18.02


“You’ll be the death of me”
Karen M. McManus
ARC recebido em formato eBook em parceria com a Penguin Random House International
Editora ‎Delacorte Press

Data de lançamento internacional: 30 de novembro de 2021

Ivy, Mateo e Cal costumavam ser próximos. Agora tudo o que eles têm em comum é a Escola Carlton High e o começo de um dia muito ruim. A estudante nota 10 Ivy perdeu uma eleição do conselho estudantil para o palhaço da classe e agora ela tem que enfrentar a escola, humilhada. O galã Mateo está exausto de trabalhar em dois empregos desde que o negócio de sua família faliu. E o estranho Cal acabou de se levantar… novamente.

Então, quando os três inesperadamente se encontram, eles decidem evitar seus problemas faltando a aula. Só os três, como nos velhos tempos. Exceto que eles mal saíram do estacionamento antes mesmo de ficarem sem o que dizer um para o outro…

…Até que avistam outro aluno da Carlton High matando aula – e o seguem até a cena de seu próprio assassinato. Em um acontecimento único, o dia deles se transforma de monótono para mortal. E está para piorar. Acontece que Ivy, Mateo e Cal ainda têm algumas coisas em comum… como uma conexão com o garoto morto. E todos eles estão escondendo algo.

Será que a chance de se reconectarem não foi por acaso, afinal?

Como vocês já sabem, essa resenha é em parceria com a Random House Internacional, de quem recebemos esse eARC (Advance reading copy: algo como “uma cópia de leitura avançada”, ou seja, o livro ainda pode sofrer alterações antes de ser publicado). Também lembrando que essa resenha terá um formato diferente: por ser um ARC, não haverão quotes, já como os livros podem sofrer mudanças em seu texto antes de serem comercializados. Gostaríamos de agradecer profundamente a Editora pela oportunidade de parceria.

Eu adoro os livros da Karen McMamus pelo simples fato deles serem uma espécie de gênero dentro do gênero: eles são livros de suspense dentro do gênero jovem adulto. Todos com pequenas grandes tramas de morte e mistério entre adolescentes que parecem que esqueceram que tem pais (e todos poderes públicos ao redor deles também). É divertido ler um grupo preso na detenção tentando descobrir quem matou um deles (como no 1º livro da trilogia “Um de nós está mentindo”) ou acompanhar uma adolescente que vai para a cidade natal da mãe e descobre muito sobre o passado de uma tia desaparecida (“Mortos não contam segredos”, que é, de longe, meu favorito da autora) ou ainda acompanhar primos que nunca se viram em uma confusão sem fim para saber quem irá ficar com todo dinheiro da excêntrica avó (“Os Primos”, que também li o eARC e resenhei: clique AQUI para ler minha resenha) – acho que vocês já entenderam que eu gosto da autora e de suas tramas, então claro que quando tive a oportunidade de ler a nova trama dela, cai de cabeça. Mas, dessa vez, eu sai confusa. De verdade.

A questão é que “You’ll be the death of me” parece seguir a ideia de todos outros livros da autora, mas só parece mesmo. De todos livros da Karen (o único dela que não li foi “Um de nós é o próximo”, a continuação de “Um de nós está mentindo”), esse é o livro mais “adulto” da autora e digo entre aspas mesmo porque não espere mais sangue ou mais mortes ou crimes horrendos porque não é isso: aqui a diferença foi realmente no clima da trama. Em todos os livros da Karen, a sensação que a gente tinha era que os personagens de uma série de TV adolescente estavam tentando ser adultos, com aquelas tiradinhas que a gente adora ver pra se divertir e passar o tempo, tomando decisões absurdas que levam o leitor a gemer alto enquanto os personagens se apaixonam e pesquisam o passado de um personagem escutando música fazendo referências a cultura pop. Essa é a fórmula da autora e eu adoro (sim, gosto da farofa, me julguem). Mas, aqui, o clima está diferente. Mais “adulto”. Mais sério. Talvez a autora tenha amadurecido sua escrita, talvez tenha sido simplesmente sua intenção, e hey, eu não estou falando que não me divertir (porque sim, me diverti, mas de outra forma).

Indo aos personagens principais e já falando sobre a trama, Cal é um personagem que eu acreditei que não iria render porque ele parece bastante normal para todo garoto de sua idade: gosta de gostar de alguém, parecendo pular de relacionamento para relacionamento, meio nerd e a ideia de matar aula com os amigos (como tem na sinopse) veio dele assim que os encontra. Mas também acho que dizer que os personagens são amigos no começo da trama é demais: eles foram um dia, quando mais novos, e um dia, no passado, mataram aula tendo “O melhor dia de todos os tempos”, como Cal chama. Parece natural que ele queira repetir o dia, mas ele também guarda um segredo sobre porque não querer estar na escola naquele dia.

Mateo é o personagem sofrido da vez, que está passando por vários problemas financeiros desde que o negócio da mãe foi fechado e vou me resguardar de comentar qualquer coisa sobre isso porque sinceramente foi uma subtrama que adorei, mas ele também é o gatinho da narrativa que você imagina que não tem jeito de um adolescente de 17 anos ser bonitão assim.

E então temos Ivy, que é minha protagonista favorita entre todas os da autora agora. Ela se cobra demais porque tem um irmão perfeito, Daniel, que parece conseguir fazer tudo e ser bom em tudo, sobrando para ela tentar a politica estudantil e assim arrancar aquele velho sentimento de aprovação dos pais. Ivy tem a capa de ser uma “Mary Sue” perfeitinha, mas só parece mesmo porque ela tem um segredo que foi revelado no meio de trama e muda bastante a percepção que temos da personagem (e o que me fez gostar dela, confesso).

Ivy perdeu, depois de 2 anos sendo a presidente da turma, a eleição para Brian ‘Boney’ Mahoney (só a história de como o apelido dele aconteceu me fez rir por uns 10 minutos de tão boba) e está desesperada demais para não estar na escola naquele dia porque é o dia que Boney irá assumir a vaga de presidente e fazer o esperado discurso, o que a deixa engatilhada demais, já como no semestre passado, ainda presidente, alguém trocou seus cards de leitura e ela passou uma grande vergonha na frente de todos. Acho que já deu pra entender que tem muito, muito dentro de Ivy prestes a explodir, certo?

Depois que Cal, Ivy e Mateo se encontram no estacionamento da escola e aceitam a ideia de Cal, saindo de carro para fora da escola, eles ficam pensando para onde poder ir porque depois de se afastarem, eles não parecem ter muito mais em comum, até que terminam indo para em um prédio aonde várias pessoas vão passear. E então esse outro aluno (sem entregar quem é, apesar de imaginar que vocês já sabem) aparece lá, também matando aula, deixando uma Ivy furiosa – e também outra pessoa, já como ele é morto, para desespero do trio que vê tudo.

Eu sei, eu sei que parece tudo muita coincidência, mas é assim que as tramas da autora funcionam e eu me delicio em cada uma delas (já falei, gosto da farofa às vezes), mas, dessa vez, depois que o tal personagem é morto, as coisas parecem complicar em um clima um pouco mais sombrio do que o leitor espera (mas, de novo, não esperem um livro adulto porque não é!). Parece que cada vez mais quando tentam fugir daquela confusão, mais o trio principal é sugado para dentro dela – e atenção aqui porque o livro se passa em questão de horas: aqui não temos uma trama que perdura dias e sim os personagens correndo contra o tempo, o que também foi um diferencial para a leitura ser bastante ágil.

Qualquer coisa que eu fale a partir daqui será um grande de um spoiler, então vou ficar por aqui afirmando que quem gosta dos livros da autora, definitivamente vai gostar de “You’ll be the death of me” também – talvez, como eu, estranhar um pouco o tom, mas nada de novo sob o sol.

Aqui no Brasil, os livros da autora são publicados pela Galera Record, e entre eu receber este eARC, ler, resenhar, festejar o final de ano em família (porque também mereço, poxa!), a Editora anunciou a publicação e o livro já entrou em pré-venda com o (criativo) nome de “Assim você me mata” (corre aqui Michel Teló! Sim, eu fiz esta piada) e acabou de ser publicado nesta semana. E ah, ainda sobre a autora, a série “Um de nós está mentindo” baseada em seus livros mais famosos (os 2 já publicados da trilogia “Um de nós”) chegou a Netflix hoje, então já tenho a minha maratona da noite garantida.

Seja como for, se jogue nessa trama e eu prometo, prometo mesmo, que não vai ser o livro que vai mudar sua vida e nem te fazer ficar loucamente apaixonado, mas que quando termina, vai te fazer dar um sorrisinho porque tudo ficou bem amarradinho e fechado. Enquanto isso, eu já estou aqui, esperando o próximo livro da Karen para me divertir com a farofada louca que virá.

Thanks for the free book, Penguin Random House International.

Para comprar ““You’ll be the death of me”” basta clicar no nome da livraria:

Amazon, edição capa dura em inglês.
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Amazon, edição em português com marcador.


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