04.03

Sinopse: Um suspense adolescente para quem gostou de Gossip Girl, Um de Nós Está Mentindo e O Ceifador

Novos alunos estão chegando para estudar na Academia Darkwood. Mas eles não são jovens comuns. São os Similares: clones feitos a partir do DNA de outros seis alunos, que vão estudar ao lado de seus originais. Os Similares são o assunto do momento. Quem são eles? Quais as chances de todos serem cópias idênticas de alunos da Darkwood? E quem é o louco que infringiu a lei para criá-los?

Emmaline Chance não está nem aí para isso. Seu melhor amigo, Oliver, morreu durante as férias, e ela está focada em passar pelo luto e sobreviver a cada dia sem ele. Até que fica cara a cara com Levi, um Similar que é a cópia exata de Oliver. Apesar de Emma não se importar nem um pouco com os Similares, cada vez mais ela é puxada para um mundo de questionamentos éticos, progressos científicos e, sobretudo, de segredos sombrios sobre sua prestigiada escola. Ali, ninguém é confiável… nem mesmo o clone por quem Emma está se apaixonando.

Quando eu peguei “Os Similares” para começar a ler, foi realmente sem pretensão alguma: eu sabia meio por cima do que a sinopse se tratava e estava com uma certa curiosidade, mas eu não esperava realmente que o livro fosse me prender tanto quanto prendeu e que a trama fosse tão bem desenhada como é.

“Os Similares” conta a história de Emmaline Chance, uma garota que teve um verão infernal enquanto lidava com o luto de perder seu melhor amigo – e também seu porto seguro na Academia Darkwood – e tudo que ela mais queria é passar por aquele ano sem maiores confusões, encerrar tudo e poder voltar para a sua casa. Porém, logo que o ano começa, todos ficam sabendo que os Similares, como gostam de ser chamados, vão entrar no colégio para poder estudar com os outros alunos.


“Às vezes, sentir coisas me faz lembrar de que estou viva. E, às vezes, isso é demais para aguentar.”

O grupo é composto por 6 jovens que são clones feitos de outros 6 alunos que estudam no colégio – e que foram feitos completamente contra a lei. Quando a clonagem começou a ser feita, ela foi banida em muitos lugares, porém um funcionário descontente decidiu que seria uma boa ideia clonar 6 pessoas. Sem saber como lidar com aquela situação, todos acharam ok que essas 6 crianças fossem criadas por um milionário recluso e assim elas mesmas não tiveram muito contato com ninguém. E mais do que isso: ninguém sabia exatamente de quem eram os 6 clones até o momento em que foi anunciado que eles iriam para o colégio. Só então, as famílias que tiveram seus filhos clonados foram avisadas, mas ninguém ficou mais surpresa do que Emma ao encontrar com o clone de seu melhor amigo morto no primeiro dia de volta às aulas.

Obviamente isso mexe profundamente com a garota que, apesar de querer apenas sobreviver aquele ano, se vê cada vez mais metida nessa história, querendo aprofundar mais e mais os conhecimentos, não só sobre os clones em si, mas sobre quem os criou e, apesar de estar do lado deles quando a escola começa a se dividir entre quem acredita que eles deviam ter tantos direitos quanto qualquer outro humano “normal”, ela não consegue deixar de desconfiar se eles teriam ou não algum plano secreto para estarem ali naquele ano. Juntando tudo isso – o luto pelo melhor amigo, a dor de ter que ver o rosto dele pertencendo a outra pessoa que não poderia ser mais diferente, as desconfianças -, Emma ainda tem que lidar com o fato de ter sido selecionada para fazer parte dos “dez”, que são os alunos que na última prova do ano tiraram as maiores notas no colégio e enfim descobrir o que significa essa tradição dessa pequena “sociedade secreta” que tem um tipo de passe livre no colégio que cada vez se mostra um lugar mais cheio de segredos que Emma nem sequer sonha.


“E se nós um dia fôssemos, bom… um nós… Como eu poderia ter certeza de que você me amaria pelas razões certas?”

Como eu disse no início da resenha, quando eu peguei e comecei o livro, eu não tinha as expectativas lá em cima, talvez seja por isso que eu acabei gostando tanto desse livro. Eu gostei muito da história central dele, sobre o que se tratam os clones e como as pessoas sempre reagem de formas ruins a tudo aquilo que é considerado “estranho” para elas, sempre com vários pré-conceitos sobre tudo.

E conforme a própria Emma no livro ia descobrindo mais coisas e também abrindo espaço para mais questionamentos, eu fui me vendo cada vez mais imersa nessa trama, cada vez mais querendo saber o que estava acontecendo ali e quem estava por trás de tudo. O livro tem uns 3 ou 4 plot twists em toda a história e apenas um deles eu consegui ver vindo antes mesmo de acontecer apenas por uma passagem completamente aleatória no meio do livro que me deixou meio que com uma pulga atrás da orelha pensando “mas será possível?” e no fim realmente era possível sim.


“Levi vai embora e eu fico parada no campo deserto, me perguntando se todo mundo estava certo o tempo todo. Não se pode confiar nos Similares.”

Eu não posso falar muito sobre todos os personagens porque eu acho que a revelação de quem são os clones e como eles são – e também as partes “originais” desses mesmos clones são muito boas e meio que um spoiler, mas eu posso falar sobre Emma que definitivamente foi uma das minhas personagens favoritas no livro. Eu imagino que muita gente não vá gostar muito dela de início porque ela estava bem… defensiva, por assim dizer. E eu entendo que muita gente provavelmente não vai ligar isso ao fato de ela estar de luto (ou achar um exagero também um luto de mais de meses), mas a verdade é que foi justamente isso que me fez gostar dela e achar ela ainda mais real. É difícil lidar com o luto. É uma coisa que vai e vem e, às vezes, vem quando você menos espera. E eu só consigo pensar como seria estar lidando com o luto e ainda assim ter que ver o rosto da pessoa que perdeu pertencendo a outra pessoa agora.

E também tem Levi, que obviamente não tem culpa nenhuma por ter o mesmo rosto de Oliver, e isso faz com que doa um pouco no coração o quanto ele sofre por algumas coisas – que nós só ficamos sabendo quando ele fala, afinal, o livro é todo no ponto de vista de Emma. Ele é um ótimo personagem e o plano de fundo da história da vida e da criação dele é genial e só me fizeram gostar ainda mais dele.


“Quando acordo, não consigo respirar.
E não emocionalmente. Estou sufocando.”

Eu não tinha me dado conta quando peguei o livro pra ler que ele teria uma continuação, então enquanto estava chegando o final, eu já estava desesperada porque tinha apenas 10 páginas para concluir a história e não acontecia nada que mostrasse uma conclusão fechada – mas o desespero passou quando descobri que não é um livro único. HAHAHAHAHA

Agora só o que resta é esperar pelo próximo livro enquanto eu fico aqui sofrendo por esse final em aberto e torcendo para que dê tudo certo quando chegar lá.

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Submarino.

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