24.09

Sinopse: No aguardado desfecho da trilogia Simon Snow, nossos heróis tentam seguir em frente de uma vez por todas – mas ainda há algumas perguntas a serem respondidas. Simon Snow está decidido a abandonar a magia de uma vez por todas. Isso significa aceitar que perdeu seus poderes e, principalmente, se afastar de Penelope e Baz. Mas como seguir em frente depois de compartilharem tantas aventuras? E como deixar para trás o amor que sente por Baz? Enquanto isso, Baz percebe que há algo de errado acontecendo no Mundo dos Magos quando sua madrasta abandona a família para seguir um homem que se denomina o verdadeiro Escolhido. Sem poder contar com Penny, que está ocupada demais tentando salvar Shepard de uma maldição, e muito menos com Agatha, que quer ficar longe de qualquer encrenca, é Simon quem topa ajudá-lo, sem saber que está prestes a conseguir mais respostas sobre o próprio passado… Nesta narrativa cheia de criaturas mágicas, ação, mistério e humor, Rainbow Rowell nos conduz ao desfecho da trilogia de Simon Snow, um herói que, independente das tragédias (e triunfos) do passado, tem sempre a coragem de enfrentar o que quer que o destino lhe reserve.

[PODE CONTER SPOILERS DE SIMON SNOW 1 & 2]

Venha o que vier” é o terceiro (e último, até onde sabemos, mas falo disso mais adiante) livro da trilogia que nos levou até Simon Snow. Quem já leu Fangirl, com toda certeza já ouviu falar sobre, porque é o personagem no qual a personagem principal, Cat, faz fanfics sobre. Assim como os outros dois, eu não sei exatamente em que categoria colocar esse livro: seria ele (junto com os outros dois) uma continuação direta do último livro “original” de Simon Snow? Seria ele uma continuação da fanfic de Cat? Ou uma fanfic da fanfic de Cat? É confuso demais parar pra pensar nisso, então vamos focar no que sabemos:

No primeiro livro “Sempre em frente” fomos apresentados propriamente a Simon Snow e aos outros personagens de sua história: Baz, Penelope, Agatha e cia. Lá nós vemos Simon lutar com o Mago para salvar o mundo dos magos e, no final dessa luta, Simon herda asas e um rabo de dragão, mas perde toda sua magia. Em “Filho Rebelde”, o segundo livro, nós sabemos o que acontece depois do tal “felizes para sempre” do final de livros de fantasia: nós temos Simon lidando com o fato de ter perdido seus poderes e não fazer mais parte do mundo em que ele deu tudo de si para salvar e por estar tão deprimido, Penelope e Baz decidem levar ele para uma viagem até os Estados Unidos, tentando animar o rapaz. O livro termina com um grande gancho: depois de uma luta com vampiros que querem ter magia, eles recebem uma ligação exigindo que voltem para a Inglaterra imediatamente. E é aqui nesse ponto que “Venha o que vier” começa.


“Simon Snow sorri para mim, oferecendo um rato vivo como se fosse uma rosa.
Só fico olhando.
Ele sacode o rato, que guincha.
Acaba com ele — Simon diz —, antes que eu comece a me apegar.
Pego o rato e acabo com seu sofrimento.
Mas quem vai acabar com o meu? Antigamente eu achava que seria esse trouxa diante de mim.”

Simon ainda está tentando lidar com não saber mais quem ele é: ele não é mais um mago, mas também não é um humano completo, afinal, nenhum humano tem asas e um rabo de dragão. Eles são chamados de volta para a Inglaterra porque a tia de Baz precisa da ajuda dele – e Penelope levou junto com ela Shepard, o humano amaldiçoado que somos apresentados no segundo livro, que ajudou eles a se salvarem da luta dos vampiros. O relacionamento de Baz e Simon ainda está bem estremecido – até porque Simon estava tentando terminar com Baz no final do segundo livro, tentando convencer Baz de que ele merecia estar com alguém melhor e tudo mais. E Agatha, depois de quase ser levada para uma seita maluca de vampiros que querem magia, está decidida mesmo a deixar tudo para trás e só seguir a vida dela ali.

Simon, ainda muito levado pela tristeza que sente, decide deixar para trás tudo do mundo dos magos: ele vai embora da casa de Penelope para morar sozinho, deixa um bilhete se despedindo de Baz e decide fazer uma cirurgia mágica para se livrar das asas e do rabo, querendo assim ter uma vida normal como um ser humano. Mas claro que nem tudo é tão fácil assim. Já como Simon, aparentemente, não é o escolhido do qual as profecias falaram o tempo todo, vários outros começam a surgir no lugar dele, alegando serem os verdadeiros escolhidos e entre eles um nome se sobressai: Smith-Richards.


“O mundo não parou de girar só porque estou morto e morrendo lentamente. As coisas ainda podem piorar.”

Então Simon decide que tem tempo para uma última aventura naquele mundo e vai atrás de informações para saber quem esse tal Escolhido realmente é com a ajuda de Baz – que tem seus próprios motivos familiares para descobrir sobre o Escolhido e o que ele está pretendendo fazer com o mundo dos magos.

Ao mesmo tempo nós temos Penelope lidando com o fato de Simon, o melhor amigo dela, parecer não querer ter mais nada a ver com ela e com ter levado um “normal” junto com ela para Londres na busca de salvar ele de sua maldição – o que se prova um desafio e tanto, considerando que Shepard simplesmente não parece ter a menor noção do que é perigoso ou não e aceita absolutamente tudo que oferecem a ele.


“— Eu invoquei o demônio.
Minha mãe fica horrorizada.
Por quê?
Shepard contorce o rosto.
Pra ver se eu conseguia?
Ah, Shepard. Penelope, onde é que você encontra esses idiotas irrecuperáveis?

E, claro, Agatha não consegue deixar esse mundo de feitiços para trás uma vez que começa a ajudar seu pai na clínica veterinária que ele tem – e tem um início de amizade com Niamh, que é uma veterinária nova que trabalha com o pai dela e que está fazendo de tudo o possível para deixar as cabras de Watford ainda dentro do colégio, porque todas parecem querer ir embora depois que Ebb morreu.

Bom, eu não vou me aprofundar muito nos detalhes de cada plot desse livro, mas sim, temos esses três plots acontecendo ao mesmo tempo – e é claro que em algum momento eles se entrelaçam, mas também não vou adentrar nisso porque seria spoiler demais.


“Bom, ele vai ficar bem. Vai se recuperar. É um cara alto-astral. Não se deixa abater. Se deixa amaldiçoar, abater, não. Foi amaldiçoado mesmo. E é um tonto. Confia em todo mundo. Será que vai conseguir chegar ao aeroporto com os dois rins intactos?”

O que eu disse lá em cima que comentaria aqui é o simples fato de que quando “Venha o que vier” termina, ele não parece de fato ter terminado. Digo: tem livros com finais abertos, isso é um fato, todos nós já passamos por algo assim na vida. Mas o livro simplesmente não parece ter uma conclusão, por assim dizer. Claro que muitas coisas são respondidas, pequenos detalhes que fomos apresentados nos primeiros livros e tem uma conclusão sobre “o vilão” do livro, mas ao mesmo tempo tem muitas coisas que parece que ficaram meio sem resposta. Em uma parte o capítulo termina e você pensa que vem mais, mas não, o que vem é um epílogo (que é uma resposta pra algo que ficou bem claro conforme esse livro passava – e só UMA página, vale frisar), mas ainda assim deixa outras coisas de fora.

Eu não sei se foi algo proposital da autora para poder ter alguma continuação no futuro, apesar desse livro ter sido dado como o final mesmo – e ela mesma fala isso nos agradecimentos, que o livro é uma trilogia e bem, eu preciso dizer que fiquei um pouco frustrada. Ainda assim valeu a pena a leitura? Valeu e valeu muito. Sabe porque? Porque eu simplesmente amo aqueles personagens ali.


“Nunca entrem numa sociedade secreta, me ouviram? É preciso estar mesmo muito entediado para fazer coisas terríveis em troca de um segredo! Gente rica não consegue nem manter um segredo sem perder a integridade.”

Simon, mesmo nos seus piores momentos, que é quando ele está sofrendo e lidando com tudo do jeito dele, ainda é um personagem apaixonante. Sei que já vi muita gente reclamando sobre ele, porque ele fica meio “ranzinza” desde o segundo livro, mas eu achei algo muito fácil de entender: um dia ele é o escolhido e depois ele simplesmente não é mais. Tudo pelo que ele viveu, pelo que ele lutou, parecia uma grande mentira inventada por alguém que quis usar ele e ele, de repente, não sabe mais quem ele é e onde ele se encaixa. Eu amo Simon TANTO que chega doer meu coração ver ele assim.

E então temos Baz, que continua tão desgraçado de amor quanto nós vemos ele nos dois livros anteriores. E ele é outro que eu amo absurdamente demais. Eu gosto do humor ácido e depreciativo dele, gosto de como ele ama Simon o mesmo tanto que eu amo – tá, bem mais, eu sei. E como ele se esforça e luta para proteger quem ele ama.


“Que criatura ridícula. Feliz porque passei manteiga no sanduíche dele. Como se eu não fosse capaz de fazer o mundo girar ao contrário se achasse que ele preferia assim.”

Penelope segue sendo a mesma rainha de sempre. Eu sou APAIXONADA por ela desde o primeiro livro e esse amor só foi crescendo e as interações dela com Shepard foram as minhas favoritas de longe no livro todo. Toda a forma que o relacionamento deles vai sendo construído é muito divertido, porque ela simplesmente não concebe que ele não parece ter a menor noção do perigo.

Até mesmo Agatha, que eu criei um carinho maior no segundo livro, nesse livro está ainda melhor do que antes. Eu adorei a forma como foi abordada tão naturalmente algo sobre ela nesse livro – mas não vou dar detalhes (spoiler demais!)


“— Você gostaria que eu fosse mágico? — ele pergunta.
Não — digo, sem nem pensar.
Ele baixa os olhos. Como se eu o tivesse magoado. Por quê? Foi a resposta errada? Ele acabou de dizer que não queria ser…
Eu não trocaria quem você é por nada nem ninguém capaz de fazer magia.

Eu não vou mentir e dizer que achei “Venha o que vier” uma boa conclusão. Eu achei que foi uma conclusão aberta demais, que deixou várias perguntas sem resposta, mas como um livro “solo”, sem considerar o resto da historia anterior, ele é ÓTIMO. É um livro gostoso de ler, como todos os livros da Rainbow, é divertido e passa tão rapidamente que quando você vê, já chegou no final e fica querendo mais.

E eu queria mais, queria muito, muito, muito mais 🙁

(oi, Rainbow, sei que você não está lendo isso, mas por favor, conceda minhas preces para mais um livrinho do Simon com um final conclusivo)

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Magazine Luiza.
Submarino.
Travessa.

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1 comentário em “Resenha: [Simon Snow #3] Venha o que Vier – Rainbow Rowell”



  1. Valquíria Lucas disse:

    Oi! Ahh! A sua resenha ficou tão linda! E eu realmente concordo com você, o que mais amamos em toda a trilogia são os personagens. O Baz (no primeiro livro) me ajudou muito,você não faz idéia do quanto. E o Simon nesse terceiro livro (porque me recuso a acreditar que seja o último) estava tão real pra mim! Eu entendo os sentimentos dele, estou lidando com a mesma coisa; quando passamos uma parte da nossa vida acreditando que somos de um jeito e que vamos seguir na naquele caminho certo está tudo bem, mas quando aquilo acaba, quando deixamos essa parte para trás, dói muito, e a gente fica se perguntando quem nós somos agora, e qual caminho seguir. E a pior parte é que não sabemos! Por isso acho que o Simon não foi “ranzinza” ou “infantil” no segundo livro. A única coisa que eu quero saber agora, é sobre o pai do Baz, será que ele nunca vai aceitar a homossexualidade do filho? E além do mais, ele não vai parar de ignorar o fato do Baz ser um vampiro?





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