16.06

Sinopse: Emma Blair casou com seu namorado do colegial, Jesse, quando tinha vinte anos. Juntos, eles construíram uma vida diferente das expectativas de seus pais e das pessoas de sua cidade natal, Massachusetts. Sem perder nenhuma oportunidade de viver novas aventuras, eles viajam o mundo todo, curtindo a vida ao máximo.
Mas, em vez do tradicional “e viveram felizes para sempre”, uma tragédia separa os dois, no dia do seu aniversário de um ano de casamento. O helicóptero com o qual Jesse sobrevoava o Pacífico desaparece e, simples assim, o amor da vida de Emma se vai para sempre.
Emma volta para sua cidade natal em uma tentativa de reconstruir a vida e, depois de anos de luto, reencontra um velho amigo, Sam, que lhe mostra ser, sim, possível se apaixonar novamente. E quando os dois ficam noivos? Emma sente que a vida lhe deu uma segunda chance de ser feliz.
Pelo menos é o que parece — até que Jesse é encontrado. Ele está vivo e tentou voltar para casa, para Emma, todos esses anos que passou desaparecido. Agora, com um marido e um noivo, Emma precisa descobrir quem ela é e o que quer, enquanto tenta proteger todos que ama
Emma sabe que precisa escutar seu coração, ela só não tem certeza se sabe o que ele está querendo dizer.

Imagine que você conhece o cara (ou garota) dos seus sonhos na época do colégio: lindo, divertido, aventureiro. Tudo aquilo que você nem sabia que podia querer em uma pessoa está lá, na sua frente. E então acontece dele também te notar e desde o dia em que trocam o primeiro beijo, vocês nunca mais se separam, ficando juntos em todas as coisas que a vida trás para vocês: o resto do ano letivo, as diferenças gritantes entre o que vocês querem e o que os pais de vocês querem para vocês, a faculdade, os empregos, as viagens e as muitas, muitas aventuras. Você sabe que aquela pessoa chegou ali para ficar para sempre. E então vocês decidem formalizar isso e se casam um com o outro.

Então, um ano depois desse casamento, o impensável acontece: quando seu marido sai em uma viagem e não volta nunca mais. Um acidente terrível tira ele de sua vida e sua vida, tudo que você passou até chegar ali naquele ponto perde todo o sentido. Então você resolve voltar: volta para a casa de seus pais, volta a tentar encontrar um motivo para levantar da cama todos os dias e encontra, e recomeça a sua vida. E é aí que você reencontra um antigo amigo da época da escola e parece que você pode amar novamente.

Esse amigo te faz sorrir como fazia muito tempo que você não fazia e então vocês se apaixonam e ele te pede em casamento e é claro que você aceita. Então, quando tudo parecia resolvido e colocado no lugar, uma noticia chega: seu marido, aquele que você pensava que estava morto, sobreviveu. E ele está voltando para casa. O que você faria?

“Talvez todo mundo tenha vivido um momento que serve como um divisor de águas na vida. Observando nossa linha do tempo, deve existir um marco no meio do caminho, algum evento que nos transformou, mudou nossa vida de forma mais perceptível que os demais.
Um momento que cria um “antes” e um “depois”.Pode ser quando conhecemos o amor da nossa vida ou quando descobrimos qual é a nossa paixão ou quando temos o primeiro filho. Talvez seja algo maravilhoso. Talvez seja um evento trágico.
Mas, quando acontece, fica gravado na memória e muda nossa percepção sobre a vida, fazendo com que todo o resto possa ser dividido como “pré” ou “pós”.
(…)
Então com certeza este é o meu momento.
Tudo o que aconteceu antes de hoje se torna diferente, e não tenho ideia do que vem pela frente depois de agora.”

É esse o dilema que nos é apresentado em “Amor(es) Verdadeiro(s)”. Emma passou o final de sua adolescência e inicio de vida adulta junto com Jesse, o garoto por quem ela se apaixonou no colegial e quando recebeu a noticia da morte dele, ela simplesmente não sabia como seguir em frente, então o jeito foi voltar atrás alguns anos, voltar para a cidade de onde ela não via a hora de sair quando era mais nova – e tentar recomeçar dali. E justamente quando ela reencontra Sam e eles tem essa maravilhosa união de almas, Emma recebe a noticia de que Jesse sobreviveu ao acidente de helicóptero que ela achava que tinha tomado ele pra sempre – e ela não sabe o que fazer com isso.

Foi assim que eu botei meus olhos nessa sinopse que eu soube que tinha que ler esse livro (isso e o fato de ser da Taylor Jenkins, pois eu tinha acabado fazia pouco tempo de ler “Os Sete Maridos de Evelyn Hugo” e estava completamente apaixonada pela escrita dela) e devo dizer que não fiquei decepcionada com o que encontrei ali. Eu, sinceramente, não conseguia nem imaginar como era estar na pele de Emma. Até que no inicio, eu shippei ela tanto com Jesse e sofri muito com a “morte” dele junto com ela, mas depois eu amei cada segundo dela com Sam e quando Jesse voltou, eu sofri com ela, porque não queria Sam magoado e não queria Jesse magoado e não queria Emma magoada e se eu fiquei nessa situação, imagine a cabeça de Emma como estava!

“É possível mesmo superar uma perda? Ou só encontramos um baú dentro de nós que seja grande o suficiente para contê-la? Enfiamos tudo lá, fechamos a tampa e passamos a chave? E nos esforçamos todos os dias para manter esse baú fechado?
Achei que, se escondesse minha dor lá no fundo e mantivesse o baú trancado, a dor desapareceria sozinha. Pensei que um dia abriria o baú e o encontraria vazio, como se todo o meu sofrimento tivesse evaporado.”

Eu até comentei com a Virna quando estava lendo em um ponto que eu parei a leitura algumas horas porque eu estava com medo de quem ela iria escolher (nesse momento eu já tinha meu favorito, mas não vou contar quem é!) e eu não estava preparada para sofrer com ela escolhendo o outro – não que eu fosse odiar também, porque o livro é tão delicado e é tão bem escrito que eu sinceramente não conseguiria ter ódio, eu iria entender completamente as escolhas dela.

Só de pensar estar nessa situação já dá um nó na cabeça. E cada um deles é amável de seu jeito. Jesse é realmente um cara maravilhoso como eu falei ali no inicio: ele é lindo, é engraçado, é aventureiro, é companheiro. E do outro lado nós temos Sam, que também é lindo e é estável e confiável e carinhoso. Mas no centro disso tudo está Emma, que é infinitamente o mais importante de tudo: porque a escolha de Emma pode – e vai – definir todo o resto do futuro dela.

“Não dá para prender o amor em uma garrafa. Não dá para agarrar o sentimento com unhas e dentes e mantê-lo conosco por pura força de vontade.”

Emma é a garota que conheceu Jesse no colegial? A menina impulsiva que queria sumir da cidade e ficar longe da família e viajar o mundo inteiro. Ou ela era agora a mulher que queria estar perto das pessoas que amava, que queria seguir o que os pais queriam que ela fizesse (os pais sempre quiseram que a livraria da família de Emma continuasse com a família e ela se recusava a isso, até aprender o amor pelos livros <3). No final das contas é algo bem errado colocar esse livro como uma simples escolha entre dois caras, a escolha no final é sobre quem Emma realmente quer ser.

Todos os relacionamentos nesse livro são feitos de uma forma delicada de se ver, desde o relacionamento de Emma com os pais, até com a irmã a quem ela se aproxima muito mais depois da “morte” de Jesse, o relacionamento dos pais de Emma com os dois amores dela e dela com suas sobrinhas. É tudo feito com muito cuidado e muito primor e eu adorei cada parte deles.

“O amor romântico é uma beleza nas circunstâncias certas. Mas essas circunstâncias são bem específicas e raras, não?
É raro sermos correspondidos pela pessoa que amamos — amar apenas a pessoa que ama apenas você. Caso contrário, alguém sempre acaba de coração partido.”

Eu não vou dar spoilers de quem a Emma escolhe no final, isso é algo que é bem bonito de se ver no livro e, apesar de ser dolorida a forma como ela chegou a conclusão que chega, tem um final bom e bem agridoce, deixando a dorzinha de um livro tão bom ter acabado, mas ao mesmo tempo te deixando contente com o resultado e como tudo se deu ali.

Se você gosta de livros de romance, eu totalmente indico “Amor(es) Verdadeiro(s)” pra você (inclusive eu acho que muitos shippers de Herongraystairs de “As Peças Infernais” também vão amar esse livro) porque Emma nos prova que é possivel sim amar de coração aberto, mesmo depois de já ter se magoado e sofrido demais. Vale a pena se abrir para o amor de novo – e para essa leitura gostosa também 😉

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Submarino.
Travessa.
Cultura.

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