29.09

Sinopse: Xangai está sitiada nesta cativante e impiedosa sequência romântica de Prazeres Violentos.

O ano é 1927, e Xangai está à beira de uma revolução.

Depois de sacrificar seu relacionamento com Roma para protegê-lo da guerra de sangue, Juliette se tornou uma garota com uma missão. Um passo em falso, e seu primo tomará o lugar dela como herdeiro da Sociedade Escarlate. A única forma de salvar o garoto que ama da ira dos Escarlates é fazer com que ele a queira morta por assassinar seu melhor amigo a sangue frio. Se Juliette ao menos fosse culpada pelo crime que Roma acredita que ela cometeu, talvez sua rejeição doesse menos.

Roma ainda está abalado pela morte de Marshall, e seu primo Benedikt mal fala com ele. Sabendo que a culpa é sua por ter deixado a implacável Juliette voltar para sua vida, ele está determinado a consertar as coisas ― mesmo que isso signifique matar a garota que odeia e ama na mesma medida.

Mas um novo perigo monstruoso emerge na cidade e, embora os segredos os mantenham separados, Juliette precisa da cooperação de Roma se quiserem acabar com a ameaça de uma vez por todas. Xangai está fervendo em meio ao caos: os Nacionalistas já estão em marcha, rumores de uma guerra civil aumentam a cada dia e o domínio gângster corre riscos de total aniquilação. Roma e Juliette precisam deixar de lado as diferenças para combater monstros e políticos, mas não estão preparados para a maior ameaça de todas: proteger seus corações um do outro.

[Essa resenha tem spoilers de “Prazeres violentos”, que você pode ver a resenha sem spoilers aqui]

Quem viu minha resenha anterior sabe o que eu já falei: sou completamente apaixonada pela tragédia de Romeu e Julieta (mesmo com toda a problematização que tem em cima dessa história sim) e por isso que queria ler tanto os livros da Chloe Gong, porque gosto de releituras – releituras na medida certa, não quando começam a criar 10 milhões de versão da mesma historia porque isso acaba ficando bem cansativo, vamos ser sinceros. E o fato de se passar nos anos 20 e ser com gangsters me chamou muito atenção porque uma das minhas adaptações favoritas de Romeu e Julieta é justamente a que foge a regra e tem tiros e carros e tudo o mais (sim, a adaptação de 96 e sim, eu sei que não é a mais fiel, mas gosto mesmo assim e pronto).

Então quando a Alta Novel me proporcionou essa oportunidade, nos dando os dois livros (obrigada Altinha!!!), certamente que eu não ia deixar passar não.


“— “Por que parou?” — imitou Juliette, rancorosa. Com delicadeza, colocou-o no chão, tirando-lhe o cabelo cheio de gel de cima dos olhos. — Porque, mesmo que você me odeie, Roma Montagov, eu ainda te amo.

Aqui vai: num pequeno resumo, o que vimos no final de “Prazeres Violentos” é realmente o que dita como “Finais Violentos” começa. Roma sente ódio por Juliette, ao mesmo tempo que não consegue acreditar ainda que foi tudo uma mentira dela, mas essa é a única possibilidade aos olhos dele, afinal porque ela mataria Marshall, sabendo o quanto isso o machucaria se o amava?

E Marshall segue escondido por Juliette enquanto ela tenta arrumar um jeito de poder “libertar” ele dali sem que Tyler entregasse o romance que ela teve com Roma e matasse todos eles por causa da guerra de sangue – que nos últimos meses que se passam entre um livro e outro, tomou proporções ainda mais gigantescas com o ódio crescente de Roma e com ele matando todo e qualquer Escarlate que cruzasse o caminho dele com o intuito de machucar Juliette.


“Quando a decisão era entre proteger quem se ama e poupar a vida de estranhos, quem acharia essa escolha difícil?”

Mas, como no primeiro livro também, a guerra de sangue não é tudo que ameaça Xangai. A briga entre os comunistas e os nacionalistas fica ainda maior nesse livro, ao ponto de explodir uma guerra civil (e que é baseada em fatos reais mesmo, a própria autora colocou numa nota final – e eu não cheguei a pesquisar ainda, mas vou). E, como se não fosse o suficiente, ainda a ameaça de Paul se concretizou: os novos monstros (dessa vez cinco!) começaram a ser libertados para voltar a atacar a população, mas de uma forma diferente e organizada, nada como foi a bagunça anterior.

E é por isso que, mais uma vez, Roma e Juliete se veem obrigados a trabalharem juntos, mas dessa vez com o aval de seus pais que sabem que se a cidade permanecer sendo atacada por monstros, logo eles não vão ter mais ninguém para que eles possam governar. E, como diria tão bem Galvão Bueno: vai se criando um clima terrível com Roma verdadeiramente achando que odeia Juliette – e Benedikt, querendo vingar a “morte” de Marshall.


“Ele queria gritar e surtar de raiva. Queria gritar com Juliette até ficar rouco. Mas sabia que se gritasse “eu odeio você”, o que realmente queria dizer era: “eu te amo. Eu ainda te amo tanto que odeio você por isso”.”

Eu achava impossível amar mais esse mundo e essa historia do que já amei no primeiro livro, mas o segundo veio para fechar essa duologia com chave de ouro. A forma com que os personagens se desenvolveram durante a passagem do livro e como nós vemos um lado de Juliette que ela tenta resguardar com todas as forças no primeiro livro enquanto ela acha que Roma a traiu, e temos Roma que agora tem plena convicção de que foi traído e assumiu a mesma mascara que Juliette usava no primeiro livro.

E também durante o livro vamos vendo Benedikt se dando conta dos verdadeiros sentimentos que ele tem por Marshall – e Marshall, que é um dos meus personagens favoritos, sendo ainda mais maravilhoso do que já foi no primeiro livro. Também tem muito mais foco na irmã de Roma e também em Kathleen, mas Rosalind aparece bem menos nesse livro – e é claro que tudo tem seu motivo.


“E o que era o amor, se tudo o que fazia era matar?”

Pra concluir, esse livro realmente fecha as pontas soltas do primeiro livro e faz isso com maestria. E o final, sinceramente, era algo que eu não esperava. Deixou uma grande questão, mas que eu vi que já foi respondida em um livro de contos lançado logo depois do primeiro livro da duologia de Rosalind (que agora eu também quero bastante ler, devido ao que aconteceu com ela nesses livros).

Como eu disse na resenha do primeiro, mesmo que você não goste de Romeu e Julieta, dê uma chance para essa duologia. Ela é escrita de uma forma magnífica e faz você amar e torcer por esses personagens, e odiar alguns. E, é tudo uma área tão cinzenta onde nenhum deles é realmente um santo, que mesmo quem você odeia, você acaba sentindo o impacto de quando eles encontram seus destinos.

“Prazeres Violentos” e “Finais Violentos” é definitivamente minha duologia favorita de releitura de Romeu e Julieta e vale muito a pena ser lida.


“Mas, por outro lado, precisa existir amor — eterno, imortal, resistente. Que queime através da vingança, do terror e da guerra. Que queime através de tudo o que alimenta o coração humano e o incendeie de vermelho, que queime através de tudo o que cobre seu exterior com um músculo forte e um tendão resistente. Cortando profundamente e agarrando o que pulsa lá dentro. É esse amor que sobreviverá depois que todo o resto ruir.”

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