22.12

Sinopse: Da mesma autora de Eleanor & Park, uma história emocionante sobre amor em suas diversas formas e o poder da literatura em momentos difíceis, agora em uma nova edição.

Cath é fã de Simon Snow, uma série de livros que faz sucesso no mundo todo sobre um garoto feiticeiro. Mergulhar nessas histórias foi a única maneira que ela encontrou de lidar, junto com sua irmã gêmea, Wren, com a partida da mãe quando eram crianças. Desde então, a vida da garota se resume a ler, participar de fóruns sobre Simon Snow na internet, escrever fanfics, fazer cosplay dos personagens… Sempre ao lado da irmã.
Mas agora Wren parece pronta para se distanciar do fandom de Simon Snow — e da própria Cath. Afinal, ela deixou bem claro que é hora de cada uma trilhar seu próprio caminho quando avisou que não queria dividir o mesmo quarto na faculdade.
Pela primeira vez, Cath se vê sozinha — e totalmente fora de sua zona de conforto –, e com uma colega de quarto mal-humorada que tem um namorado (bem fofo) que não sai do dormitório das duas. Para completar, ela também precisa se preocupar com o pai solitário e com sua professora de escrita literária, que abomina fanfics. Será que ela vai conseguir sobreviver a tantas mudanças e começar a viver a própria vida? E será que seguir em frente significa deixar Simon Snow para trás?

* Best-seller do New York Times.*
* Escolhido como um dos melhores livros juvenis pelo New York Times Book Review (2013).*

Eu imagino que muita gente já ouviu falar de “Fangirl”. O livro já foi lançado anteriormente aqui no Brasil pela antiga editora da autora Rainbow Rowell aqui e é muito, muito, muito queridinho por muitas pessoas. Eu mesma já tinha lido ele com a tradução anterior, mas então eu o reli agora com a nova edição pela editora seguinte e fiquei surpresa com o tanto de coisas que eu não lembrava tão bem da história – e com algumas que eu lembrava bem demais.


“— Por que escrevemos ficção? — a professora Piper perguntou.
Cath baixou os olhos para o caderno.
Para desaparecer.

Mas bem, vamos do começo.

Cather passou a vida toda junto com sua irmã gêmea Wren. Elas sempre foram inseparáveis até que chegou a época de entrarem na faculdade, então sua irmã chegou pra ela e falou que elas deviam ficar em quartos separados, conhecerem pessoas diferentes e serem “cada uma sua própria pessoa”. Cath, obviamente, não ficou nada contente com aquilo, afinal estava sendo jogada em um lugar que ela não conhecia, com pessoas que não conhecia, de uma forma que ela não ficava nada confortável.


“Eu tenho medo de tudo. E sou doida. Talvez você pense que sou um pouco doida, mas só deixo os outros verem a pontinha do iceberg. Debaixo dessa camada um pouco doida e socialmente inepta, sou um desastre completo.”

Mesmo assim, ela aceitou a decisão de sua irmã e assim foram, cada uma para um dormitório diferente na faculdade e isso é apenas o começo da história. Cath é apaixonada por uma saga de livros chamada de Simon Snow (hehe) e ela tem um perfil em um site onde posta fanfics sobre esse universo, fanfics onde ela coloca Simon e Baz como o casal que ela acredita que eles tem que ser – diferente de como a autora dos livros pensa.

Mas agora na faculdade, ela se sente absolutamente perdida: não tem mais sua irmã e melhor amiga para contar, que parece cada vez mais distante dela – e que começa a desdenhar até mesmo do amor dela por Simon e Baz, algo que ela considera imperdoável. Enquanto isso ela tem que lidar com sua colega de quarto, Reagan, que não podia ser mais diferente dela e com Levi, o garoto que Cath acha que namora com Reagan, já que ele está sempre no quarto delas.


“Cath sentia que nadava em palavras. E às vezes se afogava nelas.”

Obviamente chega um ponto em que as coisas explodem: tantas novidades, tantas coisas ao mesmo tempo colidindo com certas decepções que ela passa ali, que Cath acha que vai se perder não só de quem ela é, mas também de cumprir os prazos, e um prazo muito importante que ela colocou pra ela mesma, que é terminar sua fanfic “Sempre em Frente” antes do lançamento do último livro da saga, encerrando os livros como ela acredita que eles deviam terminar.

É muito difícil pra mim falar sobre Fangirl por inúmeros motivos, mas o principal deles é justamente por conta de Cath. Acho que ela é, de longe, uma das personagens que eu já li que mais me identifico (provavelmente empatando apenas com Aza de “Tartarugas até lá Embaixo”) e eu confesso que estava até com medo de reler o livro porque ao mesmo tempo que é reconfortante, também é bem dolorido ler uma personagem que você se identifica tanto assim.


“— Estou com dó de você, vou ser sua amiga.
Não quero ser sua amiga — Cath disse, tão ríspida quanto pôde. — Gosto do fato de que não somos amigas.
Eu também — Reagan disse. — É uma pena que você tenha estragado tudo sendo tão patética.

Tudo que Cath mais quer é viver a vida dela assim, quietinha como ela é, no mundo dela em que ela escreve suas fanfics e vive pela cabeça de Simon e de Baz porque, como ela mesma menciona, é mais fácil viver na cabeça dos personagens do que enfrentando as coisas que acontecem na vida dela – e tem bastante coisa acontecendo mesmo.

E não é fácil. Viver não é fácil, todos nós sabemos disso (esse ano mais do que em qualquer outro antes pra falar a verdade) e sair de sua zona de conforto, ser jogada em situações que ela não está preparada para enfrentar – e pior ainda, se sentindo sozinha como ela se sente, fazem tudo ter um peso muito maior para Cath.


“— (…) Mas… desistir não é permitido às vezes? Tem algum problema em dizer: “Isso dói muito, então vou parar de tentar”?
Estabelece um precedente perigoso.
De evitar a dor?
De evitar a vida.

Do outro lado desse mundo bagunçado da cabeça de Cath, nós temos outros personagens bem importantes para a história dela: Wren, sua irmã gêmea, que parece também perdida no mundo, mas querendo encontrar seu lugar.

Seu pai, que também enfrenta problemas em sua saúde mental e que deixa Cath mais na beira do colapso ainda com tanta preocupação. Reagan, que estende a mão pra ela quando ela mais precisa. E Levi. Levi que é o cara dos sonhos de, pelo menos, 95% das pessoas que leem esse livro. Ele é um amor e, mais do que tudo, parece compreender Cath, mesmo quando ela própria não se compreende e eles tem uma história tão bonitinha e fofinha de ler e acompanhar e ver todo desenvolvimento que quando você viu, já passaram mil páginas do livro (exagero tá, gente, não tem mil páginas no livro hahahahaha) e você nem viu o tempo passar.


“— Você não é muito de ler. E não é muito de internet. O que sobra?
Levi riu.
A vida. O trabalho. As aulas. O ar livre. Outras pessoas.
Outras pessoas — Cath repetiu, balançando a cabeça e tomando um gole da bebida. — Tem outras pessoas na internet. É incrível. Você tem todos os benefícios de “outras pessoas” sem a parte do odor corporal e do contato visual.
Levi deu um chutinho na cadeira dela. Podia alcançá-la sem se esticar.
Cath. Lê sua fanfic pra mim. Quero saber o que vai acontecer.

Agora que já li os outros livros da Rainbow Rowell publicados aqui no Brasil, posso garantir sem sombra de dúvidas que “Fangirl” ainda é meu favorito. É uma história que fala sobre crescer, acima de tudo, que fala sobre a família, sobre amor e amizade e também fala sobre como a saúde mental é importante.

Se você está querendo ler um romance levezinho e bonitinho com uma personagem muito identificável (certeza que muitos leitores se identificam com Cath também), dê uma chance para esse livro e venha amar ele junto comigo.

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Travessa.

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