11.06

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Em uma entrevista à MTV, Cassie Clare e a autora da Saga dos Corvos (Garotos Corvos, Ladrões de Sonhos, Lírio Azul, Azul Lírio lançados pelo Grupo Editorial Record), Maggie Stiefvater,  falaram sobre problemas com o fandom de suas séries nas redes sociais, e alguns ataques desrespeitando as autoras. Confiram a entrevista traduzida pela nossa equipe:

Quem Possui Uma Fandom? A Criadora de ‘Os Instrumentos Mortais’ Revela A Tristeza De Interagir Com Fans
Cassandra Clare explicada o motivo de ter recentemente dado uma pausa nas redes sociais

Fandom é uma coisa incrível. Une fãs, inspira criatividade e dá poder às pessoas de uma forma realmente notável. Em fandom, tudo é possível. Isso sendo dito, sempre haverá uma fração de qualquer fandom apaixonado que se sente desapontado ou triste. Estar em uma fandom pode ser uma montanha russa emocional.

A escritora Cassandra Clare não é nenhuma desconhecida desse desapontamento. A sua série bestseller “Os Instrumentos Mortais” já vendeu milhões de cópias e gerou um filme e uma futura série de televisão. A sua presença ativa em redes sociais a torna tanto uma santa quanto um alvo para fãs apaixonados. Acontecimentos recentes com alguns fãs forçou Clare a sair das redes sociais depois que ela recebeu um “corrente constante de ódio, ameaças e insultos.” Isso nos fez pensar: como alguém tão acessível aos seus fãs, como Clare, lida com o stress e a ansiedade diários que vem com a fandom?

MTV News conversou por email com Clare e sua amiga e colega autora de YA, Maggie Stiefvater (série “Os Garotos Corvos”) para conversar sobre fãs, e o que nós recebemos foi muito mais. Abaixo, Clare e Stiefvater têm uma discussão franca sobre lidar com críticas, a pressão para satisfazer as altas expectativas dos fãs e a dualidade de fandoms.

A Era da Acessibilidade

Cassandra Clare: Eu acho que quando um escritor é bastante disponível e presente, há essa tendência dos fãs de considerá-los parte da fandom pelo seu trabalho. E pode ser maravilhoso se sentir parte dos fãs. Afinal de contas, aqui estão estas pessoas que consideram os seus personagens como pessoas reais, e se importam com eles, assim como você.

Maggie Stiefvater: Até alguns anos atrás, eu não iria dizer que haviam tantos problemas em ser acessível online, além da matemática impossível. É um casamento matemático. Há um casal feliz para cumprimentar todo mundo e dezenas de convidados para o casamento que precisam de atenção, e é impossível que isso seja igual. Exceto, você sabe, nesse caso, eu sou o casal feliz, e a minha dezena de milhares de leitores são os convidados que gostariam todos (e honestamente, merecerem) de um cartão de agradecimento pelos presentes que eles trouxeram. O maior problema com isso é descobrir quem você escolhe para se envolver, porque se torna impossível acenar para todos os convidados.

Clare: Ser considerada um membro do seu próprio fandom produz problemas estranhos. Todos se importam com a obra, mas como a criadora você é a que controla ela. Então é como se todos estivessem em um ônibus juntos, mas você é o único que pode decidir para onde o ônibus vai. Depois de um tempo, quando a fandom se torna grande o bastante, esse desequilíbrio de poder cria uma tensão horrível. Eu nunca vi isso não acontecer. Eu nunca vi algum escritor ou showrunner que tem sido capaz de evitar isso.

Você assiste enquanto alguns fãs começam a separar você do seu trabalho. Eles falam sobre o quanto amam o trabalho, mas eles odeiam você pessoalmente, algumas vezes intensamente, especificamente por ser a pessoa que tem o controle sobre os personagens. Eles falam sobre como você não merece os seus personagens ou não entende eles, sobre como os personagens deveriam ser tirados de você. Novamente, isso pode ser cognitivamente dissonante, os personagens são, sempre, de alguma forma, você. Isso pode ser perturbador.

Stiefvater: Agora, no entanto, como Cassie falou, o clima da Internet parece ter mudado – você sente como se fosse diferente de quando você foi uma autora em público pela primeira vez, Cassie? Porque eu sinto como se fosse uma mudança que não aconteceu por causa dos meus números. Ela vem de fora. Alguém fez xixi na piscina da Internet. Sempre teve negatividade geral online, é claro, mas agora até coisas positivas são descritas de formas negativas. Fãs me falam o tempo todo que me odeiam – mas eles querem dizer isso como um elogio. Eu suponho que se pode argumentar que ambas essas construções vêm de um lugar bom, um lugar de afeto. Mas como alguém que ama palavras, eu vejo a cultura mudar para uma lugar onde ser animado e positivo não é mais legal.

Clare: Eu acho que o Twitter mudou tudo. Ele amplifica vozes e isso é ótimo quando essas vozes não estão normalmente sendo ouvidas. Mas isso também incentiva julgamentos precipitados e caça às bruxas. Tudo acontece tão rápido que não há tempo para checar os fatos ou moderar a violência. Há tantos criadores que eu vi indo às redes sociais e entrar no twitter com grande otimismo e depois ser desmotivado. Eu estava falando com um dos roteiristas da série Shadowhunters sobre entrar no twitter e a sua resposta foi de total horror e “Por que qualquer escritor se submeteria à isso?

Uma Fandom Dividida

Clare: Sempre que há uma adaptação do seu trabalho para um filme ou série de TV, isso aumenta a tensão na fandom em 500 por cento. Isso também traz novas pessoas cujo principal investimento é nas mídias, ao invés dos livros. E isso traz novos leitores que descobriram os livros pela primeira vez. Um grande aumento da audiência é obviamente uma coisa ótima, e significa um benefício enorme par a minha carreira, mas ao mesmo tempo toda essa mudança repentina leva a bastante turbulência e disputas.

Deixa eu te dar um exemplo: Alguns fãs estão com raiva porque o elenco do filme “Os Instrumentos Mortais” não foi chamado novamente para a série “Shadowhunters”. Quando o elenco novo foi anunciado, muitos outros fãs se apaixonaram por eles e houve um enorme rancor entre as pessoas que gostavam do “elenco antigo” e as que gostaram do “elenco novo.” Mais e mais eu fui chamada para arbitrar, o que eu não iria fazer – eu tive que criar várias regras e limites para mim para ser capaz de participar do que acontece na minha fandom, e uma dessas regras é não escolher um lado. Eu sou uma pessoa imperfeita, que erra, e eu tenho certeza que faço bastante besteira, mas essa é umas das minhas maiores regras.


“Eu entendo que há um briga meus fãs acontecendo. Isso me deixa muito triste.”

“Eu não tomei nenhum lado, e não posso controlar o comportamento de ninguém. Eu categoricamente digo a qualquer um mandando ódio ou ameaças: não faça isso.”

“Para a maioria da fandom que não faz ideia do que eu estou falando: eu odeio ter que desapontar vocês assim.”

Tem tido uma série de problemas em relação a série que dividiu a fandom de TMI. A questão que me levou a deixar [o Twitter] foi a minha própria recusa a “escolher um lado” em uma briga. Eu realmente entendo que isso seja natural, se você acredita que está certo, querer pessoas tomando o seu lado. Eu apenas acredito que é absolutamente o trabalho moral de um criador não fazer isso.

Stiefvater: A parte mais agravante sobre ser o criador é que mesmo se você tem uma opinião sobre um aspecto do seu próprio trabalho, você deve ser cuidadoso em compartilhar isso. Porque a voz do criador irá inevitavelmente ser mais alta do que a de qualquer fã. Se eu posto sobre um personagem de “Os Garotos Corvos” no Tumblr, não importa o quão espontâneo, eu tenho em essência que puxar um megafone e gritar GUERRA TUDO GUERRA VAI VAI VAI. Expressar uma opinião compartilhada por um lado de uma fandom dividida pode parecer como se você tivesse dado àquele lado uma vantagem injusta. Mas como Cassie disse, não ser capaz de tomar lados é frustrante. O fato é que nós escrevemos esses livros e personagens e questões porque eles vivem perto dos nossos corações. Não ser capaz de falar sobre isso faz você se sentir amordaçado.

Clare: Para ficar registrado, eu acho que os meus fãs são algumas das melhores pessoas, mais generosos e inteligentes. Eles fazem artes lindas, criam piadas internas divertidas, e revisões atenciosas. Eu sou incrivelmente grata por tê-los e eu amo ouvir as suas respostas e até as críticas. Como o fandom cresce, no entanto, é fácil até mesmo para uma pequena porcentagem de pessoas irritadas encher o meu inbox ou feed do twitter. E, como o fandom fica maior, eu acho que alguns leitores perdem vista do fato de que eu sou uma pessoa e que isso pode ser assustador.

Novamente, essa é uma pequena porcentagem de fãs. Noventa e nove por cento dos meus fãs são bastante gentis comigo e gentis uns com os outros. Mas recentemente, eu percebi que seria chamada mais e mais para mediar disputas em que não haveriam respostas certas, e que eu não ter a resposta certa iria necessariamente criar esse intenso tipo de hostilidade, então eu tomei uma pausa. Agora, eu estou tentando descobrir como eu quero seguir em frente.

Stiefvater: Ano passado, eu estava no meio de uma chuva bastante tóxica de uma guerra de fãs. Eu tinha uma opinião definitiva sobre um personagem, e eu disse isso em voz alta, e as coisas cresceram. Pela primeira vez na minha vida online, eu tive que largar a internet e me distanciar por alguns dias. Mesmo eu tendo um número grande de leitores que estavam no meu lado e foram bastante positivos, é preciso um surpreendentemente pequeno número de leitores agressivos para arruinar uma presença online. Os milhares de leitores que foram ótimos foram isso, ótimos. Mas eles não podem diminuir a negatividade. Apenas contra-balanço, o que não é a mesma coisa. Você pode apenas absorver uma quantidade antes que você tenha que reconfigurar como você existe na internet.

O Término das Redes Sociais

Clare: É claro, eu gostaria de voltar e aparecer normalmente. Mas esse tipo de coisa mexe com você. Eu acho que provavelmente irei apagar a minha coluna de mentions e utilizarei o twitter de uma forma menos interativa. Parar de responder emails de fãs e perguntas no Tumblr. Me deixa triste fazer isso, mas eu não vejo uma maneira de contornar isso. Mas eu ainda não decidi – esse é um processo em andamento. No momento, o desafio diante de mim é descobrir como impedir 5 pessoas de serem capazes de arruinar o meu dia porque se eu não conseguir, todo dia será arruinado.

Stiefvater: Eu acho que escritoras mulheres em particular são pedidas para serem legais online. Sempre legais, sempre carinhosas, nunca agressivas. Parece que isso deveria poupá-las das pedras e flechas da desgraça online. Mas na realidade, isso apenas tira as nossas armas. Eu olhei para escritores como Chuck Wendig e John Scalzi e eu pensei – eles podem falar o que querem. Quando alguma coisa é uma m*rda, eles são permitidos de chamar de m*rda. Isso. Isso é o que eu vou fazer. Se você me odeia, você pode me odiar porque eu falei como eu o vi, não por causa de uma futilidade imaginada. Eu vou defender o que eu acredito. E o ódio que vem como resultado disso não me impede de dormir à noite.

Ansiedade da Fandom

Clare: Eu tive sessões de autógrafos onde as pessoas fizeram ameaças e a livraria teve que providenciar segurança. Eu fiz uma sessão de autógrafos onde alguém jogou um livro com força na minha mão porque ele estava com raiva que um personagem tinha morrido. Escritores vivem em uma zona nebulosa. Nós somos conhecidos, mas não somos famosos. Exceto por alguns, nós não somos celebridades. Mas nós ainda somos criadores, cujas obras geram sentimentos fortes nas pessoas. Então, famosos não o suficiente para ter segurança de verdade, mas famosos o suficiente para ter que se preocupar com isso.

Stiefvater: Eu geralmente não me sinto ameaçada fisicamente em sessões de autógrafos, mas eu penso que é por causa de duas grandes diferenças. Primeiramente, Cassie lida com mais pessoas nas sessões dela. Em segundo, Cassie tem uma fandom e eu ainda tenho na maioria, leitores. Ela é geralmente vista como uma criadora, e eu sou vista como uma escritora. Essas coisas parecem que deveriam ser as mesmas, mas eu acho que alguém que se auto-identificada como fã, é muito mais provável para pressionar os limites físicos do que alguém que se auto-identificada como um leitor.

Clare: A questão é, eu sou sortuda. Esses são problemas do sucesso, receber ódio é consequência do sucesso. Quanto mais você é conhecida, mais você se torna um objeto e não uma pessoa. Então para aliviar isso, eu tento levar meus amigos ou minha família para sessões de autógrafo. Ajuda olhar para uma pessoa que você sabe que pensa em você como uma pessoa em primeiro lugar.

Stiefvater: Eu tenho que interromper você aqui, Cassie. Eu não concordo. Quer dizer, sim, eu sou sortuda. Nós duas somos absurdamente sortudas por poder fazer o que amamos para viver. Mas o que você disse aqui “receber ódio é uma consequência”, eu discordo totalmente. Eu sei que você se sente dessa forma porque você sempre esteve presente em fandom. Você veio para esse mundo como uma leitora e seus livros sempre inspiraram o fandom. Eu posso ver porque você sente que isso é um produto natural da popularidade, você nunca teve uma carreira sem isso.

Mas aqui está a questão: “Os Garotos Corvos” é a minha primeira série a ter uma fandom. Não é, no entanto, minha primeira série a ser um sucesso. A minha trilogia “Calafrio” vendeu milhões de cópias – bem mais do que “Os Garotos Corvos” – mas ela nunca teve uma fandom. Ela tinha fãs apaixonados, mas não uma fandom. E por aqueles quatro anos que a trilogia “Calafrio” estava vendo como balas de pipoca eu poderia contar o número de mensagens de ódio que eu recebi online ou escritas para mim nas mãos, e ainda teria muitos dedos restantes. Agora eu tenho a fandom de “Os Garotos Corvos”, e não posso mais contar as mensagens de ódio. Há muitas. Então mesmo em amando a minha fandom, eu tenho que dizer que isso é um problema de fandom, não um problema natural. Ao dizer que é um produto natural de sucesso, nós estamos perdoando isso, e o fato é que, isso não tem que ser dessa forma. Lembra o que eu disse sobre língua de ódio por coisas positivas sendo perturbador? Desculpe por interromper. CONTINUE.


“Mas realmente, é isso: você não chegaria na casa de um amigo sem avisar. Como um ser humano, me dê a cortesia do meu tempo & meu cabelo despenteado.”


“Eu estou ciente de que, ao postar isso, eu estou provavelmente ferindo os sentimentos do leitor que acabou de aparecer. Me desculpe, de verdade. Eu sou um dragão em um covil.”


“Dirige pela montanha, aponta para a fumaça, bata as palmas com o conhecimento de que eu estou perto, mas por favor, não toque no dragão. Ela está trabalhando.”

Clare: Você está certa. Eu nunca conheci algo diferente. Eu sempre pensei nessas pessoas, os desumanamente cruéis, como uma aberração da internet, mas talvez dispensá-los tenha sido um erro no sentido de que parece para mim que a forma como eles se comportam se normalizou, uma forma normal para falar sobre pessoas e criadores, especialmente. E é muito pior para mulheres. Eu quero dizer nós, Maggie e eu, somos mulheres cujos fandoms são geralmente jovens garotas e mulheres, e elas cresceram nesse mundo que diz que mulheres bem sucedidas são monstros, e que qualquer mulher que aceita o seu trabalho duro ou sucesso tem que ser deploradas e desumanizadas. Você geralmente vê pessoas falando sobre escritoras mulheres e criadoras dizendo, “Ela pensa que é tão boa”, “Ela pensa que é a Rainha!”, “Ela pensa que as pessoas deveriam se curvar a ela”, etc; geralmente não há evidência disso além do fato que de elas são bem sucedidas e não se auto-desprezam. Eu gostaria que isso não fosse um problema para mulheres – eu gostaria que essas meninas estivessem crescendo em um mundo onde está bem para elas pensar que elas eram tão boas.

Stiefvater: A dicotomia é difícil. O que a Cassie disse sobre não ser vista como uma pessoa – eu sou vista como sendo ou um demônio ou uma rainha e a realidade está em algum lugar entre os dois. Uma Rainha Demônio. É tão difícil ser apontada como um modelo, porque então você tem mais espaço para cair se você cometer um erro.

Clare: É difícil. Eu sou grata pelos meus fãs. Eu me sinto sortuda. Mas eu não sou inconsciente de que homens podem falar sobre seus relacionamentos complicados com resposta de leitores mais livremente. Fãs não são um monólito – eles não priorizam sempre os mesmos personagens, ou querem as mesmas coisas, ou até gostam das mesmas coisas sobre uma história. Uma situação onde você quer agradar todo mundo mas não pode, gera frustração, mais ainda mais em mulheres, que são ensinadas que seu trabalho é agradar as pessoas. Eu quero fazer todo mundo feliz! Mas acima de tudo eu quero escreve as histórias que eu quero escrever. Eu tenho que colocar isso primeiro.

Como Ser Uma maravilhosa Fandom

Stiefvater: Engajando-se apaixonadamente e criticamente com meu trabalho, comprando os livros legalmente, me olhar como um indivíduo, não fazer suposições sobre as minhas motivações ou minhas políticas, me comprar uma Ferrari F12 carvão vegetal com rodas pretas. Você disse maravilhosos, não apenas ótimos.

Clare: Obviamente os meus livros significam muito para mim e estão muito perto do meu coração, então quando eu vejo pessoas amando eles, vivendo dentro deles, isso significa tudo para mim. Eu acho que ser um fã maravilhoso também significa ser gentil com outros fãs, gentil com você mesmo. Saiba que amar um livro não faz você um nerd ou um geek, isso faz de você especial e maravilhoso.

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1 thought on “Cassie Clare e Maggie Stiefvater falam sobre problemas com o fandom nas redes sociais”



  1. Eleonora Coelho disse:

    Fantástica discussão e acho até que demorou para Cassie se retirar, eu a amo por toda sua obra e principalmente do cuidado e respeito com seus verdadeiros fãs. Ela está formando uma boa geração de jovens leitores, não apenas de suas obras como de grandes autores clássicos, vejam Dickens…aguardo ansiosa mais Jem e Tessa e que a autora se dedique muito mais a si mesma.





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