23.07

Série: Jane, the virgin
Ano de lançamento: 2014
Disponível em: Netflix
Número de temporadas: 5
Sinopse: Jane trabalha em um hotel. Ela tem um noivo que a ama muito e respeita o fato de ela querer chegar virgem ao altar. Mas seus planos mudam, quando ela é inseminada por engano. Para piorar, o sêmen é de seu chefe, um antigo amor platônico de Jane.
Com: Gina Rodriguez, Justin Baldoni e Jaime Camil.


Andei tendo muito tempo livre ultimamente, e, por isso, resolvi explorar algumas séries da Netflix das quais ouço falar há muito tempo mas não considerava exatamente meu tipo de série.

A minha maior supresa até agora, foi essa: Jane, The Virgin. A série, que tem um elenco que eu não conhecia muito, tirando Justin Baldoni (ele produziu aquele filme muito fofo com Cole Sprouse, A Cinco Passos de Você), e Gina Rodriguez, que estreia um filme também disponível na Netflix, Alguém Especial. Também se desenrola de uma maneira especial. É narrada meio que em terceira pessoa, por uma voz que torna tudo mais engraçado e dá um ar de descontração para a série.



A história de Jane é pouco usual: ela, atualmente com 23 anos e virgem (graças a uma promessa feita a sua avó), é inseminada artificialmente e acidentalmente por sua ginecologista. O mundo de Jane, que até então era o exemplo de garota perfeita, vira de cabeça para baixo. Jane se vê no meio de uma confusão enquanto todos tentam lhe dizer o que fazer. O noivo de Jane, Michael (Brett Dier), apaixonadíssimo por ela, concorda em ficar ao seu lado desde que ela entregue o bebê para a família do pai criar quando a criança nascer.

O problema é que o pai é ninguém menos do que Rafael Solano (Justin Baldoni), um jovem ricaço dono de um hotel chiquérrimo em Miami onde, pasmem: Jane trabalha como garçonete. Rafael, extremamente atraente e rico e bla-bla-blá, fica emocionadíssimo ao saber que será pai, e se oferece de prontidão para criar a criança e dar a Jane todo suporte que ela necessita. Ele é casado com Petra (Yael Grobglas), e o casamento, francamente, não vai muito bem, porque, vejam, Petra na verdade é meio louca (mas assistam a série para saber mais).

De repente, Jane se vê em meio a pressão da avó, e da mãe, do noivo, Michael, e de Rafael e Petra. O que Jane não contava, era que em meio a todo o caos, fosse desenvolver sentimentos, ou devo dizer, reacender, sentimentos por Rafael (com quem, pasmem novamente: ela havia trocado um beijo há 5 anos atras, e devo acrescentar que ele não ligou depois disso, mas tudo bem).

Entre ser pressionada pela família e pelo noivo, ser inseminada artificialmente e reencontrar uma antiga paixão, Jane ainda tem que lidar com o fato de que seu pai, que nunca conheceu e sobre quem a mãe sempre mentiu, volta para sua vida, e contrariando suas expectativas sonhadoras, eles não têm muito incomum (mas ele ainda é incrível e um dos melhores personagens da série).

Agora, como se TUDO ISSO não bastasse, o hotel de Rafael onde Jane trabalha se torna, de repente, o cenário de diversos assassinatos misteriosos e ligados a um importante traficante, chamado Sin Rostro. É aí que Michael, noivo de Jane e detetive da polícia de Miami, se vê ainda mais enroscado nesse triângulo, ao ser obrigado a investigar os crimes e conviver no meio de toda a confusão de Jane/Rafael/ o bebê.


Ok, agora que já contei todos os principais contos, vou parar antes de dar spoiler e falar sobre as coisas que mais gostei na série:

* A narração: para mim, foi um dos principais pontos. O narrador, como eu disse anteriormente, dá um ar todo divertido para a série. Além disso, em certos momentos ele nos diz o que os personagens estão sentindo ou pensando, e aponta as cenas e acontecimentos que serão importantes para o desenrolar da série (deveria ter isso em todas as séries para a gente soubesse no que prestar atenção.)
* Os personagens secundários: Gostei muito, muito mesmo, de dois personagens. A primeira é a Petra, esposa de Rafael. Ela é o tipo de vilã que vai atrás do que quer mas não é realmente uma pessoa má. Só muito obstinada. E admito que torço bastante por ela. O segundo e isso é SPOILER ENTÃO SE NÃO QUISER LER PASSE PARA O ITEM DE BAIXO, é o pai de Jane, um ator famoso e narcisista mas muito, muito engraçado. Ele é o tipo de pessoa boa que não vê realmente maldade nos outros e boa parte das cenas engraçadas da série são dele.
* Os flashblacks: Jane, The Virgin, é uma série cheeeeiiiinhaaaa de flashbacks, especialmente no começo dos episódios. E eles são muito importantes para entendermos os personagens e as histórias que serão apresentadas a seguir. Adorei os flashbacks porque eles nos ensinam muito sobre todos os personagens e explicam o passado e as motivações de cada um.
* A trilha sonora: eu super AMEI a trilha sonora da série. Uma das melhores músicas é o tema de Jane e Rafael, Sea of Lovers, da Christina Perri.
* A família e a cultura de Jane: A família de Jane se consiste, principalmente, na mãe e na avó, que a criaram sozinha. E a série foca bastante na criação de Jane e em mostrar como as três nunca precisaram de nenhum homem para atingirem seus objetivos. Adorei o Girl Power da família. Além disso, as três são de descendência Venezuelana/Mexicana, e a avó de Jane, por exemplo, não fala inglês. Então vários diálogos da série são em espanhol, e acabamos aprendendo bastante da cultura delas. Toda a vibe da série, muitas das músicas e a maioria do elenco, é dessa descendência, inclusive. O que é ótimo para desfocar de toda aquela obsessão de American Way e que os Estados Unidos são superior e só o que é americano é bom e tal. Gostei muito mesmo de tudo issso.


Sobre os pontos negativos, não há nada que realmente atrapalhe a série, mas acho que algumas relações e histórias demoram um pouco para se desenrolar, e as vezes isso torna as coisas meio maçantes, mas não a ponto de ser prejudicial.

Assistam a série, se encantem e divirtam com os personagens, e depois venham nos contar o que acharam, e, é claro, recomendar outras séries, filmes, livros, sobre os quais a gente possa conversar. Jane, The Virgin, inclusive, já está entre as minhas preferidas!

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