29.10

Sinopse: “Vacilei parado, torcendo para não ser atingido pelos detritos daquele desastre. Alguma entidade governante do universo resolveu fazer justamente o contrário. Nunca tive prestígio mesmo com as autoridades. Um raio projetou-se na minha direção. Não deu tempo de escapulir. Sequer deu tempo de piscar. Às vezes, o medo dá poderes sobrenaturais às pessoas, mas fugir de uma bagaça que viaja na velocidade da luz é impossível, não importa a emoção predominante.”

Mark foi arremessado em um universo paralelo, num mundo sem sol, onde a sociedade não é apenas diferente, mas também contrária a tudo em que ele acredita. Enquanto procura um caminho de volta, afunda em problemas cada vez maiores. Avesso à violência e sem ter para onde correr, ele se vê diante da escolha entre lutar ou fugir. Descobre que existem outras opções.

Liga da Tempestade” é um livro de ficção-cientifica nacional, o qual já me ganhou no momento em que eu li sua sinopse e pedi para fazer parte da leitura coletiva dele, promovida pela LC Agencia – e fui aceita, ainda bem, mas certamente o leria mesmo se não tivesse sido.

Logo no inicio do livro somos apresentados a Mark, nosso protagonista que não é lá muito sortudo e que trabalha em um clube, ajudando velhos ricos nas mais diversas coisas e é lá nesse clube que Mark recebe um conselho que mudaria sua vida: um dos homens que ele conhece lá, fala sobre como ele não devia ficar esperando a primeira grande oportunidade da vida dele aparecer, mas que devia buscar por ela (não exatamente com essas palavras, vale mencionar) e é algo que entra na cabeça dele de uma forma que ele nunca pensou antes.


“O passado oferece lições valiosas para qualquer problema, presente ou futuro.”

Então, depois de uma conversa com seu amigo Adam, ele resolve ter uma conversa ainda mais importante com seu pai, que por mais rígido que Mark diga que ele é, concorda em pedir um empréstimo para que ele fosse pagando aos poucos com seu trabalho e assim Mark consegue comprar um táxi para começar a trabalhar, algo que não existia quase mais na terra de quando esse livro se passa: os táxis ali eram operados apenas por robôs e Mark acha que as pessoas podem sentir falta de algo mais humanizado.

Mark e Adam se juntam nessa empreitada, apesar de Adam estar mais se aproveitando sem trabalhar tanto assim – mas minhas observações sobre ele ficam mais abaixo, até o dia em que absolutamente tudo que pode dar errado dá e Mark se vê em um problema gigantesco: ele vê um atropelamento e ao tentar ajudar a pessoa, os policiais assumem que ele é o culpado e não tentam nem ouvir ele direito, assim levando o carro que ele usa para trabalhar para ser periciado e sem dar nenhuma previsão de quando será devolvido.


A bagaça não pode ficar pior que isso.
Com o tempo, a gente aprende a expulsar essa ideia tola da cabeça de uma vez por todas. Nunca é verdade, para começo de conversa. É uma das malditas leis de Murphy: nenhum problema é tão ruim que não possa piorar.

Depois que toda essa bagunça ocorre, Mark resolve falar com Adam, contar o que aconteceu ao amigo e Adam surta porque tinha feito um empréstimo com um agiota e precisaria usar o carro também como garantia – e é aí que a vida dos dois muda de cabeça para baixo. Os dois são atingidos por uma especie de raio e quando eles acordam, eles estão em um lugar que nem ao menos reconhecem, apenas para ficar sabendo momentos depois que esse lugar não é a terra que eles conhecem, mas outro planeta completamente desconhecido.

E é nesse planeta que eles dois se envolvem em uma trama enorme de politica, traições, mortes e coisas que eles nunca sequer imaginaram.


“Nadei na direção dos gritos, sem pensar nas consequências. É fácil ver que não aprendi nada com o atropelamento do velhote.”

Tem muita, muita coisa para falar sobre esse plot, mas que eu não posso aprofundar tanto simplesmente porque vale a pena você ler e ir tendo todas as surpresas que eu tive, mas eu não posso deixar de falar principalmente sobre Mark, o pobre inocente e desastrado Mark que a cada final de capitulo me deixava mais apreensiva porque nunca era um final “e enfim está tudo tranquilo” e sim “se eu soubesse que tudo ainda ia piorar mais” que não servia EM NADA pra acalmar meu coração ansioso e curioso que queria saber como era possível uma pessoinha entrar em tanta confusão assim não só no próprio planeta, mas em um planeta completamente desconhecido também.

Mark ganhou meu coração de um jeito, que eu passei grande parte do tempo rindo: não só dos desastres que ele causava, mas como ele sempre se esforçava para sair daquela situação – e Mark realmente é, como falamos bastante durante as conversas sobre a leitura, aquele tipo de pessoa para se ter ao lado quando tudo está um lixo enorme, porque ele sempre tenta tirar o melhor de cada situação, mesmo quando a situação não está a favor dele – o que é 90% do livro.


“Anos antes, por um curto tempo, treinei com amigos em um time amador de rúgbi. Nosso treinador, pai de um dos jogadores, insistia em dizer que a dor é resultado da fraqueza abandonando o corpo. Cada vez que ouvia o disparate, eu pensava em esmagar o saco dele e perguntar quanta fraqueza ele sentia.”

Ao mesmo tempo em que Adam é insuportável e sofrível – claro que imagino que esse fosse o objetivo dos autores desde o inicio, mas ainda assim, e eu não posso nem me estender sobre o porque fico com tanta raiva dele porque isso seria um spoiler maior ainda.

Temos outros personagens na história que são tão importantes quanto: Lohanna, Vera e o doutor, isso além dos misteriosos Eternos e o que eu posso falar com toda a certeza do mundo sobre o plot é que: eu cheguei a imaginar que aconteceria o que aconteceu no final em algum ponto, sobre quem estava por trás de tudo que aconteceu, porém a forma como foi mostrada e o que levou a partir dali não foi absolutamente nada do que eu imaginei.


“- Você ficará calado – disse a mulher dirigindo-me um olhar fuzilante – ou será retirado daqui à força.
Cain, cain. Voltei ao meu lugar com o rabinho entre as pernas.”

Eu fiquei um pouco confusa logo que terminei de ler sobre como devia me sentir sobre esse final, porque o final do livro, apesar de ser satisfatório, também deixa em aberto muitas perguntas que não foram respondidas ao longo do livro e que me deixaram curiosas sobre como tudo ficou depois daquele fim – e não só curiosa, mas com um gostinho de quero mais. Queria muito saber mais sobre as outras ligas e mais sobre o planeta onde eles estão e principalmente sobre o futuro de Mark e dos outros personagens que participam ali com tudo que acontece. Porque ao mesmo tempo em que eu sinto que, ok, talvez tivesse ali a resposta de tudo que era importante para aquele plot, ainda assim não deixo de sentir aquela vontade louca de saber muito mais do que eu sei.

E por isso aqui fica o apelo de uma menina DESESPERADA para ler uma continuação :’)

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