Resenha: Pudim – Julie Murphy

Sinopse: Se a mensagem de Dumplin foi a de aceitar o próprio corpo, a de “Pudim” é a de exigir que o mundo faça o mesmo.
NÃO QUEBRE AS REGRAS. MUDE AS REGRAS!
Desde a infância, Millie Michalchuk sempre passava as férias de verão em um spa para perder peso. Mas não este ano. Porque agora ela planeja realizar seu sonho secreto – e finalmente beijar o crush. Quando as circunstâncias a forçam a conviver ao longo de um semestre com Callie Reyes, beldade que está sendo cotada para se tornar a próxima capitã da equipe de dança, todos se surpreendem – principalmente elas. Afinal, as duas talvez tenham bem mais em comum do que jamais poderiam imaginar.
Pudim é a irresistível e deliciosa sequência de Dumplin’, sucesso da Netflix. Uma história sobre amizades inesperadas, improváveis paixonites agudas, empoderamento feminino plus size e redefinição da palavra “gorda” – mais um romance arrebatador de Julie Murphy, 1º lugar na lista de best-sellers do New York Times.
PAREM DE ESPERAR! A REVOLUÇÃO COMEÇA COM VOCÊS E PERTENCE A VOCÊS.

A continuação de “Dumplin” que eu já resenhei e vocês podem ler AQUI nos conta a história de Millie – que também aparece no primeiro livro, é uma das amigas que Willowdean faz quando está participando do concurso de beleza e também nós vemos o ponto de vista de Callie, que não é ninguém mais, ninguém menos, do que a garota que fez amizade com Ellen, amiga de Willow, durante o primeiro livro – uma das causas do afastamento das duas.
O livro começa com Callie tendo a vida perfeita: um namorado, amigas que ela considera irmãs que fariam de tudo por ela, a possibilidade de possivelmente ser a capitã do time de dança do qual ela faz parte. Até uma noite tenebrosa em que elas decidem pregar uma peça na academia do tio de Millie pelo simples fato de que ele não tinha mais como pagar o patrocínio para o time.
“A maioria das pessoas quer que você acredite que as outras mulheres são dramáticas… ou venenosas. Mas isso é porque, quando trabalhamos juntas, ninguém nos segura.”
O problema dessa peça que elas vão pregar é que logo passa de papel higiênico molhado e ovos podres para destruição: elas começam a destruir toda a academia. E, no dia seguinte, quando assiste as câmeras de segurança, Millie reconhece Callie e acaba entregando que ela foi uma das responsáveis pelo ato criminoso que aconteceu ali.
Então Callie assume sua parte na culpa, mas leva a culpa por todos: ela não entrega suas amigas e assim, sua vida perfeita começa a ruir aos poucos. Como pagamento pelo que fez, para não ser fichada na polícia, ela começa a trabalhar na academia junto com Millie e o mundo das duas, que parecia tão diferente e tão distante, começa a se aproximar e fazer uma amizade improvável surgir dali.
“Acho que muitas de nós perdem tempo demais sonhando com coisas que acreditam não poderem ter.”
Eu confesso que demorei um pouco para engrenar nesse livro porque não estava conseguindo sentir um fio de empatia por Callie. Então, quando chegava no ponto de vista dela no livro, eu já revirava os olhos e ficava cansada porque ela podia ser bem insuportável quando queria. E, ao contrário dela, tinha o ponto de vista de Millie que me cansava pela felicidade extrema que a personagem tem.
Acho que em todos esses anos lendo, mesmo quando uma personagem é descrita como “Sunshine” eu não senti tanto isso quanto senti enquanto lia o ponto de vista de Millie. Mas foi assim, conforme a amizade das duas se desenvolvia, aos poucos, que minha vontade de acompanhar elas e saber o que aconteceria na história delas, começou a se desenvolver também, ao ponto que eu terminei o livro completamente apaixonada por Millie – e por Callie também.
“A quietude da noite me deixa sozinha com os meus pensamentos. É como a gente se ver nua num espelho iluminado por potentes lâmpadas fluorescentes.”
Eu sei que sempre falo disso, mas uma das coisas mais importantes para mim em qualquer história, é ver o desenvolvimento que ela tem, eu gosto quando personagens não são os mesmos no final que eram no começo do livro. E é isso que acontece aqui nesse livro e acontece com força. Nós vemos Millie, apesar de ser essa pessoa tão feliz e alegre, amadurecer e aprender a se impor por ela mesma. Assim como nós vemos Callie deixar de ser essa pessoa detestável para alguém que consegue aprender com seus erros e, principalmente, conviver com as diferenças.
Se tem uma coisa que posso agradecer no final das contas é o fato de que esse livro não foi adaptado. Acho eu não fui bem clara na resenha anterior, mas com a adaptação de Dumplin nós perdemos MUITO. O livro, como sempre, é bem superior ao filme – apesar de ser um bom filme, não é uma boa adaptação.
Eu fiquei muito apaixonada por esse livro. E se você está precisando de um livro gostosinho, com uma história leve, mas profunda. Dê uma chance. Você vai adorar.

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