Resenha: Doomsdate – Laura Piper Lee

Sinopse: Com um novo vírus se espalhando e um lockdown à vista, Maisie Bennett está decidida a riscar um item de sua lista de desejos: transar. Mas essa não é uma tarefa fácil para uma pessoa ansiosa e obcecada por preparativos para o fim do mundo, que nunca passou de um primeiro encontro. Então, quando um professor bonito e de barba por fazer dá um “match” e aceita encontrá-la, Maisie promete agir com naturalidade — e deixar seu taser em casa.
O Dr. Everett Greer perdeu todo o gosto pela vida após uma tragédia pessoal, mas não tem coragem de dar um bolo na pobre mulher com quem seu melhor amigo armou um encontro falso — uma tentativa de forçá-lo a voltar à ativa. Maisie acaba se revelando surpreendentemente encantadora, mas há algo estranho nela também: os bolsos utilitários que tilintam, o sorriso tímido e um cinto cheio de… seriam aquilo armas? Infelizmente, o primeiro encontro — já desajeitado — vai de ruim a catastrófico quando o vírus gastrointestinal que mantém metade dos Estados Unidos presa ao banheiro começa a fazer suas primeiras vítimas e, em seguida, a reanimá-las como zumbis devoradores de carne. E é exatamente por isso que Everett não sai mais com ninguém.
Enquanto o país entra em colapso, Maisie e Everett formam uma dupla improvável — ou melhor, um trio, se contarmos com Chicken, o gato de Everett — e viajam para o norte em busca de segurança e esperança. Ao longo do caminho, eles fazem um acordo: ela ensinará o professor de humanidades — um homem de vida pacata — a sobreviver, e ele lhe ensinará a viver, por meio de filmes, viagens e, para a alegria de Maisie, lições de sexo. Mas, quando os sentimentos que nutrem um pelo outro são postos à prova, eles correm o risco de perder não apenas o cérebro para os zumbis, mas algo pior: o coração um pelo outro.

Como vocês já sabem, essa resenha é em parceria com a Random House Internacional, de quem recebemos esse e-ARC (Advance reading copy: algo como “uma cópia de leitura avançada, ou seja, o livro ainda pode sofrer alterações antes de ser publicado). Também lembrando que essa resenha terá um formato diferente: por ser um e-ARC, não haverá quotes, já como os livros podem sofrer mudanças em seu texto antes de serem comercializados. Gostaríamos de agradecer profundamente a Editora pela oportunidade de parceria.
Se você pudesse escolher uma pessoa só para ser a pessoa com quem você vai enfrentar o fim do mundo junto, quem essa pessoa seria? Certamente a escolha de Maisie não seria a escolha com a qual ela ficou presa: Everett. Maisie é uma pessoa “sobrevivencialista”. A vida inteira tudo que ela fazia se resumia apenas a aprender o indispensável para sobreviver um apocalipse, porem ela nunca poderia imaginar que o futuro mais impensável seria justamente o que aconteceria: um apocalipse zumbi.
O que começou um dia como uma grande explosão de um vírus que deixava as pessoas com uma diarreia desesperadora, se transformou naquilo que não só os matava, mas também os fazia reviver, agora como zumbis. E, depois de passar tantos anos presa nessa vida onde tudo que aprendia era como sobreviver, Maisie encontra Everett em um aplicativo de relacionamentos e o que ela quer com ele se resume a apenas uma coisa: perder a virgindade, algo que não era possível quando ela vivia apenas sozinha e afastando tudo e todo mundo dela.
Everett não tinha ideia de que tinha um encontro marcado com Maisie. Depois da morte de sua esposa, ele se fechou para o mundo e não sentia mais graça em nada na vida, nem mesmo em filmes de terror que eram sua paixão anteriormente. Porém, seu melhor amigo o inscreve nesse aplicativo e marca um encontro com Maisie. E o primeiro encontro deles não só dá terrivelmente errado – com ela recitando falas de um reality show de relacionamento que ela já assistiu e ele fugindo apavorado quando se dá conta que ela é uma sobrevivencialista, mas também porque horas depois o mundo como a gente o conhece vai para o espaço e tudo vira de cabeça pra baixo e o que acontece? Os dois acabam unidos pelo destino. Maisie, em busca da única conexão humana que ela tem, um senhor que mora do outro lado do país, encontra um Everett na rua, prestes a ser morto por zumbis e aceita levar ele até a cidade onde ele deve encontrar a irmã dele.
E a gente já sabe como essa proximidade forçada funciona, não é? Como uma boa comédia romântica, conforme os dias que os dois passam juntos, tentando sobreviver nesse mundo maluco e não virarem zumbis, os dois começam a se aproximar e o que antes era visto por eles apenas como uma “parceria de fim de mundo”, acaba virando um romance que nenhum dos dois estava preparado para ter.
E eu tenho que dizer: que livro GOSTOSO de ler. Laura acertou completamente na parte da comédia, na parte do romance, mas também na parte como mostra como a gente espera que a humanidade seja quando tudo for pelos ares. Cheio de momentos engraçados e momentos que deixam a gente com o coração quentinho “Doomsdate” é aquele tipo de livro que a gente não consegue largar porque não só queremos saber o que acontecerá no futuro com todos os outros seres humanos que estão tentando sobreviver, mas também porque queremos saber como os dois, tão diferentes, vão conseguir seguir com esse romance.
Queria fazer uma pequena menção aqui a Chicken, a gatinha de Everett, simplesmente porque estou APAIXONADA por ela. É muito engraçado a forma como os dois descrevem as reações do animalzinho com tudo que eles estão passando – e eu não podia ter pensado numa forma melhor de fazer isso.
Esse livro super me ajudou a sair da ressaca literária que eu me encontrava ultimamente e também a dar um respiro na mente preocupada dos últimos acontecimentos na nossa vida aqui no Brasil. Se você quer uma distração, eu super indico “Doomsdate” pra você.
Thanks for the free e-book, Penguin Random House International.

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