12.03

Sinopse:Nesta coletânea de contos, Rainbow Rowell nos presenteia com nove histórias de amor cheias de personagens confusos, encantadores e, acima de tudo, profundamente humanos.

O primeiro Natal na casa dos pais do namorado é sempre inesquecível. Uma garota conhece um garoto acampando na porta de um cinema. Dois melhores amigos debatem os méritos dos bailes do ensino médio. Um príncipe se apaixona por uma troll. Até o próprio Simon Snow retorna para uma aventura natalina.
Rainbow Rowell, com sua já conhecida maestria narrativa, oferece aos leitores contos onde o acaso, o amor e os bons encontros têm lugar garantido — assim como o sorriso ao fim de cada leitura.

Vou ser bem honesta aqui e dizer que eu peguei esse livro principalmente porque queria ler mais de Simon e Baz, então quando vi na sinopse que teria um conto deles, eu sabia que eu teria que ler. E eu não me arrependo. Rainbow Rowell sempre é muito boa na escrita de uma forma que você pode até visualizar mentalmente as coisas que ela está dizendo e como a cena está se passando.

O livro tem um total de 9 contos: “Meias-noites”, “Escrito nas estrelas”, “Músicas para esquecer um ex de merda”, “O baile de inverno”, “Se o destino permitir”, “O príncipe e a troll”, “Mensagens confusas”, “Convidado para o natal” e “À espera”.


“O amor verdadeiro não era garantido. Ninguém era obrigado a amar ninguém.”

Claro que eu tive meus contos favoritos entre esses todos, que foram “Meias-noites”, “Músicas para esquecer um ex de merda”, “O baile de inverno” e “Convidado para o natal”.

“Meias-noites” se passa entre diversas viradas de ano, desde que o casal principal se conhece e cria uma amizade e todos os anos que eles passam a partir dali. É um conto bem curto, mas que deixa a gente com um quentinho no coração que vem do friends-to-lovers, que é claro que sendo a Rainbow, está muito bem escrito.

“Músicas para esquecer um ex de merda” foi DE LONGE o meu favorito. Eu simplesmente fiquei encantada com a história porque eu acho a ideia de fazer playlists bem românticas (acho mesmo, me deixa) e sim, podem pasmar porque eu achei muito melhor do que o conto de Snow e Baz – me surpreendi com essa também, acreditem.


“Summer sempre foi o tipo de pessoa que acreditava em amor verdadeiro. Não era uma romântica incorrigível, mas achava que dizer “sempre vou te amar” era uma promessa que seria capaz de cumprir.

Só que não foi.”

“O baile de inverno” também é um conto de friends-to-lovers muito fofinho que se passa horas antes do baile que acontecerá aquela noite e é um dos meus favoritos justamente pela fofurice dele. Eu fiquei toda de coração quentinho quando terminou, querendo bem mais.

E, é claro, não podia faltar “Convidado para o natal” que é o conto de Simon e Baz. Eu AMO TANTO eles dois, a trilogia é uma que eu gostei DEMAIS e ver eles assim “no futuro” depois de como terminou o livro, foi muito bom. Ver como a família de Baz também está mais “aberta” a receber ele também foi muito gostoso.


“Acho que não teve nada de especial no fato de nos apaixonarmos e depois voltarmos atrás. É a coisa mais normal do mundo, e essa é a pior parte. Saber quão insignificante foi o nosso relacionamento.”

Num geral todo os contos são bons, com uma pequena menção à “Mensagens confusas” e “À espera” que eu achei bons também, com uma ideia maravilhosa em cada um deles e eles só me incomodaram num ponto que é o mesmo que eu levanto sobre os outros contos também que não estão na minha lista de favoritos que é: é a falta de uma conclusão.

Enquanto a escrita de Rainbow continua tão boa quanto antes, isso é uma coisa que me incomodou nos contos que parecia que o começo estava bem elaborado, daí do meio pro final do conto passava tudo correndo e terminava de uma forma aberta que nem era só “ah fica em aberto e é bom”, mas ficava em aberto de uma forma que realmente não tinha conclusão nenhuma, como se ela simplesmente tivesse se cansado do conto e passado pro próximo.


“— Sua avó ia querer que rezássemos antes — ele disse, depois que os dois tinham se servido.

Hum.

Reagan procurou não se comprometer. Já tinha pegado uma garfada de peru.

Mas, se quisesse que eu continuasse rezando — ele prosseguiu —, deveria ter morrido depois de mim.

Porém, como eu disse, mesmo os que não estão na minha lista de favoritos, ainda assim são bons. A história de “o príncipe e a troll” é um que é muito bom realmente, a ideia dele, o plot, só que fica aquele buraco no final depois de uma apressada que não fez o menor sentido.

Ainda assim é um bom livro pra se passar o tempo e pra se desanuviar quando estamos passando pela maldita ressaca literária, ele é um livro bem bom no geral e eu acho que muita gente vai gostar – e reconhecer como a escrita da Rainbow continua magnifica.

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