03.06

Sinopse: Da mesma autora de Conectadas, este livro é um conto de fadas moderno sobre perdas e segundas chances.

Dayana deixou o Rio de Janeiro para trás e está de mudança para Londres. Há pouco tempo, seu maior sonho era visitar o país da One Direction, sua banda preferida, mas agora ela tem certeza de que está vivendo um pesadelo. Depois de dez anos sem encontrar o pai, ela se vê obrigada a morar com o homem que a abandonou, a mulher dele e sua filha ― a família perfeita que Dayana nunca teve. Tudo isso enquanto tenta lidar com o luto pela morte recente da mãe.
O que ela não imaginava era que, logo em seus primeiros dias ali, iria esbarrar em uma ruiva charmosa pulando as grades do Palácio de Buckingham. À medida que se aproximam e se ajudam a enfrentar os conflitos pelos quais estão passando, as duas se apaixonam. Mas Dayana tem certeza de que a garota está escondendo algo sobre sua relação com a família real…
Será que Londres conseguirá curar o coração de Dayana e dar a ela um final feliz?

Romance Real”, o novo livro de Clara Alves, nos trás a história de Dayana que, depois de perder a mãe, é meio que obrigada a se mudar para a Inglaterra para morar com o pai que foi embora quando ela tinha 6 anos e que nunca mais voltou, além de ter toda uma nova familia agora – com uma esposa nova e uma enteada, e que ela não sabe nada sobre a vida deles.

Dayana, que junto com a mãe tem verdadeira adoração pela Inglaterra e por tudo que vem de lá: costumes, a realeza, os lugares, e as bandas, foi batizada assim em homenagem a Rainha Diana, que é conhecida no livro como “a rainha pop”, porque está quebrando vários paradigmas que a familia real impôs durante os anos desde que o Rei faleceu.


“Caramba, era assim, então? Depois de dez anos de abandono, ele não tinha nada para dizer? Um pedido de desculpas? Um “sinto muito por tudo o que aconteceu”? “Sua mãe morreu, mas estou ao seu lado agora”?
Todas aquelas questões começaram a borbulhar dentro de mim como se eu fosse um poço sem fundo de fúria e ódio. Eu queria virar um vulcão e expelir a raiva para todo lado, sem me importar com quem ia atingir.”

Porém, ela não poderia estar menos empolgada com essa ida. Apesar de amar o lugar, ela sente que não pertence a mais nenhum lugar no mundo com a perda da mãe e nem mesmo estar onde devia ser o melhor lugar do planeta terra pra ela, não está sendo o suficiente para preencher a falta que a mãe faz.

Então, no que devia ser um dia “normal”, em que ela saiu de casa para espairecer a cabeça, ela acaba esbarrando com uma certa ruiva que se chama Diana e que estava fugindo do palácio. Em qualquer circunstancia isso já geraria curiosidade, mas o fato delas estarem sendo perseguidas por seguranças do palácio (porque claro que Dayana ajuda a menina na fuga) faz com que tudo se torne um mistério ainda maior – e que Dayana não pode deixar de tentar desvendar.


“Assim que percebi que a estava encarando, desviei o olhar para o chão, envergonhada. Ai, meu cu! Ela devia achar que eu estava encarando sua boca.
Bem, eu estava.
Mas ela não precisava saber disso.”

Entre brigas com o pai, de quem ela guarda muita mágoa pelos anos de abandono, com a madrasta e a meia-irmã que parecem não entender o que ela passa, ter achado que os avós a odeiam e a culpa que ela sente pela morte da mãe, os encontros que ela começa a ter com Diana e o emprego que ela consegue no mercadinho da mãe da garota ruiva se tornam meio que o porto seguro dela, onde ela pode se esconder e tentar driblar a dor que ela sente todo dia. Porém, uma questão permanece: quem é Diana realmente e porque ela estava fugindo do palacio? Bom, isso é algo que vocês vão descobrir lendo o livro.

Desde o minuto que “Romance Real” foi anunciado, eu soube que queria ler ele. Tanto por ser um livro nacional, quanto por ser completamente apaixonada pela escrita da Clara Alves, desde que li “Conectadas” (e eu fiz uma resenha que vocês podem ver AQUI). Mas eu não pensei que esse livro me pegaria tanto assim quanto pegou.


“— É verdade, né? Esqueci que você é directioner. Pena que você só veio depois que eles acabaram.
Eu a fuzilei com o olhar.
Essa piada tá ficando ruim já. Quantas vezes vou ter que repetir? Eles estão em um hiato.
Diana pressionou os lábios para segurar o sorriso.
De mais de cinco anos?
Só tá demorando um pouco mais do que eles previram por conta dos projetos pessoais.
Você não tem cara de ingênua, Day. Quanto antes aceitar, melhor.
Shiu — ordenei, fazendo-a rir alto.”

Mais do que um romance sáfico, “Romance Real” toca em um ponto pra mim que é muito importante e que geralmente não é tão explorado assim em livros adolescentes, que é o luto. Pelo menos não de uma forma tão aprofundada e tão delicada como vemos no livro.

Dayana está passando por uma fase bem dificil e que, muita gente que já perdeu alguém quem ama, pode se identificar em algum ponto. É muito importante frisar que nem todas as pessoas passam pelo luto da mesma maneira e a maneira de Dayana é com raiva. Eu imagino que muita gente pode não entender ela e pensar que é um exagero a personalidade dela ou as coisas que a fazem explodir, mas é a forma com que ela sabe lidar com aquilo que está causando uma dor que ela não sabe como tirar dela.


“Ela ficava tão fofa quando tentava entender meu português. Uma ruga se formava na testa, e ela fazia um bico, destacando a constelação de sardinhas. As bochechas coradas pelo sol e pela caminhada pareciam me convidar a deslizar a mão pela pele branca e salpicada, traçar os pontos como se fossem um mapa a ser desvendado e…
… Merda, eu estava rendida por aquela garota.”

E eu me identifiquei muito com isso. É muito mais facil lidar com a raiva do que com a dor e o vazio e tem coisas que a gente só aprende com o tempo. Já fazem anos desde que eu perdi uma pessoa muito importante pra mim e até hoje a dor me pega de maneira desprevinida, mesmo com tanto tempo passado e mesmo que fosse algo que eu estava esperando que acontecesse, porque no final do dia não importa se foi uma morte inesperada ou se for algo que você sabe que vai acontecer: dói, machuca e o pior de tudo é que você fica frustrado porque não tem o que fazer no final das contas. Só sentir a dor.

Enfim, já me explanei demais sobre isso, mas eu queria agradecer a Clara por ter tocado nesse assunto de uma forma tão bonita e tão bem feita e cuidadosa.


“Meu coração acelerou. A solidão dos últimos meses era como uma lembrança antiga. Talvez Diana fosse um anjo que minha mãe enviara para minha vida.”

Tirando o luto, que eu falei até demais, o romance de Dayana e Diana é outra coisa maravilhosa e gostosa de se acompanhar. É divertido o jeito delas uma com a outra e mesmo quando o drama vem porque, c’mon, é uma romcom, o drama sempre tem que vir em algum ponto, você fica ali na expectativa do que vai acontecer no final: ele vai ser feliz ou não? E, novamente, pra você saber disso, você tem que ler o livro!

E, além dessas duas coisas importantissimas, esse livro é uma verdadeira adoração a Inglaterra e sei que muitas pessoas que leram fanfics como eu já li, vão adorar. Não só pelo plano de fundo colocado na história, que é Londres, mas também pela adoração que Dayana tem por One Direction, que é algo que me arrancou muitas e muitas risadinhas, me fazendo divertir bastante com a certeza absoluta que eu sei que toda fã de 1D tem: eles ainda vão fazer um comeback!


“Mágoa e culpa se entrelaçavam dentro de mim como uma bola de neve crescendo ladeira abaixo, e a cada dia que passava eu me sentia mais e mais frustrada comigo mesma e com o mundo.
Eu era uma bomba-relógio.”

Romance Real”, eu posso dizer com toda a certeza, é um livro que vai ficar marcado no meu coração pra sempre. Eu estou completamente apaixonada e eu tenho certeza que se você der uma chance pra esse livro, vai se apaixonar também!

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