16.01

Oi pessoal! Tô muito muito animada para falar para vocês sobre a nova série da HBO que estreou recentemente e estava sendo SUPER esperada (eu mesma já estava quase enfartando), que é The Last of Us. Para quem não sabe, The Last of Us é um jogo exclusivo da plataforma playstation, lançado em 2013 que ganhou muitos (MUITOS MESMO) prêmios, foi e é considerado um dos melhores jogos do mundo.

O game conta a história de Joel, um homem que sobrevive em uma era “pós-apocalíptica” depois de a humanidade ter sido infectada por um fungo que toma conta do ser humano e o transforma em um ser mortal e devorador (não é um zumbi mas é meio que um zumbi!). Joel acaba incumbido da missão de transportar Ellie, uma garota muito badass que é imune ao fungo, e levá-la até os chamados “Vagalumes” (um grupo antimilitar que luta pela libertação da população que ainda restou). Esse grupo tem o intuito de produzir uma cura com a ajuda de Ellie, já que ela não é afetada pelo fungo, e é aí que a história dos dois começa.

Só que é claro que nada é tão simples assim, então eles vão enfrentar muitos e MUITOS infectados no caminho, enquanto deixam de ser dois estranhos um para o outro e passam a se conhecer melhor e descobrir um pouco mais de seus passados.

O intuito aqui não é falar do jogo (mas eu muito que poderia fazer isso por horaaaas, porque é meu jogo favorito no mundo!), mas se você tiver a oportunidade de jogar, por favor, faça isso. Eu prometo que você não vai se arrepender, especialmente The Last of Us parte II, que estreou em 2020. Como eu disse, atualmente a franquia TLOU é exclusiva do playstation, mas o primeiro jogo já vai chegar para o PC agora no início de março!

Agora, falando da série: Há bastante tempo anunciaram que haveria uma adaptação de The Last of Us pela HBO. E a galera já ficou preocupada, com aquela vibe de “porque vamos mexer no que é tão bom, Deus?”. Admito que a preocupação passou um pouco quando vi que a série seria dirigida pelo mesmo diretor dos games, Neil Druckmann, que também é co-presidente da Naughy Dog, estúdio responsável pelos games.

Eis que depois de muita especulação, espera, taquicardias com as fotos dos bastidores, The Last Of Us finalmente chegou na HBO. Com uma temporada que irá contar com 9 episódios, e um piloto de 1h e 20 minutos, a HBO e o Druckmann prometeram entregar tudo. E meus amigos…. eles entregaram!

A série é estrelada por Pedro Pascal no papel de Joel, um ator chileno que já marcou presença em séries como Narcos e Game of Thrones. E Bella Ramsey no papel de Ellie, que também entregou muitooo como Lyanna em GOT. Além disso, os criadores não foram ninguém menos do que os mesmos de Chernobyl, uma série muito aclamada pela crítica, também da HBO.

Neil Druckmann deu várias entrevistas sobre a adapção de TLOU, e disse, inclusive, que estava super ansioso pela opinião dos fãs, e que a série não seria um fan service (algo criado somente para a alegria dos fãs), mas que, apesar de mudanças para o desenrolar da história, a série iria manter a essência dos games. Dito isso, um tempo atrás foi revelado que os atores principais foram orientados a não jogarem o game para que pudessem ter uma própria interpretação de Joel e Ellie. Eu, especialmente, fiquei nervosa com isso, e pensei “tudo bem… eles querem um material NOVO, mas como alguém vai interpretar um personagem se não souber a essência dele?”. Bella Ramsey admitiu que trapaceou e assistiu algumas game plays (vídeos do jogo sendo jogado por alguém). Eu não sei o quanto eles assistiram ou jogaram ou conheciam, mas posso dizer que tudo ficou per-fei-to!

Neil Druckmann e os criadores e elenco foram capazes de capturar maravilhosamente bem a essência do jogo, e EXPANDIR a história sem alterar nada crucial. De alguma forma eles MELHORARAM a experiência de The Last of Us a um nível que eu, sinceramente, não achei que seria possível.

A série, enquanto traz elementos novos (nela, por exemplo, o fungo não é transmitido por esporos, e sim por tentáculos que invadem o hospedeiro), não deixa de ser fiel a essência dos jogos.

A PARTIR DESSE MOMENTO O POST IRÁ CONTER SPOILER, LEIA POR SUA CONTA E RISCO.

No aniversário de Joel, ele é presenteado por sua filha Sarah, com um relógio. No jogo a gente não sabia de onde aquele relógio havia vindo ou como ela pagou por ele, e a série mostra isso, e ainda reproduz a cena PERFEITA do jogo, dos dois no sofá com Sarah dizendo “eu vendo drogas pesadas” para Joel quando ele pergunta como ela pagou pelo relógio. Também conseguimos passar um pouco mais de tempo com a Sarah na série, já que nos jogos ela nos deixa muito cedo. Ver um pouco mais de sua personalidade e de seu background.

Temos a cena maravilhosa de Joel, Sarah e Tommy (irmão de Joel), saindo de casa e fugindo para a cidade, passando pela fazenda em chamas. Tudo ficou perfeitamente construído ao ponto de que as mudanças, como a aparência de Sarah, por exemplo, não importarem NENHUM pouco. Até porque Nico Parker, atriz interprete de Sarah, simplesmente arrasou no papel!

Deu para sentir MUITO o carinho que tiveram com essa série, assim como no game. Os cenários, a vegetação explorando e tomando conta da cidade depois de 20 anos, os diálogos mantidos e os alterados que respeitam a essência do game e tudo aquilo pelo qual os jogadores se apaixonaram nos jogos.

Agora vou contar algumas curiosidades BEM legais sobre a série para vocês: A série é dublada em português pelos mesmos dubladores do jogo. Eu achei isso MUITO, MUIIIITO legal mesmo. Primeiro que eu achei um ato de respeito máximo às pessoas que já deram vida para esses personagens aqui no Brasil, e achei uma consideração linda com os fãs, que amam a dublagem em português (que sinceramente é incrível mesmo). Também foi super inteligente, já que nos faz criar uma conexão ainda mais forte com a série.

Outra coisa legal de saber: Neil Druckmann falou em uma entrevista para o The Hollywood Reporter que o intuito da série é contar a história que há para contar sem se estender além do necessário. Podemos então, respirar aliviados sabendo que não corremos o risco de mais um 13 Reasons Why: “Não temos planos de contar nenhuma história além da adaptação dos jogos.”, ele disse. Eu, particularmente, achei isso incrível, porque quero descobrir o desenrolar da história jogando The Last of Us III, que eu tenho fé que vai acontecer em algum momento.

Como já dissemos anteriormente, a série terá 9 episódios, o primeiro com 1h 20 min e os demais com 50 minutos. Um episódio será lançado por semana, e a previsão de término da primeira temporada é para 12 de Março.

A atriz que interpreta Marlene na série é Merle Dandridge, que dublou a mesma personagem no game!

A abertura da série The Last of Us lembra demais a abertura do jogo após a intro no primeiro game, e foi criada pelo mesmo estúdio que desenvolveu a abertura de Game of Thrones.

Gustavo Santaolalla, compositor da famosíssima trilha sonora nos jogos, segue dando vida através das músicas na série de televisão.

Já havia sido feita uma tentativa de adaptação da série em 2014, e a ideia naquela época era um filme. Mas não deu certo porque os produtores do filme queriam que o roteiro fosse mais, pasmem, SEXY. Isso fez Neil Druckmann desistir da ideia (ainda bem!).

No jogo, a primeira parte antes da intro passa em 2013, e o pós passa em 2033. Mas na série eles resolveram mudar para 2003 e 2023, respectivamente, para ser mais próximo da nossa realidade.

A atriz Ashley Johnson, que interpreta Ellie nos games será a mãe de Ellie na série.

O fungo Cordycepts da série e dos jogos realmente existe, e você pode saber um pouco mais sobre ele clicando aqui.

Enfim, pessoal… para não me estender muito mais, vou repetir que AMEI essa adaptação! Para mim, de todas as adaptações que já assisti desde Resident Evil até Assassin’s Creed passando por Uncharted (que também é da Naughy Dog), essa foi, de longe, a melhor, e vai estender uma nova régua de exigências daqui em diante. Tudo ficou lindo demais! Cenários, iluminação e fotografia (super parecidas com a do jogo, inclusive). Fiquei grudada na televisão em cada segundo, meu namorado inclusive quase rasgou a camisa de emoção enquanto assistia kkkk. Estou absolutamente MORRENDO de ansiedade para os próximos episódios, já que no Rotten Tomatoes e no IMDB a série deslanchou com notas de 100% e 10 pelos críticos dos sites, e, atualmente, após a estreia, está com as notas 99% e 9.6 respectivamente, depois de terem sido avaliadas pela audiência. Vamos torcer para que a série continue nos emocionando e para uma segunda temporada cheia de infectados, Ellie e Joel, contando a história de The Last of Us II.

Virna: Invadi a indicação da Laura só pra falar que Pedro Pascal é um grande de um gos… Digo, bom ator. Como alguém que jogou “The Last of us” anos atrás, o seriado é uma lição de como adaptar um game para seriado. Nenhuma mudança agrediu a história, todas personalidades dos personagens foram respeita e o clima do jogo foi transportado para outro formato de uma forma que fez qualquer fã do jogo ficar feliz. Não há o que falar aqui além de: Parabéns, HBO. Você entregou tudo que uma fã queria e tinha medo de não receber.

Ju: Eu também vim invadir aqui apenas para reforçar o que já foi tão bem colocado tanto pela Lau quanto pela Vi: eu nunca, até hoje, tinha visto uma adaptação de jogo tão perfeita quanto essa. Claro que é apenas o primeiro episodio, mas se ele serviu pra mostrar algo é que é possivel SIM fazer um bom trabalho com o material original em conta, mesmo que acrescente outras coisas que nós não vemos no jogo. Eu tenho um trauma enorme de adaptações (rs) de todos os tipos, mas se tem uma coisa que The Last of Us fez foi me dar um acalento no coração. Eu já joguei esse jogo MUITAS vezes e me dá um quentinho saber que ele foi cuidado com tanto amor e carinho quanto o que eu sinto por esse universo e por esses personagens. Muito, muito, muito obrigada HBO.

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