06.10

Sinopse: Seis autoras extraordinárias. Seis histórias de amor entrelaçadas. Uma noite que tinha tudo para ser um desastre ― mas acaba sendo brilhante.

Uma onda de calor causa um apagão em Nova York. Multidões se formam nas ruas, o metrô para de funcionar e o trânsito fica congestionado. Conforme o sol se põe e a escuridão toma conta da cidade, seis jovens casais veem outro tipo de eletricidade surgir no ar…Um primeiro encontro ao acaso. Amigos de longa data. Ex-namorados ressentidos. Duas garotas feitas uma para a outra. Dois garotos escondidos sob máscaras. Um namoro repleto de dúvidas. Quando as luzes se apagam, os sentimentos se acendem. Relacionamentos se transformam, o amor desperta e novas possibilidades surgem ― até que a noite atinge seu ápice numa festa a céu aberto no Brooklyn.

Neste romance envolvente e apaixonante, composto de seis histórias interligadas, as aclamadas autoras Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Nic Stone, Angie Thomas, Ashley Woodfolk e Nicola Yoon celebram o amor entre adolescentes negros e nos dão esperança mesmo quando já não há mais luz.

Blackout” começa em uma tarde absurdamente quente em New York, onde somos apresentados diretamente a Tam e Kareem, os personagens principais do conto “A Longa Caminhada” que nós vemos dividido em 5 atos e entre esses 5 atos somos apresentados a outros contos – e outros personagens, nesse livro que foi escrito por 6 autoras diferentes.

Em “A Longa Caminhada”, de Tiffany D. Jackson, nós ficamos sabendo mais do relacionamento de Tam e Kareem, sobre o término deles e o quanto eles ainda carregam de mágoa com o fim daquele relacionamento, e do que mudou nos meses em que eles estão separados – é quando estamos com eles, logo no início, que o calor faz com que o blackout aconteça e eles decidam ir embora juntos para o Brooklyn, onde ocorrerá uma festa e, bem, quem não gostaria de um pouco de drama com o ex percorrendo uma caminhada enorme?


“É louco pra mim saber que sou um dos dez melhores jogadores do estado, e constantemente sinto como se nada disso fosse de verdade. Como se a qualquer momento alguém fosse descobrir o verdadeiro eu. Aí fico bugado pensando qual seria o problema nisso.”

No segundo conto, chamado “Sem Máscara”, de Nic Stone, nós conhecemos Jacorey “JJ” Harding Jr. e Tremaine Wright, que foram colegas de classe durante anos e vemos que JJ pode ou não ter sentimentos mais profundos por Tremaine do que ele se deixa demonstrar, enquanto passamos por flashback dos anos que eles estudaram juntos e pelo momento atual que eles estão enfrentando, presos dentro de um trem no blackout que toma conta da cidade inteira.

Em “Feitas para se encaixar” de Ashley Woodfolk, que é o terceiro conto, somos apresentados a Nella e Joss em um asilo. Nella está lá para visitar seu avô que mora lá e Joss sempre visita o lugar com seu cachorro, Ziggy, que é um cão terapeuta. Nella está passando por uma situação difícil de coração partido e é para Joss que ela se abre, contando tudo sobre o que está acontecendo na vida dela.


“Afinal, se alguém com quem fiquei por meses pôde me dispensar tão fácil, pra que ligar se uma garota bonita que acabei de conhecer acha que sou uma pretendente interessante?”

O quarto conto, “Todas as grandes histórias de amor… e pó” de Dhonielle Clayton, conhecemos Lana e Tristán que são amigos praticamente a vida toda e tem uma história muito fofinha de friends-to-lovers dentro de uma biblioteca onde eles estão em busca de um livro que possa resolver uma aposta que fizeram, isso antes de irem até a famosa festa no Brooklyn.

No quinto conto, que se chama “Sem dormir até o Brooklyn” e foi escrito por Angie Thomas, nós não conhecemos apenas um casal, mas sim quatro pessoas que estão envolvidas em uma situação complicada – e que não moram em New York como os outros: Kayla, Tre’Shawn, Jazmyn e Micah. Kayla e Tre’Shawn são namorados de longa data, mas também não tem mais tanta certeza de onde esse relacionamento irá levá-los. E é aí que Jazmyn e Micah entram. A história se passa em um ônibus de turismo que estava levando todos para darem uma volta quando o blackout acontece – e isso é tudo que eu posso contar sem dar spoilers!

O 6º e último conto, “Seymour & Grace” de Nicola Yoon, conta sobre, bem, Seymour e Grace, que se conhecem pelo aplicativo de uber. Grace está tentando chegar até a festa no Brooklyn, onde ela quer mostrar ao ex-namorado que ela está perfeitamente bem e é Seymour o motorista que está levando ela até lá enquanto eles têm grandes discussões filosóficas no caminho.


“As pessoas se distanciam, mudam. E não dá pra lutar contra a mudança. Querer impedir alguém de mudar é uma luta contra si mesmo. Só dá para aceitar e amar a pessoa nas condições dela. E se não conseguir, precisa deixá-la ir, pro seu próprio bem.”

Bom, falando de um por um dos contos, se eu fosse colocar eles em uma ordem de preferência seria: o primeiro, o quarto, o segundo, o sexto, o quinto e o terceiro. Eu gostei demais, demais, demais da história de Tam e Kareem, nossos primeiros protagonistas, porque eu gosto bastante dessa vibe de ex-namorados que aparentemente não se superaram ainda e tem muitas coisas não-resolvidas entre eles.

Eu vi bastante gente reclamando desse conto em específico, principalmente da mocinha, mas como uma pessoa bem insegura, eu consigo entender alguns dos atos dela e algumas coisas que ela pensa. Mas também acho que sempre vale o principal em qualquer relação (seja ela romântica ou não): a comunicação. Isso é uma das coisas mais importantes do mundo e eu acho que é isso que esse conto mostra muito.


“Minha mãe? Ela diria: Deixe que Deus resolva, meu amor. Duvido que Deus ligue para triângulos amorosos de ensino médio com tanta fome e doença no mundo.”

Eu adorei toda a construção de JJ e Tremaine, no segundo conto. Achei bonitinho e leve a forma como foi tratado o fato de que ele ainda não tinha assumido nem pra ele mesmo como se sentia, principalmente pelo meio em que ele vivia (ele é um jogador de basquete). Eu achei esse conto recheado de uma delicadeza sem limites.

E claro, o quarto conto, que está no meu top 3, é porque como que eu posso resistir a um friends-to-lovers, que é meu segundo tipo de romance favorito (logo atrás de enemies-to-lovers). Eu amei absolutamente tudo sobre esse conto, acho ele o mais fofinho da vida.


“É isso o que acontece quando encontramos a pessoa certa para amar. Quando alguém te ama, nenhum problema importa tanto. Porque amar é uma escolha que a gente precisa fazer todos os dias, mesmo quando o dia não sai como o planejado.”

Agora não posso deixar de fazer uma menção honrosa a “Sem dormir até o Brooklyn” porque: EU. PRECISO. DE. MAIS. Juro. Eu preciso saber o que acontece, como as coisas vão ser dali pra frente. Esse foi o conto que terminou mais em aberto e me deixou ENLOUQUECIDA. Assim como “Seymour & Grace” também. Eu preciso saber o que vai acontecer, minha gente, não façam isso comigo!

Falando de um modo geral, eu achei tão bonito e tão bem escrito, perfeitinho demais como tudo foi se entrelaçando conforme os contos passavam, como as histórias se encaixam umas nas outras para ter um final na tão comentada festa no Brooklyn e o plano de fundo, com New York completamente apagada é a cereja em cima do bolo de um livro muito bem escrito, com relacionamentos maravilhosos.


“Todo mundo aqui só está a caminho de algum lugar. Presos no drama da própria vida. Nos cruzamos por um curto tempo e então nos separamos. Às vezes só quero segurar as pessoas e fazê-las ficar.”

E, é claro, eu nem preciso falar sobre a diversidade de personagens que existem ali. O livro todo é recheado de representatividade e é uma representatividade BOA.

Eu, sinceramente, acho que todo mundo deveria pegar esse livro e ler. É aquele tipo de livro que faz a gente sentir um pinguinho de esperança e ver coisas boas no mundo, perfeito para deixar a gente com um sorriso bobo no rosto e um quentinho gostoso no coração.

Em uma pequena nota: Os Obamas (sim, o ex-presidente e a ex-primeira dama) estão produzindo uma adaptação de “Blackout” para a Netflix. O projeto é fazer não só uma adaptação para série, mas também para filme. Segundo a matéria, isso significa que algumas histórias serão transformadas em filme e outras em série. Não tem ainda muitos detalhes de como isso acontecerá, nem data de lançamento e nem elenco escolhido, mas algumas das autoras do livro vão participar do processo de criação de roteiro. Vocês podem ver a matéria completa em inglês aqui.

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