04.06

Sinopse: Um dos melhores livros do ano segundo Time, Marie Claire, NPR e Mashable.

“Uma leitura viciante, incrivelmente esperta… uma estreia extraordinária” ― Jasmine Guillory, autora best-seller do New York Times

Bea Schumacher é uma blogueira de moda plus size que tem amigos maravilhosos, uma família dedicada, uma legião de seguidores… e um coração partido. Para se distrair, toda semana ela acompanha o viciante reality show É pra casar, em que uma pessoa busca o amor verdadeiro entre vinte belos pretendentes.

Justo quando Bea desiste de vez de procurar pelo amor, ela recebe uma proposta intrigante: É pra casar quer que ela seja a próxima estrela do programa. Bea concorda, mas com uma condição: ela não vai se apaixonar de jeito nenhum. O que ela quer é dar mais visibilidade para sua carreira e para outras mulheres plus size, inspirando pessoas no país inteiro a se aceitarem.

Mas, quando as câmeras começam a rodar, ela percebe que as coisas serão mais complicadas do que ela esperava… Em uma narrativa montada a partir de tweets, roteiros e blogs de fofocas, Kate Stayman-London nos convida a mergulhar no mundo incrivelmente real de Bea.

Um dia enquanto andava por Paris fazendo um intercâmbio pela faculdade, Bea Schumacher, ao passar por uma loja de rua que vendia roupas, foi surpreendida pela vendedora e teve sua vida mudada. Até então, ela costumava se esconder por conta de seu corpo, sempre querendo passar despercebida. E é ali, com aquela vendedora que ela decide que não quer mais ser assim: ela começa um blog onde fala sobre moda e sobre como é difícil encontrar roupas plus size que sejam boas.

Anos depois, já formada, Bea tem um reconhecimento maior por esse blog e é uma grande defensora da moda plus size, sempre mostrando pelo blog as coisas que encontra, mostrando as roupas que usa diariamente e sendo um exemplo para tantas outras garotas.


Pelo jeito como você se veste e está sempre de cabeça baixa, acho que está se escondendo”, ela falou baixinho. “Mas com essa capa.
Bea ergueu os olhos para encará-la. “Com essa capa o quê?
Jeanne curvou levemente os cantos dos lábios em um sorriso discretíssimo.
Você será alguém que todo mundo precisa ver.

Porém, pessoalmente, ela não vê sua vida tão às mil maravilhas como demonstra pelo computador. Bea é apaixonada por um amigo durante anos, um amigo que foi embora anos atrás para trabalhar em outro estado e que, em sua última noite na cidade, deu um beijo de despedida em Bea – apenas para surpreender ela, quando meses depois começa a namorar e então fica noivo de uma outra garota que ele conheceu nessa nova cidade.

Só que ela recebe uma mensagem dele, dizendo que está de volta na cidade para passar um dia e, apesar de tudo dentro dela falar pra ela que ela deve evitar esse encontro, ela vai até ele. E depois de uma noite maravilhosa juntos, ele vai embora e decide simplesmente ignorar qualquer aproximação de Bea, seja por telefonema, e-mail, mensagem de texto, sinal de fumaça. É como se nada tivesse acontecido entre eles, como se nunca nem tivessem se conhecido e isso deixa Bea com o coração partido novamente.


“Se ninguém prestasse atenção nela, também não fariam nada de ruim com ela. Mas ser invisível também é uma espécie de sofrimento.”

Assim, em uma noite assistindo o reality show “É Pra Casar”, regada a muito vinho, Bea usa suas redes sociais para criticar o programa sobre como esses programas nunca tem uma grande representatividade: apenas modelos magras, loiras, com olhos claros estão lá, sendo cortejadas por homens igualmente dentro do padrão, como se qualquer outro tipo físico não merecesse o amor. O resultado disso é que a edição flopa consideravelmente e, quando Bea menos espera, a nova produtora da nova temporada entra em contato porque quer ela como a protagonista da edição.

Ali, Bea vê uma oportunidade de mostrar ao mundo como todas as pessoas merecem encontrar um relacionamento e merecem amor, assim como também vê uma oportunidade de expandir seu negócio com moda – e também de ser um exemplo para outras garotas como ela, do jeito que ela queria ter visto anteriormente em programas de tv.


“É Pra Casar é o reality show de romance de maior sucesso na história da televisão”, escreveu Schumacher. “Mostra pessoas ‘reais’ em busca do amor — mas, de acordo com seus parâmetros, pessoas gordas não são reais. Nós não somos dignas de atenção. Nós nem sequer existimos.”

Quando o programa começa, Bea que até então sempre pareceu muito segura de si e certa do que queria, se vê em uma encruzilhada em que ela luta contra seus próprios demônios, porque ela está em situações em que ela não tem total controle sobre o que acontece – não como em seu blog, pelo menos, e então ela volta a ter inseguranças sobre ela própria e sobre seu corpo e sobre o que ela realmente está fazendo ali naquele lugar.

Eu não vou me estender a falar muito sobre os rapazes que estão lá para cortejar Bea porque vou acabar entregando meu favorito deles e bem, eu preciso dizer que se “É Pra Casar” fosse um reality show de verdade, a minha escolha foi a certa no final, porque é o mocinho por quem Bea mais se interessa! Mas os personagens masculinos que mais tem destaque durante o livro é Luc, um chefe de culinária Francesa, Wyatt que tem seus próprios motivos para estar ali no programa, que não vou entrar em detalhes pra não dar spoilers. Temos Asher que carrega um segredo e também seus próprios demônios. E temos Sam, que é o mais novo de todos eles.


Muita gente pensa que a fama torna a vida mais fácil”, comentou Lauren, “mas todo mundo que já esteve no centro das atenções sabe como é complicado. As pessoas projetam as próprias inseguranças em você — principalmente os homens, aqueles bostinhas de autoestima frágil.

Mas sobre a Bea… O que falar sobre Bea… Eu confesso que fiquei um pouco surpresa quando ela entrou no programa e não parecia mais tão segura, mas dentro de algumas páginas é fácil entender o que se passou e o que rola na cabeça dela para que toda insegurança de anos atrás volte. E eu posso dizer que fiquei muito feliz com a forma com que tudo foi lidado ali no livro. A autora não maquiou coisas que eu imagino que várias pessoas plus size já ouviram na vida e que fizeram mal a Bea.

E também não foi algo que instantaneamente ela decidiu que estava bem e assim ficou. Nós vemos no passar das páginas o quanto Bea vai se desenvolvendo e sendo o mulherão da p*rr* que nós já sabemos que ela é, mesmo quando ela não se enxerga assim. Como o livro não se passa apenas no ponto de vista dela, mas também em matérias de blogs, sites de fofoca, tweets, chats de conversa, todo mundo percebe o poder de Bea. Até Chris Evans (sim, o Capitão América!) fala em tweets que quer um pedacinho de Bea.


Está vendo?”, disse Alison, de forma a encorajá-la. “Não ficou nem um pouco parecida com um globo de discoteca.
Está mais pro vestido brilhante que a Ariel usou quando saiu da água no final de A pequena sereia.
Ah, nossa, está aí um look pra eternidade”, comentou Alison. “A sereiazinha finalmente ganhando pernas.
Mudando o próprio corpo pra agradar um homem, assim como todas as mulheres”, retrucou Bea.

É muito importante frisar como o livro tem representatividade, não só no quesito de ter uma protagonista plus size, mas também em questões de sexualidade. Eu não vou entrar em muitos detalhes também para não explanar com vários spoilers, mas eu achei muito bonito a forma delicada com que certos assuntos são tratados.

Eu adorei o final e o que aconteceu nele (não só porque meu favorito ganhou, juro, hehe), mas porque mostra que a vida é assim mesmo. Um pouco complexa, com alguns altos e baixos, mas no final das contas, nós é que somos responsáveis pelas nossas escolhas e pelo nosso futuro e não podemos deixar isso nas mãos de mais ninguém. Eu super recomendo esse livro, foi uma das melhores leituras que fiz no ano e espero que vocês gostem também.

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Submarino, sem brindes.
Travessa.

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