19.08


“Nothing More to Tell”
Karen M. McManus
ARC recebido em formato digital em parceria com a Penguin Random House International
Delacorte Press

Data de lançamento internacional: 30 de agosto de 2022

Quatro anos atrás, Brynn deixou a Escola Saint Ambrose após o chocante assassinato de seu professor favorito – uma história que ganhou as manchetes depois que o corpo do professor foi encontrado por três alunos da Saint Ambrose na floresta atrás da escola. O caso nunca foi resolvido. Agora que Brynn está se mudando de volta para casa e iniciando seu estágio dos sonhos em um show de crimes reais, ela está determinada a descobrir o que realmente aconteceu.

As crianças que encontraram o Sr. Larkin são seu caminho, e seu ex-melhor amigo, Tripp Talbot, era um deles. Sem seu relato dos eventos, as outras duas pessoas poderiam ter sido acusados do assassinato do Sr. Larkin – mas, em vez disso, graças a Tripp, eles agora estão no topo da pirâmide social de Saint Ambrose. Os amigos de Tripp nunca esqueceram o que Tripp fez por eles naquele dia, e nem ele. Assim como ele não esqueceu que tudo o que disse à polícia era mentira.

Escavar o passado é abalar o presente, e quando Brynn começa a investigar o que aconteceu na floresta naquele dia, ela descobre segredos que podem mudar tudo – sobre Saint Ambrose, sobre o Sr. Larkin e seu ex melhor amigo, Tripp Talbot.

Quatro anos atrás, alguém escapou de ser culpado por um assassinato. Mais aterrorizante é que eles podem estar mais próximos do que todos pensam.

Como vocês já sabem, essa resenha é em parceria com a Random House Internacional, de quem recebemos esse ARC (Advance reading copy: algo como “uma cópia de leitura avançada”, ou seja, o livro ainda pode sofrer alterações antes de ser publicado). Também lembrando que essa resenha terá um formato diferente: por ser um ARC, não haverão quotes, já como os livros podem sofrer mudanças em seu texto antes de serem comercializados. Gostaríamos de agradecer profundamente a Editora pela oportunidade de parceria.

Repitam comigo: FA-RO-FA-DA!!! Sim, meus amigos, estamos aqui com mais um livro da dona do mistério em livros YA, Karen McManus, que traz de novo um livro repleto de mistério, adolescentes que fazem o trabalho da policia, falta de poder publico que cuide desses adolescentes, autoridades irresponsáveis e pessoas malucas, tudo em uma misturinha que a gente adora, do jeitinho especial que ela sabe fazer – mas olha, vou dar logo uma impressão minha de cara: é, até aqui, o melhor livro da autora e vou explicar o motivo no decorrer dessa resenha.

Falando mais uma vez, eu gosto de livros de suspense e, de algum tempo para cá, existe uma crescente de livros de suspense dentro do gênero YA, ou seja, são livros de suspense, mas como adolescentes nos papeis principais de investigadores e com tramas menos fortes do que os livros adultos. Karen McManus foi uma das precursoras dessa nova vertente e já li quase todos livros dela, (só falta um: a continuação de seu primeiro e maior sucesso: “Um de nós está mentindo”, que até série ganhou e está renovada para a 2ª temporada – a 1ª temporada completa está na Netflix!) e já estou mais do que acostumada a todos malabarismos que ela faz em seus livros para não envolver adultos, coisa que me diverte e me prende. Já resenhamos quase todos livros dela e vocês podem conferir a tag com o nome da autora para encontrar tudo – basta clicar AQUI.

Mas este é o 6º livro da autora e confesso que fui surpreendida pela trama, bem mais sombria (tenha em mente que sombria para níveis de livros YA, hein) e concisa do que todos seus outros livros. Aqui, McManus não tentou dar voltas demais para chegar ao resultado da trama e deu dicas realmente confusas em todo livro a ponto de que, pela primeira vez, eu não tinha matado toda charada do que aconteceu antes do final. Some tudo isso a uma trama de erros, na qual uma compreensão errada resultou em diversas consequências inesperadas e temos a trama boa e sólida de “Nothing More to Tell”.

Acho que parte da solidez dessa trama se deve a protagonista da vez: Brynn é uma adolescente, e, como toda adolescente, tem sua cota de imprudência, mas ela é destemida por si mesma, não porque está precisando ser. Brynn morava em Sturgis e tinha uma bolsa para o colégio Saint Ambrose, onde somente os ricos estudavam – e, claro, os bolsistas como ela e seu melhor amigo, Tripp, mas, um belo dia, Tripp fez Brynn passar uma vergonha imensa na frente de todos de um modo cruel, e a amizade estava terminada. Some isso ao fato do professor favorito de Brynn, o Sr. Larkin, ser encontrado morto uma semana depois e o pai da garota ganhar uma ótima promoção que faria a família toda se mudar para Chicago e temos uma Brynn se afastando dos amigos Mason e Nadia, e toda confusão que ficou na pequena Sturgis.

Mas claro que a trama não iria ficar por ai, porque começamos o livro justamente com Brynn voltando para sua cidade natal com sua família, agora com uma ótima condição financeira e que poderia arcar com as mensalidades do caro colégio para Brynn e sua irmã mais nova, Ellie. O livro tem a diversos flashbacks e todas informações acima que contei são dadas no decorrer da narrativa nesses pontos de vistas de Brynn e Tripp, então espere idas e vindas devidamente assinaladas nos capítulos de cada um deles, que tem essa magoa forte no passado de ambos.

Voltando aos tempos atuais, Brynn está voltando para sua cidade e decidida a salvar sua entrada na faculdade de jornalismo que está ameaçada por uma vingança feita contra ela em seu colégio em Chicago, então a garota está mais do que decidida a encontra um bom estágio em um show de crimes reais, que estão muito em alta em todo mundo. Lá, durante a entrevista, Brynn fala sobre a morte de seu antigo professor favorito e como tudo era misterioso sobre: todos alunos estavam fazendo uma pesquisa de campo quando Tripp basicamente tropeçou no corpo do professor, acompanhado por Shane e Charlotte, dois alunos ricos e populares do colégio. A coisa complica muito quando a arma do crime, uma pedra, tem as digitais de Shane, e o dinheiro roubado para uma viagem da turma é encontrado no armário de Charlotte – mas os dois populares não são considerados suspeitos porque Tripp não era amigo deles, não andavam nem com as mesmas pessoas, então não havia porque Tripp mentir que estava com a dupla o tempo inteiro. Claro que o caso chama atenção de Carly, a apresentadora do show, que contrata Brynn, que já volta para sua escola com a missão de descobrir mais sobre o assassinato, o que significa se aproximar novamente de seu ex-melhor amigo.

Na outra ponta dos protagonistas, temos Tripp, que como todo protagonista da Mcmanus, é sofredor, mas aqui temos um passado repleto de rejeição que pela primeira vez me fez gostar realmente de um protagonista masculino da autora. O trauma e drama que o garoto passa é real e infelizmente muito pouco explorado na literatura YA: nem toda mulher nasceu para ser mãe ou deseja ser. No meio disso tudo, temos o garoto basicamente sozinho com um pai que o ama, mas não sabe ser pai, tendo por única figura responsável a sua empregadora, Regina Young, dona da padaria Brightside.

Ainda destaco a Ellie, a irmã mais nova de Brynn. Com quatorze anos, ela é a responsável por grandes sacadas na trama porque é dona de uma língua feroz e uma inteligência sagaz. E ela também é responsável por nos apresentar o McManusVerso – SIM, isso mesmo: todas as tramas da autora se passam no mesmo universo e Ellie inclusive faz menção aos personagens da trilogia “Um de nós está mentindo” – e depois a própria Brynn faz menção ao caso de “Mortos não contam segredos”. Eu estou feliz demais com o McManusVerso e quero demais que ela escreva um livro aonde todas suas protagonistas se encontram para descobrir quem matou a atual Presidente dos Estados Unidos em uma trama na qual o vice-presidente cometeu o crime para assumir o cargo mais importante de todos e a CIA e o FBI não dão conta do caso, mas as personagens sim. (Me deixa sonhar!)

Ah, em uma última informação, aqui a pré-venda do livro já começou com o titulo de “Nada mais a declarar” (não entendi muito o conceito da capa Nacional, mas quem sou eu na fila do pão?) e você pode adquirir o seu com brindes clicando AQUI.

Em uma trama que é realmente um jogo de jenga, no qual peças vão sendo tiradas e uma pilha de mentiras e desencontros vão caindo, temos também o primeiro livro com final em aberto da autora, então já estou também fazendo campanha para a continuação porque me diverti horrores lendo, e afirmo que se você sente qualquer leve atração por livros de suspense, esse aqui está acima da média. Vem pra farofada comigo!

Thanks for the free book, Penguin Random House International.

Para comprar “Nothing More to Tell” basta clicar no nome da livraria:

Amazon, edição capa dura.
Amazon, eBook.


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