02.09

Sinopse: No quarto volume da série Heartstopper, Charlie e Nick terão que enfrentar uma longa jornada de amadurecimento ― sem nunca soltarem as mãos. A HQ que inspirou a série original da Netflix!

Charlie e Nick já não precisam esconder de ninguém no colégio que estão namorando, e agora, mais do que nunca, Charlie quer finalmente dizer “Eu te amo”. O que parece um gesto simples se torna bem complicado quando sua ansiedade o faz questionar se Nick se sente da mesma forma…
Nick, por sua vez, está com a cabeça cheia. Afinal, ele ainda não teve a oportunidade de se assumir para o pai, e se preocupa constantemente com Charlie, que dá sinais claros de ter um transtorno alimentar.
Conforme o relacionamento dos dois amadurece, os desafios que vêm pela frente ficam cada vez mais difíceis ― mas os garotos logo vão aprender que amar alguém nada mais é do que estar ao seu lado, juntos, de mãos dadas.

[Pode – e provavelmente vai – conter spoilers dos três primeiros volumes]

Para ver minhas resenhas dos três volumes anteriores: [#1]; [#2]; [#3]

Acho que já vou começar dizendo que esse foi meu volume favorito de “Heartstopper” até aqui. Não só é o que eu achei mais bonito, mas também é o volume mais triste da história e que me fez até derramar algumas lágrimas, porque ele é bom assim. E já vou deixar claro desde o início, como está escrito logo no começo do livro, esse volume tem alerta de gatilho para ansiedade, anorexia e automutilação.

Nos primeiros volumes nós vamos vendo pequenos grandes marcos: no primeiro foi o primeiro encontro, o segundo foi mais focado em Nick descobrir quem ele era, a sua própria sexualidade e no terceiro teve um foco maior no relacionamento dos dois, o que aconteceria agora que estavam namorando e em como eles iriam abordar isso: se iriam deixar todos saberem assumidamente ou não – além de ter uma viagem bem gostosa pra Paris.

Mas, conforme vamos chegando no final do terceiro, nós vamos notando algumas coisas de diferentes e fora de lugar e a forma com que isso é abordada no quarto volume, é de um cuidado tão grande da parte da Alice, que foi o que me fez acabar chorando realmente.

Tudo, desde o primeiro minuto no primeiro capítulo, do primeiro volume, deixa claro que Alice tem um jeito bem cuidadoso com suas histórias. Nada que ela escreve parece forçado ou “pra chocar” como tem em várias histórias por aí, então eu devia ter imaginado que ela trataria também de saúde mental de uma forma bem responsável como foi.

Eu acho que, nesse ponto, muita gente já sabe o que passa com Charlie, mas não darei spoilers sobre o que acontece no livro em si, apenas quero pontuar que foi realmente muito bem escrito. Não acho que tinha visto antes esse assunto, que todos sabemos que é algo sério, sendo tratado da forma leve que foi e, melhor ainda, sem ser um tabu.

Saúde mental é uma coisa séria, mas mais do que isso, a forma com a qual ela é abordada – seja o personagem que está passando pelos problemas ou quem está na volta dele, geralmente deixa um tanto a desejar, mas aqui não foi o caso não. E o que eu acho mais interessante é como é deixado claro durante o livro que não é fácil pedir ajuda. Todo mundo que já passou por uma situação assim sabe o quanto isso é verdade. Porque quando se está no fundo do poço, você questiona se você realmente está lá. Se vale a pena lutar para sair de lá. Se as pessoas vão acreditar e querer te ajudar ou pensar que você está exagerando. Essa é a parte mais difícil: buscar ajuda.

Esse livro me tocou bastante porque, como eu já falei em resenhas antigas, não só sobre Heartstopper, mas livros de romance para jovens, é MUITO bom que tenham histórias assim. Histórias que mostram que, mesmo que você esteja passando por uma situação ruim, ainda tem uma luz no fim do túnel. Histórias que tem um relacionamento saudável entre um casal que se ama e que se apoia e que quer o bem um do outro – mas que também deixa claro que não é só o relacionamento romântico que importa, mas sim todos os outros.

Nesse livro todos os personagens tiveram papeis muito importantes para história ser tão boa como foi e tão bem executada, mas eu queria deixar aqui em especial falando sobre Nick, que devia ser considerado tipo, um dos melhores namorados da história já escrito, Tori também é MUITO boa. Inclusive a minha cena favorita na HQ todinha foi justamente uma cena dela, porque ela é maravilhosa.

E Alice consegue, com maestria, não trazer esse assunto de forma leviana, ao mesmo tempo que o trata com cuidado como já mencionei acima, mas também deixar ele resolvido e mostrar que é sim, tudo um dia depois do outro, uma coisa de cada vez e que está tudo bem ser assim.

Saber que não está sozinho é muito importante. E você não está sozinho. Se sentir que precisa de alguém para desabafar, que precisa conversar com alguém e não tem coragem de falar com alguém próximo, sempre tem o contato do CVV. Basta ligar 188 ou acessar o site e entrar em contato no chat, que terá alguém lá disposto a te ouvir e te ajudar da melhor forma que puder.

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