22.06

Sinopse: Romania, 1989. Communist regimes are crumbling across Europe. Seventeen-year-old Cristian Florescu dreams of becoming a writer, but Romanians aren’t free to dream; they are bound by rules and force.

Amidst the tyrannical dictatorship of Nicolae Ceaușescu in a country governed by isolation and fear, Cristian is blackmailed by the secret police to become an informer. He’s left with only two choices: betray everyone and everything he loves–or use his position to creatively undermine the most notoriously evil dictator in Eastern Europe.

Cristian risks everything to unmask the truth behind the regime, give voice to fellow Romanians, and expose to the world what is happening in his country. He eagerly joins the revolution to fight for change when the time arrives. But what is the cost of freedom?

Master storyteller Ruta Sepetys is back with a historical thriller that examines the little-known history of a nation defined by silence, pain, and the unwavering conviction of the human spirit.

Como vocês já sabem, essa resenha é em parceria com a Random House Internacional, de quem recebemos esse ARC (Advance reading copy: algo como “uma cópia de leitura avançada, ou seja, o livro ainda pode sofrer alterações antes de ser publicado). Também lembrando que essa resenha terá um formato diferente: por ser um ARC, não haverão quotes, já como os livros podem sofrer mudanças em seu texto antes de serem comercializados. Gostaríamos de agradecer profundamente a Editora pela oportunidade de parceria.

Cristian deveria ser um garoto normal de 17 anos: está na escola, tem seu melhor amigo, uma garota por quem ele é apaixonado, mora com seus pais e seu avô e sua irmã mais velha. Porém, ele vive nos anos 80, durante a ditadura militar que assombrou, não só a Europa, mas muitos lugares.

Um belo dia ele estava no colégio, seguindo todas as regras rígidas impostas: sem falar mal do grandioso Nicolae, o ditador da Romênia, sem espalhar ideias que fugissem do comunismo imposto por ele, apenas ocasionalmente entrando em contato com artigos do lado de fora, que ele não deveria ter acesso. E então ele foi chamado na diretoria para ter um encontro nada agradável com um agente que disse que sabia que ele estava em posse de objetos americanos – uma nota de dólar, pra ser mais exata, e que ele se não fizesse o que foi mandado, toda a família dele iria pagar por isso.

Cristian, então, em pânico, aceita a ordem do agente e assim ele passa a ser um espião dentro da casa do diplomata americano, a qual ele tem acesso porque sua mãe trabalha como doméstica lá, se aproximando assim do filho do homem para saber mais sobre eles, coisas especificas que são pedidas pelo agente e em troca ele só não vai preso, como também o agente promete que, ele fazendo todo o combinado, dará a ele remédios que ajudem seu avô que está doente – com o que eles acham que é leucemia.

O livro todo é visto no ponto de vista de Cristian, então nós vamos seguindo as mesmas informações que ele tem ali e é aí que tudo se complica porque: se Cristian não contou a ninguém sobre a nota de dólar, como os agentes sabem?

É então que começa todo o nervosismo, porque naquele ponto o garoto não sabe mais em quem confiar e absolutamente todo mundo vira uma suposta ameaça pra ele, o que é bem a forma como o regime funcionava dentro da Romênia: com eles colocando cidadãos contra cidadãos, fazendo todos desconfiarem uns dos outros e nenhum desconfiar do grandessíssimo e amado líder.

Em um lugar onde eles não tinham direito a praticamente nada: as casas não passavam de apartamentos apertados em que as famílias tinham que se virar, a comida era completamente restrita: cada família podia ter apenas uma porção de cada coisa. Qualquer objeto que não fosse dali que fosse estrangeiro (isso desde uma Coca-Cola até o filme “Duro de Matar”), era um objeto considerado ilegal, com as pessoas sentindo fome, frio, medo até de falar alto, era muito fácil controlar o povo.

E foi isso que começou a despertar em Cristian: quanto mais ele convivia com Dan, o filho do diplomata e ouvia as coisas que seu avô falava sobre os anos pré-ditadura, mais ele se dava conta de que tudo ali estava muito, muito errado. E é com esse sentimento que ele começa a escrever seus pensamentos e suas ideias em um diário que ele planeja entregar para o diplomata, porque não era possível que as pessoas não soubessem o que acontecia ali dentro da Romênia.

Esse livro não era absolutamente nada do que eu estava esperando. De jeito nenhum MESMO. Quando nós o recebemos para resenhar, eu confesso que fiquei um pouco cética sobre se eu iria gostar dele ou não. A sinopse dele não me chamou a atenção realmente e eu pensei que iria acabar me entediando, mas ao contrário disso, a cada página passada do livro, eu ficava mais ansiosa para saber o que iria acontecer: Cristian descobriria quem o entregou? Alguém descobriria que agora ele era um espião? Alguém vai ajudar essas pessoas, pelo amor de Deus?

Também o que me chocou foi o quando eu não sabia sobre a história da Romênia. Digo, todos nós sabemos o quanto a ditadura foi ruim em todos os lugares, mas pelo que vi no livro (e no final tem uma nota gigantesca da autora falando mais sobre a história do lugar) era tudo absurdamente pior do que qualquer um sequer imaginava, era quase que uma distopia, porque simplesmente é difícil de acreditar que as pessoas viviam assim.

Não só o medo e a fome, como eu mencionei acima, mas muitas das pessoas sequer tinha ideia de que existia uma vida diferente: eles não tinham acesso a informação de fora, se não fosse uma informação contrabandeada. Tinham que fazer antenas que captassem rádios de fora da Romênia para saber o que estava acontecendo. Como eu mencionei ali também, o filme “Duro de Matar” era algo que eles nem tinham certeza se era algo que existia mesmo: as coisas que eram mostradas lá, não as cenas de ação sem sentido, obviamente, mas até mesmo bananas eles não tinham acesso.

Enquanto isso, o ditador, ficava se passando por um bom moço para as pessoas de fora da Romênia e assim ninguém sabia mesmo dos horrores que os cidadãos estavam passando lá dentro.

Durante o livro mesmo, Cristian só se dá conta de que realmente existia uma vida diferente fora da Romênia quando Dan mostra a ele um vídeo que seus amigos mandaram dos Estados Unidos, falando sobre como sentiam falta dele e Cristian pode ver adolescentes se divertindo, no sol, com comida a disposição deles, sem estarem olhando por cima do ombro o tempo todo com medo de serem pegos.

O livro em si se passa no final dessa ditadura, então nós vemos a conclusão como ela realmente aconteceu historicamente: com o povo enfim acordando e lutando pelo seu direito a liberdade, que aconteceu em uma grande movimentação no dia 21 de dezembro de 1989 (89, gente. Não faz tanto tempo assim, menos de 50 anos atrás. Chega doer pensar que as pessoas estavam passando por coisas tão horríveis e não foi tipo, mil anos atrás). Em 25 de dezembro de 1989, enfim o ditador foi morto, junto com sua esposa e o povo da Romênia pode começar a lutar mais facilmente. Mas só poucos anos atrás que as pessoas puderam enfim ter acesso a documentos que a ditadura escondia sobre todas as famílias, sobre quem era um agente infiltrado ou não.

O livro é um livro de ficção, mas de ficção histórica, então é baseado em coisas que aconteceram realmente, mas nenhum dos personagens ali é real. Isso não diminui realmente a dor e o espanto porque tiveram vários jovens na mesma situação que Cristian se encontrava durante o livro. Infelizmente nós não temos como mudar o passado. Não temos como apagar o horror que muitas pessoas passaram, não só lá na Romênia, mas aqui no Brasil também.

A única coisa que nós podemos fazer é nos informar. Nos informar e estudar e aprender para que a gente não venha cometer os mesmos erros causados no passado. Para que o futuro possa ser melhor e não uma repetição de algo tão ruim.

Thanks for the free book, Penguin Random House International.

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