Data de lançamento 10 de agosto de 2018 na Netflix (2h 04min)

Direção: Mike Newell
Gêneros DramaHistórico
Nacionalidades Reino UnidoEUA
Juliet Ashton (Lily James) é uma escritora na Londres de 1946 que decide visitar Guernsey, uma das Ilhas do Canal invadidas pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, depois que ela recebe uma carta de um fazendeiro contando sobre como um clube do livro local foi fundado durante a guerra. Lá ela constrói profundos relacionamentos com os moradores da ilha e decide escrever um livro sobre as experiências deles na guerra.

 

 

Um Original Netflix de época e que fala sobre livros! Tem como resistir?! Bom, pra mim a resposta foi ‘COM CERTEZA NÃO!’ e foi assim que eu me vi sentada para assistir o filme que provavelmente tem um dos títulos mais longos – e com certeza mais inusitado – que me lembro: A Sociedade Literária e A Torta de Casca de Batata.

O filme, baseado na obra de mesmo nome das autoras Annie Barrows e Mary Ann Shaffer, começa nos apresentando a jovem escritora londrina Juliet Ashton, que após a 2ª Guerra Mundial, fez sucesso e agora se vê presa numa série de compromissos sobre a mesmo – e nada disso a agrada. Com a perda dos pais na guerra, sua única família é o melhor amigo e editor, Sidney. Com isso, a moça, apesar de namorar o melhor partido da cidade, Mark, ao se sente totalmente feliz pois vive com uma sensação de vazio e não-pertencimento àquela vida.

Tudo muda com a chegada de uma carta de um fazendeiro de uma ilha afastada da costa britânica, Guernsey. Ele apela a uma total estranha por falta de opção: a única livraria do local foi destruída na Guerra e agora ele e seu clube do livro não têm mais onde procurar títulos e um em especial, de Shakespeare. Juliet logo se interessa pela história daquelas pessoas e, após uma breve troca de cartas, decide ir conhecer pessoalmente a tão inusitada Sociedade Literária da Torta de Casca de Batata.

Ao chegar a ilha, Juliet conhece os membros do clube do livro e imediatamente estabelece uma conexão com cada um deles – mesmo que alguns se mostrem relutantes com a recém-chegada. Ela também percebe que há algo que os tão receptivos ilhéus escondem alguma coisa…

Bom, a partir daí, vocês vão ter que ver o filme pra descobrir. Mas vale a pena! Com uma deliciosa mistura de romance, drama, algum mistério e o charme inegável da Inglaterra dos anos 40, a história nos conduz por várias emoções e o que parece ser um filminho água com açúcar se transforma, aos poucos, numa arrebatadora experiência sobre o que mais há de mais humano em cada um de nós e como, mesmo nas situações mais drásticas, a amizade e o calor humano pode salvar vidas – de muitas maneiras diferentes.

Além do clube do livro e do fato da nossa protagonista ser escritora, a narrativa também faz uma excelente constatação do poder da leitura em todos os momentos e fases da História. Foi com livros que eles lutaram – real e metaforicamente – para sobreviver à invasão nazista em sua cidade, à perda dos seus filhos para o interior e simplesmente manter sua saúde mental e emocional. Todos eles se descobriram nas páginas de algum exemplar roubado no meio da noite, lido e relido quando não havia mais esperança.

É um filme pra ser visto quando se está triste, ou muito animado, que resgata várias emoções dentro do espectador: da alegria da infância à melancolia do adulto que vai deixando de acreditar aos poucos. O final, após uma resolução agridoce do principal conflito na ilha, se volta pro romance. É clichê, com sua própria ‘Cena de Aeroporto’ sendo recriada num cais e um navio, mas é doce e delicado, como a vida muitas vezes deixa de ser.

Assistam ao trailer e se encantem:

 

 

 

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