17.03

Sinopse: Polo voltou à escola. A tensão que sua presença provoca nos estudantes só pode terminar de um jeito: com uma nova tragédia em Las Encinas.

Na terceira temporada de Elite, os protagonistas vivem seus últimos meses no instituto e terão de tomar decisões que vão determinar seu futuro. É uma jornada na qual amor, sexo e amizade estão mais presentes do que nunca. Mas ciúmes, segredos e desejo de vingança ameaçam destruir vidas que estavam apenas começando.

Essa indicação é livre de SPOILERS da terceira temporada, mas contem SPOILERS da primeira e da segunda temporada.

Para ler o que achamos da 1ª temporada, basta clicar AQUI.

Para ler o que achamos da 2ª temporada, basta clicar AQUI.

Virna: Se há algo que se pode dizer sobre “Elite” é que é um seriado sem medo. Enquanto outras series adolescentes flertam com temas espinhosos e difíceis, “Elite” não tem o menor constrangimento de cair de cabeça em um universo real de adolescentes, com drogas, sexo e festas. Em sua 3º temporada, enquanto muitas séries começam a andar em círculos, aqui temos basicamente um novo começo dentro da proposta da série: começando com mais um “mistério” policial, vemos os personagens ainda lidando com as consequências da morte de Marina, que apesar de ter acontecido na 1º temporada, ainda é um dos principais enredos que guiam os personagens.

O mistério da vez é outra morte (e já está nos trailers, não é spoiler!), agora do Polo, e a série tem a sua configuração igual as outras temporadas: vamos tendo flashbacks que vão construindo tudo que foi acontecendo e levou até a morte do personagem. Vemos Guzman ainda lidando com a raiva que o personagem sente, a sensação da injustiça da morte de sua irmã ainda corre forte no personagem, assim como seu amor por Nadia, que, por sua vez, tenta reconstruir sua vida ao lado de um novo personagem que parece perfeito demais para ela e o sonho de seus pais. Lucrecia, por sua vez, também dá um passo adiante e assume suas escolhas com seu irmão Valerio, que está na rua depois de ter sido posto pra fora de casa por seu pai, enquanto sua mãe nem ao menos quer saber do garoto. Há toda uma nova trama para Ander nesta temporada, assim como Omar. Carla está lutando fortemente contra seus demônios internos de uma forma que me surpreendeu.

Ju: Como a Virna falou ali em cima, a primeira coisa que é bm deixar muito claro é que “Elite” realmente não tem o menor medo de causar. Claro que depois de um plot de incesto na segunda temporada e um plot de assassinar uma adolescente grávida na primeira temporada, a gente provavelmente devia imaginar que eles iriam fundo em coisas que outras séries adolescentes simplesmente não tem a menor coragem de acessar – e até tentam, mas nunca dão uma profundidade maior.

Como a própria sinopse diz, Polo foi solto mesmo no final da segunda temporada e pior ainda, ele teve a coragem (ou seria falta de senso?) de voltar para o colégio, sabendo que todos lá, ou pelo menos a maioria dos amigos dele, queriam a cabeça dele por conta do que aconteceu, mas principalmente Guzman, que foi o mais afetado com toda a história por ser irmão de Marina E melhor amigo de Polo. Como era de se esperar, nada disso resulta em algo bom e, assim como é mostrado no trailer, acaba com Polo morrendo e o novo mistério se desenrolando ali e, mesmo no inicio eu não tendo dado muita bola, conforme a temporada vai passando, você vai se vendo preso naquele mistério e querendo tanto quanto a detetive (coitada dessa detetive, não deve aguentar mais aquele bando de riquinhos causando confusão HAHAHAHA) descobrir quem está por trás daquele mistério e porque.

Virna: Dou grande mérito a “Elite” por ser uma série capaz de criar personagens bastante carismáticos, mas também preciso falar que foi inversamente proporcional o carisma dos personagens que entraram na trama em sua 3º temporada com as duas que entraram em sua 2º temporada: Enquanto Cayetana, por mais louca que seja, tem um peso e importância na trama e Rebeca ser nada menos do que maravilhosa, Malik e Yeray são personagens bem mais avulsos e que estão na trama simplesmente para atrapalhar os casais favoritos (e você pode se surpreender com quais casais são, hein!). Malik ainda tem uma trama que poderia ter sido bem mais explorada, mas, no final das contas, ele ficou mesmo como empecilho para um dos casais.

Só que, assim como o seriado não tem medo de entrar em temas bastante complexos e espinhosos, ele também conta com roteiristas tão habilidosos que fizeram GRANDES desenvolvimentos de personagens durante esta temporada: vemos Guzmán crescer, vemos Samuel aprender estando no lugar de Carla durante um episódio, vemos um outro lado da Lu (AH, LU <3) e sua incrível jornada para se tornar uma mulher incrível, vemos também Nadia conquistar um relacionamento mais real com seus pais – enfim, sem dar spoilers, o que vemos nessa temporada é o amadurecimento destes personagens, coisa que em muitos seriados com a mesma temática parece que nunca acontece durante toda narrativa. É bom acompanhar os personagens aprendendo e amadurecendo – mas, claro, nem todos. Teve um favorito dos fãs que nem vou falar o quanto eu terminei a temporada odiando por motivos de spoilers mesmo.

Ju: Se na segunda temporada eu já estava bem gostando da Lu (apesar da barbaridade que ela cometeu com Nadia), na terceira temporada ela ganhou meu coração todinho. Ela estava MARAVILHOSA e ela evoluiu tanto da garotinha mimada da primeira temporada para a mulherona da porra da terceira que eu nem consigo explicar. Definitivamente, nessa temporada, ela e Guzman chegaram em um patamar muito elevado pra mim. Claro que a maior parte desses personagens tem um lugarzinho no meu coração (a maior parte, alguns eu tenho birra desde a s1 – Samuel, estou olhando pra você -, e outros eu fiquei meio assim durante essa temporada mesmo), mas o Guzman definitivamente me tem na palma das mãos pelo amadurecimento que ele demonstrou nessa temporada depois de tudo que ele passou por conta da perda da irmã. Eu passei várias vezes falando pra Virna durante os episódios que o mundo definitivamente não merecia Guzman, porque ele é maravilhoso.

Todos os personagens tem algum ponto que algo pesa pra eles e eu assumo, mesmo não gostando do Samuel, que até mesmo ele muda em algum lugar da história. E eu concordo bastante com o que a Virna falou ali: Malik e Yeray definitivamente são personagens que são bem avulsos durante a história. Eu até gostei do Yeray em determinado ponto que não posso contar por spoilers, mas o tempo todo ele só me deixou mais com a impressão de que só estava ali para um determinado proposito e bem, como eu não gosto do casal em que ele se intrometeu, pra mim não fez tanto efeito assim, de verdade. Se o que os boatos dizem for verdade e o elenco original for ser trocado por alguns dos novatos, eu acho que veremos mais deles, então talvez apareça algo que vale a pena para gostar deles – ou odiar.

Virna: Todas tramas se desenvolvem para o momento da morte de Polo, sem ser nada tão absurdo de se acreditar, basicamente um espelho da morte de Marina. Não foi um assassino profissional que matou a personagem na 1º temporada e sim uma série de escolhas e erros que levaram até aquele momento que causou toda destruição das certezas daqueles adolescentes. Até mesmo os pais destes personagens possuem papéis mais cruéis do que normalmente vemos sendo pais de personagens adolescentes, ajudando a entenderem que eles precisam se libertar daqueles que não fazem bem para eles, por mais cruel que seja.

Eu sou fã do seriado de carteirinha e nem nego. Gosto de como o seriado não tem vergonha de cair em sua própria trama de cabeça, sem vergonha de tomar liberdades e gosto mais ainda da diversidade e pluralidade de ideias que a trama traz. A 3º temporada foi, sem sombras de dúvidas, marcante para o desenvolvimento destes personagens que contam na casa dos 17, 18 e 19 anos, dando um desfecho que eu realmente não esperava: corajoso e bastante feliz, ao mesmo tempo que me deixou frustrada com diversas coisas, mas o “frustrada” de não aceitar que pode ter terminado. Eu ainda estou pronta para bem mais destes personagens, mesmo que digam que a trama pode ficar repetitiva e muito já foi feito com eles, mas a culpa não é minha de ter me apegado a personagens tão bem construídos e que me cativaram tanto. “Elite” definitivamente está na minha elite de seriados adolescentes.

Ju: A impressão que eu tive assistindo essa temporada de Elite é tipo quando você está vendo uma sucessão de coisas erradas, uma atrás da outra, vindo sem o menor freio na mesma direção e você sabe que aquilo ali vai explodir no final e não tem nada que possa ser feito além de olhar, amedrontado e maravilhado ao mesmo tempo, só na espera da desgraça e do que vai poder ser salvo no final do impacto.

E sim, isso é um elogio.

Uma série que pra mim começou mais ou menos como um guilty pleasure, hoje em dia é uma das minhas séries favoritas do coração. Claro que tem coisas que eu desgosto do plot (especificadamente dois casais, um que eu amava e outro que não engoli desde o principio), mas a terceira temporada serve pra fechar com chave de ouro todo a história que começou lá na primeira temporada com a morte de Marina e se encerra agora com a morte de Polo, o agente causador de tudo – e a resolução da morte dele, o desfecho do mistério, é simplesmente MARAVILHOSO.

O que nós sabemos é que Elite já foi confirmada para mais temporadas, então apenas podemos aguardar o que os próximos capítulos trazem pra gente sobre esses personagens tão amados (aqueles que vão ficar no final das contas :x). Se você já assistiu as duas temporadas, não deixe de assistir a terceira, porque ela está ÓTIMA. E se você não viu nenhuma ainda, corre pra assistir. Garanto que não vai se arrepender. 😉

Você pode assistir aos 8 episódios completos da 3ª temporada completa na Netflix: https://www.netflix.com/Elite .

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