13.01


“Stardust in Their Veins” (Castles in Their Bones #2)
Laura Sebastian
ARC recebido em formato digital em parceria com a Penguin Random House International
Delacorte Press

Data de lançamento internacional: 07 de fevereiro de 2023

AVISO: ESTA SINOPSE CONTÊM SPOILERS GIGANTESCOS DO PRIMEIRO LIVRO, “CASTLES IN THEIR BONES”. TENHA CERTEZA DE QUE QUER CONTINUAR LENDO A PARTIR DAQUI.

As princesas Daphne, Beatriz e Sophronia treinaram suas vidas inteiras para um propósito: derrubar nações. A mãe deles, a Imperatriz Margaraux da Bessemia, está determinada a governar o continente de Vesteria, e suas filhas são suas armas. Prometidas para casamento desde o nascimento, elas são sua passagem livre pelas linhas inimigas. E também sua armadilha.

Ainda assim, nem mesmo a Imperatriz Margaraux pode controlar as estrelas. Enviadas para seus novos reinos, com ordens em mãos, as princesas encontraram seus próprios caminhos, mudando completamente o curso dos planos de sua mãe – e tragicamente. Sophronia escolheu o amor e, por isso, perdeu a vida.

Daphne e Beatriz mal conseguem acreditar que sua irmã está morta, mas ambas estão determinadas a vingá-la. E agora, separados por um continente – e pelas mentiras de sua mãe – elas vêem com mais clareza, a cada dia que passa, que podem não estar trabalhando para o mesmo fim.

As estrelas sussurram sobre morte, mas Daphne e Beatriz estão apenas começando a entender o verdadeiro poder que corre em suas veias. E a mãe delas fará qualquer coisa para mantê-las sob seu controle – mesmo que isso signifique matar todos elas.

Como vocês já sabem, essa resenha é em parceria com a Penguim Random House Internacional, de quem recebemos esse eARC (Advance reading copy: algo como “uma cópia de leitura avançada”, ou seja, o livro ainda pode sofrer alterações antes de ser publicado). Também lembrando que essa resenha terá um formato diferente: por ser um ARC, não haverão quotes, já como os livros podem sofrer mudanças em seu texto antes de serem comercializados. Gostaríamos de agradecer profundamente a Editora pela oportunidade de parceria.

”Tomara que esse livro não me decepcione.” Foi o que pensei assim que comecei esta leitura. “Castles in Their Bones”, o 1º livro da nova trilogia de Laura Sebastian, foi um dos meus livros favoritos do ano passado, mesmo com o complicado começo – você pode ler minha resenha SEM spoilers clicando AQUI – e o livro é realmente uma explosão: 3 princesas que foram criadas para casarem, seduzirem e então matarem e destruírem seus maridos Reis, para entregar cada reino para sua mãe, a poderosa Imperatriz Margaraux. Cada uma das princesas tem uma personalidade diferente: Daphne é a que quer agradar a terrível mãe; Beatriz é a rebelde e Sophronia é a doce e obediente. A trama se complica muito a medida que cada uma das trigêmeas está fisicamente separada das outras e começa a se envolver com alguém do seu reino, e o resto vocês podem imaginar, certo? Não, porque o livro termina com um BUM gigantesco que eu realmente não esperava e que me fez amar a trama. E justamente por ter terminado tão forte que comecei este segundo volume esperando que a trama não me decepcionasse.

E a resposta é que não, não decepcionou. O começo de “Stardust in Their Veins” é uma grande repercussão do final do primeiro livro, e bem, se você está aqui depois do aviso que coloquei ANTES de ler a sinopse, imagino que já saiba que Sophronia morreu no final do primeiro volume, o que me chocou até o coração. Não esperava que uma das protagonistas e donas de um dos pontos de vistas fosse realmente perecer, ainda mais da forma como foi. Comecei a ler esperando uma pegadinha, que ela estivesse viva, que a personagem fosse aparecer a qualquer momento – mas não. O que tive foi luto, raiva e personagens sofrendo.

No meio de todo luto, Beatriz, casada com o príncipe Pasqualle e presa em Cellaria, logo recebe uma visita que jamais esperou: Nigellus, um dos mais fiéis servos de sua mãe, em mais uma trama que ninguém esperava, tentando trair a Imperatriz. Sem saída, a agora Rainha aceita embarcar na trama do homem com a condição de também salvarem Pas, que também está preso, mas não na mesma cela que ela. Nigellus aceita, e assim temos uma fuga com os 3 tentando voltar para Bessemia para fingirem que Beatriz conseguiu fugir por si mesma.

Enquanto isso, em Friv, Daphne está em uma negação tamanha que chegou a me irritar. A lealdade da garota com a mãe beira a burrice e teimosia do pior tipo. Já falei que acho que ela pode se tornar a favorita de quem ler por ser muito dúbia, certo? Pois então, aqui ela só me fez passar raiva na maior parte do livro com sua subserveniência a uma mãe que claramente a mataria sem pensar 2 segundos. Os rebeldes lá continuam a tocar o terror e o casamento dela com Barrie é, mais uma vez, adiado, e sei que o foco romântico neles dois é grande, mas eu senti tanta raiva da personagem neste volume que não consegui gostar de quase nada que ela fez parte.

E se você se pergunta se há um terceiro ponto de vista na trama com a morte da terceira princesa, eu te respondo que sim, há: sai a voz de Sophronia e entra o ponto de vista de Violie, a companhia da finada princesa em Temarin e que se revelou basicamente uma espiã. Confesso que não gostei da mudança porque me apeguei demais a Sophronia, mas não havia o que fazer. Violie está fugindo com Leopold, o Rei de Temarin que todos acreditam estar morto – ou melhor, esperam estar morto – e encontram com Ambrose, do núcleo de Beatriz, no caminho, que passa a seguir com este trio aqui.

Era claro que com dois núcleos tentando fugir a rota de ambos esbarraria, e a cena de Beatriz encontrando Violie e Leopold foi uma das minhas favoritas do livro. Beatriz está aqui uma verdadeira chutadora de bundas, disposta a bater, mentir, enganar e trair, tudo para vingar a vida da irmã que foi cefeida. Mas, nesse encontro, também temos o reencontro entre Pasquale e Ambrose, o que definitivamente deixa nosso coração quentinho pelos motivos certos.

O grupo logo se separa, com Leopold e Violie seguindo para Friv para tentarem encontrarem Daphne, sem a menor ideia de que a Rainha Eugenia, mãe de Leopold, está no reino frio, juntamente com os dois irmãos dele. A questão aqui continua as tramas, tudo orquestrado pela Imperatriz Margaraux, que continua se provando uma verdadeira vilã e que tem sua história aprofundada: temos mais informações sobre seu casamento com o finado Imperador Aristede e também como ela conseguiu ter trigêmeas porque, lembram-se, há magia nesta trilogia, e toda magia gira em torno das estrelas, que, alias, continua um ponto altíssimo da trama. Neste volume temos uma parte dedicada a magia, já como enquanto viaja com Nigellus, Beatriz vai treinando e também aprendendo mais sobre seu poder e a forma como as constelações estavam no momento do seu aniversário, lhe dando poderes que sequer sonhava – e, talvez, nem mesmo sua mãe.

Quando Leopold chega com Violie à Friv, arruma um emprego e se fazendo passar por um serviçal, enquanto a garota visita Daphne, fez a trama da ainda princesa parecer melhor ao apresentar o confronto entre as duas personagens. Daphne não quer aceitar quem a Imperatriz é, sempre deixando claro que era a filha que literalmente faria de tudo pelo amor da mãe. Mas, mesmo com toda essa vontade de não acreditar quem a mãe realmente, o rumo das coisas não podem ser ignorados, nem mesmo pela filha mais leal de uma mulher tão ambiciosa porque, no fundo, a jovem sabia quem a mãe é e o que ela é capaz de fazer para chegar onde quer.

Enquanto isso, temos o ponto alto da trama: Beatriz volta a presença de sua mãe, com a narrativa explodindo em uma crescente tensão e momentos deliciosos de ler porque as duas são absurdamente bem escritas e tem um relacionamento de provocação esplêndido, tudo isso enquanto ainda a jovem ainda lida com a traição de Gisella e Nicollo, o que ainda não está nem mesmo perto de ser resolvido dentro dela, com mais desdobramentos. A medida que Margaraux vai entendendo que a filha não está nada submissa conforme deseja, volta novamente a arquitetar seus planos, mas, dessa vez, talvez as coisas saiam errado.

Só que, novamente, nada me preparou para o final deste livro. Sério. Mais uma vez a autora saiu de cena com um BUM, me deixando confusa e com todas perguntas do mundo porque ela construiu o livro de uma forma bem clara para, no final, nos jogar para outro rumo, quase que em uma guinada de 180º graus. Não há como saber se o final deste livro é real ou é alguma armação, mas também não vou falar mais sobre porque o intuito dessa resenha é falar sobre a trama no geral e não entregar spoilers para vocês, bookstans.

Como leitora de Laura Sebastian desde a muito bem escrita trilogia “Princesa das Cinzas” (vocês podem ler minhas resenhas dos livros separadamente clicando AQUI), já estou acostumada a ver que ela realmente não ter pena de fazer suas personagens sofrerem o que precisam para chegarem onde querem, com uma escrita rápida e consistente para quem está criando universos, mas em “Castles in Their Bones” a autora está se superando e criando um universo mais meticuloso e bem escrito ainda e sim, estou falando sobre a magia das estrelas presente aqui. A forma como Beatriz começa a aprender a usar sua magia, puxando as estrelas, é simplesmente lindo de ler e imaginar – posso imaginar o céu estrelado refletindo nos olhos prateados da garota enquanto ela puxa as estrelas. E quem for ler, vai entender o que eu falei aqui.

Termino esta resenha feliz da vida confirmando a vinda de “Castles in Their Bones” para o Brasil justamente pela Editora de Laura Sebastian no Brasil, a Arqueiro. O livro terá o nome de “Castelos em seus ossos” e já está em pré-venda para fevereiro (você pode conferir a capa e a sinopse oficial nacional, além de garantir seu exemplar na Amazon, clicando AQUI).

E ainda falo sobras as capas em língua inglesa: há dois formatos de capas. Não sei e não entendi porque o primeiro livro foi relançado com outra capa, mas deixo aqui a informação de que mantive a capa aqui desse segundo volume o que seguia a arte do primeiro. Decisões editoriais, acredito eu.

Por fim, façam um pedido às estrelas e espere que seja atendido – mas cuidado, ele também pode ser atendido.

Thanks for the free book, Penguin Random House International.

Para comprar “Stardust in Their Veins” basta clicar no nome da livraria:

Amazon, capa dura
Amazon, eBook.


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1 comentário em “Resenha: Stardust in Their Veins (Castles in Their Bones #2) – Laura Sebastian”



  1. Helena Dutra Braga disse:

    Acabei de terminar o primeiro livro e vim atrás de informações sobre o segundo, por causa do que aconteceu no final do primeiro. Estou até agora surpresa com o desfecho e triste que ainda não tem no Brasil o segundo livro da serie.



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