01.04

Sinopse: Épico espacial repleto de intrigas políticas interplanetárias, de romance e de personagens inesquecíveis, o brilhante e envolvente livro de estreia de Everina Maxwell é best-seller do Sunday Times e tem tradução de Vitor Martins (autor de Quinze dias e Um milhão de finais felizes).

Príncipe Kiem, neto da Imperadora de Iskat, é um jovem que nunca precisou provar seu valor. Agora, no entanto, ele é intimado a fazer algo de útil: casar-se com conde Jainan, representante de Thea, para impedir que o planeta vassalo inicie uma rebelião contra o Império. A situação, porém, não é tão simples quanto parece. Jainan já havia se casado antes, com o primo de Kiem, o que garantiu por um tempo o elo entre Thea e Iskat, mas algo deu errado: seu marido morreu em um trágico acidente.

Kiem não quer se casar. Jainan não quer um novo marido. Mas, uma vez juntos, eles terão de enfrentar as intrigas da corte, as maquinações da guerra e os ecos do passado, em uma conspiração que pode acabar com tudo o que acreditam. O par improvável entrará em uma jornada épica para salvar o império – e a si mesmos.

Para principe Kiem a vida não passava de uma grande festa o tempo todo. Como não tinha “compromissos”, ele levava a vida numa boa, apenas participando de festas da realeza, conversando e encantando todo mundo, até o dia em que foi chamado pela imperadora para fazer um papel que nunca sequer imaginou para si: se casar pelo reino com Jainan para manter uma aliança com Thea, já como o dia de renovar a Resolução estava chegando e era a única forma de garantir que os planetas não se rebelassem e não começaria uma guerra.

Sem ter muita escolha além de honrar o planeta em que morava, Kiem acabou relutantemente aceitou essa missão que foi dada a ele, tendo a certeza absoluta de que o casamento estava fadado ao fracasso, já como Jainan tinha acabado de ficar viúvo. Então estava, cada um de um lado, aceitando algo que pudesse manter o planeta deles em paz.


“— Entendo essa coisa que você disse sobre os seus deveres — disse ele. — Sério, de verdade. Eu sou um merda nisso e não sou exatamente o orgulho da família, mas entendo. Nascemos nesse meio e temos que fazer por merecer. Mas você age como se precisasse ser infeliz.

O que ele sequer imaginava é que essa briga política iria muito mais além do que um simples casamento diplomático: graças ao casamento, ele começou a descobrir muitas coisas pelas quais ele não se interessava antes – e na verdade, na condição que se encontrava, ele nem sequer precisava se preocupar.

Um relacionamento que, por si só, já era complicado, fica ainda mais quando sentimentos começam a ser envolvidos no meio e deixam eles sem saber se conseguiriam seguir adiante da forma que estavam – e mais ainda, se conseguiriam pelo menos sobreviver as coisas que estavam sendo jogadas sobre eles e as pessoas que não queriam que aquele casamento – e aquela aliança entre os planetas – desse certo.


“Jainan parecia aliviado, o que fez Kiem tentar lembrar freneticamente o que mais teria feito de errado para provocar aquela reação. Mas, é claro, pensou em Jainan: solene e digno, todas as ações públicas corretas, carregando seus deveres como um escudo — é claro que um escândalo público seria seu maior pesadelo.”

“Órbita de Inverno” é um livro que realmente prende. Do momento que eu peguei ele em minhas mãos, eu sabia que não ia conseguir parar até terminar e assim foi. Principalmente pelo fato de que o livro, apesar de ser vendido como um romance, é muito mais sobre a sobrevivência não só do casal, mas de toda uma galáxia.

É absurdamente difícil para Kiem, no início compreender o tamanho daquilo que ele está enfrentando e nós vemos, conforme o livro vai passando, o amadurecimento pelo qual ele passa, onde ele aprende que ações têm reações e não só a boa vida que ele vivia, mas que tem muitas coisas em jogo por ali – e nisso entra Jainan porque uma das coisas em jogo, o tempo todo, é ele.


“— O que eu penso é o seguinte — disse ele, numa voz totalmente razoável que por algum motivo fez Bel e Gairad olharem para ele com desconfiança. — Se eles não quisessem ser invadidos, não deveriam ter prendido ele lá. Vamos fazê-los reconsiderar essa decisão.

Tudo que Jainan sempre soube e sempre almejou foi poder manter a família e o povo dele a salvo e durante o livro nós vemos que tem MUITAS coisas que ele precisa fazer para garantir que tudo continue assim. Teve um plot em especial com ele que, no momento em que fomos apresentados a ele, eu já imaginei que fosse assim, mas ainda assim foi meio doloroso assistir o desenrolar (e eu não posso falar porque é um spoiler meio grande).

E, não só os dois personagens tem um grande desenvolvimento individual, mas como um casal eles também tem: o grande apelo do romance deles, pra mim, foi o slow burn. Não foi algo apressado, tudo seguiu seu curso calmamente até chegar ao ponto em que eles entenderam o que sentiam um pelo outro e que era muito além de um casamento de fachada.


“Ele não sabia em que momento o outro passara de uma pessoa de quem ele queria arrancar um sorriso para alguém cuja perda seria pior que a morte, mas era verdade, e ele estava desesperado.”

A outra personagem mais importante dessa história é Bel, que é assistente de Kiem. Com um humor bem ácido e umas tiradas maravilhosas, ela não demorou em nada para se transformar numa das minhas personagens favoritas.

Eu não podia deixar de mencionar também que eu achei MUITO interessante no livro como não só a sexualidade das pessoas como também o gênero que se identificam, não é algo cheio de questões: é levado de uma forma natural, como deveria acontecer em um mundo ideal. A única coisa que difere é: quem se identifica como mulher, usa ornamentos silex. Quem se identifica como homem, usa ornamentos de madeira. E quem se identifica como não-binário, usa vidro ou nada. E pronto. Sem grandes questionamentos, nem estranheza da parte de ninguém. E é magnífico.


“A dor até que tinha utilidade, pensou. Colocava as coisas em perspectiva. Havia certa pureza na maneira como ela atravessava as tangentes emocionais, fazendo você lembrar que poderia ser pior.”

E nisso eu gostaria de parabenizar a editora Suma por ter tido o cuidado de, ao fazer a tradução, usar pronomes neutros para identificar não-binários. Mais uma vez mostrando porque a editora é a melhor de todas.

Eu não vi absolutamente nada para não se gostar em “Órbita de Inverno”. É um livro que tem de tudo: tem ação, tem drama, tem sci-fi, tem romance, tem comédia e tem representatividade. É MUITO completo em todos os aspectos e ele tomou cada pedacinho do meu coração pra si.

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Submarino, com brindes.

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