17.01

Sinopse: No verão passado, o namorado “superestrela do esporte” de Alice Olgive deu um fora nela. Então, Alice desapareceu por cinco dias. Quando aparece, ela simplesmente não fala nada a respeito, por isso para onde foi ou o que aconteceu é o grande mistério na Enseada do Castelo.

Ou melhor, era o grande mistério do lugar, já que agora outra namorada de Steve desapareceu: Brooke Donovan, a ex-melhor amiga de Alice. E, infelizmente, tudo indica que Brooke não irá voltar.

É quando entra na história Íris Adams, a adolescente encarregada de ajudar Alice a repor o conteúdo escolar perdido. Íris tem os próprios motivos para querer desaparecer, mas diferentemente de Alice, ela não tem dinheiro para tal. Isso pode mudar com a grande recompensa que a avó de Brooke está oferecendo para quem tiver informações sobre o paradeiro da neta.

A polícia está convencida de que Steve é o culpado, mas Alice não tem tanta certeza, e com a ajuda de Íris ela pode conseguir provar sua teoria. Então, a fim de ganhar a recompensa e provar a inocência de Steve, elas têm que descobrir quem matou Brooke Donovan. E Alice tem exatamente o que precisam – a obra completa da escritora Agatha Christie. Se tem alguém que pode ensinar às garotas como solucionar um mistério é ela, a própria Rainha do Crime. Porém Enseada do Castelo guarda muitos segredos, e Alice e Íris não têm ideia do perigo que estão correndo.

Coescrito pelas autoras de sucesso Kathleen Glasgow e Liz Lawson, este é o primeiro volume da série Agathas. Nela, jovens adolescentes investigam mistérios sombrios em uma narrativa intrigante e divertida, que homenageia a obra de Agatha Christie trazendo muitos de seus elementos para os tempos atuais. São histórias que conquistam leitores da primeira à última página.

Em primeiro lugar, queria dizer que eu não estava botando muita fé nesse livro, por isso acabei enrolando demais para começar a lê-lo e, é claro, isso voltou para me morder no traseiro porque adorei o livro e assim que comecei só consegui parar quando chegou ao final mesmo.

Assim como diz na sinopse, depois de levar um pé na bunda do namorado (e não foi qualquer pé na bunda, diga-se de passagem, foi um pé na bunda de “eu não quero mais namorar com você porque estou apaixonado pela sua melhor amiga”), Alice simplesmente decidiu que o melhor para ela seria desaparecer. E assim ela o fez. Alarmando toda a cidade, seus pais e todo mundo pensando que algo poderia ter acontecido com ela.


“Escritora inglesa famosa por seus 66 romances de mistério e 14 antologias de contos.

Também conhecida como a autora mais bem-sucedida de todos os tempos.

Além de tudo isso, uma mulher fodástica.”

Até o dia em que ela voltou sã e salva para casa, como se nada tivesse acontecido, no melhor estilo “eu tava só lavando o cabelo, o que foi que aconteceu?” e por isso ela é, momentaneamente a pessoa mais falada e mais visada do colégio. Seus amigos ficaram com raiva dela, então Alice fica mais sozinha do que nunca, até o dia em que ela conhece Iris.

Iris não gosta muito de Alice – mas para falar a verdade, ela não gosta muito de nenhum dos “Mains” que é a forma que chamam os jovens populares do colégio. Porém, como as notas de Alice estão baixíssimas, os pais dela pagam para que Iris seja tutora da garota nas matérias em que ela está bombando – e Iris realmente precisa de todo dinheiro que conseguir juntar para pegar sua mãe e irem embora da cidade o quanto antes.


“Às vezes, eu me esqueço de que as pessoas podem ser boas. Que a gente não precisa pedir por isso. Elas simplesmente são.”

As garotas, que são basicamente forçadas a ficarem juntas uma a outra agora, se veem metidas no meio de um mistério quando, após uma festa, Brooke – a ex-melhor amiga e atual namorada do ex de Alice -, simplesmente desaparece. E isso tudo depois de: Alice ter aparecido na festa de surpresa, ocasionando uma briga entre Steve (o dito namorado) e ela, e com Brooke saindo muito furiosa da tal festa, passando por Iris que estava caminhando na rua na hora e viu a garota indo, mas não conseguiu parar ela.

Alice não acredita que Steve estaria por trás do crime, como a polícia insiste em apontar que sim (afinal, é sempre o namorado, não é?) e carrega Iris junto com ela nessa busca pela verdade, porque a avó de Brooke está oferecendo uma recompensa gigantesca que pode fazer a vida da garota bem longe daquele lugar para quem encontrar o culpado pelo crime.


“Dizem que dinheiro traz felicidade. Não traz. Só faz a gente sentir a dor do luto de lugares mais confortáveis.”

Assim como o mistério que elas tentam desvendar agora: quem estaria por trás do desaparecimento de Brooke e porque, as duas garotas carregam seus próprios mistérios uma da outra. Alice não fala em hipótese alguma sobre o que aconteceu nos dias em que ela desapareceu e Iris também não fala sobre o porquê ela precisa tanto assim de dinheiro e ali começa a nascer uma amizade improvável, mas que corre o risco de terminar por tantos segredos – e por tantos riscos que elas estão correndo.

Alice é um tipo de personagem que eu gosto bastante, enquanto estamos no ponto de vista dela, a gente não sabe também o que ela passou naqueles dias, o que aconteceu com ela, porque ela evita até pensar neles – mas ela vai nos fazendo entender o porquê ela fez isso em primeiro lugar, porque ela acreditava que devia desaparecer assim de seus amigos e de sua família.


“– Bom – falo –, eu vi um programa sobre um cara que matou a mãe a paulada na cozinha e depois preparou carne assada e purê de batata para comer, então tudo é possível.

Íris – diz a Alice, contrariada. – Você dá a impressão de ser uma pessoa tão legal e, apesar disso, seu cérebro está cheio de coisas horrorosas.

O mundo é cheio de coisas horrorosas – retruco, já saindo do carro. ”

E, do outro lado, Iris é transparente quanto cristal (pelo menos para nós que estamos lendo), enquanto ela não conta para ninguém sobre os motivos que a leva a fazer o que ela está fazendo, nós sabemos desde o início quais suas motivações.

Esse livro é uma verdadeira mistura entre “Veronica Mars” (que é até mencionada algumas vezes no passar do livro) e Agatha Christie. E consegue realmente te prender de início ao fim.

Porém, a única coisa que me impediu de dar 5 estrelas completas, é o fato de que ele peca no mesmo lugar em que quase todos os suspenses pecam: eles tentam tanto fazer você acreditar que uma pessoa é culpada que fica na cara que não pode ser aquela pessoa mesmo, porque se for, vai ser a coisa mais frustrante do mundo.


“A gente não deve obrigar as pessoas a serem tão vulneráveis. Às vezes, a gente precisa que as pessoas fiquem bravas, sejam impetuosas, malvadas e cabeça-dura.”

Eu desconfiei de uma pessoa e mantive minha desconfiança desde o ponto em que peguei isso até o final e, no final das contas, eu estava certa, mas isso é tudo que eu vou falar sobre aqui, porque vale muito a pena ler e ver se você também descobre quem está por trás de tudo.

Quando eu li o livro, eu não sabia que era intencional deixar aquele final meio que “aberto apesar de encerrado”, se é que vocês me entendem, mas depois pesquisando eu vi que já tem o segundo livro – e eu mal posso esperar pra ler ele também!

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