22.12

Sinopse: UMA FANTASIA EM VOLUME ÚNICO DA AUTORA DE O FEITIÇO DOS ESPINHOS
Com apenas algumas pinceladas, Isobel cria retratos deslumbrantes para clientes perigosos: o povo das fadas. Esses seres imortais não são capazes de criar — mesmo as coisas mais simples como assar pães ou escrever cartas os reduziria a pó. Eles anseiam pela habilidade que os humanos têm de produzir, e trocam feitiços valiosos pelas pinturas feitas por Isobel. Quando a garota recebe o seu primeiro cliente da realeza — Rook, o príncipe do outono — ela comete um erro terrível: sem pensar, Isobel pinta uma emoção humana no rosto dele, uma fraqueza que pode custar não só o trono, mas a vida do príncipe.
Furioso, Rook decide que Isobel precisa ser levada para o reino das fadas e punida pelo crime, mas as coisas saem de controle quando os dois são atacados no meio do caminho. Para sobreviver, eles precisam aprender a confiar um no outro e, dessa confiança, emoções perigosas começam a emergir… Será que o talento de Isobel será suficiente para desafiar as forças sombrias que dominam as cortes feéricas?
Acompanhe Isobel e Rook em sua jornada fascinante em um lugar onde a beleza esconde um mundo perverso e o preço da sobrevivência pode ser mais assustador do que a morte.

“O Encanto dos Corvos” nos conta a história de Isobel, que não passa de uma humana normal que vive no reino Excêntrico, um lugar onde fadas e outros seres passeiam livremente e é lá que ela trabalha criando retratos do povo das fadas: um povo que não é nada confiável e que faz pagamentos a ela com pequenos feitiços – desde feitiços para sempre ter ovos em casa até feitiços que protejam sua casa e sua família, dependendo da pessoa para quem ela cria o retrato.

Tudo porque as próprias fadas não tem capacidade nenhuma de criar absolutamente nada: eles não conseguem nem ao menos fazer as coisas mais básicas de seres humanos, não conseguindo cozinhar ou pintar ou escrever. Então, o cliente mais fiel dela Gadfly diz que a indicou para Rook, que é um príncipe das fadas da corte de outono – um príncipe que simplesmente não aparecia fazia séculos. E pouco tempo depois o próprio príncipe aparece lá para ser desenhado e pintado por ela e com isso eles começam a desenvolver um relacionamento.


“Era o último dia que passaríamos juntos. A primeira e última vez que eu o tocaria. O conhecimento desse fato pulsava entre nós como um coração. Com os olhares cruzados, outra verdade se trnou inconfundível. Senti nossa conexão, palpável como um aperto de mãos ou como um toque em meu ombro. Sabia que ele sentia o mesmo.”

Quando eu digo relacionamento é no sentido mais de se relacionar mesmo, já como o príncipe vai e volta vários dias, eles passam bastante tempo juntos e apesar de Isobel começar a nutrir um certo sentimento pelo príncipe que ela não sabe – ou não quer, ou não pode, simplesmente porque é um crime o envolvimento de humanos com fadas – nomear, eles vão se aproximando cada vez mais até o dia em que ela precisa terminar o retrato e assim Rook vai embora de sua vida e ela acredita que nunca mais o verá novamente.

Porém ela não poderia estar mais errada, porque pouco tempo depois o príncipe volta, completamente furioso e diferente de como ele era quando foi embora, porque ela cometeu o erro de pintar no rosto dele uma fraqueza humana, algo que ele não podia deixar que mais ninguém pudesse ver porque isso custaria a vida dela. E por conta desse erro, ele resolve que devia levar Isobel até o reino das fadas e assim fazer ela pagar por tamanho crime.


“Ele era arrogante, quase insuportável, mas, meu deus, seu poder era inacreditável. Ainda assim, ali estava, tão confuso quanto uma criança frente às próprias emoções, me arrastando a julgamento por causa de uma puntura. Eu não conseguia aceitar que ainda de manhã acreditei estar apaixonada por ele. Sacudi a cabeça. Incrível.
Tem dez mil anos, mas parece ter cinco – murmurei, testando o chão com os pés.
O que você disse? – perguntou Rook, com frieza.
Óbvio que fadas tinham a audição impecável.
Nada, não.

Só que as coisas nunca funcionam muito como planejado e desde o momento em que eles começam a adentrar o mundo das fadas, eles passam a ser atacados e perseguidos por outros e por isso eles precisam, ao invés de ficarem em lados opostos, se unirem para que eles saiam vivos daqueles confrontos. Isobel, em determinado momento, cria um plano junto com Rook e assim eles decidem seguir esse plano para que ela não tenha que morrer e para que as outras fadas acreditem que tudo não passou de uma grande brincadeira para ela com o príncipe, não algo para o ofender ou que fosse real de forma alguma.

Mas com tantos ataques e tantas traições, será mesmo que eles conseguirão sair dessa com vida? Isso vou deixar para que vocês descubram lendo o livro!


“- Eu sei – tranquilizei, com carinho. – Acho que você insultou minhas pernas curtas da primeira vez, entre outras coisas.
Ele se empertigou um pouco.
Em minha defesa, elas são muito curtas e eu não posso mentir.
E com isso você quer dizer que me ama, mesmo com pernas curtas?
Sim. E… não. Isobel, eu a amo inteiramente. Eu a amo eternamente. Eu a amo tanto que me assusto. Temo não poder viver sem você. Eu veria seu rosto toda manhã ao acordar por dez mil anos e ainda assim ansiaria pela manhã seguinte como se fosse a primeira vez.
Acho que pesamos a mão na crítica – suspirei. – Foi uma declaração e tanto.

Agora queria apenas pontuar umas coisas: Isobel é absolutamente uma das melhores mocinhas que eu li esse ano e digo isso sem nem precisar pensar muito. Ela é uma garota forte, capaz de enfrentar os próprios sentimentos e o próprio coração para ir em frente e ser firme com suas decisões e não colocar em risco a vida da tia, que é quem cuidou dela a vida inteira, ou de suas duas irmãs mais novas e gêmeas. Tudo que ela faz, boa parte do tempo, é pensando apenas em sobreviver e garantir a sobrevivência delas também.

Assim como Rook tomou conta do meu coração. Por ser uma fada, ele não consegue mentir e isso rende cenas muito, mas MUITO hilárias, porque ele é um daqueles personagens enfezados e não consegue esconder quando as coisas o incomodam – e não é muito bom em esconder os próprios sentimentos também, mas não vou me adentrar muito nisso.


“- Que sorte – disse ele, amargo –, que sorte a sua, que sorte a nossa, você se sentir assim. Não vamos infringir a Boa Lei tão cedo.
Desviei o olhar da pura angústia nos olhos dele.
O amor precisa ser recíproco, afinal – concluiu Rook.
Que bom – falei, olhando para minhas mãos.
É, que bom! – disse ele, continuando a andar em círculos. – Você deixou bem claro o que acha das fadas. Agora pare de me causar sentimentos – mandou, como se fosse simples assim. – Preciso pensar.

Toda a mitologia que Margaret usou nesse livro não é algo muito revolucionário, pra ser sincera, apesar dela ter criado uma história única e fantástica, muito da mitologia nós já vimos em vários outros livros sobre fadas e sobre humanos, mas eu não considero isso algo ruim de forma alguma. Muito provavelmente por já estar “dentro” dessa mitologia sobre fadas, eu me senti muito mais tranquila durante a leitura, não tendo que me adequar a toda uma nova forma de ver esse tipo de fantasia.

E o romance do livro… Deus, como que eu vou explicar isso sem dar spoiler algum? Acho que posso dizer que, em termos de livros de fantasia, Isobel e Rook se tornaram um dos meus casais favoritos e eu vou dizer o porque: assim como em “Feitiço de Espinhos”, nós temos um relacionamento único. Não precisa dessa nova forma que muitas autoras e autores estão usando de que: ah, temos o vilão que finge que é mocinho e temos a mocinha que é enganada por ele e temos o mocinho que parece malvado. Não. É tudo bem transparente como água qual o papel de cada um nessa história. Por isso que mesmo uma “traição” que ocorre no livro, não parece como uma traição, porque eu sinceramente já esperava. Eu não tinha ideia de como aconteceria, mas eu imaginava que aconteceria sim.


“Rook me observava, um tumulto conflituoso de emoções passava por seus olhos: fascínio por observar minha reação humana. Esperança de que eu achasse sua criação bela. E, por baixo disso tudo, havia tristeza, tão viva quanto uma ferida aberta.”

Isobel e Rook transbordam química o livro todo, em todas as conversas desde as cenas no ateliê quando ela está pintando ele, até quando eles estão juntos na floresta, lutando pelas próprias vidas, você consegue sentir que eles se amam – e, apesar de todo um drama que rola no meio ali por causa dessa lei que existe, você TORCE para que o final deles dois seja o mais feliz possível. É impossível não torcer por eles.

Dito isso, eu queria falar aqui que Margaret me deixou muito magoada mesmo, porque depois de “Feitiço de Espinhos”, eu esperava que a gente tivesse um relacionamento bom (kkkkkkk), mas então ela vem e lança “O Encanto dos Corvos” e ele é um LIVRO ÚNICO! Como assim? Essa sim é a maior traição do mundo pra mim, porque eu queria (leia-se: EU PRECISO) de mais.

Posso dizer com toda certeza do mundo que esse livro se tornou um dos meus favoritos do ano, perfeito pra fechar o ano com chave de ouro!

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