04.02

Sinopse: Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço.

Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem. A maldição do tigre é o primeiro volume de uma saga fantástica e épica, que apresenta mitos hindus, lugares exóticos e personagens sedutores. Lançado originalmente como e-book, o livro de estreia de Colleen Houck ficou sete semanas no primeiro lugar da lista de mais vendidos da Amazon, entrando depois na do The New York Times.

“Um romance delicado e uma aventura capaz de deixar o coração a mil por hora. Eu vibrei e roí as unhas. A maldição do tigre é mágico!” (Becca Fitzpatrick, autora da série Sussurro)

Recentemente, depois de longos anos tendo lido apenas o primeiro e o segundo livros da “Saga do Tigre”, eu resolvi tentar novamente e reli os dois primeiros e então terminei lendo todos os outros para encerrar essa saga e confesso que fiquei bem mais satisfeita com o final do que eu esperava, por isso eu quis trazer aqui pra vocês os motivos que existem para você que, assim como eu, também estava meio reticente em ler (e não vou colocar as sinopses dos outros livros apenas para evitar spoilers, mas eles são 5: A Maldição do Tigre, O Resgate do Tigre, A Viagem do Tigre, O Destino do Tigre e O Sonho do Tigre.):

A mitologia

Eu não podia deixar de começar a falar do ponto principal de todo livro pra mim: A mitologia por trás de “A Saga do Tigre” é algo inacreditável. É uma coisa tão detalhada, tão bem escrita e estudada, que me deixou bem pasma. Eu lembrava mesmo, lá no início que isso era algo que tinha me conquistado muito na primeira vez que eu li, mas agora relendo eu realmente fiquei surpresa. Eu não sei o quanto a Colleen Houck usou de fatos verídicos e históricos misturados com a boa e velha fantasia, mas assim, a nota pra mim de todo o plot do livro (caso você não saiba, a história principal é de dois irmãos que foram amaldiçoados a se transformarem em tigre e eles precisam quebrar essa maldição e para isso contam com a ajuda de Kelsey, que é apenas uma humana normal que é considerada abençoada pela deusa durga e outras pessoas que são bem importantes, mas eu chego aí logo em seguida) é 10/10, tanto em termos de escrita quanto de fluidez e de conclusão.


“Existe um ditado no Tibete que diz: “A tragédia deve ser utilizada como fonte de força.” Em vez de se perguntar por que isso aconteceu, talvez você devesse pensar por que isso aconteceu com você. Lembre-se de que não conseguir o que se quer às vezes é um maravilhoso golpe de sorte.”

Os personagens

Ok, eu preciso ser sincera aqui e admitir que eu tive sérios problemas com a Kelsey. Não no quesito “protagonista” porque ela realmente manda bem na parte de ser uma boa heroína, ela vai atrás e luta com unhas e dentes. Mas na parte do romance ela me deixa meio… irritada. Pra falar no mínimo. Levei bem em consideração o fato de que ela é novinha (quando os livros começam, ela tem 18 anos recém completos), mas tem tanta coisa nela que me incomoda sobre isso – e eu vou detalhar mais quando for falar sobre os relacionamentos. E fora isso, outro ponto que me incomoda é que ela tem umas falas bem problemáticas sobre pessoas gordas e uma competitividade feminina que me deixa tensa. Só que ela é uma boa heroína, apesar da personalidade dela não ser das melhores pra mim.

Então temos Ren e Kishan, os irmãos tigres amaldiçoados e, embora eu goste deles dois em algum ponto, eu obviamente tenho meu preferido como par e é com quem ela fica no final (viu, Colleen? eu também sei ser misteriosa!) Os dois são personagens que são bem escritos também, apesar de terem coisas neles, assim como em Kelsey que me incomodam, mas isso é tudo no meio do relacionamento.

E eu não posso deixar de falar do meu personagem absolutamente favorito que é o Sr. Kadam. É ele quem comanda a história toda, sempre descobrindo os mistérios e contando as melhores histórias sobre a Índia e sobre lendas e que me deixava completamente imersa naquele mundo com tudo que ele falava.

Tem outros personagens que aparecem no meio da história: a deusa durga é uma personagem recorrente, Nilima, uma neta do Sr. Kadam também e vários outros homens que servem apenas como um estepe nas questões de relacionamento e é isso que eu falo sobre abaixo.


“Arrepender-se é se decepcionar consigo mesma e com suas escolhas. Os sábios veem a vida como um caminho de pedras que cruza um grande rio. Todo mundo deixa passar uma pedra de vez em quando. Ninguém é capaz de atravessar o rio sem se molhar. O sucesso é medido pela chegada ao outro lado, não pela lama nos seus sapatos. As pessoas que se arrependem são aquelas que não compreendem a razão da vida. Elas ficam tão desiludidas que param no meio do rio e não dão o próximo passo.”

Os relacionamentos

Eu não vou explorar muito o quesito do relacionamento de Kelsey com Ren e Kishan, que são o triângulo principal, porque não tem como entrar em detalhes sobre como funciona sem dar spoilers de com quem ela fica no final. Porém eu preciso dizer que eu achei esse triângulo absurdamente desnecessário (assim como eu acho todos os triangulos super desnecessários. mesmo.) e pareceu pra mim algo mais pra “encher linguiça” do que algo real. Enfim. Tirando o triângulo principal, os outros homens que aparecem, que eu mencionei acima, eram apenas um estepe para que ou Ren ou Kishan ficassem com ciúmes de Kelsey (como se eles já não tivessem isso entre eles dois) e era sofrível o fato de como todo e absolutamente qualquer homem que cruzava o caminho de Kelsey, ficava desejando ela. Eu não consigo comprar esse tipo de plot, desculpem.

Mas, tirando a falha dos relacionamentos românticos nos primeiros livros, eu amei muito o casal que se formou no último livro (sem nomes, sem spoilers) porque achei bonitinho, apesar de claramente ser um prêmio de consolação pra quem não ficou com a mocinha.

E meu relacionamento favorito de todos remete diretamente ao meu personagem favorito: absolutamente TODOS relacionamentos com o Sr. Kadam me deixavam com o coração quentinho. Todos eles considerando o homem um pai e um mentor e tudo que ele fazia e tudo que ele estava disposto a fazer por eles, me deixava apaixonada.

Isso sem contar o relacionamento de Kelsey com os irmãos (Ren e Kishan) quando eles estavam em forma de tigre. Eu achava muito fofinho, muitas vezes mais do que o relacionamento dela com eles em forma de homem porque não tinha todo aquele drama no meio (esquisito, eu sei, mas fazer o que).


“Segredos assim podem ser a ruína de qualquer homem. Quase sempre são mais destrutivos do que a espada.”

Os detalhes

Como eu falei anteriormente quando falava sobre a mitologia, não tem como não reparar no quão detalhista Colleen foi com a criação desses livros. Ela escrevia as cenas de uma forma tão, mas tão detalhada, falando sobre absolutamente todos os cantos do lugar, que era impossível não se imaginar lá explorando ruínas e caminhando por florestas fantásticas junto com os três principais. Tinha certas cenas que eu podia ver perfeitamente passando na minha cabeça, tamanhos os detalhes que ela se dedicou a colocar em todos os livros, em tudo que acontecia ali.


“Errar é o que nos torna humanos. É assim que aprendemos. Minha mãe sempre dizia que cometer um erro não é ruim. Ruim é se recusar a aprender com ele a fim de não repeti-lo.”

Minha conclusão:

Eu sei bem que ler uma saga nova (nova no sentido de nunca ter lido antes) pode ser cansativo, mas eu acredito piamente que vale a pena administrar esse tempo para ler “A Saga do Tigre”, vale muito a pena se deixar levar por toda essa história porque a cada passo que eles dão, a cada conquista, você se vê querendo comemorar junto com eles. E, tirando um tanto do romance da história, é uma fantasia muito boa. Eu confesso que fiquei mais curiosa para saber a história da Índia depois de ler esses livros do que em qualquer outro momento da minha vida. Toda a trama que envolve a maldição é rica em detalhes e, apesar do último livro claramente ser um fanservice enorme (quem ler ou leu, vai saber do que eu estou falando), é uma leitura gostosa, apesar de um tanto agridoce lá pro final, te deixando com uma saudade já daquele mundo que você está deixando pra trás.

Se você, como eu, tinha um receio em começar, eu garanto: se você pegar esses livros, você não vai se arrepender.

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