18.06

Sinopse: Corrie Mejía é uma arqueóloga famosa por sua capacidade de trabalho e seu temperamento forte, e ela tem um sonho: liderar uma expedição na selva mexicana em busca dos restos mortais do guerreiro asteca Chimalli, que ela acredita ser seu ancestral. Mas receber um convite para participar de uma escavação com esse objetivo, com todas as despesas pagas, parece bom demais para ser verdade ― e é.
Como a maior especialista do mundo em Chimalli, Corrie sabe que deveria liderar a expedição, e não se subordinar ao insuportável (e absurdamente sexy) Ford Matthews, seu ex-colega de faculdade e maior concorrente. Com a vida pessoal em frangalhos, no entanto, ele também não está nem um pouco animado em trabalhar com sua nêmesis.
Quando a escavação começa, porém, fica claro que os dois terão que trabalhar juntos: há um ladrão por ali, e Corrie e Ford precisam manter em segredo suas descobertas ― e a química inegável entre eles. Em meio a traficantes de artefatos, autoridades mexicanas e mentiras do passado, essa expedição só pode ter um final explosivo.

CONTEÚDO ADULTO

Corrie Mejía é basicamente a Lara Croft. Para quem não conhece, Lara Croft, também conhecida como Tomb Raider, é uma arqueóloga rica que faz da vida dela caçar por relíquias – e lutar contra bandidos e salvar sua vida enquanto faz isso. E Corrie, tirando a parte de ser rica, é exatamente igual. O mundo de arqueologia todo já ouviu falar dela em algum momento: fosse no momento que ela lutou contra um tigre, construiu um bote com suas próprias mãos ou enganou um bandido para tomar uma relíquia dele (!!!!), ela já tinha feito de tudo.

Porém também por conta dessa sua ideia de não dar ouvidos a nada ou a ninguém, além de sua fama de fodona, também a fez perder muitas coisas, por isso quando ela é chamada de forma secreta para participar da escavação de Chimalli, de quem ela tem certeza que é descendente, o reitor da universidade na qual ela trabalha pergunta se ela quer mesmo fazer isso sem basicamente nenhuma informação além de que terá uma passagem a sua espera no aeroporto.


“Porque, no fundo, ela sabia que nunca ganharia o mesmo respeito que alguém sem um par de peitos. Não nessa área. E, infelizmente, em muitas outras também.”

E claro que Corrie com toda adrenalina que corre em suas veias, está certa de tudo. Até ela chegar lá e, apesar da primeira pessoa que ela encontra é seu amigo Ethan, ela descobre que quem na verdade a chamou foi Ford Matthews que, apesar de lindo e charmoso, também é o líder da escavação (que devia ser dela!!!) e é quem ficou com o emprego pelo qual ela estava batalhando quando estava na pós graduação.

Ali ela decide que, tudo bem, ela vai esperar até o dia seguinte para ver o sitio onde estão realizando as escavações, mas depois disso vai embora porque ela não precisa e nem vai ser mandada pra cima e pra baixo que ela mais odeia no mundo todo.


“Corrie não tinha percebido o quanto seu passado com Ford ainda a afetava. Fazia anos que ela não pensava nele. Dois dias atrás, ela não pensaria nele nem por um decreto. Para ser sincera, estava furiosa por deixar que ele a irritasse assim. E por ter qualquer sentimento por ele depois de todo esse tempo. Por que ela não podia superar?”

Porém quando ela visita o sítio e vê que o local que eles estão fazendo a busca é o local errado, ela sabe que não pode ir embora assim. Ela tem certeza que é capaz de levar eles para o lugar certo da escavação e se para encontrar os restos mortais daquele que ela tem certeza absoluta que é seu antepassado, ela tiver que dividir a descoberta com o homem que ela mais odeia, então que seja, ela fará isso.

Claro que não demora muito para as coisas se complicarem entre eles por conta de um passado turbulento que os dois dividem – e por coisas no presente também que podem ficar entre eles, além de descobrirem que alguém na própria equipe está tentando roubar as descobertas que fazem, eles entram em uma corrida contra o tempo para encontrar tudo que precisam ali antes que tudo vá por água a baixo.


“Corrie era assim, naturalmente.
Pura e simplesmente: Corrie era mesmo a última coca-cola no deserto.
E Ford gostava de coca-cola. Gostava muito.”

Eu não estou brincando quando eu digo que Corrie é a Lara Croft personificada. E tudo ainda melhor porque Corrie é latina, então pra mim ela ficou em um passo acima da Lara sim, nem vou negar. E Ford (que foi nomeado assim por conta do ator Harrison Ford, pra quem não sabe, ele é o Indiana Jones. E o Han Solo) é a verdadeira personificação de bom moço. Não que ele seja bonzinho, tem várias vezes que eu queria que a Corrie desse com um pedaço de pau na cabeça dele, mas no sentido de que ele nunca na vida se meteu em aventuras, apesar de ser um arqueólogo.

E a dinâmica entre eles é uma verdadeira delícia. Como o livro alterna o ponto de vista dos dois, nós podemos ver exatamente o que eles pensam um pelo outro e a verdade é que, apesar de toda animosidade, eles são bem loucos um pelo outro.

Ethan e Sunny (que é assistente de Ford) também são maravilhosos. Ethan é sempre o mediador das brigas entre Corrie e Ford para que nunca passe dos limites e Sunny, como o próprio nome já sugere, é um verdadeiro raio de sol. Alegre e falante, todas as cenas dela são muito engraçadas.


“A maioria das mulheres poderia olhar para um homem como Ford Matthews e pensar que as três melhores e mais românticas palavrinhas que ouviriam da boca dele eram algo como eu te amo. Mas Corrie não. Para Corrie, ouvir eu estava errado daqueles suaves e apetitosos lábios praticamente provocava um orgasmo.”

O que eu posso dizer com toda certeza é que: Jo Segura fez um trabalho maravilhoso aqui. Tanto no desenvolvimento dos personagens como da própria história, com fatos históricos realmente misturados com coisas que ela criou e colocou ali no meio, fez todo esse livro valer a pena ser livro.

“Caçadores do coração perdido” é definitivamente um dos melhores livros que eu vi esse ano: leve, engraçado, despretensioso, com romance e cenas quentes e que eu espero muito muito muito que tenha uma continuação.

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