15.12

Sinopse: Luc O’Donnell, infelizmente, é um cara famoso. Quer dizer, mais ou menos. Sendo filho de duas estrelas do rock, ele é uma das subcelebridades preferidas dos tabloides. E agora que seu pai está voltando aos holofotes, ele se tornou o centro das atenções, o que significa que uma foto comprometedora pode – e vai – estragar tudo.

Mas Luc tem um plano: para limpar sua imagem, ele só precisa de um namorado normal e bonzinho, e Oliver Blackwood é as duas coisas, além de advogado, vegetariano e basicamente alérgico a qualquer tipo de escândalo. O único problema é que, tirando o fato de ambos serem gays e solteiros e precisarem de acompanhantes para um evento, Luc e Oliver não têm nada em comum.

É por isso que eles estabelecem um namoro falso, até quando for necessário. Mas o perigo de namorar de mentira é que se parece muito com namorar de verdade. E, quando sentimentos verdadeiros começam a surgir, eles precisam descobrir como fazer dar certo – não para as câmeras, mas para si mesmos.

“Procura-se um namorado” conta a história de Luc e Oliver. Luc é o filho de dois astros do rock dos anos 80 que sempre teve sua “reputação” sendo comentada por causa disso. Como ele tem os pais famosos, vários tabloides ingleses tentam de diversas formas se aproximar do outro para descobrir sobre a vida dele, até que um dia conseguem chegar perto o bastante e com isso decretam que Luc não é uma pessoa realmente confiável – e todos passam a acreditar nisso, inclusive o próprio Luc.

Por conta desse fato, ele não consegue mais se relacionar com ninguém e cada pequeno passo que ele dá em falso é noticiado na mídia como se fosse um super escândalo e isso chega ao ponto em que, por ele simplesmente sair de uma festa a noite, ele tem toda sua credibilidade questionada e fica em risco de perder seu emprego, se ele não sossegar e, por sossegar, é claro que falam sobre ele encontrar um namorado.


“Eu era perturbado, desconfiado, emburrado e paranoico, capaz de encontrar um jeito de arruinar até mesmo as interações humanas mais básicas.”

Mas como fazer isso quando não se confia em absolutamente ninguém? É aí que Oliver entra. A única coisa que Oliver e Luc têm em comum é uma amiga, Bridge, que já está faz anos tentando apresentar os dois. Enquanto Luc tem a vida toda de ponta cabeça, uma bagunça sem fim, Oliver tem a vida aparentemente toda nos trilhos: tem um trabalho bom e sério, é formado na faculdade, vegetariano, sua vida não é pública, não está envolvido em nenhum escândalo e ele tem até mesmo um utensílio doméstico que deixa as bananas separadas do resto das frutas porque (fiquei pasma, eu não sabia disso): a maior parte das frutas apodrece junto com a banana por causa de uma coisa química que a banana libera que faz com que as frutas fiquem mais maduras. Pois é.

Aí você me pergunta: se Oliver tem uma vida tão correta, porque ele aceitaria ser o namorado falso de Luc? Porque ele também precisa de um namorado que possa apresentar aos seus pais porque não quer ir sozinho nas bodas de casamento deles. E é então que começa a verdadeira aventura do livro que é eles se conhecerem melhor, ajudarem um ao outro assim e não deixar que nenhum sentimento atrapalhe os objetivos que eles têm. Obviamente não é nenhum pouco uma receita para tudo dar errado, não é mesmo?


“Verdade seja dita, eu nunca fui o melhor em autocuidado. Autocrítica, eu tirava de letra. Autodepreciação, eu conseguia de olhos fechados, inclusive praticava até enquanto dormia.”

Eu confesso que fui vendida para ler essa história porque, não só foi falado bastante sobre isso, mas como eu também imaginei que ela lembraria bastante “Vermelho, Branco e Sangue Azul”, que todos que me conhecem sabem que é meu comfort book, é um livro que eu volto a ler várias passagens várias vezes simplesmente porque ele faz com que eu me sinta melhor, mas de fato, “Procura-se um namorado” não poderia ser mais diferente, pelo menos pra mim.

Luc e Oliver não lembram em absolutamente nada os protagonistas de VBSA, nem os problemas que eles enfrentam durante o livro e nem as resoluções também. Mas isso não significa, obviamente, que eu não gostei do livro. Muito pelo contrário, foram justamente as diferenças que me fizeram gostar (ainda que não no nível maluco que eu tenho por VBSA) desse livro.


“Porque, quando permito que alguém entre na minha vida, de duas, uma: ou a pessoa vai continuar me aguentando, embora eu não mereça isso de ninguém; ou a pessoa pisa em mim e vai embora, podendo inclusive reaparecer para uma segunda rodada.”

Luc, como eu disse acima, tem SÉRIOS problemas de confiança. E mais do que isso, ele parece não acreditar que ele merece coisas que o façam feliz: tendo crescido a vida toda carregando o peso de ter sido abandonado pelo pai, isso parece ser algo que ajudou a moldar a personalidade dele e em certo ponto, eu consigo até me relacionar com isso e entender. Então, sempre que Luc está feliz com algo, ele se auto sabota, porque ele acha que deve ele mesmo por um fim antes que coloquem por ele e ele acabe se machucando assim.

E Oliver, apesar de demonstrar ser um cara muito centrado o tempo todo, também tem sua própria gama, não só de decepções, mas de traumas e coisas que ele carrega dentro dele em silêncio, até o dia em que tudo explode, mas não vou adentrar muito nesse assunto aqui porque seria um spoiler gigantesco do livro e eu acho que vale a pena ser lido cada pessoa para decidir por si só o que pensa.


“— Ótimo. Mas, como castigo por não ter coragem de pedir um só para você, eu vou dar na sua boca de um jeito sexy.
E vamos de Oliver corando de novo.
Precisa mesmo disso?
Bem. Não. — Sorri para ele do outro lado da mesa. — Mas vou fazer mesmo assim.

Eu li várias resenhas em que muitas pessoas pontuam que eles são abusivos um com o outro, mas na minha concepção não é bem assim. Claro que, você tem o direito de pensar por si próprio e amar ou odiar o relacionamento dos dois, mas eu não acho que eles são abusivos, eu acho que eles são duas pessoas que carregam seus próprios traumas e aprendem (ou não) a lidar com eles e a melhorar como pessoas. Só que acho que fica aqui valendo o aviso então, porque pode ser algo que você considere ruim – ou você pode preferir ler também e tirar suas conclusões.

Minha única reclamação sobre o livro é realmente o tamanho dele. Não, ele não é absurdamente grande, mas a história fica dando voltas e voltas nos mesmos problemas ao invés de levar a uma solução – e quando leva, a solução acontece rápido demais, sem muita conversa sobre. Então fica uma trama comprida, empurrada com a barriga e que seria facilmente resolvida com algumas conversas francas – e com muita, muita terapia de ambos os lados.


“— Não consigo entender como alguém poderia não querer fazer parte da sua vida.
Prendi uma gargalhada.
Você me conhece?
Por favor, não tente escapar dessa com uma piada. Estou falando sério.
Eu sei. Só que é mais fácil afastar as pessoas do que as observar indo embora.

Fora o relacionamento dos dois, que é o ponto principal do livro, não tem muita coisa a acrescentar. Eles têm grandes amigos, mas nenhum desses relacionamentos é realmente aprofundado assim, apesar de terem seus momentos divertidos. A outra única relação que o livro tem um aprofundamento é entre Luc e a mãe dele, que se dão muito bem – e quem o Luc tenta proteger acima de tudo.

Eu achei esse um livro bem tranquilo de ler e muito bom para passar o tempo – além de ter me tirado de uma ressaca que eu estava, sem conseguir ler. Acho que vale bem a pena pegar ele e ler e se divertir com os dois e com o romance deles que, pelo menos eu, achei gostosinho demais de acompanhar.

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