29.04

Sinopse: Este livro não é um conto de fadas. Esta não é a história da princesa. Esta é a história que ninguém contou: a da criada malvada.

Vanja é uma criada, e desde cedo aprendeu que nenhum presente é de graça. Quando suas madrinhas, as deusas Morte e Fortuna, exigem um preço alto por sua ajuda, a garota decide tomar as rédeas do seu futuro… e roubar a identidade de Gisele, a princesa que deveria servir. Agora, ela tem um álibi para frequentar as festas da nobreza e roubar as joias que vão financiar sua grande fuga. Até que, perto de conquistar sua liberdade, a jovem cruza o caminho da deusa errada e sofre uma maldição: seu corpo vai, aos poucos, se transformar nas pedras preciosas que ela tanto ama.
Vanja tem duas semanas para descobrir como quebrar a maldição e escapar. O que já seria bem difícil sem um jovem detetive no seu encalço. Será que Vanja finalmente encontrou alguém páreo para sua inteligência ― e capaz de mexer com seu coração?
Com ilustrações da própria autora, este é o primeiro volume de uma série de fantasia sobre identidades roubadas, romances inesperados e garotas que estão longe de serem mocinhas.

Vanja você merece o mundo!!! Sim, esse é o começo da resenha porque eu preciso que todos vocês entendam que Vanja é maravilhosa e merece o mundo inteirinho só pra ela roubar e fazer o que bem entender com ele. Agora que estamos com isso fora do caminho, vou falar sobre a história em si.

Vanja é uma garota que foi abandonada pela mãe quando ainda era uma criança nas mãos da fortuna e da morte. Com uma família cheia de crianças para cuidar e com Vanja tendo uma “fama” de ser azarada, então a mãe achou que seria melhor para todos se apenas se livrasse da garota.


“O nome dela não era Gisele, não era Marthe, e não era Pfennigeist. Meu nome era – e ainda é – Vanja. E essa é a história de como eu fui pega.”

Então a Morte e a Fortuna a “adotam”, por assim dizer, cuidando dela enquanto ela cresce até ela ter idade para poder se virar sozinha e trabalhar, enquanto apenas cuidam ela de longe no mundo.

É então que ela vai para um castelo e lá ela conhece dois empregados que a ajudam a se cuidar lá e aprender truques de ilusionismo enquanto ao mesmo tempo ela tenta conquistar seus patrões – e acaba fazendo isso em partes, por isso acaba ficando próxima da princesa Gisele, filha do casal, a considerando até mesmo uma amiga.


“Se despedir de alguém que influenciou quem a gente é acaba deixando um gosto ruim na boca; e um gosto ainda pior quando essa influência causou cicatrizes.”

Mas claro que todos nós sabemos que as coisas não são assim tão simples nunca e é da pior forma que Vanja entende que não é amiga de Gisele como achava antes e com isso começa a contar o tempo para apenas conseguir se livrar de tudo aquilo.

É quando uma jogada do destino coloca no caminho delas um homem que quer se casar com Gisele – e ele não é um homem bom, todos sabem que ele tem uma reputação ruim. Só que os pais da garota resolvem dar a mão da filha pra ele, mas apenas com Vanja indo junto, porque assim Vanja tomaria a pior parte para si do acordo enquanto Gisele ficaria com “o lado bom”.


“- Você é como se uma enciclopédia tivesse feito um desejo pra uma estrela para virar um menino de verdade, se a enciclopédia fosse uma babaca de marca maior.
Que desnecessário.

A mãe de Gisele, por não achar ela boa o bastante, presenteia a filha com um colar mágico que faz com que a garota fique mais alta, mais magra, mais com uma aparência doce e submissa. E, quando as duas estão viajando para o castelo onde o homem morava, em uma parada para respirar, Gisele fica angustiada e fala que não pode seguir em frente com isso, surtando dos nervos.

E Vanja é quem decide resolver as coisas pra ela, cometendo o roubo mais importante da vida dela: ela rouba o colar de Gisele, as roupas dela e toma o lugar da garota como princesa, a deixando abandonada em uma estrada qualquer no meio do caminho.


“Depois que ele para de me xingar, eu comento:
Você sabe um monte de palavras sujas para um homem dos deuses.
Você é um
terror absoluto. A essa altura, fico francamente chocado de nada ter te amaldiçoado antes.
Dou de ombros.
Quem disse que ninguém tentou?

Assim também é como nasce o Centavo Vermelho. Durante o tempo em que está no meio daquelas pessoas ricas e gananciosas, ela decide que está na hora de uma pequena vingança com eles e, usando todos os truques de ilusionismo que aprendeu, ela começa a praticar pequenos roubos e deixa sempre sua marca, que rendeu o apelido: um centavo vermelho.

Obviamente isso chama a atenção dos Prefeitos (que são tipo os policiais da cidade) e eles começam a investigar quem é o centavo vermelho. E, no meio de uma bagunça que se mete, Vanja acaba esbarrando em uma deusa menor que a amaldiçoa: se ela não conseguir devolver o que roubou, ela irá se transformar no que a própria ganância dela é e assim ela entra em uma luta contra o tempo para quebrar a maldição – mas principalmente para entender o que diabos ela precisa fazer para não se transformar em várias pedras preciosas até a próxima lua cheia


“Precisava haver algum motivo. Assim a coisa toda se tornava algo que eu podia controlar. Algo que eu podia parar.
Ouvir alguém dizer que nada disso estava no meu controle é o pior tipo de alívio.”

Eu sei que eu já falei ali em cima, mas… VANJA É A MELHOR. Sério. Vanja é uma das melhores personagens que eu já li pelo simples fato que ela é humana com tudo que essa palavra compreende. Ela tem seus erros, tem seus acertos, tem sua bagagem – e é uma bagagem bem ferrada, se vocês querem saber.

Ela passou por muita coisa e muito disso formou o caráter dela que nos encontramos quando o livro começa: uma pessoa arredia que não permite que muitas pessoas se aproximem, que é fechada para o mundo e sente que não pode confiar em absolutamente ninguém.


“E vou lembrar dessa lição quando deixar o Sacro-Império para trás: existe apenas uma pessoa no mundo que eu posso confiar que vai precisar de mim, e sou eu mesma.”

Vanja foi abandonada pela mãe quando criança, então foi cuidada pela Morte e pela Fortuna, mas sabendo o tempo todo que seria “reivindicada” por uma delas: nada do que os deuses menores fazem é sem um preço e, se Vanja fizer um pedido para qualquer uma das duas, é como elas vão saber por quem ela escolheu. Além desse abandono materno, de sentir que não tem ninguém, a única pessoa que ela achava que tinha por um tempo também não era exatamente um exemplo ou alguém que protegeria ela.

Então vocês podem imaginar que Vanja vem sim bem cheia de espinhos e pronta pra atacar quem for. Mesmo se essa pessoa for um Prefeito mirim muito bonitinho e que faz o coração dela bater mais forte.


“Ele olha para mim como se quisesse me beijar. E um pouco como se quisesse me estrangular. Nós fomos mesmo feitos um para o outro.”

E essa é minha deixa para falar com vocês de Emeric, o prefeito Mirim. Ele é um personagem tão gostoso também. Eu dei muitas risadinhas com ele e com as interações dele com Vanja. E o romance que circula os dois é absolutamente maravilhoso, não sei nem explicar o quanto.

Além de Emeric, nós também temos Gisele, é claro e um grupo de outras pessoas que aparecem no livro, todos conectados a Vanja – mesmo que ela não queira conexão nenhuma com nenhum deles.


“Fico sem palavras. Provavelmente porque estou sentindo uma quantidade arrebatadora de emoções neste instante, a maior delas sendo fúria por estar muito atraída pela encarnação de um livro de contabilidade de bolso.”

Quando eu fui pesquisar sobre o livro, pouco antes de começar a ler, eu vi que ele tem uma continuação já, lá fora e que ano que vem sai o terceiro livro. E meu ponto ao falar sobre isso é só porque eu preciso comentar que eu não acho que esse livro foi feito com a intenção de ter uma continuação, pois tem o final todo redondinho.

Não sei se “intenção” é a palavra certa. Talvez a autora tivesse vendido apenas o primeiro e só se fizesse sucesso que ele ganharia o status de trilogia. De toda forma, ele é bem completo. Não deixa nenhuma ponta solta realmente, apesar de ter um final que deixa um pouco de abertura para a imaginação no que diz respeito ao casal.


“Era a primeira vez que entendíamos por que ela era o centavo branco e eu era o vermelho.
E não seria a última.”

Eu estou completamente gamada por esse livro. Ele é uma fantasia tão gostosa de ler e te prende tanto que você não sente vontade de largar até chegar na última página.

E que te faz torcer do início ao fim para que a nossa querida Ladra tenha um final feliz.

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Magalu.

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