10.06

Sinopse: É um milagre que alguém saia vivo do Ensino Médio… Tudo na vida de Jill Newman e de seus amigos parece perfeito. Brilhantes, intocáveis, destinados à grandeza, eles têm as melhores festas, as melhores notas e a admiração de toda a escola. Este vai ser o ano de sua vida. Ela tem certeza disso. Até que a memória de um evento trágico ameaça ressurgir… Três anos antes, a melhor amiga de Jill, Shaila, foi morta pelo namorado, Graham. Ele confessou, o caso foi encerrado e Jill tentou seguir em frente. Mas quando começa a receber mensagens de texto anônimas proclamando a inocência de Graham, a perfeição do ano de Jill se desfaz. Se Graham não matou Shaila, quem o fez? Ela promete descobrir, mas tem alguém disposto a fazer o que for preciso para garantir que o passado permaneça enterrado…

A Mesa dos Jogadores” é um thriller que nos conta a história de Jill Newman, que está no último ano do colégio e está, como diz o título, na mesa dos jogadores. Isso nada mais é do que algo tipo uma “sociedade secreta” dentro do colégio de ricos em que ela estuda – com uma bolsa escolar -, em que apenas os alunos que passaram por uma quantidade de teste imposta pelos participantes antigos podem entrar.

Nessa “sociedade secreta”, que no final acaba por não ser tão secreta assim, já que muitas pessoas tanto no colégio quanto fora dele sabe o que acontece, se trata de um grupo de alunos, como eu mencionei acima, é escolhido pelos veteranos para cumprir deveres até a sua iniciação propriamente dita, e depois disso se torna apenas uma vida boa: eles tem acesso a festas exclusivas, grandes vantagens sobre os outros alunos como respostas de todos os tipos de testes e quizzes que precisam responder, é realmente o topo da cadeia alimentar.


“Dizem que apenas os bons morrem jovens, mas isso é só uma frase de uma canção idiota do Billy Joel que gostávamos de cantar. Não é real. Não é verdade. Sei disso porque Shaila Arnold era muitas coisas — brilhante, engraçada, confiante, indomável… mas, sinceramente, ela não era exatamente boa.”

E é justamente na noite da iniciação da Mesa, três anos atrás, em que Shaila, melhor amiga de Jill, foi morta pelo próprio namorado – pelo menos era exatamente o que todos pensavam. Graham, que também estava passando pela iniciação naquela noite, supostamente matou a garota e está preso nesses três anos pagando por esse crime.

Então, em um dia que deveria ser normal e corriqueiro no início do último ano de Jill no colégio, ela recebe uma mensagem de Rachel, irmã de Graham, pedindo ajuda para provar a inocência do garoto. Graham, que tinha assumido o crime logo que aconteceu, agora está alegando que é inocente – e novas provas mostram que ele pode, no final das contas, estar falando a verdade.


“Rachel não quer justiça para a Shaila. Ela quer isso para o Graham. E, se eu acreditar nela, significa que outra pessoa que conhecemos é culpada. Qual verdade é pior?”

Jill, obviamente, fica bem confusa sobre o que fazer: continuar ano e seguir em frente, sair daquele colégio e ir para Brown, a faculdade que sempre sonhou, ficar perto de Adam, o garoto por quem ela sempre teve uma queda – e que é ex namorado de Rachel, ou tentar descobrir quem é o verdadeiro culpado ou culpada pela morte de sua melhor amiga, mesmo quando seus amigos da Mesa insistem para que ela deixe esse assunto para lá?

Eu quis tanto esse livro desde o primeiro momento que li a sinopse dele porque eu sou uma verdadeira cadelinha de livros thriller. Eu adoro essa sensação de quem poderia estar por trás, quem é que matou quem, qual segredo se esconde na próxima página e eu preciso dizer que “A Mesa dos Jogadores” não me decepcionou nisso.


“Aquele pequeno momento parecia totalmente insignificante então. Foi apenas um boato estúpido. As pessoas pararam de falar sobre ele nas férias de primavera. Trocaram o disco. Lila Peterson tocando uma punheta no auditório para um cara, acho. Isso a seguiu até ela se formar. Claro, não consigo lembrar quem era o cara. Engraçado como isso funciona.”

Eu descobri quem estava por trás do assassinato? Sim, lá pelo meio do livro eu já tinha certeza de quem era (apesar de, parte de mim, estar desejando profundamente que não fosse, que fosse outra pessoa para poder ser uma surpresa total), mas isso não tirou a graça do livro nenhum pouco porque se tem outra coisa que eu gosto, é quando eu acerto minhas teorias, por mais malucas que elas possam parecer.

Confesso que no início eu achei bem difícil ter alguma empatia por Jill. Me incomodou um pouco que ela parecia realmente não saber o que queria, tipo: em uma página ela estava falando muito sobre como ela tinha lutado para garantir o lugar em que ela estava e que ela merecia todos os bônus que estar naquele grupo trouxeram e na página seguinte ela estava se lamentando, pra logo em seguida ela estar convencida sobre como as pessoas tinham inveja/medo deles. Então era bem cansativo. Mas ela tem um ponto de virada no livro que, a partir dali, ficou bem mais fácil gostar dela e torcer para que ela conseguisse se dar bem no final.


“Mas de jeito nenhum o dele seria tão ruim. Os caras não tiveram que fazer metade das coisas que fizemos. Eles sempre foram incumbidos de atividades como a de bartender e encher os flutuadores das piscinas. Nunca pediram para se curvarem de biquíni no meio do inverno. Nunca precisaram rir quando Derek Garry buzinou seus seios ou bateu na sua bunda, como se fosse uma brincadeira. Relaxa, diziam eles. Nunca pediram nudes. Nunca foram punidos com pops ainda mais idiotas quando não cumpriam os que deveriam.”

Todos os outros personagens da Mesa também são maravilhosos, mas meus favoritos foram Quentin e Nikki, que mostram que amigos de verdade sempre vão ser amigos de verdade, mesmo quando tem uma maluquice sem fim acontecendo na volta – e mesmo que Nikki tenha me deixado com um pouco de vontade de arrancar os cabelos em algumas horas.

E, é claro, Rachel é uma parte fundamental do livro, juntamente com Jill, apesar de aparecer bem menos que ela. Eu gostei demais dela, mas gostaria mesmo de ter visto mais dela sim, nem vou mentir.


“— O número mais baixo leva a pior.
(…)
Os Jogadores ao nosso redor explodiram em gritos e uivos, dando tapinhas nas costas uns dos outros. Eu só descobriria mais tarde que de alguma forma as garotas sempre tiravam números baixos. Que grande merda.”

“A Mesa dos Jogadores” é bem aquele livro que te faz ficar preso assim do início ao fim e segurando seu fôlego também, entre um capítulo e outro, capítulos esses que se dividem entre coisas que estão acontecendo no momento e também lembranças que Jill tem daquele fatídico ano e daquela noite em especial. Chega um ponto que você já está tensa em busca de respostas, assim como ela, querendo entender o que de fato ocorreu ali.

E então o final vem e… BUM. É como se tivessem acertado a sua cabeça. Todas as informações, toda a história, a cena da revelação em si é bem cinematográfica, o que eu acho que vai ajudar bastante na adaptação.


“No dia após a iniciação, em que devíamos estar de luto, havia um pensamento que eu não conseguia tirar da minha cabeça: Por que os meninos têm poder? Por que eles fazem as regras enquanto lidamos com as consequências?

Para quem não sabe, “A Mesa dos Jogadores” já teve seus direitos vendidos para HBO e será lançada uma série sobre, com Sydney Sweeney de Euphoria e pela cantora Halsey (nos papéis de Jill e Rachel, respectivamente). Nos resta apenas esperar e cruzar os dedos para que essa adaptação dê certo!

Se você também gosta de um bom thriller, de ficar tentando deduzir quem está por trás do que e quais segredos todos escondem, você devia dar uma chance para “A Mesa dos Jogadores”!

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