21.08
s “Sol da meia-noite”
Stephenie Meyer
Intrínseca – 2020 – 736 páginas
Um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos tempos, a saga Crepúsculo narra a icônica história de amor de Bella Swan, uma garota tímida e desastrada, que acaba de mudar de cidade, e Edward Cullen, um rapaz misterioso que esconde um segredo aterrorizante: é um vampiro. Desde a primeira troca de olhares, ele fez tudo para ficar longe dela, mas e se as coisas não tiverem acontecido exatamente assim?

Até agora, os leitores conheceram essa trama inesquecível apenas pelos olhos de Bella. No aguardado Sol da meia-noite, vamos testemunhar o nascimento desse amor pelo olhar de Edward, mergulhando em um universo novo, sombrio e surpreendente, cheio de revelações.

Conhecer Bella foi o que aconteceu de mais irritante e instigante em todos os anos de Edward como vampiro. À medida que conhecemos detalhes sobre seu passado e a complexidade de seus pensamentos, conseguimos entender por que Bella se tornou o eixo central de uma batalha decisiva em sua vida. Como Edward poderia seguir seu coração se isso significava colocar a amada em perigo? Do que ele seria capaz de abrir mão?

Em Sol da meia-noite, Stephenie Meyer faz um retorno triunfal ao universo de Crepúsculo e nos transporta mais uma vez para Forks, convidando-nos a revisitar cada detalhe dessa história que conquistou milhões de fãs em todo o mundo. Em meio a uma paixão cercada de perigos sobrenaturais, vamos descobrir como Edward encara seus prazeres mais profundos e as consequências devastadoras de um amor proibido e imortal.

Esse talvez seja um dos lançamentos mais esperados do ano! Faz quase uma década desde que o último livro de Crepúsculo foi lançado. A maioria da fanbase, que era adolescente, hoje em dia já é adulta e tem preocupações sérias, mas o nosso amor pela série não diminuiu.

Quem sempre teve curiosidade de saber o que se passava na cabeça do Edward quando eles se conheceram finalmente pode descobrir.

Muita gente não sabe, mas esse livro, na verdade, foi escrito junto com Crepúsculo, lá atrás, e Stephenie Meyer deu algumas cópias do manuscrito para alguns atores do elenco, com o intuito de ajudá-los a entrar na mente dos personagens. O que aconteceu foi que alguém vazou esse manuscrito na internet, e a autora ficou louca de raiva jurou que nunca mais ninguém ia ouvir falar de Sol da Meia-noite.

Claro que os fãs ficaram desesperados (eu, naquela época, inclusive, achei que não sobreviveria), mas alguns sites vazaram o conteúdo dos primeiros capítulos do manuscrito e os fãs espertos conseguiram ler. Obviamente foi uma agonia ler só metade e pensar que nunca ia poder terminar de ler o resto. Também houveram aqueles que foram leais a autora e não quiseram ler porque ela não havia liberado o livro oficialmente. Eu não fui tão forte.

Mas enfim, para acabar com essa agonia, todos esses anos depois, a mulher resolveu lançar o livro, e eu fui correndo ler.

Eu li a versão original em inglês e epub, mas aqui no Brasil, a tradução chegou simultaneamente pela mesma editora que lançou a saga Crepúsculo, a Intrínseca. Vou falar pra vocês que sou super fã da Intrínseca. Sempre amei os livros deles, as lombadas, as capas, e a qualidade do papel que eles usam. Achei o máximo eles terem lançado o livro simultaneamente com o original e sei que isso deve ter dado um trabalho enorme (quem dera outras editoras também fizessem isso). Mas fiquei um pouco decepcionada com a tradução de Midnight Sun da editora. Se você tiver a oportunidade de ler o livro em inglês, leia. Em vários momentos abri as duas versões para comparação e encontrei muitas diferenças discrepantes causadas pela tradução; mudanças que não eram necessárias.

Mas vamos falar do livro. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o número de páginas. Gente, sério, a versão do Edward tem o dobro de páginas da versão da Bella. Quando eu vi isso, fiquei apavorada e me perguntei se ela havia incluído muita coisa que não havia na versão da Bella. Para a alegria dos fãs, sim, ela fez isso. Mas a grande diferença no número de páginas acontece pela diferença na personalidade dos personagens. O Edward é super detalhista. Muito mesmo. E gente do céu, ele é super dramático e melancólico. Em alguns momentos eu achei isso bem bonitinho. Em outros me irritou porque eu só queria ver logo o desenrolar da cena e ele não parava de se lamentar, e eu achei muito chato, mas ok. Nada que não desse para relevar. Tirando o melodrama e uma ou outra cena em que eu fiquei sem entender nada (tipo uma da clareira que ele começa a calcular e parece uma prova do Enem), eu gostei BASTANTE do livro e a fã de Crepúsculo que habita em mim ficou bem contente.

Eu realmente imaginava o Edward como alguém bem diferente de quem ele é. Imaginava ele todo seguro de si, do tipo acima de tudo e todos, mas na verdade ele é bem inseguro para um vampiro cheiroso, educado, inteligente e lindo de morrer.

Mais do que isso, pensei em Bella e no amor correspondido. Ela não podia me amar como eu a amava: um amor tão desmedido, arrebatador e devastador provavelmente destruiria seu corpo frágil. Contudo, ela tinha sentimentos poderosos. Fortes o bastante para abafar o medo instintivo. Fortes o bastante para ela querer estar comigo. E estar com ela era uma das maiores alegrias que eu já tinha sentido.

Na visão dele, a Bella parece ser bem mais segura de si. Ou seja, é justamente ao contrário. O que mais me chamou a atenção e o que eu mais gostei nessa versão de Crepúsculo foram todos os extras. Tem muita coisa que não dava para saber na versão da Bella e a gente descobre pelo pov do Edward. Por exemplo, a primeira vez que eles se viram. Como ele se sentiu na clareira, como foi para ele quando ela descobriu e disse para ele que sabia o quê ele era, como ele se sentiu quando ela foi para Phoenix com Alice e Jasper para fugir de James e todas as coisas que ele fazia quando não estava por perto.

Pela primeira vez, enquanto eu respirava a ardência de seu perfume, me permiti imaginar. Em vez de impedir aqueles pensamentos, interrompendo-os e escondendo-os fora da minha mente consciente, permiti que ficassem livres. Não surgiram por vontade própria, não mais, mas me forcei a ver o que sempre havia evitado.
Imaginei-me experimentando seu sangue… drenando-a.
Eu tinha experiência suficiente para saber como seria o alívio; como se pudesse saciar completamente minha necessidade mais primitiva. O sangue dela tinha mais apelo para mim do que o de qualquer outro humano que já havia encontrado. Só podia imaginar que o alívio e o prazer seriam ainda mais intensos.

Como funciona o sistema de um vampiro, e principalmente, descobrimos muito mais sobre a família Cullen e cada um deles individualmente (eu, inclusive, criei um ranço enorme pela Rosalie). Ele conta bastante sobre como foi a transição de cada um dos membros para vampiro, e como cada um ingressou na família dele. Fala muito sobre os anos em que ele passou caçando humanos e sobre como Carlisle mudou ele. Dá pra ter uma visão bem mais família mesmo dos Cullen. A única coisa que eu queria saber mais e não rolou tanto foi o passado humano dele, que ele não parece lembrar. Mas também não é nada relevante.

Eu queria continuar assim para sempre, imerso no som do seu coração e aquecido pela sua pele. Era o momento do teste final, porém, e eu queria que acabasse logo.

Enfim, galera: o livro é super bem escrito, a Stephenie não deixa nenhuma ponta solta, tudo que acontece no livro dele combina com o livro dela e vice-versa. Tem algumas adições de diálogos entre eles, mas nada que difere muito da versão da Bella, e na verdade achei que foram adições bem legais. E uma das coisas que eu mais gostei é: tem uma SUPOSIÇÃO do porque ele não consegue ler a mente dela. Não é uma explicação, exatamente, mas uma dica de onde isso vem. E eu achei maravilhoso porque esse é um mistério que os fãs sempre quiseram saber.

Sol da Meia-Noite é tão romântico quanto qualquer livro de Crepúsculo. E também vai te prender no início ao fim. Eu espero de verdade que a Stephenie lance os outros pelo pov do Edward também, apesar de ela ter dito que não vai fazer isso. Porque eu tenho certeza que ela já deve ter essas versões prontas ou iniciadas em algum armário da casa dela criando teia de aranha. Mas, se isso não acontecer, pelo menos ela já falou que pretende lançar um spin off da saga Crepúsculo, dessa vez narrado por Renesmee.

É isso aí, pessoal. Espero que tenham gostado, espero que leiam o livro e voltem para contar para gente o que acharam! A leitura é ótima e vale a pena, principalmente para acalmar o coração dos fãs que já estavam com saudade!

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1 thought on “Resenha: Sol da Meia-noite – Stephenie Meyer”



  1. Schimeny Müller disse:

    Notei algumas mudanças em relação ao crepúsculo!
    1- na versão do crepúsculo- a primeira teoria que ela fala dele eles estavam se servindo no almoço, na versão sol da meia noite – ele está sentado sozinho na mesa e depois chama ela;
    2- na versão crepúsculo – quando ele fala que lê a mente das pessoas, eles estão no restaurante, e na versão do sol da meia noite – eles estão no carro;
    3- na versão crepúsculo- a primeira vez que ela toca nele e se assusta com o frio da pele dele é quando ela vai diminuir a temperatura do ar condicionado do carro, na versão sol da meia noite- a primeira vez que ela toca nele e na aula de biologia quando estao fazendo análise das células;
    4- na versão crepúsculo- ela conta o segredo dele na floresta atrás da escola, na versão sol da meia noite ela conta o segredo no carro.

    Pq essas mudanças assim, se é a versão dele os locais deveriam ser os mesmo da versão dela, ficaria muito mais reais!





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