14.10

Sinopse: Samurais, seres sobrenaturais, espíritos vingativos e uma missão impossível…

Cho é uma guerreira lendária. Sua missão é proteger os mais fracos e honrar qualquer juramento feito, não importa o custo.

Então o destino apresenta um último desafio e ela tem de se entregar aos inimigos, sabendo que será sacrificada, se quiser salvar uma cidade inteira.

Mas Cho desperta pouco tempo depois, com ferimentos por todo o corpo e um sentimento de não haver cumprido sua missão.

Então ela descobre que Ein, uma criança de apenas oito anos, a trouxe de volta à vida para liderar um plano ainda mais audacioso: assassinar o Imperador dos Dez Reis, tratado como imortal, a mando de um deus da morte.

Para realizar esse grande feito, Ein terá de reunir um pequeno grupo de heróis lendários. Mas… primeiro, eles precisam morrer – porque as melhores histórias de glória são escritas com sangue.


“Alguns lutam por honra, outros por recompensa.
Alguns lutam por glória, outros por uma causa.
Alguns lutam por liberdade da tirania e do ódio.
E alguns lutam por amor, não por uma pessoa, mas por um nome.
Com a morte como guia, companheira e meta,
Cruzam toda Hosa, em espirito, carne e alma,
Perseguidos por demônios das páginas do folclore,
O que começa com um sussurro deve terminar com um rugido.”

Morrer Jamais” conta, como diz a sinopse, sobre como a lendária heroína Cho, que todos conhecem como Lâmina Sussurrante, é trazida de volta a vida. Logo no começo nós a vemos em sua última batalha: lutando contra um grupo, tentando defender uma cidade inteira de ser dizimada porque o líder daquele grupo iria matar todos ali em busca de sua filha que tinha fugido.

Ela não consegue impedir os avanços deles para a cidade ao ser morta no meio da batalha, mas é acordada algumas horas depois por um garotinho chamado Ein, que a trouxe de volta dos mortos para servir a ele enquanto ele cumpre o propósito que um deus da morte deu a ele: assassinar o Imperador dos Dez Reis e, assim que a missão for completa, ela seria livre para deixar de ser uma “quase morta” e voltar a ser uma pessoa completamente viva.


“Havia monstros no mundo, e Cho sabia disso muito bem. Porém, nenhum era tão monstruoso quanto o homem.”

Então eles começam a busca por um grupo de heróis que precisam juntar para poder seguir em frente: Zhihao, conhecido por Vento Esmeralda, Chen Lu, conhecido por Chen Barriga de Ferro, Bingwei, conhecido como Mestre do Vale do Sol. E, no meio da busca deles, um homem que está à beira da morte também se junta a eles: Roi Astara, o Eco da Morte, porque diz que espera a recompensa de ajudar e então se ver livre da doença que o consome aos poucos.

Não demora muito para, no meio dessa busca por heróis e para chegar até o Imperador que segundo a lenda que todos sabem é um ser imortal, eles começam a serem atacados por vários tipos de seres, mandados por outros deuses da morte, para atrapalhar e matar eles antes que eles alcançassem seus objetivos.


“É preciso uma vida inteira de maldade para ser vilão, e apenas um momento de bondade para ser herói.”

Eu confesso que não sabia muito o que esperar desse livro. Claro que eu imaginava que ele seria bom, considerando que ele ganhou um prêmio de “melhor livro de fantasia com publicação independente” e que a sinopse dele é realmente maravilhosa, mas eu não esperava gostar TANTO quanto gostei mesmo não.

Toda a história é escrita de uma forma muito fluida, que você nem ao menos vê o tempo passando enquanto se perde ali naquele mundo antigo de samurais e lutas e sangue e heróis (ou alguns que nem se acham tão heróis assim) e quando o livro acaba, você fica com aquela sensação agridoce: a sensação de que terminou um livro muito bom e isso trás felicidade, mas também a tristeza porque parece que, ao fechar o livro, você vai perder um grupo de amigos que te fizeram companhia por boas horas.


“Algumas pessoas afirmavam que os sonhos eram uma fuga bem-vinda para um mundo melhor, ou um caminho para seu verdadeiro eu, uma maneira de entender o que as próprias mentes escondiam delas. Outros ainda acreditavam que os sonhos eram presságios do futuro. Zhihao não acreditava em nada disso. Seus sonhos eram pesadelos, enviados para torturá-lo por todo o mal que havia causado ao mundo, e por todo o mal que continuava a causar, apesar dessas torturas.”

Cho é uma personagem muito boa de se acompanhar e enquanto eu acho muito legal que a sinopse tenha focado mais nela, vale dizer que todos os outros heróis que eles juntaram ao grupo são tão importantes quanto ela. Todos eles contribuem do jeito certo para que essa história seja tão boa quanto ela é e nisso podemos contar até mesmo Ein, que apesar de parecer apenas um garotinho em uma missão, é bem mais do que isso.

Eu não vou falar muito de todos os personagens, principalmente porque tem coisas sobre eles que é importante você ler e saber sobre na história em si, mas Cho e Zhihao foram os meus favoritos de longe. Ela, com seu senso de justiça de guerreira, que não queria fazer nada de errado e ansiava por poder cumprir ao menos uma promessa que fez e ele, que absolutamente não acreditava de forma nenhuma que poderia ser o herói que Ein esperava dele (não vendo, muitas vezes, que ele já estava sendo um herói ali).


“Esse era o problema com os heróis de verdade, coisa que Vento Esmeralda certamente não era. Eles defendiam os fracos, em vez de abandoná-los. Heróis clamavam por justiça, enquanto pessoas como Zhihao gritavam por vingança. Heróis lutavam para satisfazer a honra, como se isso fosse, de alguma forma, mais importante que encher seus bolsos. Heróis eram um pouco mais que tolos, esperando encontrar a única batalha que não pudessem vencer. E ele nunca seria um, não importa o que dissesse o menino.”

Fazia BASTANTE tempo em que uma reviravolta no final de um livro não me pegava tão de surpresa assim quanto o que acontece no final desse livro faz. E, enquanto escrevo essa resenha, lembro de pequenos detalhes que durante o livro eu tinha aquela sensação de que algo não estava encaixando certo e que estava praticamente na minha cara o tempo todo, mas eu confesso que ainda assim não esperava.

Para falar a verdade tem dois pontos de virada na história: um deles eu imaginei depois de um certo tempo que fosse ser da forma que foi, mas o outro realmente me pegou desprevenida e isso só me fez amar esse livro ainda mais.


“Lamina Sussurrante preferia as cidades às florestas, e odiava a ideia de ficar sozinha. Quando pensava nisso, conseguia quase sentir de novo a sensação de ter morrido naquele tempinho antes de Ein trazê-la de volta. Ela sentiu que estava sozinha, uma solidão tão completa que era como se ninguém mais tivesse existido. Isso a assustava muito mais que qualquer provação que a vida já houvesse lançado sobre ela.”

Teve uma crítica do booknest, que está até na página do livro na Amazon, que diz que esse livro deve ser lido por todo amante de fantasia e eu não podia deixar de concordar.

É um mundo fantasioso que se prende em lendas antigas, de guerreiros, promessas, samurais, espíritos e deuses da morte, mas que trás uma nova roupagem para isso e que termina com uma história fechada, apesar de ter toda uma trilogia sobre esse mundo. Pelo que eu vi, cada um dos três livros conta uma história diferente, mas todas elas se passam nesse mesmo universo criado por Rob J. Hayes e eu estou curiosa para ler os outros também.

Se você, como eu, gosta bastante de mundos fantasiosos, dê uma chance a esse livro. Garanto que não vai se arrepender!

Para comprar “Morrer Jamais” basta clicar no nome da livraria:

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Submarino.
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