre escrita que Cassie rejeita ou que são exagerados: “‘Não use advérbios’ é um conselho terrível.” Os advérbios existem por uma razão e você deve observar o que os advérbios estão fazendo, especialmente com a fala. Cassie deu exemplos de “‘“Parabéns”, ele disse alegremente’. Esta é uma escrita ruim porque todos nós sabemos que “parabéns” é feliz e não precisamos ouvir de novo, mas ‘”Parabéns”, ele disse com raiva’ é interessante, porque obviamente ele não quis dizer isso. Por que essa pessoa está parabenizando alguém com raiva?”

– Um conselho que Cassie seguiu enquanto escrevia o terceiro livro? O livro três tem que pagar todas as promessas feitas no livro um e no livro dois. Você tem que olhar para trás e ver tudo o que meio que sugeriu ou ficou implícito. Você tem que abordar isso. “Tenho que abordar questões que foram levantadas em livros anteriores.” Cassie fez uma lista de todas as perguntas e “Escrevi para uma das minhas leitoras [que foi a Cat, do TMI Source] que tem uma memória eidética e se lembra de tudo, e eu fiquei tipo ‘Posso comparar minha lista com a sua lista de tudo que precisa ser respondido?’ E também, ela tem uma perspectiva diferente da minha. Eu sou a escritorr e foi isso que prometi, e ela disse: ‘Mas e quanto a isso?’ E eu fiquei tipo: ‘Não achei que isso fosse alguma coisa, mas tudo bem, vamos resolver isso, ou não acho que isso seja alguma coisa e não precisa ser resolvido’.”

A partir daqui, as menções contem GRANDES SPOILERS de “Corrente de Espinhos”, então só aconselhamos a continuar lendo caso você já tenha terminado o livro ou não se importe com spoilers. Aviso dado!

– Cassie gostaria de revisitar Matthew, ele tem um final ambíguo. Ele está em um lugar muito melhor agora, mas não tem um final feliz. Cassie está interessada no que pode acontecer a seguir. Ela podia se ver escrevendo uma história sobre ele. Embora ela também pudesse se ver escrevendo sobre qualquer um dos personagens. “Um conto sobre muitos dos personagens seria possível, mas eu definitivamente pensei em fazer um conto longo sobre Matthew e o que acontece com ele após o final dos livros.

– Uma coisa que Cassie quer que os leitores saibam sobre “Corrente de Espinhos”: “Todo livro se torna o livro dos leitores. Espero que vocês tenham tido um sentimento de tristeza por dizer adeus aos personagens, mas sentindo que eles foram deixados em um lugar com o qual você está satisfeito, sem contar Christopher.

[ATUALIZAÇÃO 05/03 às 13:30]

Como já estava avisando neste mesmo post, Cat postou a 2º parte do recap do evento de Cassie em Dublin. Agora trazemos a tradução nos mesmos moldes da 1º parte: os spoilers estarão no final assinalados.

A primeira parte foram somente as perguntas da autora Ciannon Smart, agora sendo a pergunta da plateia que estava lá assistindo.

Confiram tudo agora mesmo:

– O público irlandês tinha uma questão para resolver com Cassie: quando Will comentou sobre Bridget vindo do Instituto de Dublin [“Deus, você é irlandesa”, disse Will. “Você pode fazer coisas que não contenham batatas? Tivemos um cozinheiro irlandês uma vez quando eu era menino. Torta de batata, creme de batata, batata com molho de batata…”]. Já pensou onde seria o Instituto de Dublin? Cassie não pensou, mas ela sabe que existe um. Ela perguntou ao público se eles poderiam conhecer um bom lugar para isso. Não precisa ser uma igreja, é um terreno santificado, então pode ser uma igreja, uma sinagoga, uma mesquita. Normalmente, Cassie só descobre onde fica um Instituto quando ela está realmente indo para aquela cidade na história. Ainda há uma chance de Cassie ir para Dublin.

– Existe uma personagem com a qual Cassie se identifica mais do que os outros? Cassie se indentifica com Tessa por causa da leitura e da maneira como ela lê. Tessa, e também Cassie quando tinha a idade de Tessa, lê tudo, não importa a qualidade. Ela também se identifica muito com Simon, porque ele é um ser humano totalmente comum, judeu como Cassie e que morava no Brooklyn. Ele sempre lembrou Cassie de si mesma, porque ela também seria morta imediatamente se fosse arrastada para o mundo dos Caçadores de Sombras contra sua vontade. É um lugar muito perigoso. “Não me lembro quem disse isso, mas a pior coisa que você pode ser é protagonista de um livro de aventura, porque só coisas terríveis vão acontecer com você.

– Você pensaria em matar todos em “The Wicked Powers” ou se livrar completamente dos Caçadores de Sombras? “Eu considerei a ideia de matar todo mundo muito brevemente, porque lembrei que não havia como isso combinar com qualquer coisa que acontecesse depois e não havia como enquadrar os personagens sobreviventes como eles existem mais tarde com esse tipo de morte e destruição. Acho que nem mesmo Magnus sairia de algo assim sem estar quebrado. Então, eu pensei nisso. É interessante porque “The Wicked Powers” é o fim, o fim de tudo e não conhecemos nenhum personagem que exista depois, enquanto quando estou fazendo “As Últimas Horas” ou “As Peças Infernais”, tenho que pensar que sabemos o futuro dessas famílias e alguns dos personagens que são imortais existirão mais tarde, então o que quer que aconteça nesses livros tem que combinar com a forma como esses personagens existirão em uma data posterior. Embora com certeza […] eu poderia absolutamente acabar [The Wicked Powers] jogando um peso enorme sobre todos e destrui-los. [Cassie ri.] Eu sei o final de “The Wicked Powers”. Não é isso. Uma grande coisa acontece que muda o mundo dos Caçadores de Sombras para sempre. […] E as pessoas morrem, mas nem todos morrem, porque para mim o que isso diz é tudo o que eles já fizeram antes, não importaria. […] Todas as coisas que eles fizeram são meio sem sentido se o que eles acabaram todos mortos.
Ciannon: “Então há esperança.” Cassie: “Não para todos.” Cassie riu novamente.

– Como Cassie teve a ideia dos Caçadores de Sombras? “Eu sabia que queria escrever uma fantasia urbana e sempre adorei a estrutura de uma equipe de pessoas trabalhando juntas. […] Eu não tinha certeza de quem eles eram ou como aquilo funcionava. Foi uma ideia muito vaga e então fui visitar uma amiga minha que trabalhava em um estúdio de tatuagem, e ela me mostrou seu livro de tatuagens.” Cassie achou os designs realmente interessantes e a amiga de Cassie [Val Freire] disse que tatuagens/tintas no corpo são tidas mágicas em muitas culturas diferentes. As pessoas se tatuavam para serem mais fortes na batalha ou para se tornarem mais corajosas. Cassie gosta de folclore que cruza diferentes culturas, então isso deu a ela a ideia desses guerreiros com tatuagens que têm poderes mágicos. Cassie começou a pensar em tudo (personagem principal, inimigo, sistema mágico) e foi assim que tudo começou. A amiga de Cassie realmente fez todos os designs de runas para o mundo.

– Será que algum dia descobriremos por que Magnus foi banido do Peru? Talvez. Cassie achou divertido imaginar o que Magnus poderia ter feito. Talvez seja a última coisa no livro [na última trilogia “The Wicked Powers”]. “Depois de tudo o que acontece em ‘The Wicked Powers’, o embaixador do Peru aparece e diz: ‘Depois do que você fez, você nunca mais poderá vir ao Peru!’” Cassie achou que deveria ir ao Peru e perguntar às pessoas de lá quais os motivos faria com que alguém fosse banido do país. “Ele matou uma lhama?

– Em que ponto Cassie estava confiante o suficiente em sua escrita para ir a uma editora para tentar publicar? Cassie acha que você nunca estará completamente confiante. Muitos escritores que Cassie conheceu sentem muita ansiedade e acham que seus livros precisam ser melhores. É por isso que é difícil chegar a esse momento. Cassie encorajaria todos a terem um parceiro crítico objetivo que possa lhe dar feedback quando seu livro estiver pronto. Você também deve consultar um agente que trabalhe com você em seu livro. “O que você está fazendo não precisa ser perfeito, só precisa ser tão bom quanto você pode fazer.

– Houve um momento em sua vida em que Cassie decidiu ter mais diversidade em seus livros? Quando Cassie escreveu seus livros pela primeira vez, ela não tinha certeza se alguém iria lê-los. Ela não sabia se haveria mais livros depois dos três livros de “Os Instrumentos Mortais”. Naquela época também havia um discurso muito forte de “Você deve escrever o que sabe”. Ela gostaria de ter feito personagens mais diversificados, porque os livros passaram a ser lidos por mais pessoas e ela foi abordada por muitos que perguntaram: “Você escreveria um personagem como eu?” Cassie sempre quis que o mundo dos Caçadores de Sombras “Fosse um lugar onde todos pudessem se sentir como Caçadores de Sombras. Desde então, tivemos Caçadores de Sombras trans, Caçadores de Sombras neurodivergentes, Caçadores de Sombras de múltiplas etnias e raças, e muito disso é porque eu queria me sentir inclusiva. Eu sei que há muito mais que eu poderia fazer, e ter Cordelia como heroína, ela é minha primeira heroína de cor, foi algo que muitas pessoas falaram comigo e me fizeram sentir que era algo muito importante para eles. Então, tudo isso é uma boa informação para eu levar em consideração e tentar fazer melhor. E daqui para frente, é sempre um processo de aprendizado e adição, e tentar fazer mais e abrir mais o mundo para que não haja pessoas que se sintam como ‘este mundo está fechado para mim”.

– Cassie incluiria personagens mais velhos no futuro que lutam ao lado dos Caçadores de Sombras mais jovens e que são mais ativos? Cassie entendeu o que o fã queria, mas não seria YA. É um gênero diferente. Alguns personagens mais velhos é normal – Cassie teve que lutar para ter Diana como uma personagem mais velha – mas depende do gênero em que você está escrevendo. O núcleo de YA se trata de pessoas que são jovens adultos. Se houvesse adultos, os adultos assumiriam. Em “As Últimas Horas”, Cassie teve que garantir que os pais não aparecessem muito para que não pudessem afetar o que estava acontecendo. Eles estavam ausentes ou não sabiam o que estava acontecendo porque, caso contrário, teriam assumido o controle.

– Você escreveria um grande conto sobre Malcolm e Annabel e sua história de amor? Cassie disse que parecia divertido porque “Tem todas as coisas que eu gosto: amor condenado e mau tempo”. Ela pensou sobre isso e ficou feliz por “Pelo menos uma pessoa querer lê-lo”. Já sabemos muitos detalhes sobre o relacionamento e a vida deles, e seria divertido ver mais. “Escrever Malcolm em ‘As Últimas Horas’ foi uma experiência estranha porque conhecemos Malcolm de ‘Os Artifícios das Trevas’. Malcolm é um cara mau, ele é um assassino e traidor e geralmente não é bom. Mas voltando para a época de “As Últimas Horas” […] ele era um cara legal.” Escrever alguém ruim e depois voltar quando eles eram bons foi muito interessante para Cassie. Então, um conto grande seria “Uma ideia realmente interessante”.

– Quem foi o vilão favorito de escrever de Cassie e quem de nossos heróis daria um excelente vilão? Sebastian era seu vilão favorito “Porque o que torna um vilão interessante de várias maneiras é o quão próximo eles são do seu herói e o relacionamento que eles têm com o seu herói”. Ele também poderia ter sido uma boa pessoa, o que realmente vimos, se não fosse pelo sangue de demônio, então esse foi outro aspecto interessante. Cassie se divertiu mais com Sebastian.
Sobre o herói que poderia ser um vilão, a fã sugeriu que Magnus, e Cassie brincou: “O que Alec diria para as crianças? Papai se tornou mau.” O pensamento deixou Cassie triste, embora Magnus fosse um bom vilão porque ele é inventivo e poderoso. Vamos basicamente ver Jace como um vilão em “The Wicked Powers”. Todas as qualidades de Jace também fazem dele um vilão muito bom.

– Pergunta final (do evento e antes de vários spoilers): Cassie já pensou em criar uma brecha para que Tessa pudesse viver uma vida mortal com Jem e morrer ao mesmo tempo em vez de viver para sempre? “Acho que teremos que ver o que acontece. Temos outro casal que está na mesma situação, que é Magnus e Alec. […] Acho que temos que pensar em como seria se apenas um desses casais conseguisse aquele final. […] Eu necessariamente não penso nisso como um final triste porque o que você ganha com alguém que você ama? Você tem uma vida inteira e o que difere nestes livros é a sua vida. Mas acho interessante porque temos mais de um casal que é imortal e mortal […] então temos que pensar em ‘Como isso funciona? Qual é a mensagem de apenas um deles obtendo esse final específico?’. Teremos que ver como será, obviamente não posso dizer nada.

A PARTIR DAQUI, TUDO CONTERÁ SPOILERS DA TRAMA DE “CORRENTE DE ESPINHOS”. CONTINUE LENDO POR SUA CONTA E RISCO. O AVISO ESTÁ DADO.

– GRANDE SPOILER: Fã: “Eu sinto que em todos os outros livros dos Caçadores de Sombras, qualquer um que fosse importante receberia mais do que a despedida [de Christopher]. O de Christopher foi muito abrupto e para alguém que era tão fundamental para tudo no universo dos Caçadores de Sombras, especialmente com as mensagens de fogo […] Pareceu tão superficial para um dos Ladrões Felizes, e […] ele era apenas aquele personagem alegre que era realmente fácil de se identificar com sua estranheza e seus interesses estranhos em comparação com todos os seus amigos. Você escreveu um final diferente para Christopher? “Não. […] Ele deveria realizar todas as coisas que ele realizou em sua vida. Ele é um personagem significante e inventou a mensagem de fogo. Pode ter sido finalizado por outras pessoas, mas não existiria sem ele. Os Ladrões Felizes não existiriam como existiam sem ele, todo o seu grupo de amigos não existiria como existiam sem ele nem sua família. Mas só porque um personagem é doce, simpático e com o qual nos identificamos não significa que ele não possa morrer, porque, em última análise, os livros são feitos para parecer com a vida real.
Fã: “Eu sei […] o que pegou muita gente, mas especialmente eu, é que ele nunca teve uma despedida. [Houve] o intervalo no livro e primeiro pensei: ‘Ok, ótimo. Vamos nos para Christopher’ e então não foi para Christopher. Existe um vazio em mim sobre Christopher que não foi preenchido.”
Cassie: “É assim que deveria ser. Eu sei que é difícil dizer que algo deve ser desconfortável ou que você tem que aceitar isso dessa maneira. O intervalo menciona Christopher, mas não apenas Christopher, porque muito mais está acontecendo. Parte do que está acontecendo com a morte de Christopher é que há uma guerra, e ele é um soldado nessa guerra e parte do que você sacrifica e desiste como Caçador de Sombras é a capacidade de ter muito tempo para lamentar ou lidar com a morte ou pensar nela. O resto de seus amigos tem que se dedicar imediatamente a salvar o mundo de uma terrível ameaça. Christopher está morto, James está desaparecido, Matthew está desaparecido, eles não têm motivos para necessariamente pensar que ainda estão vivos. Eles não têm motivos para necessariamente pensar ou ter certeza de que todas as suas famílias em Idris ainda estão vivas ou bem. Eles têm que viver com esse enorme fardo de não saber e o luto e ainda seguir em frente. E a única maneira de fazer isso é compartimentar, então vemos a dor sobre Christopher, mas é vista de pequenas maneiras. Ariadne descreve Anna como não tendo chorado desde a morte de Christopher e não expressando nenhuma emoção e ela tem medo de que Anna nunca mais sinta nada. Thomas é descrito como sua aparência física tendo sido tão alterada pela morte de Christopher que ele nunca mais parecerá a mesma pessoa. Matthew não consegue dizer o nome de Christopher sem engasgar em agonia. Então, todas essas coisas são maneiras pelas quais vemos que essas pessoas estão extremamente tristes e sofrendo por Christopher. Mas é meio que por necessidade que isso é tudo o que vemos, porque é isso que significa ser um Caçador de Sombras. […] Christopher é muito vibrante, muito animado, uma pessoa muito doce e tirada de suas vidas e eles só têm que seguir em frente. Não há espaço para eles pararem e fazerem algum tipo de cerimônia ou luto em algum tipo de escala épica maior. Temos que assumir que o luto que estamos fazendo, que vemos, é o que eles fazem. […] Muitas vezes você apenas tem que seguir em frente como um Caçador de Sombras e aceitar que parte de ser um Caçador de Sombras é não ser capaz de sofrer dessa maneira.

– Pergunta sobre “Daddy Will Herondale”: Esta série teve muitas cenas ótimas com ele, qual foi a parte favorita de Cassie sobre escrever Will e Tessa como pais, Sophie e Gideon, Cecily e Gabriel? “É divertido revisitá-los como pais, porque eles estão basicamente com minha idade.” Cassie pode ser tipo: ‘Ei Will, eu posso legitimamente achar você sexy, antes você era muito jovem.’ “Também há algo muito divertido para mim sobre isso. Eu tenho alguns amigos minha vida inteira e eu olho para eles e penso: ‘Você é uma combinação de quem você é agora, mas você sempre será aquela pessoa que você era quando nós dois tínhamos quinze anos’. Esse tipo de quem são está sempre neles. Às vezes, um amigo meu que tenho há muito tempo faz alguma coisa e meu marido fica tipo: ‘Não acredito que eles fizeram isso!’ e eu fico tipo: ‘Eu *posso* acreditar que eles fizeram isso porque é exatamente isso que eles faziam quando tinham quinze anos.’ A gente sempre carrega dentro de nós aquele jovem que éramos. Para mim foi muito divertido fazer isso com Will e Tessa e Sophie e o resto deles. Eu mantive lá o principal de quem eles eram quando eram jovens, mas também podemos ver quem eles são agora mais velhos. Gostei muito das cenas em que Will continua entrando no quarto de Lucie enquanto Jesse está lá e sendo extremamente embaraçoso, porque ele seria, é exatamente quem ele é. Como pai, ele será o mesmo tipo de pessoa extravagante e amorosa que era quando criança e cantava a música da varíola demoníaca. Mas ele também é um adulto, então agora ele tem que dizer: ‘Lucie, não faça isso e não faça aquilo’ e sabemos que Will fez tudo o que quis quando tinha dezesseis ou dezessete anos. Ele nunca ouviu ninguém, então é engraçado o ver agora repreendendo seus próprios filhos pelas coisas que fazia quando era mais jovem. Havia uma espécie de prazer de verdade nisso.

– Como coreografar cenas de batalha e por que Cassie muda de ponto de vista? As cenas de batalha são definitivamente a parte mais difícil de escrever porque essas cenas são logisticamente difíceis. Elas podem levar algum tempo para mapear, para descobrir onde todos estão. “As cenas de batalha são uma combinação de coisas: são ações intensas que estão acontecendo e você tem que seguir essa ação. Você também precisa criar espaços para que as pessoas na batalha realmente tenham sentimentos emocionais ou até mesmo diálogos. Então você tem que criar uma razão pela qual haveria uma pausa na batalha para que essas coisas acontecessem. Você tem que saber onde está todo mundo e ter em mente como está indo essa luta.” No final de “Corrente de Espinhos” há uma batalha na Abadia de Westminster e Cassie foi lá várias vezes, ela fez um tour oficial e um tour não oficial sobre a história da Abadia de Westminster, e ela teve que descobrir onde tudo estava naquela época e como para ir de um lugar na abadia para outro. “Eu tendo a dividir os personagens durante uma batalha porque é assim que as batalhas funcionam. É incomum que um grupo de pessoas permaneça junto porque parte do objetivo é se espalhar e enfrentar diferentes seções do inimigo. Nós queremos ver diferentes aspectos da batalha, isso nos dá uma noção do tamanho dela; quanta coisa está acontecendo, quantas pessoas estão lutando. […] Isso nos dá uma noção de quem está vivo, quem está morrendo, quem está ferido.” Vemos diferentes aspectos da batalha final porque a batalha fora da abadia é tão importante quanto a batalha dentro da igreja.
O conselho de Cassie: “Só escreva cenas de batalha se você realmente quiser, porque elas são uma quantidade enorme de trabalho coreográfico”.

– Quando Cortana começou a rejeitar Cordelia, um leitor pensou que era o início do arco de redenção de Alastair e é assim que a espada permanece na família Carstairs e eventualmente vai para as mãos de Emma Carstairs. Cassie confirmou que Cordelia eventualmente passará Cortana adiante quando ela estivesse muito velha para lutar. Ela escolheria alguém para quem repassar. Cassie tem uma ideia de como Cortana passaria de Cordelia para Emma através das gerações entre elas. Ela não revelou porque não sabe se isso é algo que ela gostaria de abordar em um conto ou em “The Wicked Powers”.

– Cassie consideraria escrever um conto sobre a viagem de James e Cordelia indo para Constantinopla? Talvez, seria muito doce e fofo. Cassie pode se ver escrevendo algo para ser publicado online. Seria um extra adorável, mas ela não tem certeza se poderia escrever um conto inteiro porque então você precisaria de conflito. Cassie não quer infligir nada de terrível a eles agora.

– Cassie acha que é possível para Matthew ter um final feliz? “Matthew é baseado em alguém que conheço e amo muito: meu padrasto, que era alcoólatra antes de conhecer minha mãe. E quando ela o conheceu, ele estava indo aos Alcoólicos Anônimos e nunca mais bebeu em sua vida. Lembro de ter conversado com ele sobre isso, porque ele era o cara mais doce, você podia conversar com ele sobre qualquer coisa, e ele era a pessoa mais gentil. Eu disse: ‘É tão maravilhoso você não ser mais alcoólico’ e ele disse: ‘Eu sou alcoólico. Eu sempre serei um alcoólico. Eu sou apenas um alcoólico que não bebe.’ Isso ficou em meu coração, porque eu amava tanto esse cara como um pai e o fato de ele ter essa coisa em seu passado me deixa muito triste. E conforme fui o conhecendo (Cassie estava claramente emocionada falando sobre seu padrasto porque ele morreu em 2017) comecei a perceber que na verdade ele não pensava assim. Ele pensava em ter sido alcoólico apenas como algo que fazia parte de sua vida, ele não bebia, não pensava nisso como uma coisa ruim ou vergonhosa ou negativa. Ele pensava nisso como algo que o tornou mais forte e mais gentil. E quando penso nisso, penso em Matthew. […] Eu não queria que ninguém acenasse com a varinha no final do livro e dissesse ‘Matthew, você está curado. Você nunca mais vai querer beber.’ Eu quero passar pelo processo de Matthew perceber que tem um problema, Matthew quer parar, Matthew para com a ajuda de seus amigos, e ele sempre pode ser um alcoólico que não bebe, mas acho que assim como meu padrasto vai ser uma coisa que vai deixar ele mais gentil – ele já é muito bonzinho – mais doce, mais forte, melhor. Então não quero que ninguém veja o fato dele ter essa doença como uma tragédia. Eu quero que eles pensem nisso como algo que faz de Matthew quem ele é, que é uma pessoa maravilhosa e acho que ele merece um final feliz. […] E embora nem sempre se trate de merecimento, neste caso em particular, acho que seria uma mensagem muito legal ver Matthew ter um final feliz. Isso é tudo que eu vou dizer.

[FIM DA ATUALIZAÇÃO]

E então, shadowhunters, já terminaram de ler “Corrente de Espinhos”? O que acharam? Contem pra gente nos comentários!

Para saber tudo sobre a trilogia “As Últimas Horas”, clique AQUI.

Fontes: Parte 1 e Parte 2

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