30.06

Sinopse: Em toda a sua vida adulta, Elena Konnikova ficou sempre nas sombras. Filha de um jornalista russo que desapareceu misteriosamente, ela foi obrigada a se casar com um amigo de infância, Vladislav, para conseguir emigrar para os Estados Unidos.

Vlad, também conhecido como Russo, é um jogador profissional de hóquei em Nashville que pensava estar satisfeito com seu casamento de conveniência. Porém, ele percebe que é muito difícil levar adiante um relacionamento não correspondido.

Assim, ele se junta ao Clube do Livro dos Homens para tentar fazer com que sua esposa o ame. Vlad está pronto para criar seu próprio romance arrebatador, dentro e fora das páginas do livro que está escrevendo.

Os colegas do clube não querem que Russo desista de conquistar o verdadeiro amor e, desta vez, não vão agir sozinhos. Eles unem forças com as vizinhas de Vlad, um grupo de viúvas intrometidas que se autodenominam “as Solitárias”. Mas, justo quando a situação parece estar se encaminhando bem, o passado de Elena ressurge para pôr em dúvida o final feliz da história.

Lá quando eu li o primeiro livro de “Clube do Livro dos Homens”, eu pensava que Russo sempre seria apenas aquele personagem de alívio cômico, já como sempre tratavam ele assim: fazendo piadas sobre gases e sobre como ele nunca conseguia ficar sem ir ao banheiro e como era sempre ele quem entupia mais vasos do que os amigos dele dispunham pra ele usar. Então quando “absolutamente romântico” foi anunciado, eu fiquei um tanto apreensiva sobre como seria ter como protagonista aquele personagem que se tornou tão querido pra mim, mas que eu não sabia como seria lidar com ele como um dos protagonistas.

Eu devia ter confiado mais no poder de Lyssa e não ter enrolado tanto assim pra ler, essa é a primeira coisa que tenho para falar sobre isso. Mas vamos lá, vamos dar um resumo sobre como as coisas foram até aqui.


“– O que faz a senhora pensar que isso mudaria alguma coisa?
Vlad, o amor muda tudo.
Só nos livros.
E ele estava de saco cheio dos livros. Dos contos de fadas. Do romantismo de Alexander Pushkin. Das expectativas surrealistas.”

No primeiro livro nós fomos apresentados oficialmente ao clube, que nada mais é um grupo de homens que se reúne para ler livros de romance na esperança de se tornarem não só homens melhores, mas também parceiros e esposos melhores ou para conquistar a mulher dos sonhos de cada um deles. O primeiro livro se concentra na história de Gavin e como ele quer se redimir com sua esposa e evitar que o casamento fracasse.

No segundo livro, Missão Romance, nós temos a história de Mack e Liv. Mack era um galanteador e Liv é irmã de Thea, protagonista do primeiro livro. E no terceiro nós somos apresentados a Noah e sua paixão platônica por sua melhor amiga Alexis. Em cada um desses livros, funciona um relacionamento completamente diferente do outro e em cada um deles, o clube do livro está lendo algo que ajuda eles a enfrentarem o que estão passando no momento. (E vocês podem ler minhas resenhas deles clicando aqui.)


“Ele podia ter cometido muitos erros na vida, mas conhecer aqueles caras, juntar-se a eles no esforço de se tornarem homens melhores, tinha sido a decisão mais acertada que já tomara.”

Mas tudo muda agora no quarto livro. Nele, nós nos aprofundamos na história de Vlad, o russo, que é um jogador de hockey. Ele é casado com Elena, sua amiga de infância, porque ela precisava de um visto nos Estados Unidos e ele fez isso para “ajudar” ela. Porém, até o início do livro, nós nunca tínhamos visto Elena pelo simples fato de que, o casamento dela e de Vlad não sendo um “casamento real”, ela vivia em outra cidade onde fazia faculdade.

Então, logo no início nós temos Vlad falando a ela que quando ela se formar ele quer que eles tenham um casamento de verdade ao mesmo passo que ela decide que é hora deles encerrarem aquela mentira e voltar para a Rússia. E, enquanto o drama deles se desenrola, ao invés de termos o clube se juntando para ler um livro, eles se juntam para algo diferente: para ajudar Russo a terminar de escrever o próprio livro de romance que ele começou, mas que nunca conseguiu seguir em frente. E, é claro, como em todos os outros, o livro também ensina tudo que ele precisa aprender sobre ele mesmo e o próprio relacionamento com sua esposa de mentira.


“É tudo muito divertido até você estar estatelado no chão da emergência e sua mulher começar a gritar em russo com você.”

Bom, eu já sabia que amava o russo. Já amava ele desde os livros anteriores porque me divertia bastante as passagens dele, mas eu não esperava que fosse amar ele ainda mais do que já estava amando. E não tinha ideia de como Elena seria, mas ela também me ganhou de uma forma que não sei nem explicar. Ela é exatamente como eu gosto das protagonistas de romance. A dosagem certa do drama e da explosão de raiva.

É claro que, como todos livros de Lyssa, esse também segue aquela mesma fórmula das romcons, cheias de momentos engraçadinhos e fofos e cliches e isso não é uma coisa ruim. Já falei sobre isso em outras resenhas de livros: é uma fórmula que funciona e que vende, ainda mais quando ela é bem feita assim como quando Lyssa faz.


“Qualquer coisa menos eu preciso que você vá embora, porque isso soaria tão cruel quanto o que ele tinha dito sobre sua família. Não queria magoá-la. Só queria se proteger de ser magoado. E isso com certeza aconteceria se ela ficasse.”

É bom, as vezes, simplesmente sentar e ler um livro despretensiosamente que te faz rir e te diverte ao mesmo tempo em que aquele o coração um pouquinho.

Esses dias mesmo eu estava reclamando pra Vi que não entendia como agora todos os livros tinham virado uma espécie de esquema de pirâmide, com vários livros sendo lançados nesse mesmo mundo e com os mesmos personagens fazendo aparições e tudo mais, mas sinceramente eu adoro ter caído no esquema de pirâmide da Lyssa. Eu facilmente leio uns 10 livros do clube do livro porque cada um é mais apaixonante que o outro e dessa vez não foi diferente.

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