23.12

Sinopse: O que pode acontecer quando o filho da presidenta dos Estados Unidos se apaixona pelo príncipe da Inglaterra?

Quando sua mãe foi eleita presidenta dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz se tornou o novo queridinho da mídia norte-americana. Bonito, carismático e com personalidade forte, Alex tem tudo para seguir os passos de seus pais e conquistar uma carreira na política, como tanto deseja.

Mas quando sua família é convidada para o casamento real do príncipe britânico Philip, Alex tem que encarar o seu primeiro desafio diplomático: lidar com Henry, irmão mais novo de Philip, o príncipe mais adorado do mundo, com quem ele é constantemente comparado ― e que ele não suporta.

O encontro entre os dois sai pior do que o esperado, e no dia seguinte todos os jornais do mundo estampam fotos de Alex e Henry caídos em cima do bolo real, insinuando uma briga séria entre os dois.

Para evitar um desastre diplomático, eles passam um fim de semana fingindo ser melhores amigos e não demora para que essa relação evolua para algo que nenhum dos dois poderia imaginar ― e que não tem nenhuma chance de dar certo. Ou tem?

A primeira coisa que se precisa saber sobre Alex Claremont-Diaz é que, além de filho da primeira presidente mulher dos Estados Unidos, ele também tem uma rivalidade e um ódio nada saudável com o príncipe Henry, da Inglaterra, desde que o conheceu nas Olimpíadas do Rio e foi destratado pelo monarca. E eu soube que o amaria e shipparia esse casal desde o primeiro capitulo do livro.

Vermelho, Branco e Sangue Azul” é visto todo do ponto de vista de Alex, então assim que o livro começa nós já somos introduzidos a ele e ao verdadeiro horror que ele sente pelo príncipe caçula, mesmo sem entendermos o por quê, mas é claro que sabendo no que isso vai resultar lá na frente (ah, o velho clichê de enemies-to-friends-to-lovers, é meu favorito <3) torna tudo ainda mais absolutamente gostoso de se ler.

Alex é convidado junto com sua irmã, June, e sua melhor amiga e filha do vice-presente, Nora, o famoso “Trio da Casa Branca”, para irem até a Inglaterra prestigiarem o casamento do príncipe mais velho, Philip, e claro que desde o primeiro minuto Alex sabe que será terrível passar algum tempo, por menor que seja, no mesmo ambiente que Henry, que ele mesmo descreve como “tão atraente quanto um novelo de lã encharcado” e, como era de se esperar, é obvio que eles criam uma confusão – muito mais Alex do que Henry realmente – que leva eles dois a caírem com tudo em cima da mesa de bolo (que custou 75 mil dolares!), destruindo tudo e levando a imprensa a loucura sobre como o filho da presidente e o príncipe caçula se odeiam.

“— Acho incrível — Nora diz. — Inimigos mortais obrigados a fazer as pazes para resolver tensões entre seus países? Tem um quê shakespeariano nessa história.
— Se é shakespeariano, tomara que eu morra esfaqueado — Alex diz.”

Com uma tentativa de abafar esse caso para a mídia, um plano é formado para que Alex e Henry se encontrem e finjam que são bons amigos e que tem sido assim por anos, apesar deles não se encontrarem tanto quanto gostariam. E, é impossível não se render ao relacionamento deles conforme vai se moldando e acontecendo, tanto no primeiro final de semana que eles passam juntos por pura obrigação como quando eles começam a realmente criar uma amizade que logo depois vira um romance.

Mas, como nem tudo é um mar de rosas, também tem seus dramas em torno do relacionamento deles, principalmente porque 1) Alex não tem a minima ideia de que é bissexual 2) um príncipe “não pode” ser gay. Claro que não darei spoilers de como tudo se dá conforme a história vai passando, mas eu peguei esse livro para ler em uma madrugada e simplesmente não conseguia parar a leitura porque eu precisava desesperadamente saber o que tinha acontecido.

“Ele retribui o beijo, mas se deixa ser beijado como Henry quer beijá-lo, o que agora é exatamente como ele imaginaria que o Príncipe Encantado beijaria: doce e intenso, como se eles estivessem sob o pôr do sol na bosta de um prado. Ele quase consegue sentir o vento em seu cabelo. Chega a ser ridículo.”

Alex é simplesmente um dos melhores personagens que eu já li. Ele é aquele tipo de personagem um imbecil na medida certa, mas também é ao mesmo tempo carinhoso e principalmente preocupado com como as coisas vão espelhar na campanha da mãe dele que está concorrendo novamente a presidência. O relacionamento dele com sua irmã e com sua melhor amiga é maravilhoso do inicio ao fim. E do outro lado, na Inglaterra, nós temos Henry que é literalmente o príncipe encantado, com direito a covinhas e tudo. Ele é um amor, apesar de ter alguns rompantes de raiva que apenas o lindíssimo Alex é capaz de arrancar dele porque, como eu disse, Alex consegue ser um imbecil quando quer e ele adora muito provocar Henry (isso lá no inicio mesmo, quando eles ainda se odeiam. Depois as provocações mudam de rumo. Hehe.)

Outros personagens que eu gostei MUITO no decorrer do livro foram: a mãe de Alex. Eu achei ela absurdamente maravilhosa e sinceramente eu queria que ela fosse real e fosse a nossa presidente aqui, porque ela é DEMAIS. June e Nora também são duas personagens magnificas, mas de um certo ponto para o final, eu confesso que senti um pouco de falta da Nora realmente, mas em tudo que ela aparecia, ela era maravilhosa.

“— Eu vou estar! Acha que já não tenho uma equipe concentrada nessa merda toda? Eu sou a presidenta dos Estados Unidos, caralho! Não preciso que você venha aqui com esse ar de… esse ar de…
— Macho palestrinha? — Zahra sugere.
— Macho palestrinha! — Ellen grita, apontando um dedo para Oscar do outro lado da mesa, os olhos arregalados. — Sobre a corrida presidencial para mim!”

Quando eu peguei o livro em mãos, eu fiquei um pouco surpresa de encontrar uma pequena “etiqueta” nele falando que era indicado para publico maior do que 16 anos e me deu uma certa apreensão no começo, não pelo conteúdo do livro, mas porque achei que essa nota estaria apenas por se tratar de um livro lgbt, já como temos tido uma certa “censura” por conta de alguns livros conterem relacionamentos lgbt e palavrões, mas depois eu fui ver que o livro na verdade é considerado lá fora como um NA e não como um YA, já como os personagens não são realmente adolescentes.

Então isso me relaxou um pouco, mas acho que devo avisar que tem sim cenas de sexo no livro, para o caso de isso ser algo que não agrade, mas também que as cenas foram escritas lindamente e não de uma forma grosseira. Além de ter muitos, muitos palavrões (o que eu adorei, de verdade, porque vamos ser sinceros: quem não fala palavrão, não é? Enfim).

“— Esse tipo de amor é raro, mesmo que seja um desastre completo. — Ele suga os dentes, refletindo. — Às vezes você só tem que se jogar e torcer para não cair de um penhasco.”

Outra coisa que eu queria pontuar aqui, que eu adorei demais, foi a forma como foi feita a tradução do livro, usando vários memes e gírias brasileiras e me fazendo rir alto quando notava algo assim lá no meio e tornando a leitura ainda mais prazerosa, sem duvida alguma.

Eu fiquei morrendo de vontade de ler muito mais sobre Henry e sobre Alex e sobre os pensamentos deles e se a autora quisesse lançar o mesmo livro do ponto de vista do Henry, acho que eu poderia morrer feliz porque muitas vezes eu queria saber exatamente o que estava se passando na cabeça dele, porque assim como Alex era um livro aberto (não só por estarmos no ponto de vista dele, mas também porque ele realmente não era bom em esconder o que sentia), Henry muitas vezes era bem mais fechado, mesmo assim sendo muito apaixonante. (A Virna acha muito que virá um spin off sobre a June ou sobre a Nora e eu ia amar de todo jeito!)

“Quando Alex era pequeno, antes de todos saberem seu nome, ele sonhava com o amor como se fosse um conto de fadas, como se fosse entrar em sua vida nas costas de um dragão. Quando ficou mais velho, aprendeu que o amor era algo estranho que podia desmoronar por mais que você o desejasse, uma escolha que você faz mesmo assim. Ele nunca imaginou que descobriria que estava certo nos dois momentos.”

Eu acho que esse livro facilmente se encaixou numa das melhores leituras que eu fiz durante o ano: é um livro fofo, é apaixonante e engraçado e o casal principal é um dos meus favoritos pra vida agora, porque eu me rendi completamente a Alex e Henry.

Se você gosta daquele velho clichê de inimigos virando amantes (de verdade, quem não gosta?), esse livro foi feito na medida certa pra você e eu indico para você se perder de amor assim como eu me perdi.

Ps. Vale lembrar a campanha que a Companhia das Letras está fazendo chamada de #delivrosdepresente, eu super acho que “Vermelho, Branco & Sangue Azul” é um ótimo presente de natal para se dar para os outros ou para presentear a si mesmo <3

Para comprar “Vermelho, branco e sangue azul”, basta clicar no nome da livraria:
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Submarino, com 10% de desconto com o cupom COMPANHIA.
Cultura.
Travessa.

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