16.05

Sinopse: Annie Walker is on a quest to find her perfect match-someone who nicely compliments her happy, quiet life running her flower shop in Rome, Kentucky. Unfortunately, she worries her goal might be too far out of reach when she overhears her date saying she is “sounbelievably boring.” Is it too late to become flirtatious and fun like the leading ladies in her favorite romance movies? Maybe she only needs a little practice…and Annie has the perfect person in mind to become her tutor: Will Griffin.

Will–the flirtatious, tattooed, and absolutely gorgeous bodyguard–is temporarily back in Rome, providing security for Amelia Rose as excitement grows for her upcoming marriage to Noah Walker. He has one personal objective during his time in town: stay away from Annie Walker. But no sooner than he gets settled, Will soon finds himself not only breaking his rule, but tasked with far more than simply providing security.

Will wants no part in changing the sweet and lovely Annie, but he can’t bring himself to say no to her request, so he officially agrees to teach her how to be the next leading lady of Rome, Kentucky, and find the love of her life-even if he doesn’t believe in love himself. Between faking a relationship so the meddling town doesn’t catch on to what’s really happening on their practice dates, and tutoring lessons that convince Annie to add passion to her list of must-haves in a mate, it doesn’t take long for the lines of their friendship to blur…


Como vocês já sabem, essa resenha é em parceria com a Random House Internacional, de quem recebemos esse ARC (Advance reading copy: algo como “uma cópia de leitura avançada, ou seja, o livro ainda pode sofrer alterações antes de ser publicado). Também lembrando que essa resenha terá um formato diferente: por ser um ARC, não haverão quotes, já como os livros podem sofrer mudanças em seu texto antes de serem comercializados. Gostaríamos de agradecer profundamente a Editora pela oportunidade de parceria.

Practice Makes Perfect” nos conta a história de Annie, uma garota que, a vida toda dela, todo mundo a colocou dentro de uma caixa: a garota angelical. Todos na pequena cidade Rome no Kentucky tem um apreço enorme por ela e agem como se ela fosse uma perfeita garota boazinha que não pode absolutamente de jeito nenhum ter seus sentimentos feridos.

E, tudo que Annie mais queria na vida era encontrar o que os pais tiveram no passado, antes de falecerem: um amor e um romance perfeito, com direito a casamento, filhos, casa com cerquinha branca e tudo mais. Só que o problema é que, apesar de ser muito amada por todos na cidade, Annie é um pouco envergonhada e antissocial e isso não ajuda em nada nos planos dela porque bem, para se casar com o “príncipe encantado” você tem que ir conhecer ele.

Tudo piora gradativamente quando em uma tentativa de ter um encontro – que é logo onde o livro começa, ela escuta o seu par falando no telefone quando ela volta do banheiro, dizendo como ela é tediosa e pedindo para a pessoa com a qual ele está falando que ligue, fingindo ter uma emergência para que ele possa ir embora e fugir do encontro.

E é aí que somos apresentadas a Will. Will é um segurança da cunhada de Annie (que, pelo que eu pesquisei, é a protagonista do livro “When in Rome” da mesma autora e que eu não li ainda, mas fiquei bem curiosa. Enfim, isso é assunto mais para baixo.) e ele, apesar disso, ele e Annie nunca tiveram muito contato antes. Ele, que chega no restaurante para ter o proprio encontro com uma outra moça, reconhece Annie ali e vai falar com ela e vê bem a hora em que Annie é dispensada com uma desculpa qualquer.

Eles conversam um pouco, mas nada além disso, só que num desabafo para Amelia, a cunhada, Annie fala como se sente deslocada em encontros e diz pra cunhada que aceita o que for para aprender a ser melhor em encontros e, é claro, como toda comedia romântica clichê, a ideia de Amelia é que Will ensine Annie como lidar com encontros e com flertes para que ela possa aprender e encontrar um futuro marido.

Annie, bem assim no começo do livro, não é o que todos pensam dela. Não que ela seja uma garota má ou uma devassa, mas ela está tantos anos presa dentro dessa caixa em que a colocaram que acha que ela não pode ser outra coisa, que ela tem que se adequar ao padrão que todos esperam dela, porque tudo que ela quer é fazer os outros felizes, mesmo que seja em detrimento da propria felicidade dela.

Acostumada a engolir as próprias tristezas e continuar sendo um raio de sol na vida de todas as pessoas, é dificil pra ela abrir mão disso e entender que ela também tem que se valorizar e isso é uma das coisas que eu gostei bastante no livro, que é o desenvolvimento da Annie que nós conhecemos no início para a Annie que chega no final do livro com a gente.

E Will, nosso protagonista, é claro que carrega as próprias bagagens. Tendo uma infância dificil, ele não acredita em relacionamentos ou que eles podem dar certo ou até mesmo no amor romantico. Pra ele tudo isso não passa de uma bobagem momentânea que vai ser ruim no futuro e só trazer dor, e o desenvolvimento dele também é bem marcante.

O relacionamento deles dois funcionou muito pra mim. Eu gostei bastante de como tudo foi desenvolvido, mas acima de tudo, o que mais me agradou é a forma com que a autora, a Sarah Adams, não se prende a um jeito de escrita. Para explicar bem: um tempo atrás eu li outro livro dela, que chama “The Cheat Sheet” (que foi lançado aqui no Brasil com o título de “Táticas do amor” e vocês podem ler minha resenha aqui) e eu adorei MUITO.

Exatamente por isso que eu quis ler “Practice Makes Perfect” – e sem nem ter ideia de que “When In Rome” era o livro anterior a esse. O que me leva a falar que, mesmo sem ter lido “When In Rome”, eu não senti falta de absolutamente nada sobre os personagens que aparentemente foram introduzidos antes. Claro que agora eu vou ler, mas principalmente porque me apaixonei por Noah também, que é irmão de Annie e o protagonista do livro anterior. Já “The Cheat Sheet” não tem absolutamente nada a ver com a história, é algo completamente diferente.

Por isso que eu disse que a autora não se prende em um jeito de escrever: porque mesmo sendo uma comédia romântica e com ela vindo montes e montes de clichês, obviamente, não lembra em nada a escrita do livro que eu li antes dela. Os dois personagens, Annie e Will, são completamente diferentes de os personagens principais do livro que eu li e ela não fica seguindo aquelas fórmulas que geralmente vemos em comedias românticas, ela segue tudo do seu jeito e ela aprofunda os relacionamentos (e traumas) dos personagens muito bem.

Eu estava meio que com um bloqueio de leitura, mas ler esse livro me deixou bem feliz e me lembrou bem muito porque eu gosto de ler esses livros tranquilos assim pra aliviar a cabeça, me deixando com vontade de ler ainda mais.

Se você gosta de uma comedia romântica que, mesmo com bastante romance, não é algo meloso, é gostoso e engraçado de ler, eu super indico esse livro.

Ele ainda não tem previsão de chegar no Brasil, infelizmente.

Thanks for the free book, Penguin Random House International.

Para comprar “Practice Makes Perfect” basta clicar no nome da livraria:

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