07.11


“A Torre de Nero”(As Provações de Apolo #5)
Rick Riordan
Intrínseca – 2020 – 336 páginas

No último livro da série As provações de Apolo, lágrimas, aliados improváveis e um confronto decisivo aguardam o deus mais petulante e adorado do Olimpo.

Não tem chororô, a jornada de Apolo na Terra acabou! Depois de libertar antigos oráculos, enfrentar criaturas assustadoras, derrotar imperadores malignos e passar por humilhações indescritíveis, o ex-imortal se prepara para sua aventura derradeira entre os mortais. Se quiser retornar ao Olimpo e de quebra salvar seus amigos semideuses, ele terá que derrotar o temido Nero e a arqui-inimiga Píton, que não vê a hora de dominar para sempre o Oráculo de Delfos.

Por isso, Apolo e Meg retornam ao lugar onde tudo começou: Manhattan, em Nova York. Lá, terão que se infiltrar na terrível torre de Nero e impedir que o imperador ponha em prática seu plano megalomaníaco de destruição e faça picadinho deles. Com a ajuda dos amigos semideuses, de seres obcecados por chapéus e até da flecha falante mais dramática que existe, eles se preparam para enfrentar uma macabra profecia e seu destino final.

Conseguirá Apolo sair vivo desse embate e retornar ao Olimpo?

Conseguirá Meg confrontar seu padrasto cruel e manipulador?

E, mais importante: conseguiremos sobreviver sem Apolo?

Unindo mitologia greco-romana, tiradas hilárias e momentos de tirar o fôlego, o último livro da série As provações de Apolo traz todos os elementos que consagraram Rick Riordan como um dos escritores mais importantes da literatura infantojuvenil. Considerado “o contador de histórias dos deuses”, o autor já vendeu quase sete milhões de exemplares no Brasil, e suas obras continuam sendo um sucesso absoluto.

Este é o (preparam-se para o choque) último livro da última quintologia do que ficou conhecida como AS CRÔNICAS DO ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE (ou ‘Camp Half-blood Chronicles’) termo que só tomei conhecimento recentemente porque até então para mim era chamado de “Universo Percy Jackson” como muitos de vocês, leitores, podem conhecer também.

Se você, assim como eu, passou os últimos 15 anos (sim, fazem quinze anos desde a publicação de ‘O Ladrão de Raios’) acompanhando os livros do Rick não têm como eu os surpreender com essa resenha. Você basicamente sabe o que vem a seguir, mas vou cumprir meu papel em assegurar que você está certo. É um ótimo livro. Você não precisaria ter libertado os cinco oráculos antigos muito menos recorrer a Delfos pra saber disso.

O livro continua a aventura de Lester Papadopoulos (Apollo, o deus do Sol, em sua forma humana) que consiste em tentar derrotar os três imperadores romanos que agora, com poderes e imortalidade comparáveis a deuses menores, dedicam-se no mundo atual para cumprir o famoso plano diabólico 101 default standard basic de todo vilão: dominar o mundo. É.

Nos livros anteriores, acredito que a quantidade de informações foi bem maior. Isso é algo que realmente torna os livros do Riordan um prazer único, a quantidade de informações e NOVAS informações sobre mitologia que ele salpica em suas histórias, sejam adaptadas ou não para o universo, sempre me rendem uma visita à Wikipédia. Novas (antigas, né, afinal são mitológicas) criaturas e seres com missões e comportamentos que só mesmo alguém que já está nesse ramo faz 15 anos poderiam tê-las achado para nos mostrar. Neste não foi diferente, foi apenas…. em menor quantidade, o que me deixou um pouco desapontado…

Sobre a escrita? Após 15 livros oficiais deste universo e tantos outros paralelos e contos e livros extras, não têm muito o que dizer. A escrita é envolvente e com um humor irônico que nunca encontrei em outro autor. A quantidade de piadas e sátiras que o autor faz nesse livro com situações e coisas na nossa vida real me surpreenderam, arrisco a dizer que não existe uma única página sem uma menção honrosa ou uma adaptação perfeitamente encaixada na história. Seja do Instagram, Disney+ ou lançamentos de álbuns da Beyoncé (que aparentemente rivalizam com a destruição e expectativa causados pelo Raio Mestre de Zeus) o livro é cheio de piadas e brincadeiras que facilitam a compreensão e a imersão na história. Isso tudo faz com que os personagens, rapidamente, se tornem muito reais. O que facilita não só a leitura, mas também abraça o leitor que vorazmente persegue a continuação das obras (sem continuação nesse caso, ops).

Riordan, já desde alguns livros passados, abraçou bem a representatividade como fator essencial para seus livros. Não tão escancaradamente, como alguns outros autores do gênero, mas ainda sim fazendo sua parte de um satisfatório pela forma com que isso é tratado. A relação do Will com o Nico (tão esperada para ser lida) me agradou pela normalidade. Eles são garotos num mundo perigoso, com a única certeza de que se gostam verdadeiramente, qualquer coisa mais que isso teria soado uma p*** forçação de barra. Fiquei surpreso com uma revelação no fim do livro, mas não estou aqui para dar spoiler, só digo que realmente não esperava por isso. 10/10 Rick!

Por se tratar do Último livro da saga atual (Trials of Apollo) eu preciso dizer algo que já disse em outras resenhas de últimos livros (e se não disse, falha minha) a expectativa é sempre imensa. Por meio de entrevistas já era conhecido o fato de que esse seria o fim, THE END, para o Universo Percy Jackson e nada assusta mais um fã que dedicou 15 longos anos à uma história do que um fim qualquer coisa menor que ÉPICO.

Isso é algo que, infelizmente, temos que concordar, Rick Riordan não fez tão bem desde O Último Olimpiano (livro final da primeira quintologia ‘Percy Jackson & os Olimpianos’). É simplesmente isso. O “primeiro último livro” ainda é o melhor de todos. E aqui pode ser que encontremos discussões exaltadas sobre o que é melhor; o que é mais interessante; o que é de fato bom e ruim. Mas vamos deixar esses momentos acalorados para o Twitter, não é mesmo?

Após tantos livros, fica-se no débito de entregar situações cada vez maiores e mais aterrorizantes e estressantes para os personagens – tudo isso foi entregue, cenas de mutilação e perigos psicologicamente danosos permeiam esse livro do começo ao fim, mas o desfecho da aventura não condiz com a finalização épica para um universo tão bem desenvolvido. Pode ser uma questão pessoal, mas apesar da grandiosidade dos acontecimentos narrados, não deixou aquela sensação de desespero pelo final que se aproxima.

Devo sim pontuar que eu tinha certeza de que acontecimentos de livros passados fossem ser revistos. Por “revistos” leia “alterados”. Não acreditei que este fato em específico fosse ser mantido. Digo pontualmente sobre um dos personagens principais nos últimos livros. E ainda acentuo: definir assim o destino de um de seus personagens principais MAIS POPULARES quando se tratando de Literatura YA é algo que exige coragem. Por isso, meus parabéns novamente Rick, acredito que o livro tenha ficado mais rico dessa forma.

Apesar de este ser o último livro, não se esqueçam que o Universo de Percy Jackson cresceu de uma forma inimaginável e que agora, dentro do selo “RICK RIORDAN APRESENTA”, projeto da editora Disney/Hyperion, novos autores provenientes de diversas culturas recebem o apoio para livros que apresentem novas culturas e mitologias para os leitores. É impossível que durante a leitura de algum dos livros originais você não tenha pensado: “como seria uma história com essas bases tratando de X outra mitologia?” pois bem… o universo expandido de Percy Jackson está aí 😉 < https://rickriordan.com/rick-riordan-presents/ >

Por fim, voltando ao livro em questão, faço minhas críticas superficiais à Afrodite. Não era assim que eu a via dada suas aparições anteriores. Mas, afinal, deuses são deuses e por mais que sejam imortais não posso esperar que suas personalidades sejam eternas, não é mesmo?

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Travessa.

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