Battle Royale

Koushun Takami

Páginas: 664
Editora Intrínseca
Livro Único
SKOOB

Battle Royale é um thriller de alta octanagem sobre violência juvenil em um mundo distópico, além de ser um dos best-sellers japoneses e mais polêmico entre os romances.

Como parte de um programa implacável pelo governo totalitário, os alunos do nono ano são levados para uma pequena ilha isolada e recebem um mapa, comida e várias armas. Forçados a usarem coleiras especiais, que explodem quando eles quebram uma regra, eles devem lutar entre si por três dias até que apenas um “vencedor” sobreviva. O jogo de eliminação se torna a principal atração televisiva de reality shows. Esse clássico japonês é uma alegoria potente do que significa ser jovem e sobreviver no mundo de hoje.

O primeiro romance do jornalista Koushun Takami, tornou-se um filme ainda mais notório pelo diretor de 70 anos de idade, Kinji Fukusaku.

Resolvi fazer agora um resenha sobre MANGÁ. Para dar uma variada nas coisas.

Escolhi um que tem bastante contato com uma série de livros que fez um imenso sucesso (daqueles que chegam até nas pessoas que não curtem ler – claro, devido aos filmes).

Eu fiquei sabendo desse mangá faz anos, na época em que a adaptação para cinema do livro The Hunger Games estava saindo… Acredito que todos ouvimos algo sobre. Algo sobre The Hunger Games ser uma cópia barata e levemente editada e simplificada de Battle Royale… Mas eu, que primeiramente demorei pra achar motivos que me alegrassem a ler o livro de capa preta com um passarinho, também não ví motivos para ler o “Original Plagiado em Mangá”.

O que eu posso dizer agora? Deveria ter lido Battle Royale assim que me foi relatada sua existência – Independente de HungerGames Que eu lí também, eventualmente.

Preciso comentar uma coisa agora.. O mangá é brutal e incrível. E ninguém parece ter 15/16 anos. Cenas pesadas aguardam o leitor, e cenas até gráficas demais pra alguém que nunca imaginou TANTAS formas de matar o coleguinha de classe. Mas fora isso, é uma OTIMA história. E ainda um ótimo exemplo de como desenvolver subtramas dentro de uma história. Recorrendo a memórias, flashbakcs e cenas paralelas de situações diferentes.

Agora, vamos ao contexto do mangá: Imagine você [email protected], numa situação dessas: Um dia indo numa excursão com os colegas de turma, e no outro descobrindo que precisa matá-los todos caso queira continuar vivendo. Qual seria sua reação? Você de primeira aceitaria e partiria para os assassinatos? Ou você se recusaria a acreditar numa coisa dessas e tentaria sobreviver sem matar ninguém? No mangá, nós encontramos -TODAS- essas reações, em níveis e intensidades diferentes. Aqueles que matam sem remorsos, aqueles que matam com culpa e aqueles que se recusam a matar. Enquanto uns vão a loucura e matam, outros matam devido a loucura, enquanto uns fogem outros atacam e enquanto uns caçam sozinhos, outros decidem que é melhor tentar sobreviver em grupos.

MAS sendo qual for o método de sobrevivência escolhido ou imposto, ainda há mais coisas com as quais lidar. Existe uma carga de confusão psicológica muito forte nesse jogo, e é nisso que a história do mangá se prende. Em quem confiar? você não tem certeza de que seus amigos se renderam ao jogo, mentiras e lembranças vem a tona e você precisa se decidir. Matar ou Morrer.

Sobre as anteriormente ditas e avisadas semelhanças com The Hunger Games, é, elas existem. E durante o começo do Mangá vc vai sentir que tudo alí vai te levar de trem à Capital e logo mais a Katniss vai aparecer pra se voluntariar e blábláblá. Mas é aí que tudo muda. Semelhanças existem sim (devido ao objetivo e o assunto matança, além da própria construção textual) mas elas acabam aí também.

Para quem leu THG, espero que tenham notado todas as vezes que é comentado o poder da Capital. No qual esta controla os tantos distritos e que praticamente molda a realidade da vida do povo, sem se importar como. Claro que em THG a Katniss sofre e sofre e sofre, mas na minha visão a crítica vai além do comportamento humano. A crítica em THG é sobre o comportamento social influenciado ou não. Os livros Catching Fire e Mockingjay tratam mais profundamente sobre isso. A Katniss é uma garota sem recursos que caçava a comida pra família e que nutria um ódio pela mãe, que não conseguia ajudar em quase nada a sobrevivência dela e da irmãzinha, até o momento que ela vira o ícone no qual milhões de outras pessoas se apoiam para exigir o respeito e a liberdade dos exageros impostos pela capital. Uma vez que a história é contada pela Katniss, isso nos proporciona somente a visão dela em relação aos outros, mas ainda podemos ver como é a mentalidade de cada um diante do que ela deve ser e significar para os outros, e como é duro carregar o peso de ser um exemplo.

Batlle Royale por sua vez, lida com a mentalidade humana posta a prova. Ele lida com o comportamento humano dividido entre o medo de morrer e a duvida de matar. Trata sobre como as pessoas recorrem à violência, mentiras, e qualquer outra coisa que as ajude, na hora de sobreviver. De como poucas pessoas procuram ajuda umas nas outras e como menos ainda procuram se manter racionais em momentos em que não há esperança restante.

O mangá é bem pesado. Tem traço bem detalhado e sujo. Ou seja, alguns detalhes chegam a ser exagerados, como por exemplo, os grafismos pra mostrar como é a maciez da superficie de um globo ocular fora da cavidade ocular de seu respectivo dono. E possúi algumas cenas bem fortes no quesito SEXUAL das imagens, mas nada explicito, além do conhecido gosto por desenhistas de mangá em exagerar peitos femininos e sempre optarem por saias esvoaçantes com vista da calcinha das personagens …

Battle Royale é originalmente um livro escrito por Koushun Takami e publicado no japão em 1999.

Ele possui duas adaptações cinematográficas, sendo a primeira – Battle Royale I: Survival Program que trata da história do livro, e a segunda – Battle Royale II: Requiem que é como um SpinOff, abordando os -supostos- acontecimentos de três anos após o fim da história original.

Recebeu uma adaptação para Mangá ilustrado por Masayuki Taguchi composto por 15 volumes e publicado pela Conrad aqui no Brasil, teve seu início em 2006 e a publicação de seu ultimo volume no fim de 2011 sendo então um mangá já finalizado.