“Em outra vida, talvez?”
Taylor Jenkins Reid
Record – 2018 – 322 páginas

Em histórias paralelas, Hannah vive as consequências de duas decisões. E, no desenrolar dessas realidades, sua vida segue rumos completamente diferentes.

Hannah Martin está perdida. Aos 29 anos, já morou em várias cidades e trabalhou em incontáveis lugares – mas nada disso a ajudou a decidir que rumo dar à vida. Depois de sofrer uma decepção amorosa, ela resolve voltar para Los Angeles, sua cidade natal, pois acha que, com o apoio de Gabby, sua melhor amiga, finalmente, vai conseguir colocar a vida nos trilhos.

Para comemorar a mudança, nada melhor do que reunir velhos amigos num bar. E é lá que Hannah reencontra Ethan, seu ex-namorado da adolescência. No fim da noite, tanto ele quanto Gabby lhe oferecem carona.

Que dúvida!

Será que é melhor ir embora com a amiga?

Ou ficar até mais tarde com Ethan e aproveitar o restante da noite?

Em realidades alternativas, acompanhamos os dois cenários, com desdobramentos bem diferentes na vida de Hannah e de todos que fazem parte dela.

Será que tudo o que vivenciamos está predestinado a acontecer? O quanto disso é apenas sorte? E, o mais importante: será que almas gêmeas realmente existem? Hannah acredita que sim. E, nos dois mundos, ela acha que encontrou a sua.

“Em outra vida, talvez?” é o primeiro livro lançado no Brasil da autora Taylor Jenkins Reid e posso dizer que foi um ótimo começo pra ela aqui em terras Tupiniquins, Fazia tempo que uma história não me prendia tanto como esta e me fez ler um livro com uma velocidade que antigamente eu tinha constantemente. Eu estava precisando muito ler um livro que me trouxesse algo novo e até mesmo pouco explorado nos dias de hoje onde tudo gira em volta de mundos pós apocalípticos e utópicos.

“Em outra vida, talvez?” você não vai encontrar um mundo distópico, mas você vai encontrar a “magia” de alguma forma inserida na história. Hannah está a beira dos seus 29 anos e acaba de sair de uma decepção amorosa e não sabe o que fazer de sua vida, qual rumo tomar. Ela volta para Los Angeles, que é sua cidade natal, pois acha que a presença de sua melhor amiga, Gabby, pode lhe fazer bem e lhe dará um norte do que fazer em sua vida. Em meio a toda essa mudança, perguntas em sua cabeça e incerteza do futuro, Hannah então encontra alguns amigos em um bar da cidade para comemorar todas as mudanças que estariam por vir em sua vida e é aí que tudo começa…

A narrativa em primeira pessoa é muito bem construída e me fez estar sempre dentro da história junto com Hannah em cada decisão (ou opção de decisão?) e em todos os momentos em que uma escolha pudesse mudar completamente o cenário. Acontece que todos os capítulos acabam com uma decisão de Hannah, mas, e se ela tivesse escolhido uma alternativa diferente? E é essa a proposta de “Em outra vida, talvez?“. Conforme a história se desenrola ele apresenta “O melhor dos dois mundos” ou talvez seria “O Pior dos dois mundos”? Por exemplo, já no começo da história Hannah encontra um ex-namorado e ele lhe oferece carona (Para ela e para Gabby sua melhor amiga) e ela toma uma decisão, no próximo capítulo você vai descobrir o que aconteceria em outra linha do tempo se ela aceitasse a carona, ou se sua amiga aceitasse ou se ela não aceitasse e a partir daí toda a leitura entra naquele estado de ansiedade para saber o que acontece dependendo de suas escolhas.

Quando comecei a ler eu imaginava que o livro seria apenas mais um romance bobo mas estava totalmente enganado, “Em outra vida, talvez?” trouxe algo novo pra mim, existem outros livros com ideias similares mas a forma como a autora tratou tudo foi muito bom e coeso, mostra uma amizade linda entre Hannah e Gabby e nos faz pensar sobre a vida. O que aconteceria se eu fizesse A ao invés de B? Em outro mundo paralelo eu seria assim? Fiquei muito pensativo durante a leitura se eu tivesse a oportunidade de viver minha vida em diferentes linhas do tempo.

Se você tem interesse neste livro, Leia! Não é um CHICK-LIT qualquer e não é super clichê como a maioria (desculpem-me Chick-lit fãs). É uma leitura leve, rápida e interessante, dê uma chance para algo novo e conheça o trabalho dessa autora que estreou no Brasil com uma obra muito interessante e “refrescante”.

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