23.07

Oi, pessoal!
Na resenha de hoje vou falar sobre um livro que um amigo me recomendou. Uma vez eu resenhei aqui um livro chamado “Os Humanos”, você pode ler a resenha clicando aqui, inclusive.
Pois é… eu estava na pegada de ler algo com a mesma vibe, e um amigo (valeu, Augustinho!) me recomendou “A Máquina do Tempo”. Admito que eu nunca havia ouvido falar do livro, mas dei uma googlada e vi que é bem famoso, até.
O livro é bem curto, tem somente 112 páginas. Eu li ele em um dia. Não é a leitura mais digerível que você vai fazer na vida… H.G Wells tem uma escrita um pouco mais elaborada, então é necessário prestar bem atenção. O livro também é bem, beeeeem antigo, foi escrito em 1895, e por isso é uma leitura bem diferente das que estamos habituados a fazer, e com certeza vale a pena.
H.G Wells é o autor de livros como “A Guerra dos Mundos” e “Homem Invisível”, mas “A Máquina do Tempo” foi seu primeiro título publicado.

A Máquina do Tempo é o primeiro e mais importante romance moderno sobre viagens no tempo, e um clássico da literatura mundial. Com uma narrativa envolvente, H.G. WElls cria a fabulosa jornada de um cientista inglês a um mundo futuro, desconhecido e perigoso. Acompanhamos suas descobertas, seu deslumbramento e o horror que, aos olhos do viajante, aos poucos se anuncia.

A bordo de uma Máquina do Tempo, um cientista londrino viaja do século XIX para o ano de 802701. Chegando no que seria Londres do futuro, o Viajante do Tempo encontra duas espécies evoluídas do ser humano: os Eloi, que viviam na superfície, e os Morlocks, que se escondiam da luz no subterrâneo O Mundo Superior era habitado por seres frívolos , delicados e infantis que estavam prestes a conhecer a sua Nêmesis, resultado de decisões tomadas no passado. O Viajante do Tempo perde a sua Máquina e com apenas uma caixa de fósforos se pergunta: conseguirei retornar ao presente?

Quem narra a estória é um personagem não identificado. Tudo o que sabemos a seu respeito é que ele está na casa de um Viajante do Tempo, ouvindo seu relato. No começo do livro, o Viajante do Tempo está explicando para um grupo de homens sobre o conceito de viajar no tempo, e mostra o protótipo que ele mesmo desenvolveu para alcançar o feito. A maneira como ele explica o tempo como uma dimensão até que fez muito sentido pra mim:

“É simples. Considera-se que aquele Espaço, da maneira como entendem nossos matemáticos, possui três dimensões que podem ser chamadas de Comprimento, Largura e Altura, e é sempre definido em referência a três planos, ligados uns aos outros por ângulos retos. Porém algumas pessoas têm filosofado sobre por que três dimensões especificamente, por que não outra direção em ângulo reto com as outras três? E até tentaram criar uma geometria Quadridimensional. O Professor Simon Newcomb explicou tal teoria à Sociedade Matemática de Nova Iorque há pouco mais de um mês. Vocês sabem que em uma superfície plana, com apenas duas dimensões, podemos representar uma figura de um sólido tridimensional. Assim, de maneira semelhante, essas pessoas acreditam que, com modelos de três dimensões, seria possível representar um modelo de quatro, se pudessem dominar a perspectiva da coisa. Entenderam?”

O Viajante do tempo, ao chegar na Londres do futuro, observa várias mudanças que aconteceram na humanidade. A que mais me chamou a atenção é a estatura dos seres humanos. A humanidade, no ano de 802701 tem cerca de 1,20m de altura. Achei isso engraçado. Não vejo o porque a gente encolheria, né? Mas enfim…
Outra coisa que o Viajante observa, é que a humanidade se subdividiu em dois grupos, os Eloi e os Morlocks (mas não quero dar muito spoiler sobre isso, não)… ele nota várias mudanças no comportamento humano. Os seres, são, por exemplo, estritamente vegetarianos, não trabalham, não possuem uma moeda, etc.



O Viajante também faz uma observação que eu achei muito, muito legal. Ele fala que a humanidade, finalmente, conseguiu atingir a tão esperada “perfeição” que passamos tanto tempo tentando aprimorar. Ou seja, o ano em que ele está, é o ano em que todos os frutos do esforço de vivermos em sociedade foram colhidos.

A humanidade tem sido fote, energética e inteligente, e tem usado toda sua abundante vitalidade para alterar as suas condições sob as quais tem vivido e então veio a reação das condições alteradas.

O livro é mais um monologo propriamente dito. É uma narração do Viajante para o nosso narrador sobre a sua experiência de viajar no tempo. O Viajante do Tempo tem uma visão quase antropológica das experiências que teve viajando e conhecendo a super espécie de seres humanos. Sua narrativa é detalhada e rica em observações e comparações com o nosso tempo.

Em determinada parte do livro, ele faz uma análise super legal da decadência humana. De como fomos consumidos pelos nossos anseios e necessidade de dominar tudo ao nosso redor, e como isso se voltou contra nós.

Enfim, pessoal. Essa é uma leitura, como eu disse anteriormente, um pouco mais “pesada”, se você busca uma estória de aventura e altos e baixos, não é nesse livro que vai encontrar isso. Mas “A Máquina do Tempo” vai te permitir criar uma visão a respeito da sociedade em que vivemos um pouco mais analítica. Você vai se perguntar muita coisa a seu respeito e a respeito da maneira como vive e como convive com os outros ao seu redor. E, para mim, esse é o tipo de leitura mais válida que há.


Por isso eu te recomendo MUITO “A Máquina do Tempo”.

“Dizem que a vida é um sonho, um sonho bem podre às vezes… mas não posso suportar um que não faça sentido.”

Para comprar “A Máquina do Tempo” basta clicar no nome da livraria:

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