Sinopse: Em um verão tedioso, os jovens Aristóteles e Dante são unidos pelo acaso e, embora sejam completamente diferentes um do outro, iniciam uma amizade especial, do tipo que muda a vida das pessoas e dura para sempre. E é através dessa amizade que Ari e Dante vão descobrir mais sobre si mesmos – e sobre o tipo de pessoa que querem ser.
Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão.
Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas – e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.

A estória do livro de passa nos EUA dos anos 80.

Esse livro é um pouco diferente das leituras com as quais estou acostumada. É uma daquelas estórias que acontecem devagar, pouco a pouco, e, apesar do livro ter poucas páginas, o enredo demora bastante para se desenrolar.

Acho que o principal motivo para isso é porque o personagem principal, Ari, é extremamente nostálgico e melancólico, e, tudo bem, porque quem não é quando se tem 15 anos, não é mesmo? Mas preciso admitir que não gostei desse aspecto do personagem. Ele passa o tempo todo reclamando de tudo e absolutamente todos ao seu redor, acho que o autor tentou dar uma frizada na infelicidade que o menino sentia e acabou dando uma leve exagerada.

As coisas mudam, entretanto, quando Ari conhece Dante, um menino totalmente diferente dele. Dante é tudo que Ari não é e vice e versa. E os dois se complementam muito bem. Agora sério, gente, o laço que os dois desenvolvem é muito lindo. Daquelas amizades de um em um milhão que você pode só sentar lá e ficar em silêncio do lado da pessoa sabe?

Não me preocupei em entender. Não ligava para o que queriam dizer. Não ligava porque o importante era que a voz de Dante dava a sensação de ser real. E eu tinha a sensação de ser real. Antes de Dante, estar com alguém era a coisa mais difícil do mundo para mim. Mas, com ele, conversar e viver e sentir pareciam coisas perfeitamente naturais. No meu mundo não eram.

A estória em si mesmo não tem tanto uma narrativa de diversos fatos que vão acontecendo, é algo cru, muito próximo da realidade, é o dia a dia de Aristóteles e como ele vai buscando e descobrindo quem é para se tornar completo e preencher o vazio que ele visivelmente sente desde o começo do livro. O autor conseguiu usar muito bem as influências de todos os personagens secundários (que são todos maravilhosos), e mostrar como cada um deles ajudou na evolução de Ari.

É disso que esse livro se trata, se eu tivesse que resumir em três palavras: evolução, aceitação, descobrimento. Para mim, foi muito bonito acompanhar a jornada desses dois personagens, porque o autor descreve seus sentimentos com tanta riqueza de detalhes que é impossível não se sentir próxima dos dois.

O que eu senti falta? Talvez um pov de Dante fosse muito legal e contribuísse ainda mais para esclarecer alguns pontos do livro. Um final mais longo, porque a gente passa a estória toda acompanhando e vendo o desenvolvimento e o final é curtíssimo. E, finalmente,, algumas explicações para atar alguns nós como o irmão de Ari, o futuro dele após o colégio, etc.

Se eu recomendo o livro? Muito! Esse autor, que eu nunca tinha lido e amei, tem uma maneira super sutil de envolver você na estória e te fazer enxergar algumas coisas que, talvez, sozinha você não conseguisse. Quando comecei o livro, achei que era sobre o relacionamento de Ari e Dante, quando terminei, vi que ia muito além disso, é uma jornada de autoconhecimento.

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