23.02

Sinopse: Em um sistema solar dominado pelo brutal Império Vathekês, Amani é uma sonhadora. Quando uma mudança finalmente ocorre em sua vida, não é exatamente da maneira como ela esperava: a garota é sequestrada pelo Império e levada em segredo para o palácio real, onde descobre que é idêntica a Maram, a cruel princesa de Vathek.
Maram é tão odiada por seus colonos que ela precisa de uma substituta, alguém que tome o seu lugar em aparições públicas… e que possa morrer por ela.
Mesmo forçada a desempenhar um papel, Amani não consegue ignorar a beleza do palácio—ou a presença de Idris, o noivo da princesa. Só que o esplendor da corte esconde um mundo de violência e medo.
Para ter a chance de ver a sua família de novo, Amani precisa interpretar a princesa com perfeição, já que um único passo em falso pode guiá-la para a morte.

Como eu posso começar a explicar um livro em que entrei pronta para odiar a vilã e terminei amando ela? Ainda me faltam palavras. Mas tudo bem, vamos pelo começo:

Miragem” começa no aniversário da nossa protagonista, Amani, e na festa que o povo dela faz para comemorar a entrada na vida adulta. Andala foi conquistado muitos anos atrás por uma outra colonia, que transformou toda a vida deles, tentando apagar o passado que todos tinham e fingir que todas as outras famílias e culturas não existiam, criando um regime ditatorial.


“Queria que todos se lembrassem do que fomos, do quão forte conseguíamos ser. Obstinação era resistência, com certeza. Mas até mesmo uma rocha se reduziria a nada se enfrentasse chuva suficiente.”

Esse regime era governado por Mathis, o rei deles, que mantinha o povo todo a rédeas curtas para evitar que criassem novas rebeliões. Qualquer minima ameaça de uma rebelião era destruída no mesmo momento e eles matariam quem quer que estivesse envolvido nelas.

Então, no dia da festa de Amani e de outras garotas, o lugar é invadido por droides que estão em busca de algo, deixando todos com medo que estivessem ali em busca de rebeldes, mas na verdade o que eles queriam é a própria protagonista, que foi arrancada de sua casa, de sua família em uma das noites mais importantes da vida dela, sem ao menos saber o porque.


“Perdi uma batalha para a qual eu nunca me preparei para lutar. Tiraram de mim todas as coisas que deveriam ser minhas, com as quais Dihya me abençoou, mas então… como eu poderia me proteger, me preservar, se não havia sobrado nada de mim?
Se tudo que eu tinha era Maram?”

Ao chegar em Ziyaana é que Amani fica sabendo o motivo de estar ali: ela é idêntica a Maram, a filha do rei, a princesa que é odiada por todos – por ser uma mestiça, os dois lados a odeiam. O lado da família do rei, por não considerar ela digna, tendo o sangue daqueles que foram conquistados por eles correndo nas veias dela, e o lado da família de sua mãe, que já tinha morrido, por ela ter o sangue de seu pai, cuja existência trouxe tanta dor para tantos deles.

Nessa situação, Maram precisa de alguém que tome o lugar dela, alguém que apareça em publico e que possa correr riscos por ela e é aí que Amani entra. Maram e Nadine, sua tutora, começam a ensinar Amani tudo que ela precisa saber: sobre os círculos de amizade da princesa, os jeitos dela, como se portar, para ser a copia exata e perfeita dela, uma oferta que ela simplesmente não pode recusar, porque agora sua vida – e de sua família – dependia disso.


“Não se ajoelhe nem se curve, disse a mim mesma. Diante de ninguém. Siga em frente.”

Amani é muito o tipo de mocinha que eu gosto: ela não apenas fica esperando as coisas acontecerem. Apesar de ter medo por ela e pela família dela, ela se esforça para fazer tudo certo e seguir o que a princesa quer, mas ao mesmo tempo está pensando em como fugir de lá e voltar para a vida dela de antes. Eu gostei muito do desenvolvimento dela em torno do livro, mas eu preciso dizer que ela não foi minha personagem favorita simplesmente porque eu entreguei meu coração a Maram.

Maram é uma personagem mais complexa. Nós a conhecemos como alguém odiável, ela é a vilã que arrancou nossa mocinha da vida que ela tinha antes, mas Maram é mais do que apenas uma garota odiável. Eu não posso entrar em detalhes, mas todo o desenvolvimento dela durante o livro e todas as camadas que ela tem, tudo que mostra quem ela é – e o que todos acham que ela é… É demais. Foi o melhor desenvolvimento do livro todo pra mim e foi o que eu mais gostei.


“— Não sou uma criança — respondeu ela. Um mistura de afeição e divertimento percorreu seu rosto. — Faz meses que você está aqui, e ainda continua com um coração mole.
Gosta de ser odiada, então?
Medo e ódio são bons mecanismos de defesa contra um assassino.

Nós somos apresentados a mais uma gama de personagens, alguns com mais importância que outros, mas o que mais aparece é Idris, o noivo de Maram, prometido a ela desde que eram crianças – e que se torna o amor de Amani. Eu achei o relacionamento deles bem desenvolvido também e gostei deles dois juntos, mas o meu relacionamento favorito do livro também não foi deles dois, mas sim o da mocinha e o da vilã.

Amani e Maram tem um desenvolvimento espetacular juntas e eu me apaixonei pelas interações delas, desde o inicio quando eram recheadas de brigas, até o final que não posso mencionar como foi para não dar spoiler, mas que foi bem dolorido pra mim. Elas são o ponto alto do livro completamente.


“Uma prisão é uma prisão, mesmo se revestida em ouro. Mesmo se deixar minhas mãos macias.”

Isso sem contar a maravilhosa mitologia que cerca todo esse livro, tudo sobre o passado e a guerra e sobre o momento que estão vivendo e sobre a pessoa que é adorada por muitos deles, a Massinia, a profetisa da religião deles. É tudo muito bem detalhado e perfeito e eu mal posso esperar para o segundo e ultimo livro chegar para saber o que o final nos reserva.

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