20.12

Sinopse: Cheio de romance, cenas quentes e desejo, Síndrome da boa garota é o novo livro da autora da série Amores Improváveis.

Mackenzie Cabot gosta de agradar — seus pais exigentes, seus amigos ricos e seu namorado de longa data. Mac só quer focar em seu negócio on-line, mas os pais insistem que ela consiga um diploma universitário primeiro. Isso significa se mudar para Avalon Bay, uma cidadezinha litorânea habitada por locais e estudantes riquinhos.

Mac está mais do que acostumada a frear seus impulsos, mas, quando conhece Cooper Hartley, essa habilidade é posta à prova. Cooper, o bad boy da cidade, é autêntico e rústico, uma ameaça à sua existência ordeira. Ainda assim, a amizade entre eles logo se torna a coisa mais verdadeira da vida de Mac.

A despeito de seu desdém pelos herdeiros que dominam Avalon Bay, Cooper logo percebe que Mac não é só mais um clone endinheirado e se apaixona por ela. Mas, enquanto a garota começa a se sentir aceita por Cooper e seus amigos, ele esconde um segredo que ameaça estragar o único lugar onde ela já se sentiu em casa — e o amor que está surgindo entre eles.


Eu acho que devia começar essa resenha falando sobre meu relacionamento com os livros da Elle Kennedy para poder explicar melhor como eu me sinto por “Síndrome da Boa Garota”: eu não levo os livros dela a sério. Como assim? Tipo, eu acho ela uma escritora ok, considerando vários livros que eu já vi que achei um horror, mas eu não pego nenhum livro dela esperando que vá ser uma obra prima que muda vidas. Todos os livros dela para mim, até aqui, foram livros só para passar o tempo e descomplicar a cabeça, justamente porque tem uma escrita simples e segue o mesmo roteirinho.

Dito isto, eu sei que muitas e muitas pessoas simplesmente odiaram esse livro. Eu vi vários comentários sobre. E provavelmente foi porque eu não levo os livros dela tão a sério que eu não odiei o livro. Ele é um bom livro para se passar o tempo, mas ele certamente não é um livro para que você almeje aquele relacionamento que acontece ali.


Porque, apesar de ter sido divertido falar a respeito de uma futura amizade em tom de brincadeira, sei que não é uma boa ideia. Se eu aprendi alguma coisa com as comédias românticas, foi que não se deve ter amizade com pessoas por quem nos sentimos atraídos. A atração em si é inofensiva. Somos seres humanos, e a nossa vida dura anos e anos. É inevitável sentir atração física por alguém que não seja nossa cara-metade. Mas a pessoa se colocar diretamente no caminho da tentação é pedir para arrumar dor de cabeça.”

O roteirinho que eu mencionei, é o que, se você parar pra ler algum livro dela algum dia, você vai notar que ela sempre faz o mesmo: um cara que é mega pegador (mas que você não vê pegando menina nenhuma além da principal durante o livro), uma menina que “é diferente das outras” e um dos dois provavelmente vai ser um(a) pobre menino(a) rico(a) com problemas familiares ou que não quer ter nada a ver com herança e quer ser sua própria pessoa. Vai acontecer algo no início do livro que vai ser o fator que vai ser o empecilho para eles terem algum relacionamento e quando eles tiverem juntos vai ter algum drama que vai separar o casal principal apenas pra, nas últimas páginas, eles se resolverem e ter um final feliz.

Foi assim em todos os livros de “Amores Improváveis”, foi assim em todos “Briar U”, é assim também em “Síndrome de Boa Garota”. Poxa, isso significa que o livro é ruim? Não. É uma fórmula que funciona, e que eu acho que muitas autoras além da própria Elle também usam no livro dela. O que me fez dar uma nota um pouco menor nesse livro, ao invés dos outros, é o “mocinho” dessa história.


Ela tem uma queda por garotos socialmente improdutivos que estampam a personalidade na pele, e enfiou na cabeça que esses gêmeos são bons candidatos. Para mim, uma selfie no Instagram no dia seguinte não vale um herpes, mas quem sou eu para falar, né?
Preciso me esforçar para não rir. Isso é perfeito. Quase me sinto mal fazendo isso com ela, mas não chega a tanto. Afinal, ela disse que eu tenho herpes.”

Quando o livro começa, nós somos apresentados a Cooper, o personagem principal e nós já vemos bastante de quem ele é: ele é um “bad boy pegador local”, mas que tem um bom coração e acaba sofrendo uma injustiça por causa de um garoto riquinho e é demitido do emprego dele. Com isso, ele fica com raiva e decide se vingar do riquinho e a única forma que ele encontra de fazer isso é seduzir a namorada dele e fazer ela terminar com ele.

E é aqui que entra a nossa mocinha, Mac. Aparentemente uma “boa garota”, como eles mencionam no livro, tudo nela é seguido à risca para ela ter uma vida que já está toda escolhida para ela: profissão, marido, etc, etc. Porém, Mac quer mais do que isso. Ela quer ser sua própria pessoa e fazer suas escolhas, porém fica nesse dilema de não querer magoar seus pais, porque ela quer que eles a amem, apesar de nunca terem demonstrado isso realmente (ela própria fala isso várias vezes no livro).


O que nesta vida é justo? As pessoas passam a vida toda reclamando de coisas que não tomam nenhuma atitude pra mudar. Então chega uma hora em que você precisa criar coragem, ou então cala a boca.
Ela solta uma risada. “Você está me mandando calar a boca?
Não, estou dizendo que a vida e as circunstâncias estão sempre dando um jeito de conspirar pra jogar a gente pra baixo. E o mínimo que a pessoa tem que fazer é não atrasar o próprio lado.
E você?” Ela se vira para mim, rebatendo a pergunta. “O que você gostaria de fazer, mas não pode?
Beijar você.

Ela entra na faculdade um ano atrasada porque abriu sua própria empresa e lucra com um site em que ela fez para as pessoas mandarem histórias sobre seus dates ruins e, é claro, seus pais não levam a sério, porque ela já tem toda a vida escolhida e só precisa seguir o caminho que eles deram para ela.

Então o caminho dela com Cooper se cruza e ele começa a fazer ela repensar sobre toda a vida dela, na tentativa de conquistar a garota e se vingar do riquinho, porém como ela é “diferente do que ele pensava”, ele acaba se aproximando mais e mais dela, ao ponto de que quando ela está junto com ele, ele decide que não quer mais dar cabo a esse plano e quer sim ficar com ela de vez.


“Quando estou com ele, não preciso me preocupar com as aparências. Não preciso fingir que sou a mocinha obediente e bem-comportada que esperam que eu seja. Quando estou com Cooper, me sinto eu mesma. E… isso me assusta.”

O ponto que me incomoda durante o livro todo é justamente esse: o relacionamento deles começou de uma mentira. E uma mentira das brabas. Ele basicamente queria usar ela para a vingança, todos os amigos dele sabem disso e, apesar de ter várias oportunidades (ainda mais considerando o fato de que o livro vai pulando de meses, ao ponto que eles estão 6 meses juntos já quando está chegando o final do livro), ele não fala sobre isso para ela. E, cara, omitir não deixa de ser uma forma de mentir.

E, eu “entendo” o porquê ele fica escondendo isso dela, não só por medo de perder ela, mas porque ia acabar magoando-a sem querer e, mesmo assim, isso me incomoda um tanto sim, não vou negar.


“É mais fácil quando ele está sendo um babaca. Dando em cima de mim, pegando pesado. Discutindo comigo e me chamando de princesa. É mais fácil encará-lo como só mais um gostosão que se acha, alguém que não merece ser levado a sério. Mas então ele começa a ser todo meigo e gentil, e isso bagunça a minha cabeça. E leva o meu coração junto, sempre aos pulos.”

Fora isso, as personalidades dos personagens também são bem genéricas, assim como foram nos outros livros da Elle, nenhum tem um aprofundamento gigantesco em nenhum de seus problemas, mas isso não é algo que me incomoda justamente pelo que eu falei no início da resenha: eu só leio os livros dela pela diversão momentânea mesmo, não para julgar a falta de profundidade dos personagens ou dos problemas que eles carregam junto com eles.

É um livro que é para ser um livro de comédia romântica e é justamente isso que ele entrega. Sem aprofundamentos que levariam para outros lados e nada demais. Eu realmente não entendi bem por que o livro teve tanto hate. Por mais que Cooper seja bem dubio nas ações dele, eu não o classificaria num nível tão horroroso como vi que já classificaram em outros lugares. Ele é simplesmente um homem sendo homem e isso diz muito. Infelizmente homens perfeitos só existem na literatura mesmo (e alguns nem na literatura são).


“Não existe nenhum motivo evidente para Mac e eu estarmos juntos. Eu, pelo menos, não consigo pensar em um. Ela é teimosa, cheia de opiniões e irritante. Mas também é linda, divertida, espontânea e ambiciosa. Ao que parece, é esse o meu tipo. Ela me deixa louco. Nunca tinha conhecido uma garota que ficasse semanas monopolizando meus pensamentos depois de encontrá-la. Ela me conquistou. E, apesar de sermos tão diferentes em tantos sentidos, ela me entende de um jeito que quase ninguém é capaz.”

Eu realmente acho que, no final das contas, cada um tem que ler por si e tirar sua própria conclusão. É um livro que eu não vi uma problemática tão grande como ouvi falarem, eu achei ele divertido para passar o tempo, mas sei que muita gente odiou, então… Nem sempre o que funciona para mim pode funcionar para as outras pessoas e vice-versa, mas eu sempre aconselho a lerem e decidirem por si só.

Para comprar “Síndrome da boa garota” basta clicar no nome da livraria:

Amazon, em ebook.
Amazon, livro físico.
Submarino.

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