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Indicação de série: Meu ídolo

Sinopse: A trama acompanha Maeng Se-na (Choi Soo-young), uma advogada criminalista brilhante e implacável, apelidada pela imprensa de “advogada dos vilões” por aceitar os casos mais difíceis e controversos. Por trás de sua fachada fria e profissional, ela esconde um segredo de dez anos: é fã fervorosa da boy band Gold Boys.
Sua vida pessoal e profissional colidem quando seu ídolo supremo, o vocalista Do Ra-ik (Kim Jae-young), torna-se o principal suspeito do assassinato de seu melhor amigo. Ao aceitar defendê-lo, Se-na precisa equilibrar sua ética profissional com sua admiração de fã, enquanto enfrenta a pressão da opinião pública e as sombras da indústria do K-pop.

Se tem uma coisa que todas nós, fangirls, temos em comum é o sonho de um dia encontrarmos com a pessoa que é responsável pelo nosso coração disparar com força. E não deixa de ser diferente para Se-Na: tudo que ela sempre sonhou, como ela mesma narra no primeiro episódio, é um dia comum esbarrar em Ra-ik fazendo qualquer coisa o mais mundana possível: numa fila de padaria, andando pela rua, qualquer coisa.

Mantendo toda uma fachada séria e composta para o mundo inteiro, atuando como advogada criminal, nunca sequer passou pela cabeça dela que encontraria seu amado da forma como aconteceu: com ele sendo acusado da morte de seu melhor amigo e com ela tendo que atuar como advogada dele.

A coisa que mais me prendeu nesse dorama, muito mais do que o romance “impossível” entre uma fã e seu ídolo, foi o suspense que ele conseguiu encontrar muito bem: conforme os episódios vão avançando, nós vamos tendo uma ideia de que o melhor amigo de Ra-ik não é o que todos pensavam e, mais do que isso, tendo uma ideia de que absolutamente todos os personagens secundários tinham algum motivo para matar ele: fosse para incriminar Ra-ik ou por algo que o melhor amigo dele tinha feito com a pessoa.

Ra-ik, como é de se imaginar sendo um ídolo, não é uma das melhores pessoas para se lidar no começo: sempre acostumado a ter tudo da forma dele, com todos se virando em mil para dar tudo que ele quer e, de repente, ele se vê sozinho e pior ainda: sem saber em quem confiar ou não, tendo apenas Se-na ao seu lado porque ela acredita piamente que ele nunca faria o que estavam o acusando.

Eu achei que num total de 12 episódios, toda a história foi muito bem desenvolvida, mostrando diferentes takes do dia da morte do melhor amigo de Ra-ik, todos contatos que ele teve até o momento fatal de sua morte e achei interessantíssimo quem se revela como o (a) assassino (a). Além disso o relacionamento de Se-na e Ra-ik também passa por todo um amadurecimento: ela passa a ver quem ele é por trás do glamour de ser um ídolo e ele passa a ver como ela, apesar de fã, também o enxerga como um homem e não só como um cara famoso que ela pensava que conhecia.

As atuações também não deixam a desejar, todos os atores, até mesmo os secundários, sendo muito fiéis a quem seus personagens demonstram ser e me deixaram encantadíssima.

Fazia muito tempo que eu não assistia um dorama e posso dizer com convicção que eu voltei a assistir em grande estilo. “Meu ídolo” é engraçado, romântico, cheio de suspense, tudo na medida certa pra deixar a gente presa do início ao fim da história – e está disponível na Netflix.